01 março 2006

F. Rui Cádima no Blog IRREAL TV

O caso Rui Dias José (RDP)

Formas de Censura em Portugal no Pós-25 de Abril
(cont.)
Um histórico do caso no site do Grupo de Amigos do programa (Feira Franca).

Rui Dias José, estimado colega dos tempos do Liceu Padre António Vieira, e das lutas liceais contra o Fascismo e a Guerra Colonial, está hoje na 'prateleira' da RDP, mas pode ser encontrado, por exemplo, na organização dos "Passeios de Jornalistas": em http://www.cafeportugal.net/ e em http://cafe-portugal.blogspot.com/.

4 comentários:

José Gomes Martins disse...

Olá Maria Fernanda,
Fiz atalho ao blog "Irreal TV".

Fazer jornalismo sério é demasiado complicado! Acredite mais complicadíssimo que no tempo da outra "senhora" onde nas peças era aposto o carimbo "censura"!
Ser jornalista também não compensa... normalmente, durante a sua actividade, segue sob os efeitos psicológicos por via daquilo que atirou para a "manada" porque por detrás há a perseguição das "patas" do Poder, governamental, dos grandes grupos económicos e de outras organizações que actua no estilo siciliano.
O jornalista transparente e com amor à profissão sofre das constantes tesuras monetárias e perseguições.
O Poder, seja ele qual for tem formas, sofisticadas, para mandar dar um "arraial" de porrada a um "pândego" jornalista que meteu o "bedelho" onde não devia... uma das outras formas (que não é a da "lambada") é despedi-lo e mandá-lo colher "malvas" para alimentar a família...fico com pena dos jovens que quando os
questionam o afirmar que no futuro querem ser jornalistas!
Há uns anos, um amigo meu jornalista, sediado na Ásia (que até não estava mal da vida) foi a Portugal passar férias. De volta perguntei-lhe: então como segue a
profissão de jornalista em Portugal? Resposta: " é pá em Portugal há meia dúzia deles que ganham bem...os outros, fui beber uns copos e comer uns petistos com velhos amigos e, depois de eu pagar a primeira rodada, não há um que ofereça a seguinte!"
Bem isto já foi há uns 14 anos... e, hoje a coisa mudou mesmo? Não mudou nadinha e: "no quartel de Abrantes está tudo como dantes!"
O jornalista, o transparente, não tem futuro nenhum na vida... e passa o seu dia-a-dia num constante mal-estar; olhado pelo lado "zarolho" e até lhe chamam (em pensamento), um grande F. da P.!
O Rui Dias, que vagamente conheço o seu caso, não tenho a menor dúvida que sofreu a perseguição, habitual, da "pata do Poder" que o colocou a "pão e laranjas".
No meu caso, mandei a "pata do Poder" colher urtigas e fique a coçar-se da comichão, porque graças a Deus fui jornalista/correspondente no estrangeiro e quando me informaram que eu era um "incómodo" e deixaram de publicar os meus artigos mandei-os aquela parte (com um pau para não sujarem as mãos finas), criei o meu próprio "jornal" www.aquimaria.com onde digo aquilo que me apetece e, podem se arranhar, espojar no pó e roncarem como os burros que me estou nas tintas....porque marimbei para essa rapaziada (nunca fizeram "porra" nenhuma na vida) que para chegaram ao Poder ( infelizmente, ainda bem, esporádico), fizeram trinta por uma linha até o de andarem a colar cartazes nas paredes.
Abraço
José Martins

Nilson Barcelli disse...

A censura, actualmente, é muito mais refinada do que no tempo do Salazar.
Já não usam o lápis vermelho para cortar o que não para publicar, mas para marcar pessoas.
E não é só no jornalismo. É nas empresas e no sociedade em geral.
É uma vergonha.
Um abraço solidário para o Rui José Dias.
Para ti, muitos beijinhos e bom fim-de-semana.

Maria disse...

Menina...
Quando escreves agitas!!!!! Bom post.... bons comentários!!!!!
Beijokas

Anónimo disse...

Viva,
Caros amigos,
Também frequentei o "Padre" e alegra-me saber que tb o frequentaram. Porque foram tempos marcantes e foi uma geração marcada pela resistência e pela imaginação e capacidade actuante.
Posto isto, tudo o que acontece já nada me espanta, apenas me dá mais força para continuar lutando pelo projecto "da manhã clara" de que nos falou a Sophia de Mello Breyner.
O fim da história não chegou com o 25 de Abril, como se comprovou, sobejamente, antes veio animar um pouco mais o combate libertário, seja ele o que se quiser, e isso tem um custo a pagar ao estado que tem a burguesia mais imbecil, mais tosca, mais caceteira, mais parasitária (etc...) da Europa. Todos nós já pagámos um pouco...lembro-me de tantos...do padre Maximino Barbosa de Sousa, nosso professor no PAV, do padre Alberto Neto, também nosso professor, (não por serem padres, naturalmente), e de muitos outros companheiros desempregados depois de uma vida de trabalho, só porque eram delegados sindicais, membros de CT's, lutadores por direitos civís...etc, etc, etc, estou solidário com Rui Dias José e todos os outros... a indignação activa deve continuar...um grande até sempre.
Miguel Colaço