16 agosto 2013

Em memória de Urbano Tavares Rodrigues (1923-2013)



Eu sou marxista mas nunca achei que lutar pela transformação do mundo seja suficiente.
É preciso lutar no concreto por cada ser humano.
                 URBANO TAVARES RODRIGUES

Ficcionista, cronista, ensaísta, crítico literário e poeta, Urbano Augusto Tavares Rodrigues nasceu em Lisboa (freguesia de Santa Catarina), a 6 de Dezembro de 1923, e faleceu na mesma cidade (Hospital dos Capuchos), a 9 de Agosto de 2013.
Filho do jornalista e escritor republicano Urbano da Palma Rodrigues (que foi chefe de gabinete de Afonso Costa) e de Maria da Conceição Tavares, senhora devota, viveu, dos três aos onze anos de idade, na herdade da família, o Monte da Esperança, na margem esquerda do Guadiana, a escassos quilómetros da sede do concelho, Moura. O contacto íntimo com a Natureza alentejana e a percepção da exploração de que era objecto a gente mais humilde marcariam indelevelmente a sua sensibilidade e índole humanista. 
«A casa da minha infância foi um "monte" alentejano, próximo do rio Ardila, a cerca de quatro quilómetros da branca cidade de Moura. A frontaria dava para um pátio empedrado, de onde ainda se vêem, num alto, a eira, e mais perto, outras construções: a habitação do feitor, a cavalariça, a vacaria, o galinheiro, o curral dos porcos, o alpendre onde guardavam o trem, o churrião e vários carros de lavoura e alfaias agrícolas, a charrua, a debulhadora, o trilho... A toda a volta da casa, mansas oliveiras, quase cinzentas por tempo fosco, mas de prata quando o sol se mostra. E, quase encostada à casa, as olaias, muito visitadas pelos pardais sobretudo à noitinha, e a suave glicínia, trepando por uma parede caiada, junto a janelas de grega do quarto dos meus pais. Foi nesse cenário rústico, que de Inverno acordava muitas vezes branco de geada e onde a Primavera vinha cedo, de ouro e azul, sobre a verde germinação das searas, que decorreram os anos mágicos da minha infância, escutando os cantos e os dizeres dos camponeses, brincando com os pastorinhos das ovelhas e das vacas, galopando pelos montados do outro lado do rio, escalando cabeços cobertos de estevas e mistério, descobrindo os caminhos que levam ao Guadiana, a imensa herdade da Rola, aos longes de Espanha. Entre a catequização da minha professora, a D. Guilhermina, piedosa senhora docemente ridícula no seu outono de vida cheio de folhos, fitas e sonhos gorados, e a rebeldia franca dos trabalhadores ranchos, que pelo nosso "monte" passavam, vindos da Amieira e de Portel, comecei a tactear a vida, a dar pela injustiças sociais mesmo ao meu lado, a crescer entre cheiros e sons, visões, bem diferentes, mas misturadas, do paraíso e do inferno. Sentimentos em guerra nasciam dentro de mim e aos meus momentos contemplativos do fim do dia, após as horas de estudo ou os passeios pela beira do Ardila, a pé ou a cavalo, sucediam-se interrogações sem resposta. Deixara de acreditar nos mitos cristãos e procurava outras crenças, outros valores. Era o fim da minha infância, na altura em que meu pai ia ter de hipotecar a herdade (salvando-se anos depois do descalabro) e nós já víamos pela frente a partida para Lisboa, o liceu, o "exílio" entrecortado por breves férias no Alentejo.» ("A Casa da Minha Infância", in "Seixo Review: Revista Semestral de Artes e Letras", n.º 6, s/d.)
Feita a instrução primária em Moura, matriculou-se no Liceu Camões, em Lisboa, onde foi colega do futuro linguista Luís Lindley Cintra. Concluídos os estudos liceais, ingressou na Faculdade de Letras de Lisboa, vindo a licenciar-se em Filologia Românica, em 1949, com a tese "Manuel Teixeira Gomes: Introdução ao Estudo da sua Obra", redigida sob orientação de Jacinto do Prado Coelho. Entre 1949 e 1955, foi professor de Língua, Literatura e Cultura Portuguesas em Montpellier, Aix-en-Provence e Paris (Sorbonne). Na Cidade-Luz, trava conhecimento e relaciona-se com grandes vultos das letras francesas, mormente com os existencialistas Jean-Paul Sartre e Albert Camus. De regresso a Portugal, a par da actividade literária e ensaística dedicou-se ao jornalismo, ao serviço do "Diário de Lisboa", fazendo diversas viagens ao estrangeiro como repórter, das quais resultarão crónicas reunidas em livros. Em 1957, foi nomeado assistente da Faculdade de Letras de Lisboa, cargo de que seria destituído, dois anos mais tarde, por ter apoiado a candidatura do General Humberto Delgado nas eleições presidenciais de 1958. Para prover ao seu sustento e da família (havia-se casado, em 1949, com a escritora Maria Judite de Carvalho de quem tinha uma filha, a futura escritora Isabel Fraga) retomou a actividade jornalística, como redactor e crítico literário e teatral, no "Diário de Lisboa" (e a partir 1963 n' "O Século"), leccionando no ensino particular (no Colégio Moderno, da família Soares, e depois no Lycée Français Charles Lepierre, vulgo Liceu Francês) e fazendo traduções. 
O seu envolvimento em sucessivas acções de luta contra o Estado Novo (solidariedade com as rebeliões estudantis, viagens clandestinas a Cuba e à Checoslováquia, militância na resistência ao lado do Partido Comunista Português, ao qual aderiu formalmente em 1969, apesar da sua aversão ao estalinismo) valeram-lhe a perseguição da PIDE, livros apreendidos e três encarceramentos (em 1961, 1963 e 1968).
Em Outubro de 1974, por proposta de Luís Lindley Cintra, foi reintegrado no corpo docente da Faculdade de Letras de Lisboa, onde se veio a doutorar em 1984 com uma nova tese sobre Manuel Teixeira Gomes ("Manuel Teixeira Gomes: O Discurso do Desejo"), jubilando-se em 1993, mas continuando a exercer a docência na Universidade Autónoma de Lisboa Luís de Camões.
Paralelamente, colaborou em diversas publicações periódicas, como "Bulletin des Études Portugaises", "Colóquio", "Colóquio/Letras", "Cosmos", "Estudos Italianos em Portugal", "Europa" (de que foi director), "Gazeta Musical e de Todas as Artes", "Letras e Artes", "Suplemento Cultural" (do jornal "O Diário"), "Vértice", "Vida Literária" (suplemento do "Diário de Lisboa"), "JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias", "Nouvel Observateur", Seara Nova, Prelo. Foi ainda presidente da Associação Portuguesa de Escritores (1980/82) e membro da secção portuguesa do PEN Club, da Associação Internacional dos Críticos Literários, da Associação Portuguesa de Literatura Comparada, da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Brasileira de Letras e da Académie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres, além de integrar vários júris de prémios literários.
Como ficcionista, estreou-se em 1952 com a colectânea de contos e novelas "A Porta dos Limites". Desde logo se manifesta uma tendência que se irá confirmar com "Vida Perigosa" (1955), "A Noite Roxa" e "Uma Pedrada no Charco": a influência do existencialismo francês, em particular do modelo literário de Albert Camus. Simultaneamente, se manifesta a marca de um certo decadentismo finissecular português, herdado quer de Fialho de Almeida (em particular nas sucessivas evocações do Alentejo que percorrem toda a sua obra), quer de António Patrício e do já citado Manuel Teixeira Gomes, várias vezes revisitado na sua ensaística. Nessa primeira fase, é toda uma geração do pós-guerra na Europa que se exprime, com as suas angústias existenciais (elemento predominante também, na mesma altura, no seu livro de crónicas de viagem "Jornadas na Europa", 1958). Igualmente se revela outra vertente marcante em toda a sua obra ficcional: o erotismo, com fundamentos míticos donjuanescos, sendo de maior relevo, paradoxalmente, as personagens femininas, quase sempre desencadeadoras de momentos privilegiados da acção, de tomadas de consciência muitas vezes agónicas, levando a inesperados actos de revolta e de sacrifício individual a favor do colectivo. Neste sentido, o primeiro romance (ou longa novela) que publicou, "Bastardos do Sol" (1959), constitui uma obra de viragem. Toda a intriga (passada no Alentejo e no íntimo de uma jovem filha de um latifundiário, Irisalva, que se revolta contra o sistema) desenvolve-se significativamente numa noite, ganhando assim o tempo, até então linear, uma dimensão propriamente mítica. Inicia-se a partir daí o que poderá considerar-se uma segunda fase, que vai até "Estrada de Morrer" (1971), e se caracteriza por uma ampliação da temática erótica a nível de um crescente dramatismo de consciencialização política, predominando as alegorias sociais no interior do próprio imaginário erótico e fundindo Eros e Tanatos. Todavia, a morte aqui é mais do que alucinação erótica individual: torna-se situação-limite de revolta, oposta a um quotidiano pequeno-burguês cinzento, vazio, dominado pelo medo, como se vê sobretudo nas colectâneas de novelas "As Máscaras Finais" (1963), "Terra Ocupada" (1964) e naquele que pode talvez ser considerado o melhor de livro de plena maturidade no género, o romance "Imitação da Felicidade (1966). Uma terceira fase será aquela que parte do romance "Dissolução" (1974) e manifesta mais explicitamente os conflitos ideológicos revolucionários e pós-revolucionários, quer em termos de exaltação – "Viamorolência" (1976), "As Pombas Vermelhas (1977), "Desta Água Beberei" (1979) –, quer em termos de angustiada interrogação e testemunho social finissecular – "Fuga Imóvel" (1982), "A Vaga de Calor" (1986), "Deriva" (1993) e "A Hora da Incerteza" (1995).
Em entrevista a José Manuel Mendes para o jornal "Letras e Letras" (n.º 18, 5 de Junho de 1989), o escritor afirmou ter sempre oscilado entre "o realismo e o fantástico": «a pressão da realidade envolvente, que era política e socialmente sórdida, empurrava-me com frequência, com o imperativo das grandes obrigações morais, para o testemunho, mas nunca esse testemunho-denúncia, tão marcado, parece-me, em "Uma Pedrada no Charco" ou em "Os Insubmissos", se alheou da experimentação estética ou da infinita curiosidade pelos recessos e pelas contradições da alma humana. Por tudo isso nunca tive propriamente escola. Sinto-me devedor do simbolismo. Do realismo e naturalmente do neo-realismo, mas também do surrealismo, que desde o início terá deixado sedimentos no meu estilo.»
A sua extensa obra foi várias vezes distinguida, tendo recebido, entre outros, o Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa, em 1958, para "Uma Pedra no Charco"; o Prémio da Imprensa Cultural, em 1966, para "Imitação da Felicidade"; o Prémio Aquilino Ribeiro da Academia de Ciências de Lisboa, em 1983, para "Fuga Imóvel"; o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários, em 1987, para "Vaga de Calor"; o Prémio Fernando Namora, em 1992, para "Violeta e a Noite"; e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo-Branco da Associação Portuguesa de Escritores, em 2004, para "A Estação Dourada". Foram-lhe ainda outorgados o Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores, em 2000, e o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores, em 2002. 
Urbano Tavares Rodrigues participou, como actor (fazendo o papel de si próprio), no filme "Visita, ou Memórias e Confissões", realizado em 1982 por Manoel de Oliveira (ainda não exibido comercialmente). O cineasta, em entrevista a José Matos Cruz, afirmou que «"Visita" surge de uma circunstância, que provocou o acaso, do qual resultou o filme. Eu entendi que devia guardar aquela memória, e passei-a ao cinema...» – a circunstância em causa foi o encontro do realizador com o escritor na prisão do Aljube, em 1963. Mais recentemente, foram realizados dois documentários sobre a sua vida e obra: um por António Castanheira ("Memória das Palavras: Urbano Tavares Rodrigues", 2008) e outro por Possidónio Cachapa ("O Adeus à Brisa", 2009).
Depois do 25 de Abril, aquando da Reforma Agrária, em coerência com o seu ideário e com o lema "a terra a quem a trabalha", Urbano Tavares Rodrigues despojou-se das suas propriedades no Alentejo. Em entrevistas recentes, confessou: «Éramos três. O meu irmão Jorge não tinha as mesmas ideias – era um homem que se interessava fundamentalmente pelo dinheiro. Para podermos dar ao Jorge a parte dele vendemos aquilo a um primo nosso, grande agrário. Comprava se lhe garantíssemos que não lhe ocupavam as terras. Garantimos. A nossa parte, minha e do Miguel [jornalista Miguel Urbano Rodrigues], ficou para o sindicato dos trabalhadores agrícolas do distrito de Beja. Pedi licença para tirar da minha parte uma pequena quantia para ajudar a minha filha a comprar uma casa.» (entrevista concedida a Anabela Mota Ribeiro, in "Jornal de Negócios", 7-Set-2012). «Foi um gesto romântico, separei-me de uma casa à qual tinha um amor profundo. Se não fosse isso era hoje um homem rico. Mas não quero saber. Fiz aquilo que achava certo e coerente com as minhas convicções.» (entrevista concedida a Luís Leal Miranda, in jornal "I", 4-Fev-2010).
[Fontes principais: "Infopédia" e "Dicionário da Literatura Portuguesa", organização e direcção de Álvaro Manuel Machado, Editorial Presença, 1996]


Bibliografia:

Ficção:
- A Porta dos Limites (contos e novelas), Lisboa: Editorial Notícias, 1952
- Vida Perigosa (novelas), Amadora: Bertrand, 1955
- A Noite Roxa (novelas), Lisboa: Bertrand, 1956
- Uma Pedrada no Charco (novelas), Lisboa: Bertrand, 1957 [Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa]
- As Aves da Madrugada (novelas), Lisboa: Bertrand, 1959
- Bastardos do Sol (romance), Lisboa: Arcádia, 1959
- Nus e Suplicantes (novelas), Lisboa: Bertrand, 1960
- Os Insubmissos (romance), Lisboa: Bertrand, 1961
- Uma Noite e Nunca (conto), Lisboa: Tempo, 1962
- Exílio Perturbado (romance), Lisboa: Bertrand, 1962
- As Máscaras Finais (novelas), Lisboa: Bertrand, 1963
- A Samarra (novela), Lisboa: Estúdios Cor, 1964
- Terra Ocupada (novelas), Lisboa: Bertrand, 1964
- A Masmorra (contos), São Paulo (Brasil): Clube do Livro, 1964
- Dias Lamacentos (contos), Lisboa: Portugália Editora, 1965
- Imitação da Felicidade (romance), Lisboa: Bertrand, 1966 [Prémio da Imprensa Cultural]
- Despedidas de Verão (romance), Lisboa: Bertrand, 1967
- Casa de Correcção (novelas), Lisboa: Bertrand, 1968
- Tempo de Cinzas (romance), Lisboa: Editora Ulisseia, 1968
- Horas Perdidas (romance), Lisboa: Bertrand, 1969
- Contos da Solidão (contos), Lisboa: Bertrand, 1970
- Estrada de Morrer (contos e novelas), Amadora: Bertrand, 1971
- A Impossível Evasão (novelas), Porto: Editorial Inova, 1972
- Dissolução (romance), Amadora: Bertrand, 1974
- Viamorolência (novelas), Amadora: Bertrand, 1976
- As Pombas São Vermelhas (contos e novelas), Amadora: Bertrand, 1977
- Estórias Alentejanas (contos), Lisboa: Editorial Caminho, 1977
- Desta Água Beberei (romance), Amadora: Bertrand, 1979
- Abecê da Negação, Lisboa: Editorial Caminho, 1980
- Fuga Imóvel (ficções), Lisboa: Moraes Editores, 1982 [Prémio Aquilino Ribeiro da Academia de Ciências de Lisboa]
- Oceano Oblíquo (contos e novelas), Mem-Martins: Publicações Europa-América, 1985
- A Vaga de Calor (romance), Mem-Martins: Publicações Europa-América, 1986 [Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários]
- Filipa Nesse Dia (novelas), Mem-Martins: Publicações Europa-América, 1989
- Violeta e a Noite (romance), Mem-Martins: Publicações Europa-América, 1991 [Prémio Fernando Namora]
- Deriva (romance), Mem-Martins: Publicações Europa-América, 1993 [Prémio Literatura e Ecologia do Lyons Club de Aveiro]
- A Hora da Incerteza (romance), Mem-Martins: Publicações Europa-América, 1995
- O Ouro e o Sonho (romance), Mem-Martins: Publicações Europa-América, 1997
- O Adeus à Brisa (contos), Mem-Martins: Publicações Europa-América, 1998
- Os Campos da Promessa (novela), fotografias de Pedro Letria, Évora: Ataegina, 1998
- Margem da Ausência (novela), fotografias de Carlos Melo Santos e Fernando Curado Matos, Porto: Edições Asa, 1998
- O Dia Último e o Primeiro (novela), Lisboa: Editorial Caminho, 1999
- O Supremo Interdito (romance), Mem-Martins: Publicações Europa-América, 2000
- Nunca Diremos Quem Sois (romance), Mem-Martins: Publicações Europa-América, 2002
- A Estação Dourada (contos), Mem-Martins: Publicações Europa-América, 2003 [Grande Prémio de Conto Camilo Castelo-Branco da Associação Portuguesa de Escritores]
- God Bless América! (contos), fotografias de Rui Ochôa, Mem-Martins: Publicações Europa-América, 2003
- O Eterno Efémero (romance), Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2005
- Carnaval Negro (antologia de novelas), Porto: Edições Asa, 2005
- O Cavalo da Noite (narrativa para a infância), ilustrações de Raffaello Bergonse, Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2006
- Ao Contrário das Ondas (romance), Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2006
- Os Cadernos Secretos do Prior do Crato (romance), Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2007
- A Última Colina (contos), Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2008
- Assim se Esvai a Vida (novelas), Alfragide: Publicações Dom Quixote, 2010
- Os Terraços de Junho (contos e sonhos), Alfragide: Publicações Dom Quixote, 2011
- Escutando o Rumor da Vida seguido de Solidões em Brasa (novelas), Alfragide: Publicações Dom Quixote, 2012
- A Imensa Boca dessa Angústia e Outras Histórias (contos), Alfragide: Publicações Dom Quixote, 2013

Poesia:
- Zona Xis (poemas em prosa), fotografias de Joel Moniz, Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições, 2003
- Rostos da Índia e Alguns Sonhos (poemas em prosa), Porto: Edições Asa, 2005
- Horas de Vidro, prefácio de Manuel Gusmão, Alfragide: Publicações Dom Quixote, 2010

Teatro:
- As Torres Milenárias: peça em dois actos, Amadora: Bertrand, 1971

Literatura de viagens e crónicas:
- Santiago de Compostela, Lisboa: Empresa Nacional de Publicidade, 1949
- Jornadas no Oriente: Lisboa-Goa e Volta, Lisboa: Bertrand, 1956
- Jornadas na Europa, Lisboa: Publicações Europa-América, 1958
- De Florença a Nova Iorque, Lisboa: Portugália Editora, 1963
- Roteiro de Emergência, Lisboa: Portugália Editora, 1966
- A Palma da Mão, Porto: Editorial Inova, 1970
- Deserto com Vozes, Porto: Editorial Inova, 1971
- Esta Estranha Lisboa, Lisboa: Prelo, 1972
- Redescoberta da França, Lisboa: Seara Nova, 1973
- Viagem à União Soviética e Outras Páginas, Lisboa: Seara Nova, 1973
- As Grades e o Rio, Porto: Editorial Inova, 1974
- Perdas e Danos, Lisboa: Seara Nova, 1974
- Diário da Ausência e Textos de Presença Activa, Amadora: Bertrand, 1975
- Vinte e um Dias de Luta, Lisboa: Seara Nova, 1975
- Palavras de Combate, Lisboa: Seara Nova, 1975
- Registos de Outono Quente: algumas notas de viagem, Lisboa: Seara Nova, 1976 - A Luz da Cal: Itinerário Alentejano, fotografias de António Homem Cardoso, Lisboa: Éter, 1996
- Agosto no Cairo: 1956, Lisboa: Instituto Camões, 1999

Ensaio:
- Manuel Teixeira Gomes: Introdução ao Estudo da sua Obra, Lisboa: Portugália Editora, 1950
- Présentation de Castro Alves, Coimbra: Coimbra Editora, 1954
- O Tema da Morte na Moderna Poesia Portuguesa, Lisboa: separata da revista "Graal", No. 4, 1957
- O Mito de Don Juan e o Donjuanismo em Portugal, Lisboa: Edições Ática, 1960
- Teixeira Gomes e a Reacção Antinaturalista, Lisboa: Casa do Algarve, 1960
- Noites de Teatro, 2 vols., Lisboa: Edições Ática, 1961/1962
- O Romance Francês Contemporâneo, Lisboa: Sociedade Portuguesa de Escritores, 1964
- Realismo, Arte de Vanguarda e Nova Cultura, Lisboa: Editora Ulisseia, 1966
- O Tema da Morte: Ensaios, Lisboa: Cronos, 1966
- A Saudade na Poesia Portuguesa, Lisboa: Portugália Editora, 1968
- Escritos Temporais, Lisboa: Livros Alicerce, 1969
- Ensaios de Escreviver, Porto: Editorial Inova, 1970
- Uma Etapa da Revolução, Lisboa: Seara Nova, 1975
- Ensaios de Após-Abril, Lisboa: Moraes Editores, 1977
- Reflexões sobre Três Sonetos de Camilo Pessanha, Lisboa: Academia das Ciências, 1978.
- O Gosto de Ler, Porto: Nova Crítica, 1980
- O Rosto e a Máscara na Obra de Fernando Namora, Lisboa: Academia das Ciências, 1980
- Aprendizagem da Vida, da Escrita e da Morte na Obra de Cesare Pavese, Lisboa: separata da revista "Estudos Italianos em Portugal", 1980
- Jogos de Água: a Líbido, a Morte e a Mãe em "O Homem das Fontes" de António Patrício, Lisboa: Academia das Ciências, 1980
- Um Novo Olhar sobre o Neo-Realismo, Lisboa: Moraes Editores, 1981
- Manuel Teixeira Gomes: O Discurso do Desejo, Lisboa: Edições 70, 1984
- A Horas e Desoras, Lisboa: Edições Colibri, 1993 [Prémio de Ensaio Jacinto do Prado Coelho]
- Tradição e Ruptura, Lisboa: Editorial Presença, 1994
- O Homem sem Imagem: a persistência das marcas surrealistas nos romances de Aragon, Lisboa: Edições Colibri, 1995
- Os Tempos e os Lugares na Obra Lírica, Épica e Narrativa de Manuel Alegre, Lisboa: Edições Universitárias Lusófonas, 1996
- O Texto sobre o Texto, Lisboa: IN-CM, 2001
- A Flor da Utopia, ilustrações de Rogério Ribeiro, Porto: Edições Asa, 2003
- A Obra Literária de Álvaro Cunhal / Manuel Tiago Vista por Urbano Tavares Rodrigues, Lisboa: Editorial Caminho, 2005
- A Natureza do Acto Criador, Lisboa: IN-CM, 2011

Organização de antologias:
- Romanceiro Português, escolha, notas e prefácio de Urbano Tavares Rodrigues, ilustrações de Maria Judite, Lisboa: Campanha Nacional de Educação de Adultos, 1956
- Alto e Baixo Alentejo, introdução, selecção e notas de Urbano Tavares Rodrigues, Lisboa: Bertrand, 1958
- O Algarve na Obra de Teixeira Gomes, prefácio e selecção de Urbano Tavares Rodrigues, Lisboa: Portugália Editora, 1962
- O Mundo do Toureio na Literatura de Língua Portuguesa, selecção e prefácio de Urbano Tavares Rodrigues, Lisboa: Portugália Editora, 1966
- A Estremadura, introdução, selecção e notas de Urbano Tavares Rodrigues, Lisboa: Bertrand, 1968
- Poesia da Noite, selecção e prefácio de Urbano Tavares Rodrigues, Lisboa: Neo-Farmacêutica, 1970
- O Cristal da Palavra: Cartas Inéditas de Manuel Teixeira Gomes a Afonso Lopes Vieira, Lisboa-Portimão: Edições Colibri, 1999
- Retratos para Aquilino (texto e pintura, em colaboração com outros autores), Paredes de Coura: Câmara Municipal de Paredes de Coura - Cooperativa Árvore, 2000
- O Algarve em Poemas, Porto: Edições Asa, 2003
- Os Poemas da Minha Vida, Lisboa: Público, 2005
- É Tempo de Começar a Falar de Álvaro Cunhal, organização e prefácio de Urbano Tavares Rodrigues, Porto: Edições Asa, 2006


E como se comportou desta vez a rádio estatal? A Antena 2 repôs a entrevista concedida pelo escritor a João Almeida, em 2008. A Antena 1 transmitiu uma entrevista realizada por Mário Galego em finais de 2012 e recuperou do arquivo a edição do programa "Vidas Que Contam" consagrada a Urbano Tavares Rodrigues, que havia sido emitida em Março passado.
As entrevistas e as resenhas biográficas são, sem dúvida, importantes, mas algo mais a rádio pública podia e devia fazer no sentido de dar a conhecer a obra, em si mesma, do autor. Refiro-me concretamente à transmissão, na íntegra, da adaptação radiofónica do romance "Bastardos do Sol" e à inclusão na 'playlist' da Antena 1 (e mesmo na da Antena 3 – porque não?) das canções que se gravaram baseadas em poemas seus (que aproveito para aqui apresentar).
Antes, deixo os atalhos para os referidos programas e também para outros com entrevistas, a começar pelo "Agora... Acontece!", de 14-Dez-1998. Destaco entre todos "A Força das Coisas" que contém duas entrevistas: uma realizada pelo autor do programa, Luís Caetano, em meados de 2012, e outra por Francisco Igrejas Caeiro, em 1957.


"Agora... Acontece!" N.º 11, de 14-Dez-1998



Urbano Tavares Rodrigues entrevistado por Carlos Pinto Coelho, a propósito do lançamento do livro "Margem da Ausência" (Edições Asa, 1998) [a partir de 20':45"]


"Quinta Essência", de 10-Out-2008 [reposição em 10-Ago-2013]

http://www.rtp.pt/play/p319/e125826/quinta-essência

Urbano Tavares Rodrigues entrevistado por João Almeida, em 2008
Produção e coordenação de Manuela Gomes


"Última Hora", de 18-Jun-2012
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=2616857

Urbano Tavares Rodrigues entrevistado por Ricardo Oliveira Duarte, a propósito do lançamento do livro "Escutando o Rumor da Vida seguido de Solidões em Brasa" (Junho de 2012)


"A Força das Coisas", de 28-Jul-2012
http://www.rtp.pt/play/p321/e89014/a-forca-das-coisas

Urbano Tavares Rodrigues entrevistado por Luís Caetano, em Julho de 2012
Urbano Tavares Rodrigues entrevistado por Francisco Igrejas Caeiro para o programa "Perfil dum Artista" (1957)


"Entrevista Antena 1", de 09-Ago-2013
http://www.rtp.pt/play/p314/e125745/entrevista-antena-1

Urbano Tavares Rodrigues entrevistado por Mário Galego, em finais de 2012


"Vidas Que Contam", de 19-Mar-2013
http://www.rtp.pt/play/p328/e111194/vidas-que-contam

Documentário radiofónico sobre Urbano Tavares Rodrigues; autoria e realização de Ana Aranha



Canção do Soldado (No Cerco do Porto)



Poema: Urbano Tavares Rodrigues
Música: Adriano Correia de Oliveira
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira (in EP "Menina dos Olhos Tristes", Orfeu, 1964; "Obra Completa: CD "A Noite dos Poetas", Movieplay, 1994, 2007)




[instrumental]

Sete balas só na mão,
Já começa a amanhecer;
Sete flores de limão
P'ra lutar até vencer.
Sete flores de limão
P'ra lutar até morrer.

[instrumental]

Já estremece a tirania,
Já o sol amanheceu;
Mil olhos tem o dragão,
Há chamas d'oiro no céu.
Mil olhos tem o dragão,
Há chamas d'oiro no céu.

[instrumental]

Abriu o peito o luar,
Companheiros, acercai-vos!
Arde em nós a luz do dia,
Companheiros, revezai-vos!
Arde em nós a luz do dia,
Companheiros, revezai-vos!

[instrumental]

Já o rouxinol cantou,
Tomai o nosso estandarte!
No seu sangue misturado
Já não há desigualdade.
No seu sangue misturado
Já não há desigualdade.

[instrumental]

Sete balas só na mão,
Já começa a amanhecer;
Sete flores de limão
P'ra lutar até vencer.


* Rui Pato – viola



Margem Sul (Canção Patuleia)



Poema: Urbano Tavares Rodrigues
Música: Adriano Correia de Oliveira
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira* (in LP "Margem Sul", Orfeu, 1967; "Obra Completa: CD "A Noite dos Poetas", Movieplay, 1994, 2007)




[instrumental]

Ó Alentejo dos pobres,
Reino da desolação,
Não sirvas quem te despreza!
É tua a tua nação.
Não sirvas quem te despreza!
É tua a tua nação.

Não vás a terras alheias
Lançar sementes de morte!
É na terra do teu pão
Que se joga a tua sorte.
É na terra do teu pão
Que se joga a tua sorte.

Terra sangrenta de Serpa,
Terra morena de Moura,
Vilas de angústia em botão,
Dor cerrada em Baleizão.

[instrumental]

Ó margem esquerda do Verão,
Mais quente de Portugal,
Margem esquerda deste amor
Feito de fome e de sal.
Margem esquerda deste amor
Feito de fome e de sal.

A foice dos teus ceifeiros
Trago no peito gravada,
Ó minha terra morena,
Como bandeira sonhada.
Ó minha terra morena,
Como bandeira sonhada.

Terra sangrenta de Serpa,
Terra morena de Moura,
Vilas de angústia em botão,
Dor cerrada em Baleizão.

[instrumental]


* Rui Pato – viola



Margem Esquerda



Poema: Urbano Tavares Rodrigues
Música: Luís Cília
Intérprete: Luís Cília* (in LP "La Poésie Portugaise de nos Jours et de Toujours N.º 2", Moshé-Naim, 1969)




[instrumental]

Ó Alentejo dos pobres,
Reino da desolação,
Não sirvas quem te despreza!
É tua a tua nação!

Não vás a terras alheias
Lançar sementes de morte!
É na terra do teu pão
Que se joga a tua sorte!

Terra sangrenta de Serpa,
Terra morena de Moura,
Vilas de angústia em botão,
Dor cerrada em Baleizão.

[instrumental]

Não vás a terras alheias
Lançar sementes de morte!
É na terra do teu pão
Que se joga a tua sorte!

A foice dos teus ceifeiros
Trago no peito gravada,
Ó minha terra vermelha,
Como bandeira sonhada. [bis]

[instrumental]


* Luís Cília – canto e guitarra
François Rabbath – contrabaixo
Engenheiro de som – Jean-Pierre Dupuy



Canção do Soldado no Cerco do Porto



Poema: Urbano Tavares Rodrigues
Música: Luís Cília
Intérprete: Luís Cília* (in LP "La Poésie Portugaise de nos Jours et de Toujours N.º 2", Moshé-Naim, 1973 – edição espanhola)




[instrumental]

Sete balas só na mão,
Já começa a amanhecer;
Sete flores de limão
P'ra lutar até morrer.

Já estremece a tirania,
Já o sol amanheceu;
Mil olhos tem o dragão,
Há chamas d'oiro no céu.

Cresçam monstros e canhões
Contra este mar de vontades!
A força bruta não pode
Vencer o sol das verdades!

Abriu-me o peito o luar,
Companheiros, acercai-vos!
Arde em nós a luz do dia,
Companheiros, revezai-vos!

Já o rouxinol cantou,
Tomai o nosso estandarte!
No seu sangue misturado
Já não há desigualdade.

Cresçam monstros e canhões
Contra este mar de vontades!
A força bruta não pode
Vencer o sol das verdades! [bis]

[instrumental]


* Luís Cília – canto e guitarra
François Rabbath – contrabaixo
Engenheiro de som – Jean-Pierre Dupuy



Paixão



Poema: Urbano Tavares Rodrigues
Música: António Victorino d'Almeida
Intérprete: Maria João Pires & Carlos do Carmo* (in CD "Maria João Pires & Carlos do Carmo", Universal, 2012)


Ai coração de Lisboa
Sangrando por tantas feridas!
Dizem que excesso de amor,
Tantas rosas comovidas.

Arde a paixão no teu rosto
E as ondas altas do mar
Rolam no fervor do ar;
Ai tempestades de Agosto!
[bis]

Com um beijo me prendeste
À tua blusa dourada;
Com outro beijo me deste
Os mirtos da madrugada.

Arde a paixão no teu rosto
E as ondas altas do mar
Rolam no fervor do ar;
Ai tempestades de Agosto!
[bis]

Maria, filha da luz,
Ancoraste em meus abraços;
E a espuma do sol reluz
No segredo dos teus braços.

[instrumental]

Arde a paixão no teu rosto
E as ondas altas do mar
Rolam no fervor do ar;       | bis
Ai tempestades de Agosto!  |


* Maria João Pires – piano
Carlos do Carmo – voz
Gravado nos Estúdios Namouche, Lisboa, em Maio, Julho e Outubro de 2012

Engenheiro de gravação – Joaquim Monte
Misturado e masterizado por Alfredo Almeida e Carlos Vales, no Bebop Studio



Capa da primeira edição do romance "Bastardos do Sol" (Arcádia, 1959)



Capa da edição em DVD do documentário "Memória das Palavras: Urbano Tavares Rodrigues", realizado por António Castanheira em 2008 (Edições Cão Menor, 2009)

26 julho 2013

"Questões de Moral" para ler



Até finais de Dezembro de 2012, sempre que nas ondas da Antena 2 surgia a secção instrumental da ária "Così potessi anch'io" (*), de Vivaldi, era sinal quase certo de que começara ou estava a acabar uma emissão do "Questões de Moral". Infelizmente, o programa desapareceu da grelha, porque a direcção de programas não quis que ele continuasse, mesmo na modalidade de reposição, já que as emissões originais haviam cessado dois meses antes (ao ser negado a Joel Costa o exercício do direito previsto nos números 2 e 3 do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 498/72, de 9 de Dezembro, na redacção que lhe dada pelo Decreto-Lei n.º 179/2005, de 2 de Novembro).
Mas ao contrário dos altos (ir)responsáveis da Antena 2 e da Rádio e Televisão de Portugal, nada ralados com o prejuízo advindo para o auditório, Joel Costa sempre teve em boa conta e consideração os seus ouvintes, e entendeu por bem continuar a presenteá-los com as suas lúcidas, pertinentes e desassombradas reflexões sobre as mais variadas temáticas. Não oralmente e via rádio (pelo menos, enquanto não houver uma estação interessada em recuperar o programa) mas sob a forma escrita, e visual, através do blogue "Questões de Moral" (http://questoes-de-moral.blogspot.pt/). Aqui se deixa a lista dos artigos publicados até ao momento, com os links de acesso directo.
O salutar exercício do pensamento sem peias como profiláctico do marasmo e da torpeza mental!

(*) "Così potessi anch'io" (ária de Alcina), do II Acto da ópera "Orlando Furioso", RV 728, de Antonio Vivaldi, estreada no Teatro Sant'Angelo, de Veneza, em Novembro de 1727. O libreto tem a assinatura de Grazio Braccioli e baseia-se no poema épico homónimo de Ludovico Aristo, publicado (na versão completa) em 1532.
A gravação que Joel Costa utilizou no indicativo/genérico do "Questões de Moral" é de I Solisti Veneti, sob a direcção de Claudio Scimone, com o meio-soprano Lucia Valentini Terrani no papel de Alcina (grav. Jul-1977 – ed. Erato, 1978, reed. Erato, 1992, Apex/Warner Classics, 2005).
Aqui se apresenta o vídeo dessa gravação e também o de outra mais recente, muito aclamada, pelo Ensemble Matheus, dirigido por Jean-Christophe Spinosi, com Jennifer Larmore (grav. Théâtre des Champs-Elysées, Paris, Mar-2011 – ed. Naïve, 2011 – DVD).



Antonio Vivaldi: "Così potessi anch'io", por I Solisti Veneti, dir. Claudio Scimone, com Lucia Valentini Terrani (grav. Jul-1977).



Antonio Vivaldi: "Così potessi anch'io", por Ensemble Matheus, dir. Jean-Christophe Spinosi, com Jennifer Larmore (grav. Mar-2011).


"Questões de Moral":
(por ordem cronológica da publicação)
  1. MUDAR A VIDA [>> Ler]
  2. A JUSTA LUTA DO PATRONATO POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA (1) [>> Ler]
  3. A JUSTA LUTA DO PATRONATO POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA (2) [>> Ler]
  4. A JUSTA LUTA DO PATRONATO POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA (3) [>> Ler]
  5. A JUSTA LUTA DO PATRONATO POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA (4) [>> Ler]
  6. APRENDER A SER [>> Ler]
  7. BAYREUTH – O IDEAL [>> Ler]
  8. O VENTO [>> Ler]
  9. RAIO SOBRE A CÚPULA DE S. PEDRO [>> Ler]
  10. A MINHA ÓPERA FAVORITA [>> Ler]
  11. REGRESSO E RECOMEÇO [>> Ler]
  12. O GARANTE? [>> Ler]
  13. A DEMOCRACIA? [>> Ler]
  14. AGUENTAR? [>> Ler]
  15. O PAPA? [>> Ler]
  16. PORTUGAL NÃO É PARA VELHOS? [>> Ler]
  17. DON LUÍS [>> Ler]
  18. OS CÍNICOS [>> Ler]
  19. A MORAL DE BAYREUTH – A REALIDADE [>> Ler]
  20. DEPOIS DE UMA LEITURA (RÁPIDA) DE BERGSON [>> Ler]
  21. O CORREIO DA NOITE [>> Ler]
  22. O VERDI WAGNERIANO E OS COMPLEXOS DE PARIS [>> Ler]
  23. QUEM SE LEMBRA DO ANO DE 2004? [>> Ler]
  24. MORAL DE BAYREUTH – A RELIGIÃO [>> Ler]
  25. A NOVA ORDEM GLOBAL DO ÓPIO [>> Ler]
  26. A NOSSA PESTE [>> Ler]
  27. A VERDADEIRA (E TRISTE) HISTÓRIA DE D. CARLOS, PRÍNCIPE DE ESPANHA [>> Ler]
  28. AS RALAÇÕES QUE A HISTÓRIA ME DÁ [>> Ler]
  29. A DEMOCRACIA QUANTITATIVA [>> Ler]
  30. O TIO WOLF [>> Ler]
  31. ÓCULOS ESCUROS [>> Ler]
  32. UM DIA GOSTAVA DE IR A S.PETERSBURGO [>> Ler]
  33. BERLIM, OU O HOMEM DAS ESQUINAS OBLÍQUAS [>> Ler]
  34. POR EXEMPLO, NÃO ME APETECIA NADA IR A PEQUIM [>> Ler]
  35. UM EPISÓDIO EM NÁPOLES [>> Ler]
  36. UMA EXPERIÊNCIA DO TEMPO [>> Ler]
  37. NEM SÓ CAPITÃES HOUVE EM ABRIL [>> Ler]
  38. O PASSEIO DE SHAKESPEARE PELO CARMO E PELA TRINDADE [>> Ler]
  39. AMARGURA [>> Ler]
  40. A MORAL DE BAYREUTH – A ESTÉTICA [>> Ler]
  41. A JUSTIÇA DE VENEZA [>> Ler]
  42. A UTOPIA, A PAZ E A IMORTALIDADE [>> Ler]
  43. VIA DEGLI AVIGNONESI [>> Ler]
  44. UMA DEMOCRACIA DA INDIFERENÇA [>> Ler]
  45. ESPERO NUNCA VIR A TER NADA QUE FAZER EM SYDNEY [>> Ler]
  46. O VENENO DOS CORTESÃOS [>> Ler]
  47. A PROVIDÊNCIA [>> Ler]
  48. AS DUAS MÃES DE LEONARDO [>> Ler]
  49. A PROVIDÊNCIA (AINDA) [>> Ler]
  50. JESUS VON NAZARETH [>> Ler]
  51. A TRAIÇÃO DO POETA [>> Ler]
  52. A INFLUÊNCIA DOS ELEVADOS NÍVEIS DE POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA NA INTERPRETAÇÃO DAS ÓPERAS DE VERDI [>> Ler]
  53. DESOBEDIÊNCIA [>> Ler]
  54. O SENSO, DE VISCONTI, OU O MELODRAMA OITOCENTISTA ITALIANO ENQUANTO AGENTE DA HISTÓRIA [>> Ler]
  55. AGORA HÁ UM DEUS QUE DANÇA EM MIM [>> Ler]
  56. UM PENSAMENTO LOUCAMENTE POSITIVO [>> Ler]
  57. ELIPSE [>> Ler]
  58. CAVE MUSICAM [>> Ler]
  59. DEVEDORES E CREDORES [>> Ler]
  60. O PADRE QUE SE PENTEAVA À ITALIANA [>> Ler]
  61. VOCAÇÃO E PROFISSÃO [>> Ler]
  62. VERDI – DE TRAFICANTE DE ARMAS A DEPUTADO [>> Ler]
  63. BOMBAS DE EFEITO MORAL [>> Ler]
  64. BILDERBERG PALACE HOTEL [>> Ler]
  65. AFINAL NÃO HAVIA MESMO VIDA PARA ALÉM DO DÉFICE [>> Ler]
  66. UM CIGARRO PARA O MOMENTO HISTÓRICO [>> Ler]
  67. A MÚSICA DE BERLIM [>> Ler]
  68. MÚSICA OU SENTIMENTOS? [>> Ler]
  69. NADA EXISTE MAIS DO QUE AQUILO QUE NÃO EXISTE [>> Ler]
  70. MONÓLOGO DAS CINZAS [>> Ler]
  71. AS AVENTURAS DA HERESIA [>> Ler]
  72. MONÓLOGO A FAVOR DE UM LICENCIADO SEM EMPREGO [>> Ler]
  73. OS REIS PERDIDOS [>> Ler]
  74. NA LINHA DA ROSA [>> Ler]
  75. VARIAÇÕES (E FUGA) SOBRE UM TEMA DE SCHOPENHAUER [>> Ler]
  76. O BRITÂNICO PRÍNCIPE ÁRABE QUE NÃO CHEGOU A NASCER [>> Ler]
  77. AGENTES SECRETOS [>> Ler]
  78. OS MILHÕES DO SENHOR PRIOR [>> Ler]
  79. PODEROSOS MESMO, OU SIMPLESMENTE PÂNDEGOS? [>> Ler]
  80. OS ENCENADORES DA HISTÓRIA [>> Ler]
  81. AQUIETAI-VOS: É A REALIDADE QUE SE ENGANA [>> Ler]
  82. QUEM DISSE QUE O PÚBLICO TINHA SEMPRE RAZÃO? [>> Ler]
  83. FAZER O GRANDE FILME [>> Ler]
  84. CARPE DIEM 1 [>> Ler]
  85. CARPE DIEM 2 [>> Ler]
  86. CARPE DIEM 3 [>> Ler]
  87. CARPE DIEM 4 [>> Ler]
  88. A INCRÍVEL E TRISTE HISTÓRIA DE UM VALENTE MURRO NAS TROMBAS [>> Ler]
  89. O SILÊNCIO E AS ELITES [>> Ler]
  90. CARPE DIEM 5 [>> Ler]
  91. O ESPELHO [>> Ler]
  92. CARPE DIEM 6 [>> Ler]
  93. ESTÁS NA MINHA LISTA NEGRA, DIZ A ZEBRA PARA O MOSQUITO (PARTE I) [>> Ler]
  94. ESTÁS NA MINHA LISTA NEGRA, DIZ A ZEBRA PARA O MOSQUITO (PARTE II) [>> Ler]
  95. ESTÁS NA MINHA LISTA NEGRA, DIZ A ZEBRA PARA O MOSQUITO (PARTE III) [>> Ler]
  96. WAGNER, O ANTI-SEMITA [>> Ler]
  97. TRISTÃO E ISOLDA PASSEIAM PELO GRANDE CANAL [>> Ler]
  98. SER E NÃO SER JUDEU [>> Ler]
  99. UM BILHETE, UM RETRATO E UM ANEL [>> Ler]
  100. O RAPTO DE RICARDO KLEMENT [>> Ler]
  101. WAGNER, O GNÓSTICO [>> Ler]
  102. JFK [>> Ler]
  103. JOE, JACK, BOBBY, JOHNNY & SAM [>> Ler]
  104. SCAPIGLIATURA E REGRESSO AO ANTIGO [>> Ler]
  105. QUOTIDIANO E MORTE NO PALÁCIO VENDRAMIN [>> Ler]
  106. O ENCENADOR QUE SAIU DO FRIO [>> Ler]
  107. NOS BRAÇOS DA VERDADEIRA CARMEN [>> Ler]
  108. IL GRAN VEGLIARDO [>> Ler]
  109. DE MAL COM OS MERCADOS POR MOR DO DIREITO [>> Ler]
  110. E AQUELE DIA DOS LOUCOS ANOS 20, EM PARIS, QUANDO RUBINSTEIN LEVOU STRAVINSKI A UMA CASA DE MENINAS? [>> Ler]
  111. E DAQUELA VEZ, NOS LOUCOS ANOS 20, EM QUE O CUNHADO ARRUINADO DE STRAVINSKI SE FEZ À VIDA GRAÇAS A UMA IDEIA DE RUBINSTEIN? [>> Ler]
  112. FRANCISCO VENDE MAIS DO QUE BENTO [>> Ler]
  113. A MORAL DE EUSÉBIO [>> Ler]
  114. O QUE CONTA É A POESIA [>> Ler]
  115. FLORENÇA-1498, OU O INDIVÍDUO [>> Ler]
  116. A PERIGOSA VONTADE DE FAZER [>> Ler]
  117. A MENOS QUE A NECESSIDADE NOS OBRIGUE A SER BONS [>> Ler]
  118. COISAS [>> Ler]
  119. SÍMBOLOS [>> Ler]
  120. A DISFUNÇÃO DO MUNDO [>> Ler]
  121. A MEMORÁVEL NOITE DO HOTEL MIYAKO [>> Ler]
  122. CONTOS DA MEDIOCRIDADE ACEITÁVEL [>> Ler]
  123. O ESTADO DA RAZÃO [>> Ler]
  124. OS IRMÃOS MARX AFINAL ERAM SEIS [>> Ler]
  125. O ESTADO COMO MODELO DE VIOLÊNCIA SOCIAL [>> Ler]
  126. QUANDO HOJE OS AMANHÃS CANTAM, OUVE-SE A CANÇÃO DO BANDIDO, OU A MINHA CULTURA DE ESQUERDA [>> Ler]
  127. O ROMANCE ONDE TUDO ACONTECESSE [>> Ler]
  128. A SOCIEDADE DOS OBESOS ÓBVIOS [>> Ler]
  129. COESÃO NACIONAL [>> Ler]
  130. ESQUIZOFRENIA [>> Ler]
  131. VARIAÇÃO IMPERFEITA SOBRE OS PEQUENOS PODERES [>> Ler]
  132. SEGUNDA VARIAÇÃO IMPERFEITA SOBRE OS PEQUENOS PODERES [>> Ler]
  133. OPTIMISMO [>> Ler]
  134. ROBERTO ROSSELLINI, OU A MORAL DA TERNURA [>> Ler]
  135. UMA MULHER ENTRE AS SUAS SOMBRAS [>> Ler]
  136. MENTIRA NACIONAL [>> Ler]
  137. OPOSIÇÃO [>> Ler]
  138. AUTOBIOGRAFIA DE UM CÍNICO [>> Ler]
  139. A ATENÇÃO [>> Ler]
  140. MAS PARA QUE É QUE A EUROPA PRECISA DE CULTURA? [>> Ler]
  141. HONRA E GLÓRIA AOS MAIS ALTOS VALORES PORTUGUESES DO SÉC. XXI [>> Ler]
  142. CULTURA – PAIXÃO DE ESTADO, OU PROBLEMA MEU? [>> Ler]
  143. O CAOS DO NOSSO PASSADO [>> Ler]
  144. SOBRE A ELITE PORTUGUESA PAIRA UMA QUADRILHA DE MALFEITORES [>> Ler]
  145. ENTRE A MAFIA E O APOCALIPSE [>> Ler]
  146. SINATRA E O CASO DA CABEÇA DO CAVALO [>> Ler]
  147. POR DETRÁS DE O PADRINHO [>> Ler]
  148. OS FINANCIAMENTOS DE CAVACO [>> Ler]
  149. SINATRA & FRIENDS [>> Ler]
  150. MY KIND OF TOWN, CHICAGO IS [>> Ler]
  151. A FRÁGIL NORMA JEAN E OS QUE NUNCA MORREM NA CAMA [>> Ler]
  152. O GIGOLO E A ESTRELA ASSASSINA [>> Ler]
  153. REPRESENTAR [>> Ler]
  154. MR. ALFONSO GABRIEL CAPONE VISITA HOLLYWOOD [>> Ler]
  155. SCARFACE [>> Ler]
  156. O REI ESTÁ A MORRER [>> Ler]
  157. COTTON CLUB [>> Ler]
  158. PORNOMÁFIA [>> Ler]
  159. O FILHO DE ESTALINE [>> Ler]
  160. A MÚSICA, A MEDICINA, O TEMPO E O MEDO [>> Ler]
  161. CÂNDIDO DE OLIVEIRA NÃO BEBEU PELA SUPERTAÇA [>> Ler]
  162. FALAR DE SI MESMO [>> Ler]
  163. MAS AFINAL ANDA TUDO DOIDO LÁ PELAS MAÇONARIAS? [>> Ler]
  164. AS CALÇAS DO JUIZ ALEXANDRE [>> Ler]
  165. FALANDO DE ECONOMIA, DE FINANÇAS E DE JUSTIÇA [>> Ler]
  166. OS QUE CHEGARAM ANTES DE SÓCRATES [>> Ler]
  167. OS QUE CHEGARAM ANTES DE SÓCRATES, OU O HOMEM SEMELHANTE AO PEIXE [>> Ler]
  168. OS QUE CHEGARAM ANTES DE SÓCRATES, OU OS IRMÃOS DO MAIS ALTO SEGREDO [>> Ler]
  169. OS QUE CHEGARAM ANTES DE SÓCRATES, OU SUBSÍDIO PARA UMA REABILITAÇÃO FILOSÓFICA DE LILI CANEÇAS [>> Ler]
  170. OS QUE CHEGARAM ANTES DE SÓCRATES, OU O MAGO DAS SANDÁLIAS DE BRONZE [>> Ler]
  171. A CULPA DE DOSTOIEVSKI [>> Ler]
  172. OS MASSACRES DE PARIS E O ERUDITO QUINHENTISTA POLITICAMENTE CORRECTO [>> Ler]
  173. O NAZISMO ÁRABE [>> Ler]
  174. O NAZISMO ÁRABE 2 [>> Ler]
  175. O NAZISMO ÁRABE 3 [>> Ler]
  176. O HOMEM QUE EDUCOU SECRETAMENTE OS FALHADOS ASSASSINOS DE HITLER, E OUTRAS HISTÓRIAS, E OUTROS MESTRES [>> Ler]
  177. A REALIDADE [>> Ler]
  178. OS ESTÁDIOS SUPREMOS DO CAPITALISMO [>> Ler]
  179. A SOLUÇÃO NOVA [>> Ler]
  180. A LIBERDADE, O INDIVÍDUO [>> Ler]
  181. ANARCO-CAPITALISMO [>> Ler]
  182. É A DEMOCRACIA TOTALITÁRIA, MEU ESTÚPIDO! [>> Ler]
  183. UMA CAMBADA DE VIGARISTAS? [>> Ler]
  184. TEOCRACIA [>> Ler]
  185. O REINADO DE LEÃO X [>> Ler]
  186. LITERATURA [>> Ler]
  187. LITERATURA 2 [>> Ler]
  188. QUANDO O IMPOSSÍVEL ACONTECE... [>> Ler]
  189. AS SOMBRAS QUE NOS GOVERNAM [>> Ler]
  190. A MÃE, E A CHEGADA DOS NOVOS DEUSES [>> Ler]
  191. OS AVISOS DO FUTURO [>> Ler]
  192. O MAIO DE 68 E A QUESTÃO SEXUAL [>> Ler]
  193. KANE [>> Ler]
  194. FADO, FUTEBOL E FÁTIMA, SEMPRE [>> Ler]
  195. O PARADIGMA, A CEREJA, O BOLO, A ESTRATÉGIA, A FILOSOFIA, A ESTRUTURA [>> Ler]
  196. O MUNDO SOU EU! [>> Ler]
  197. SALVÉ, ESCRAVOS DA DEUSA DE METAL [>> Ler]
  198. OIKONOMIKÉ [>> Ler]
  199. PÒLEMOS [>> Ler]
  200. DEMOS [>> Ler]
  201. HIERÒS [>> Ler]
  202. MYSTÈRIA [>> Ler]
  203. ZEUS [>> Ler]
  204. TÈRPSIS [>> Ler]
  205. AXIOTHÉETON [>> Ler]
  206. EKPLEXIS [>> Ler]
  207. CRÓNICAS DE UMA CONSPIRAÇÃO SICILIANA (PARTE UM) [>> Ler]
  208. CRÓNICAS DE UMA CONSPIRAÇÃO SICILIANA (PARTE DOIS) [>> Ler]
  209. O VOTO INÚTIL [>> Ler]
  210. MATEM ESSA MULHER! [>> Ler]
  211. ALGO AMEAÇADORAMENTE ESTRANHO: O DUPLO [>> Ler]
  212. ALGO AMEAÇADORAMENTE ESTRANHO: O HOMEM DA AREIA [>> Ler]
  213. A AUSTERIDADE NÃO É CANCERÍGENA [>> Ler]
  214. NINGUÉM É PERFEITO [>> Ler]
  215. A CONVERGÊNCIA, A CONVIVÊNCIA E OS FANTASMAS [>> Ler]
  216. BATACLAN – SER E PARECER [>> Ler]
  217. CHE GUEVARA NA ÁFRICA "PORTUGUESA" [>> Ler]
  218. A ARTE DE DISCUTIR [>> Ler]
  219. AS AVENTURAS DO DINHEIRO [>> Ler]
  220. O CASO MANON [>> Ler]
  221. JESUS E SÓCRATES [>> Ler]
  222. A ESQUERDA E A DIREITA DESNECESSÁRIAS, OU O UNISEXO POLÍTICO [>> Ler]
  223. UM DESVIO DE DIREITA E OUTRO DE ESQUERDA [>> Ler]
  224. PRAGA, PRIMAVERA DE 1968 [>> Ler]
  225. PARIS, SETEMBRO DE 1968 [>> Ler]
  226. ZITA CONTRA ZÉ DOS BIGODES [>> Ler]
  227. OS AUTOS SECRETOS [>> Ler]
  228. SHAKESPEARE 400-SIR JOHN GIELGUD [>> Ler]
  229. UM SÍTIO MAL FREQUENTADO [>> Ler]
  230. shakespeare 400 – jorge luis borges [>> Ler]
  231. shakespeare 400 – polanski [>> Ler]
  232. shakespeare 400 – álvaro cunhal [>> Ler]
  233. shakespeare 400 – as imagens [>> Ler]
  234. shakespeare 400 – visconti [>> Ler]
  235. shakespeare 400 – george steiner [>> Ler]
  236. shakespeare 400 – the globe theatre [>> Ler]
  237. shakespeare 400 – aristocracia [>> Ler]
  238. SHAKESPEARE 400 – WOODY ALLEN [>> Ler]
  239. shakespeare 400 – louis jouvet [>> Ler]
  240. shakespeare 400 – autenticidade [>> Ler]
  241. shakespeare 400 – chaplin [>> Ler]
  242. shakespeare 400 – noite de reis (o tempo) [>> Ler]
  243. shakespeare 400 – franco zeffirelli [>> Ler]
  244. shakespeare 400 – antonin artaud [>> Ler]
  245. shakespeare 400 – charles dullin [>> Ler]
  246. shakespeare 400 – robert louis stevenson [>> Ler]
  247. SHAKESPEARE 400 – A VERDADE DE CADA UM [>> Ler]
  248. shakespeare 400 – hamlet e o tempo [>> Ler]
  249. SHAKESPEARE 400 – SIR LAURENCE OLIVIER, OU OS BRINQUEDOS ESQUECIDOS [>> Ler]
  250. shakespeare 400 – uma sombra que passa, um pobre actor que gesticula [>> Ler]
  251. shakespeare 401 – SIR ALEC GUINNESS [>> Ler]
  252. shakespeare 401 – orson welles [>> Ler]
  253. shakespeare 401 – berlioz [>> Ler]
  254. TRUMPITLER [>> Ler]
  255. SOU ESCRITOR, UTILIZO TUDO [>> Ler]
  256. O MEU ENCONTRO COM MARIO VARGAS LLOSA [>> Ler]
  257. PEREGRINOS [>> Ler]
  258. CONHECIDOS DOS SERVIÇOS SECRETOS [>> Ler]
  259. UM EXEMPLO MORAL CONTRA VONTADE [>> Ler]
  260. RENEGAR É PERTENCER [>> Ler]
  261. OU O FASCISMO POR OUTROS MEIOS [>> Ler]
  262. PODEM (DEVEM) OS POLÍTICOS SER BOAS PESSOAS? [>> Ler]
  263. A JIHAD PORTUGUESA [>> Ler]
  264. UMA GINJINHA NO ROSSIO [>> Ler]
  265. A REPÚBLICA ROMÂNTICA DE MANUEL LARANJEIRA [>> Ler]

[Lista actualizada em 28-Set-2017]

22 julho 2013

"Vozes da Lusofonia" em inglês?! (III)



O conceito do programa "Vozes da Lusofonia", subjacente ao nome que enverga e ao que está expresso no próprio texto de apresentação (cf. http://www.rtp.pt/play/p276/e124201/vozes-de-lusofonia), designadamente na frase «Um ponto comum une os convidados de "Vozes da Lusofonia": a língua portuguesa!» voltou a ser impiedosamente violentado com o destaque dado a um disco cantado em inglês – "Sight of Truth", de Syana.
Será que o rol de Edgar Canelas relativo a álbuns cantados em português ou instrumentais, editados no último ano e meio, se esgotou, a ponto de sentir necessidade de deitar mão a um CD não lusófono?
Cingindo-me à produção nacional (que é a que conheço melhor), não tive dificuldade em referenciar uma mão-cheia de bons discos, lançados desde Janeiro de 2012, que ainda não marcaram presença no programa "Vozes da Lusofonia".
Ei-los, por ordem alfabética dos nomes dos intérpretes:


- Afonso Dias & A Sopa dos Pobres: "Fado Aleixo" (CD, Bons Ofícios - Associação Cultural, 2012)
- Anafaia: "ComTradições" (CD, 2012)
- António Crespo: "Coimbra em Balada" (CD, Public-art, 2012)
- Artesãos da Música: "Puleando" (CD, Artesãos da Música/ARMA, 2012)
- Assobio: "Fado 2.0" (CD, Teatro Municipal da Guarda, 2012)
- Bandarra: "Bicho do Diabo" (CD, Bandarra, 2012)
- Cantigas do Baú: "Cantigas do Baú" (CD, Cantigas do Baú, 2012)
- Canto D'Aqui: "Tributo a Zeca Afonso" (CD, Açor/Emiliano Toste, 2012)
- Capagrilos: "São Bassáridas" (CD, Capagrilos, 2012)
- Estudantina Universitária de Coimbra: "25 Anos de Sonho e Tradição" (2CD, Public-art, 2012)
- Frei Fado: "Se o Meu Coração Não Erra" (CD, Bartilotti, 2012)
- Miguel Calhaz: "Estas Palavras" (CD, Miguel Calhaz, 2012)
- Mísia: "Senhora da Noite" (CD, Silene, 2012)
- Mosca Tosca: "Assimetria" (CD, Tradballs, 2013)
- Mu: "Folhas Que Ardem" (CD, Mu, 2012)
- Musicalbi: "Adufando: Sinais da Beira Baixa" (CD, Musicalbi, 2012)
- O Baú: "Achega-te" (CD, O Baú, 2012)
- Pensão Flor: "O Caso da Pensão Flor" (CD, Brandit Music, 2013)
- Pedro Barroso: "Cantos da Paixão e da Revolta" (CD, Ovação, 2012)
- Pedro Barroso: "Palavras Mal Ditas" (Livro/CD, Lua de Marfim/Ovação, 2013)
- Stockholm Lisboa Project: "Aurora" (CD, Nomis Musik/Westpark Music, 2012)
- Strella do Dia: "Equinox" (CD, 2012)
- Teresa Salgueiro: "O Mistério" (CD, Clepsidra Música, 2012)
- Trasga: "Al Absedo..." (CD, Centro de Música Tradicional Sons da Terra, 2012)
- Urze de Lume: "Ibéria Oculta" (CD, 2012)
- Xarabanda: "Quem Anda na Roda" (CD, Associação de Música e Cultura Xarabanda, 2013)


Edgar Canelas não tomou conhecimento da existência daqueles álbuns? Não creio. Não lhes reconhece qualidade bastante? Também não quero acreditar. Então como se explica que os tenha ignorado? Os respectivos artistas, agentes ou editoras não o contactaram? Se foi essa a razão, é caso para dizer que procedeu muito mal.
A rádio pública não deve ficar parada e quietinha (qual "Maria tão te rales!") à espera que os artistas ou os seus representantes lhe batam à porta a pedir encarecidamente que os discos que levam na mão sejam divulgados. Tem a obrigação ela mesma, logo que tome conhecimento de determinado trabalho com notória qualidade, de tomar a iniciativa de convidar o artista em questão, qualquer que seja o local onde resida, ainda que muito longe da capital. Acaso se torne oneroso ao artista a deslocação a Lisboa para a realização da entrevista, que se faça uso dos estúdios regionais. Sendo financiada pelos cidadãos e empresas de Portugal inteiro (continental e insular), a Antena 1 não pode nem deve comportar-se como se fosse uma rádio local da grande Lisboa...


Textos relacionados:
"Vozes da Lusofonia" em inglês?!
"Vozes da Lusofonia" em inglês?! (II)