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21 junho 2018

Grupo Banza: "Verão"


António Saiote, "Ceifeiros VII", c.1999, óleo sobre tela


Para assinalar, poética e musicalmente, o solstício de hoje, que dá início ao Estio de 2018 (no hemisfério norte, evidentemente), tivemos a ideia de trazer a belíssima moda da autoria de Manuel Conde Fialho (já falecido e que foi regente da banda filarmónica de São Pedro do Corval, Reguengos de Monsaraz), a qual surge nos discos com o título de "Verão, Alentejo e os Homens" ou "Verão, Brasa Dourada" ou simplesmente "Verão".
Tivemos acesso a nove gravações por outros tantos intérpretes (por ordem alfabética): Alencanto, António Zambujo, Grupo Banza, Grupo Coral Etnográfico "Amigos do Alentejo", Grupo Coral "Vozes de Almodôvar", Mário Moita, Modas ao Luar, Monda, e Raízes do Sul. A do Grupo Banza, publicada no álbum "Açorda Alentejana" (2004) e na compilação "25 Anos" (2006), foi a que mais nos cativou e é essa que aqui apresentamos.
Com a introdução da ceifa mecanizada, desapareceram dos campos do Alentejo os ranchos de ceifeiros que, de corpos curvados e sob um sol abrasador, cortavam e atavam em molhos a bênção loira da vida (parafraseando versos da cantiga). Tal trabalho, de tão árduo e extenuante que era, não terá deixado grandes saudades naqueles que o executavam, mau grado a contingência da procura de outro modo de sustento, mas perdeu-se irremediavelmente o contexto laboral que fez nascer alguns dos mais belos espécimes do cancioneiro popular português, de que o presente é um magnífico exemplo. O progresso cobra sempre um preço. Disso foram boas testemunhas as pessoas (portadoras de saberes ancestrais) a quem Rafael Correia deu voz no maravilhoso programa "Lugar ao Sul" durante três decénios (os dois últimos do século XX e o primeiro do século XXI), para proveito do afortunado e fiel auditório que nas matinas de sábado escutava religiosamente a Antena 1. É oportuno lembrar que, sendo o acervo do "Lugar ao Sul" algo de fabuloso e único (enquanto documento cultural e antropológico), importa que a entidade que o detém, a Rádio e Televisão de Portugal, não demore mais a resgatá-lo todo das perecíveis cassetes DAT e a disponibilizá-lo na plataforma RTP-Arquivos para que os cidadãos que com ele se queiram cultivar o possam fazer.
Às gentes que ao longo de séculos e séculos verteram o seu suor a segar o pão da vida, e desse esforçado labor souberam recolher inspiração para criar as modas e as cantigas que hoje constituem um património precioso, rendemos a nossa penhorada homenagem!



Verão



Letra e música: Manuel Conde Fialho
Intérprete: Grupo Banza* / voz solo de António Jacob (in CD "A Açorda Alentejana", Grupo Banza, 2004; CD "25 Anos", Grupo Banza, 2006)


Verão,
A brasa dourada e celeste
Esvaiu do Sol agreste
Doirando mais as espigas;
Ceifeiros, corpos curvados
Cortando e atando em molhos
A bênção loira da vida.

Meu Alentejo,
Enquanto isto se processa,
O sol ferino e sem pressa
Queima mais a tez bronzeada;
O suor rasga as camisas,
Um homem queimado mais fica,
E a vida é feita de brasa.

O calor caustica os corpos,
Os ceifeiros vão ceifando
Sem parar no seu labor;
O seu cantar é dolente,
É certo que é boa gente,
É verdade e tem mais sol.

Meu Alentejo,
Enquanto isto se processa,
O sol ferino e sem pressa
Queima mais a tez bronzeada;
O suor rasga as camisas,
Um homem queimado mais fica,
E a vida é feita de brasa.

O calor caustica os corpos,
Os ceifeiros vão ceifando
Sem parar no seu labor;
O seu cantar é dolente,
É certo que é boa gente,
É verdade e tem mais sol.

Meu Alentejo,
Enquanto isto se processa,
O sol ferino e sem pressa
Queima mais a tez bronzeada;
O suor rasga as camisas,
Um homem queimado mais fica,
E a vida é feita de brasa.


* [Créditos gerais do disco:]
Grupo Banza:
Victor Godinho (n. Barreiro) – voz e baixo
Joaquim Banza (n. Entradas) – voz e bandolim
Jacinto Gaspar (n. Safara) – voz e guitarra
Zé Rita (n. Safara) – acordeão
João Soares (n. Aljustrel) – voz e guitarras
António Farinha (n. Moura) – voz
António Jacob (n. Panóias) – voz e guitarra
Participação de:
Guilherme Banza – guitarra portuguesa
Diogo Clemente – guitarra clássica
Tio Bejinha – castanholas
Jorge Miguel – acordeão e teclados
Produção – Jorge Miguel / JM Produções
Gravado por Jorge Miguel, nos Estúdios IN/OUT, Vale Figueira, Sobreda da Caparica



Capa do álbum "A Açorda Alentejana", do Grupo Banza (2004).



Capa da compilação "25 Anos", do Grupo Banza (2006).

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Artigos relacionados:
O canto alentejano é património da Humanidade"
Janita Salomé: "Reino de Verão"

24 maio 2017

Em memória de Baptista-Bastos (1934-2017)



Defendo a tese de que o jornalismo é uma disciplina superior da literatura e que a reportagem, a crónica e a entrevista são géneros literários.
A primeira reportagem da nossa História é a carta de Pêro Vaz de Caminha, com as novas do achamento do Brasil, que ele escreveu para D. Manuel I.


                            BAPTISTA-BASTOS


Jornalista, romancista e ensaísta, Armando Baptista Bastos nasceu no bairro da Ajuda, em Lisboa, a 27 de Fevereiro de 1934.
Estudou na Escola Industrial de Arte Aplicada António Arroyo (denominada, a partir de 1948, Escola de Artes Decorativas António Arroio) e aprendeu francês no pólo do Beco do Tijolo (junto ao miradouro de São Pedro de Alcântara) do Liceu Francês Charles Lepierre.
Na pré-adolescência, ao mesmo tempo que ganhava o gosto pela leitura, Baptista-Bastos foi aprendiz de diversos ofícios: tipógrafo, torneiro mecânico, marceneiro, empregado de drogaria, empregado de confeitaria. «O meu pai tinha livros. Havia as coisas do Zola, peças tradicionais numa família de anarquistas, de comunistas, de socialistas. E havia as bibliotecas públicas. Começo a despertar para a leitura por causa do "Mosquito". Não eram os quadradinhos, mas o que lá estava escrito. Havia um homem, Rofer, que anos depois conheci como revisor do "Diário Popular", Roberto Ferreira. As histórias que ele escrevia é que talvez me tivessem despertado. Quando deixámos a Ajuda, fomos para a Rua da Bombarda, junto ao Largo do Intendente. Havia ali a biblioteca da Escola 1 ou 2. Eu atravessava a Almirante Reis, ia para lá e um homem chamado Freitas era o bibliotecário. Deu-me o Emilio Salgari. Foi a grande descoberta. E entretanto trabalhava. Fui aprendiz de droguista, trabalhei uma semana numa confeitaria. Foi importante para o meu conhecimento do mundo do trabalho, onde o trabalho é muito violento. Ia aos sítios pedir emprego – com calções! Trabalhei numa marcenaria que fazia tampos para máquinas de costura, uma coisa pesadíssima. Um dia puseram-me um daqueles carros-de-mão cheio daqueles tampos e demorei muito tempo a chegar à oficina, que era ali na Penha de França. E a minha madrasta [Baptista-Bastos perdeu a mãe aos seis anos de idade], uma mulher extraordinária, andou em Lisboa à minha procura. Apanhou-me, estava eu já esfalfado, já noite, quase a chegar à oficina. Insultou o homem de tudo: "O senhor faz isto a um garoto!" Também fui aprendiz de torneiro mecânico. Queria ter dinheiro para o cinema e para queijo fresco.» [entrevista concedida a Alexandra Lucas Coelho, in "Público: suplemento Ípsilon", 26-Jun-2007]
Influenciado pelo pai, tipógrafo, acaba por abraçar o jornalismo. «O meu pai foi fundador de jornais – pertenceu à equipa inicial do "Diário Popular" e do "Diário Ilustrado" mas antes disso tinha trabalhado no jornal "A Voz" (monárquico e católico) – e terminou a vida no jornal "O Século", como tipógrafo e chefe das tipografias. Eu era órfão de mãe, o meu pai fizera 35 anos, não tinha onde deixar-me e levava-me para o trabalho, onde todos me tratavam com carinho. É a partir daí que germina a vocação de escrever. Com 14 anos, comecei a escrever na página infantil do "Diário Popular", dirigida pelo José de Lemos, que criava histórias para crianças de uma forma admirável e era um desenhador prodigioso, talvez o maior do segundo modernismo. Comecei em miúdo a escrever para miúdos, mas as minhas histórias possuíam uma conexão social, eram histórias de meninos dos bairros pobres, que se me impunham sem eu as procurar. Mais tarde descobri o porquê: terá sido a circunstância de eu ter vivido sempre em bairros populares e de ter uma relação muito sentimental com a pobreza e com a miséria. Ainda hoje, ao ver na televisão miúdos com fome e desempregados de 40 e 50 anos, digo-te, é uma coisa que me comove muito e que se acentuou com a idade... Eu acho que a idade desperta certas cordas sentimentais e uma atenção emocionada para essas coisas, para o sofrimento dos outros. Foi o João Paulo Guerra quem escreveu um dia que eu toda a vida tinha feito reportagens com lágrimas nos olhos. Penso que é verdade. A páginas tantas, tive a presunção de ser a voz daqueles que a não tinham. E tive a sorte de poder escrever isso de várias maneiras... Ainda há tempos – quando me homenagearam pelos meus 50 anos de actividade literária e jornalística – o Adelino Gomes, que tem uma série de recortes de reportagens minhas (nem eu as tenho!) leu uma que me emocionou até às lágrimas. E perante um auditório de 400 pessoas, ele disse uma coisa muito bonita: "A partir de uma certa altura, o Baptista-Bastos já não era o jornalista, era o jornalismo português!"». [entrevista concedida a Avelino Rodrigues, in http://perfildojornalista.eusou.com/].
À secção infantil do "Diário Popular", segue-se o semanário "Cartaz" para o qual escreve reportagens sobre casas assombradas e, pouco depois, muda-se para a prestigiada revista "O Século Ilustrado", na qual vem a assinar uma coluna de crítica, "Comentário de Cinema", evidenciando um estilo jornalístico inovador, polémico e polemizante. «O "Cartaz" era um jornalzinho semanal de um grupo de amigos feito na tipografia do "Diário Popular". (Faziam-se jornais com muito pouco dinheiro, naquela altura... e ganhava-se também muito pouco). O chefe de redacção era um jornalista chamado Armindo Blanco, que nos anos 40/50 era um grande talento, um grande crítico cinematográfico. Pois eu comecei a fazer aí umas reportagens sobre casas mal-assombradas – tinha para aí os meus 17 anos, a picar os 18 – e as minhas casas mal-assombradas tiveram uma certa repercussão na época, até que a Censura começou a cortar, vá-se lá saber porquê (vejo hoje que as casas mal-assombradas no fundo podiam ser uma metáfora do Portugal daquele tempo). Aquilo começou a chatear-me. O Armindo Blanco já tinha saído para o grupo "Século" dos Pereira da Rosa, e é nessa altura que recebo um convite para trabalhar, como colaborador, na revista "O Século Ilustrado", de que o Redondo Júnior era chefe de redacção. Estava lá todos os dias mas recebia à peça. Eu aí começo também a fazer um determinado tipo de reportagem social, tanto quanto era possível fazer na época [inícios da década de 50]. Depois, o Armindo Blanco vai para o Brasil e eu substituo-o nos comentários de cinema, enquanto o Redondo Júnior escrevia sobre teatro. Aquilo que eu fazia não era nada uma crítica de cinema, aquilo era uma tribuna política. Estava-se em pleno McCarthismo, a perseguição aos cineastas americanos e isso servia-me de pretexto para discretear sobre a inexistência de democracia nos Estados Unidos.» [ibidem]
A notoriedade que esse trabalho lhe dá abre-lhe as portas do próprio jornal "O Século", que era comummente considerado a grande universidade do jornalismo em Portugal, e aí vem a adquirir elevado traquejo no mister de jornalista. «Em 1952, sou chamado pelo chefe de redacção do jornal "O Século", o Acúrcio Pereira, figura lendária do jornalismo. Eu nunca tinha entrado na redacção do jornal, mesmo trabalhando no mesmo edifício. Aquilo metia respeito, uma catedral do jornalismo (como lhe chamou o Zambujal). Então, o Acúrcio diz-me que o sr. Rosa e o sr. dr. Guilherme – era assim que se falava do velho magnata João Pereira da Rosa e do filho que lhe sucedeu como director – enfim, eles queriam-me na redacção do jornal. E pela primeira vez fui jornalista do quadro, com a categoria de redactor. Os Pereira da Rosa respeitavam o meu trabalho e entendiam-me, mesmo sabendo que eu era contra o regime e eles eram a favor. Aquilo era outra gente, hoje já não há patrões assim. [...] Eu fui muito bem acolhido n' "O Século". Toda a gente gostava de mim, de esquerda, de direita... Aliás, a redacção d' "O Século" era muito curiosa, porque tinha de tudo, era uma autêntica democracia. Tinha fascistas, monárquicos, comunistas, socialistas, anarquistas. A malta convivia admiravelmente. O Acúrcio nem sequer permitia qualquer quezília por motivos de ordem política – e as pessoas respeitavam isso. A gente saía dali às 3 ou 4 da manhã, de maneira que a redacção era inundada, digamos assim, pelas grandes figuras do teatro e do fado. Eu recordo-me de ver lá o Villaret, que era muito amigo do Acúrcio Pereira, chegava e começava a recitar para a redacção; recordo-me, por exemplo de um cantador de fados, o Filipe Pinto, que ia lá com os guitarristas... E depois a gente mandava vir as ceias do "Arroz Doce", um restaurante ali perto. Levavam-nos lá um bacalhau com grelos e um vinho tinto e a gente estava ali até às tantas a conversar... [...] Deixavam-me trabalhar com a liberdade possível. Fui várias vezes ao estrangeiro em reportagem internacional, e fiz reportagem por todo o país. Acabei por ser expulso em 1960, porque me envolvi na "Revolta da Sé".» [ibidem]
Baptista-Bastos conta-nos qual era o seu papel na revolução e os termos em que veio a ser demitido do jornal, volvido mais de um ano: «Tinha 24 anos quando fui inscrever-me na campanha do Delgado em 1958, ali na Avenida da Liberdade. Foi aí que conheci o grande arquitecto Cassiano Branco, estava lá à porta da sede, todo careca, um homem temível. Eu era um miúdo desenvolto e ele gostou de mim e entusiasmou-me. A campanha deu no que deu... e, no começo de 59 sou convidado pelo Urbano Tavares Rodrigues – hoje já se pode dizer – a participar num golpe de Estado em preparação e que tinha todas as condições para triunfar – garantia ele – porque estavam envolvidos largos sectores do Exército, dos católicos e da sociedade civil. Lá vou eu... Qual era a minha função? Abrir as portas d' "O Século" aos revolucionários e preparar um artigo para a vitória, o artigo de fundo do jornal, que tinha por título um cacófato: "O triunfo da Revolução sem sangue". (Ainda tive muitos anos o original, depois perdi-o, deve estar aí, não sei onde...) Estava tudo previsto para 12 de Março desse ano de 1959. A certa altura da noite, devia chegar o Urbano com os seus amigos, para tomar conta do jornal, eu iria falar com os tipógrafos, estava tudo aparentemente preparado... Mas o golpe falhou. Acabei por ser denunciado por uma das três pessoas que tentara aliciar na redacção (não digo o nome, porque já morreu e essas coisas eu perdoei, enfim...). E passado um ano, vejam bem, cai-me em cima o Carmo e a Trindade: no dia 10 de Abril de 1960, estava a substituir n' "O Século Ilustrado" o Redondo Júnior que tinha ido aos Estados Unidos, saí para ir beber um café na Brasileira e, quando volto, estava tudo à minha procura e uma telefonista chamada Madalena disse-me: "Olhe que os patrões estão reunidos e estão à sua espera!". Eu não fazia a mínima ideia do que era... sou chamado, vejo aquela gente toda com cara de caso, os patrões, com excepção do velho João Pereira da Rosa, enfim, os Pereira da Rosa todos, o Guilherme e o Carlos Alberto, os tios e o sobrinho. E depois perguntam-me: "Então você esteve metido numa coisa destas?" E eu: "Sim, quer dizer, eu não concordo com esta política portuguesa, com a Censura, eu tenho viajado pelo estrangeiro, lá fora gosto daquilo... e tal... e quando volto a Portugal sinto uma angústia terrível e então..." Nisto, o Carlos Alberto Pereira da Rosa, que era um homem admirável, cuja memória eu venero e respeito, acho até que era meu amigo, quis dar-me uma 'abébia' diante dos outros, que estavam todos em silêncio: "Bem, isso já se passou praticamente há um ano! Em idênticas circunstâncias o que é que você faria hoje?" E eu: "Faria exactamente o mesmo!". E ele, pesaroso, estendendo-me a mão: "Tenho muita honra em apertar-lhe a mão, você portou-se como um homem, tenho muita pena mas tenho de o despedir, e muito obrigado por ter trabalhado n' "O Século". Assim...» [ibidem]
A justificação dada à polícia política para o despedimento seria, no entanto, outra. «Felizmente não fui preso. Por uma circunstância que só agora conto, pela primeira vez, acho eu: quando a PIDE foi ao "Século" perguntar aos patrões porque é que eu tinha sido corrido (porque eles suspeitavam que havia qualquer coisa), o Carlos Alberto, o Guilherme Pereira da Rosa e o Henrique Pavão disseram: "Foi por uma causa interna, é que ele publicou umas coisas sobre o Fidel Castro". E a verdade é que n' "O Século Ilustrado" tinha saído uma série de fotografias com o Fidel Castro a ler "L'Esprit des Lois" de Montesquieu e... bem, eu tinha mandado aquilo para as máquinas sem ir à Censura. E eles arranjaram esse pretexto. Mas a PIDE andava atrás de mim e eu, que estava habituado à cervejaria "Ribadouro" todas as noites, deixei de frequentar lugares públicos e isolei-me. Até que um dia o Fernando Curado Ribeiro, velho companheiro das noitadas no "Ribadouro", está a conversar comigo na casa dele, "Espera aí um bocadinho!", apaga as luzes todas, chama-me à janela: "Estás a ver aquele carro, lá em baixo? Está todas as noites à tua espera". Durante uns tempos andei a saltar por quartos alugados e depois o Fernando Lopes, este que é realizador de cinema, indicou-me um quarto na Avenida de Roma, num andar que pertencia a uma tia dele. E pronto, foi assim... com alguns anos de desemprego.» [ibidem]
Nesse tempo de semi-clandestinidade, o ganha-pão de Baptista-Bastos é a tradução de livros, e pondera seriamente emigrar, até que recebe um convite de todo inesperado: ser redactor de notícias na RTP. «Vivia a traduzir livros. E um dia o Fernando Lopes disse-me que havia uma pessoa que queria falar comigo. Fomos almoçar ao Parque Mayer e aparece o Manuel Figueira, que eu não conhecia de todo. Era o director de Informação da televisão. E diz-me assim: "Nós sabemos que você se prepara ou se preparou para sair do país. Mas você não quer ficar? Olhe lá, você quer fazer os noticiários da televisão neste período das férias?" Como não podia receber o vencimento em meu nome, arranjou-se um pseudónimo. Na RTP, eu era o Manuel Trindade. E lá fui fazer as notícias internacionais: pegava na "Visnews", eles mandavam os 'dop-sheets' em inglês e eu traduzia aquilo com um cronómetro na mão. E fiz uns testes que correspondiam mais ou menos às características vocais de cada um dos locutores que leriam a minha prosa. Criei com todos uma grande simpatia: com o Fialho [Fialho Gouveia], com o Gomes Ferreira, com o Henrique Mendes, com o Manuel Caetano (que era irmão do Marcelo Caetano). Depois acabou aquilo tudo, o Manuel Figueira foi afastado...» [ibidem]
Nessa fase da sua vida, Baptista-Bastos escreveu também textos para documentários realizados por Fernando Lopes ("Cidade das Sete Colinas", "Os Namorados de Lisboa", "Este Século Em Que Vivemos") e por Baptista Rosa ("O Forcado", 1965, com fotografia de Augusto Cabrita e música de Miles Davis – "Scketchs of Spain").
Em Fevereiro de 1962, vai com Fernando Lopes para a Ericeira, a fim de fazer, durante um mês, a adaptação para cinema do romance "Domingo à Tarde", de Fernando Namora. É nesse retiro que escreve o seu primeiro livro de ficção, o romance "O Secreto Adeus". «Em 1959 e 1962 publiquei dois ensaios: "O Cinema na Polémica do Tempo" e "O Filme e o Realismo". A seguir é que descobri a ficção. Eu estava desempregado, não podia trabalhar nos jornais, por ter sido despedido d' "O Século", como já disse. Estava próximo do Fernando Lopes e o Baptista Rosa convidou-nos para fazer a adaptação cinematográfica de "Domingo à Tarde", do Fernando Namora. Eu já tinha trabalhado no cinema com o Lopes e, mais tarde, haveríamos de fazer o "Belarmino" [1964]. Como eu dizia, o Baptista Rosa contratou-nos aos dois e instalou-nos na Ericeira, por um mês, para escrever o guião. Acabámos por fazer aquilo em dez dias e eu resolvi aproveitar os vinte dias que restavam para escrever um livro. De regresso a Lisboa, mostrei o original ao meu querido amigo Carlos de Oliveira e ele não esteve com meias-medidas: "Você vai publicar isto imediatamente!". Assim nasceu "O Secreto Adeus", livro de denúncia do jornalismo que se praticava na época, com uma trama agressiva, a que não faltava o sexo e a aventura e aquele romantismo do jornalista na noite lisboeta. O nosso "Domingo à Tarde" ficou na gaveta (mais tarde o António de Macedo fez o filme com outro guião) mas "O Secreto Adeus" teve um êxito fulgurante, já fez quase uma dezena de edições e ainda hoje é lido, sobretudo pelas camadas jovens.» [ibidem]
Impedido de continuar a trabalhar na RTP, por ordem expressa do director do Secretariado Nacional de Informação, César Moreira Baptista («Esse senhor é um contumaz adversário do regime.»), Baptista-Bastos fica mais uma vez desempregado, passando sazonalmente pela redacção da agência France Press, em Lisboa.
Em meados de 1963, ingressa no jornal "República". Em finais de Março de 1964, desloca-se ao Brasil, como secretário do actor Raul Solnado, que tinha sido contratado pela TV Rio (antecessora da TV Record). A sua chegada coincide com o golpe militar que depôs o presidente João Goulart, e as notícias que envia para aquele vespertino não passam no crivo da Censura.
Em 1965, é admitido noutro vespertino, o "Diário Popular", ao qual permanecerá ligado até 1988. Neste jornal, vem a publicar, no dizer de Afonso Praça, «algumas das mais originais e fascinantes reportagens, entrevistas e crónicas da Imprensa portuguesa da segunda metade do século». «Quando cheguei ao "Diário Popular", o Brás Medeiros [patrão e estratega do jornal] pôs-me logo à vontade: "Eu sei como que é que o senhor pensa, sei onde é que esteve metido e vou dizer-lhe uma coisa: os patrões nunca lhe vão cortar uma linha – mas se a Censura cortar, isso é um problema seu e da Censura.". E foi assim mesmo. E nesta aventura do "Diário Popular" passei eu 23 anos! Viajei por mais de trinta países, escrevi sobre tudo e em todos os géneros, desde as notícias do dia aos artigos de fundo. Uma vez, em 1968, mandaram-me em serviço à Alemanha Ocidental, eu aproveitei e dei um saltinho à RDA comunista, clandestinamente. De regresso, achei que devia contar-lhes. E o Brás Medeiros: "Já escreveu?". Ele disse isto com uma severidade no olhar que eu sabia interpretar. Nunca tinha pensado falar da RDA, mas fui a correr e escrevi a reportagem, mandei-a para a tipografia e ele enviou o artigo para a Censura. Eles retiveram as provas uma data de tempo, até que um dia entra ele na redacção e pergunta: "As palavras do Bastos? Ainda não vieram? Há quanto tempo estão lá?". Quando lhe disseram que o meu artigo já estava demorado dez dias, ele agarrou no telefone, ligou para o coronel Galvão, que era um dos grandes da Censura, e disse: "Eu mandei o Baptista-Bastos à RDA, mandei-o escrever a reportagem, eu li a reportagem dele, é uma reportagem rigorosa e, se as provas não estiveram cá dentro de duas horas, amanhã mete artigo de fundo, porque eu digo ao Prof. Martinho Nobre de Melo que quem mandou escrever o artigo fui eu, quem manda na minha casa sou eu!". Um quarto de hora depois estavam lá as provas, aprovadas. Hoje em dia já não há histórias destas, já ninguém faz isto por ninguém. E também é o retrato da época em que havia uma relação muito estreita entre o patrão e o jornalista. E isso verificou-se em vários jornais, tem piada, no "Jornal do Comércio" do Fausto Lopes de Carvalho, n' "O Século" dos Pereira da Rosa, no "Diário de Lisboa" dos Ruella Ramos.» [ibidem]
Baptista-Bastos pertenceu, também, aos corpos redactoriais de outros jornais e revistas: "O Diário", "Europeu", "Almanaque", "Seara Nova", "Gazeta Musical e de Todas as Artes", "Época" e "Sábado".
Foi um dos fundadores do semanário "O Ponto", que teve existência efémera (inícios dos anos 80), no qual publicou uma série de oitenta entrevistas que assinalaram uma renovação naquele género jornalístico e marcaram a época, posteriormente coligidas no volume "O Homem em Ponto" (1984).
Em 1999, no âmbito das comemorações do 25.º aniversário da Revolução dos Cravos, a direcção do "Público" convidou-o a realizar dezasseis entrevistas, subordinadas ao tópico "Onde É Que Você Estava no 25 de Abril?", as quais desencadearam alguma polémica e constituíram um assinalável êxito jornalístico. Doze dessas entrevistas (com Álvaro Guerra, Carlos Brito, D. Januário Torgal Ferreira, Emídio Rangel, Fernando de Velasco, Hermínio da Palma Inácio, João Coito, Joshua Ruah, general Kaúlza de Arriaga, Manuel de Mello, padre Mário de Oliveira e Pedro Feytor Pinto) foram inseridas num CD-ROM (que teve uma tiragem de 55 mil exemplares), distribuído juntamente com a edição de 25 de Abril de 1999 daquele matutino.
Na mesma ocasião, a convite da direcção do "Diário de Notícias", Baptista-Bastos teve também a seu cargo o enquadramento do capítulo "O Efémero", da edição especial "O Milénio", iniciativa do mesmo jornal.
Como cronista e crítico, colaborou nos mais diversos órgãos da imprensa diária ou periódica: "Jornal de Notícias", "A Bola", "Tempo Livre", "JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias", "Expresso", "Jornal do Fundão", "Correio do Minho", "Diário Económico", "Diário de Notícias", "Jornal de Negócios" e "Correio da Manhã".
A crónica radiofónica também não lhe escapou, tendo lido aos microfones da Antena 1 e da Rádio Comercial as suas sempre avisadas reflexões sobre casos e episódios da vida pública portuguesa. Na TSF - Rádio Jornal, foi o primeiro comentador da popular rubrica "Crónicas de Escárnio e Maldizer". Antes, em 1970, a convite de Carlos Cruz, gravara um EP com quatro crónicas, musicalmente ilustradas por António Victorino d'Almeida, que foi apreendido pela PIDE.
Em 1990, Baptista-Bastos foi um dos entrevistadores do Prof. Agostinho da Silva, na memorável série "Conversas Vadias" (RTP-1) e, a partir de Novembro de 1996 até Janeiro de 1998, manteve nas noites da SIC o programa "Conversas Secretas", no qual entrevistou uma vasta galeria de pessoas célebres (e menos célebres) oriundas dos mais variados sectores da sociedade portuguesa. Retomou a realização de entrevistas para o canal SIC-Notícias, no programa "Cara-a-Cara", de Janeiro a Agosto de 2001.
No campo da ficção, após o já referido "O Secreto Adeus", publicou os seguintes romances: "O Passo da Serpente" (1965); "Cão Velho entre Flores" (1974), «obra das mais fortes e belas da literatura portuguesa deste século», nas palavras de Urbano Tavares Rodrigues; "Viagem de um Pai e de um Filho pelas Ruas da Amargura" (1981), que Óscar Lopes considerava «o livro dos livros novelísticos da sua geração, senão de toda a literatura portuguesa de aquém 1950»; "Elegia para um Caixão Vazio" (1984), "A Colina de Cristal" (1987), galardoado com o Prémio Literário Município de Lisboa e com Prémio P.E.N. Clube Português de Narrativa; "Um Homem Parado no Inverno" (1991); "O Cavalo a Tinta-da-China" (1995); "No Interior da Tua Ausência" (2002), agraciado com o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários; e "As Bicicletas em Setembro" (2007).
Baptista-Bastos está traduzido em checo, búlgaro, russo, alemão, castelhano e francês.
Muitas das suas crónicas e entrevistas estão publicadas em livro. Um desses títulos, "As Palavras dos Outros" (1969), é considerado «um clássico» e «uma referência obrigatória na profissão», na opinião de dois dos seus pares, Adelino Gomes e Fernando Dacosta, respectivamente, tendo sido recomendado como «leitura indispensável» no I Curso de Jornalismo organizado pelo sindicato da classe.
Entre os numerosos prémios que recebeu, na qualidade de jornalista ou de ficcionista, contam-se: Prémio Feira do Livro (1966), Prémio Artur Portela da Casa da Imprensa (1978), Prémio Nacional de Reportagem/Prémio Gazeta do Clube de Jornalistas (1985), Prémio Casa da Imprensa (1986), Prémio "O Melhor Jornalista do Ano" (1980 e 1983), Prémio Porto de Lisboa (1988), Prémio Gazeta de Mérito do Clube de Jornalistas (2004), Prémio de Crónica João Carreira Bom da Sociedade de Língua Portuguesa (2006) e Prémio Alberto Pimentel do Clube Literário do Porto (2006).


BIBLIOGRAFIA ACTIVA:

Ensaio, crónicas e entrevistas:
- O Cinema na Polémica do Tempo (ensaio), Lisboa: Gomes & Rodrigues, Lda., 1959
- O Filme e o Realismo (ensaio), Lisboa: Arcádia, 1962; Porto: Nova Crítica, 1979
- As Palavras dos Outros (crónicas, reportagens e entrevistas), Mem Martins-Sintra: Publicações Europa-América, 1969; Lisboa: Círculo de Leitores, 2000
- O Sinal do Tempo (4 crónicas lidas), música de António Victorino d'Almeida, Lisboa: Zip-Zip, 1970 [EP]
- Cidade Diária (crónicas), Editorial Futura, 1972
- Capitão de Médio Curso (crónicas), Lisboa: Editorial Caminho, 1977
- O Homem em Ponto: Entrevistas, Lisboa: Relógio d'Água, 1984
- O Nome das Ruas (monografia), em colaboração com António Borges Coelho, fot. José Antunes, Lisboa: Câmara Municipal / Livros Horizonte, 1993
- José Saramago: Aproximação a um Retrato (biografia), Lisboa: Publicações Dom Quixote / Sociedade Portuguesa de Autores, 1996
- Fado Falado (26 entrevistas), pref. José Saramago, fot. José Santos, Alfragide-Amadora: Ediclube, 1999
- Onde É Que Você Estava no 25 de Abril? (12 entrevistas), Lisboa: Público, 1999 [CD-ROM]
- Retratos para Aquilino (monografia), textos de Mário Soares, José Saramago, Vasco Graça Moura, José Manuel Mendes, António de Almeida Santos, Eduardo Lourenço, Luísa Costa Gomes, Urbano Tavares Rodrigues, Baptista-Bastos, Jorge Reis e Luiz Francisco Rebello; desenhos por José Rodrigues, Alberto Péssimo, Fernando Lanhas, Maria Keil, João Abel Manta, Fernando de Azevedo, Armando Alves, Jorge Pinheiro, José Emídio e Rogério Ribeiro. Paredes de Coura / Porto: Câmara Municipal de Paredes de Coura / Cooperativa Árvore, 2000
- Lisboa Contada pelos Dedos (crónicas), Lisboa: Montepio Geral, 2001; Lisboa: Círculo de Leitores, 2006 [Grande Prémio de Crónica da Associação Portuguesa de Escritores, 2003]
- A Cara da Gente: Prazeres, Devaneios, Invenções e Passeatas (crónicas), Cruz Quebrada-Oeiras: Oficina do Livro, 2008
- Tempo de Combate (crónicas), Lisboa: Edições Parsifal, 2014

Poesia:
- Caminho e Outros Poemas (poesia), Lisboa: Edição do autor [Tipografia Gráfica Boa Nova], 1951

Ficção:
- O Secreto Adeus (romance), Lisboa: Portugália Editora, 1963; Porto: Edições Asa, 2001
- O Passo da Serpente (romance), Lisboa: Prelo, 1965; Porto: Edições Asa, 2001
- Cão Velho entre Flores (romance), Lisboa: Editorial Futura, 1974; Alfragide-Amadora: Oficina do Livro, 2011
- Viagem de um Pai e de um Filho pelas Ruas da Amargura (romance), Lisboa: Forja, 1981; Cruz Quebrada-Oeiras: Oficina do Livro, 2008
- Elegia para um Caixão Vazio (romance), Lisboa: O Jornal, 1984; Alfragide-Amadora: Oficina do Livro, 2009
- A Colina de Cristal (romance), Lisboa: O Jornal, 1987; Porto: Edições Asa, 2000 [Prémio Literário Município de Lisboa, 1987, e Prémio P.E.N. Clube Português de Narrativa, 1988]
- Um Homem Parado no Inverno (romance), Lisboa: O Jornal, 1991; Porto: Edições Asa, 2001
- O Cavalo a Tinta-da-China (romance), Lisboa: Temas da Actualidade, 1995; Cruz Quebrada-Oeiras: Oficina do Livro, 2008
- No Interior da Tua Ausência (romance), Porto: Edições Asa, 2002; Lisboa: Círculo de Leitores, 2004 [Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários, 2003]
- As Bicicletas em Setembro (romance), Porto: Edições Asa, 2007; Alfragide-Amadora: Oficina do Livro, 2010
- A Bolsa da Avó Palhaça (novela autobiográfica), ilustr. Mónica Cid, Cruz Quebrada-Oeiras: Oficina do Livro, 2007


BIBLIOGRAFIA PASSIVA:
- Letria, José Jorge. Conversas com Letras: Entrevistas com Escritores, Lisboa: O Escritor, 1994
- Marinho, Maria de Fátima. O Romance Histórico em Portugal, Porto: Campo das Letras, 1999
- Teles, Viriato. Contas à Vida: Histórias do Tempo Que Passa, Lisboa: Sete Caminhos, 2005 (http://www.viriatoteles.com/web/livros/contas-a-vida/239-baptista-bastos)


Qual foi a atitude da rádio pública quando se soube da morte de Baptista-Bastos?
Logo no dia do falecimento (9 de Maio), a Antena 2 recuperou duas entrevistas: uma feita por João Almeida, em 2008, para o programa "Quinta Essência" [>> RTP-Play], e outra realizada por Luís Caetano, em 2014, a propósito do lançamento do livro de crónicas "Tempo de Combate", para o programa "A Ronda da Noite" [>> RTP-Play]. O meu aplauso!
E a Antena 1? Naquele dia, não acompanhei a emissão e, por isso, não posso testemunhar se o insigne jornalista e escritor foi, ou não, homenageado. E digo "homenageado" porque tal pressupõe algo mais do que dar a notícia do falecimento e anunciar o local onde vai decorrer o velório. Se a Antena 1 transmitiu algum programa em memória de Baptista-Bastos (por exemplo, uma entrevista), procedeu adequadamente; se o não fez, foi negligente e isso tem a reprovação dos ouvintes/contribuintes. Caso tenha havido programa, tal não dispensa, como é bom de ver, que se resgate do arquivo histórico as melhores crónicas que o emérito jornalista leu na mesma Antena 1, a fim de serem transmitidas ao ritmo de uma por dia, durante umas boas semanas. Fica a sugestão, na esperança de que não caia em saco roto!
Pela nossa parte, é com imenso orgulho que apresentamos o registo da interessantíssima entrevista que Baptista-Bastos concedeu a outro grande dos seus pares, Carlos Pinto Coelho, para o programa de rádio "Agora... Acontece!", emitido em Fevereiro de 2001.
Este tributo ficaria incompleto se não se pudesse apreciar a arte de entrevistar do próprio Baptista-Bastos, de viva voz. À falta de gravação radiofónica, deixamos o vídeo da "Conversa Vadia" com o Prof. Agostinho da Silva. Um regalo!


"Agora... Acontece!" N.º 117, de 26-Fev-2001



Baptista-Bastos entrevistado por Carlos Pinto Coelho [a partir de 2':52'']



Baptista-Bastos entrevistando o Prof. Agostinho da Silva (Ep. 5 das "Conversas Vadias", RTP-1, 1990)



Capa da primeira edição do livro "As Palavras dos Outros" (Colecção "Prisma", Publicações Europa-América, 1969)



Capa da primeira edição do romance "Cão Velho entre Flores" (Editorial Futura, 1974)
Reprodução parcial do quadro inacabado "Die Braut" ("A Noiva"), 1917, de Gustav Klimt.
(http://www.klimt.com/en/gallery/late-works/klimt-die-braut-unvollendet-1917.ihtml)



Capa da primeira edição do romance "Viagem de um Pai e de um Filho pelas Ruas da Amargura" (Forja, 1981)

27 março 2017

É preciso resgatar o teatro radiofónico


Ruy Furtado (1919-1991), dono de uma das vozes mais carismáticas do teatro radiofónico.
Entre as numerosas peças e adaptações de obras romanescas em que entrou, contam-se "Deus lhe Pague", de Joracy Camargo, e "Esteiros", de Soeiro Pereira Gomes.
Participou também em vários filmes, tais como "Os Verdes Anos" (de Paulo Rocha), "Uma Abelha na Chuva" (de Fernando Lopes), "Amor de Perdição" (de Manoel de Oliveira), "Um Adeus Português" (de João Botelho), "Recordações da Casa Amarela" (de João César Monteiro) e "A Divina Comédia" (de Manoel de Oliveira), ao qual pertence a imagem supra.


No Dia Mundial do Teatro, afigura-se oportuno fazer um ponto de situação da arte de Talma na rádio pública. Referimo-nos, obviamente, ao teatro radiofónico e não às notícias e anúncios relativos a peças levadas à cena em Lisboa e noutras localidades do país.
Na Antena 2, há um espaço chamado "Teatro Sem Fios" [>> RTP-Play] onde a intervalos de várias semanas (às vezes meses) surgem umas "coisas". E dizemos "coisas" porque estão a milhas de distância da melhor tradição de teatro radiofónico feito em Portugal. Na verdade, os "produtos" lá apresentados estão longe de ser interessantes e apetecíveis: textos marginais ao grande repertório, não raras vezes dramaturgicamente insípidos e difíceis de tragar (mesmo pelo ouvinte mais tolerante à sensaboria), e ainda com a agravante de serem deficientemente produzidos, quer em termos técnicos quer artísticos – sem sonorização (por exemplo, quando bate uma porta, em vez de se colocar o som da porta a bater põe-se alguém a dizer: "bateu uma porta") e utilizando frequentemente vozes inexperientes, de timbres vulgares e sem qualquer carisma. Em suma: produtos bastante indigestos, mesmo para os ouvintes mais ávidos e famintos de teatro.
Nas Antenas 1 e 3, nada existe. Um lastimável estado coisas que urge alterar. No caso da Antena 1, a situação roça mesmo o absurdo, atendendo ao honroso historial que o canal possui no capítulo do teatro pois, durante décadas a fio, transmitiu muitas peças e sobretudo admiráveis adaptações de romances referenciais de grandes vultos da Literatura Portuguesa e Mundial (Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, Lev Tolstoi, etc.).
Ao contrário do que alguns julgam e querem fazer crer, o teatro radiofónico não é uma arte menor. É uma arte maior pois constitui a suprema prova de fogo para os actores – e só os que são dignos desse nome conseguem ultrapassá-la. De facto, é unicamente com a voz, modulando as entoações, os ritmos, as nuances, os timbres – enfim, fazendo uso de todos os recursos expressivos ao alcance da voz humana – que os actores comunicam ao rádio-ouvinte os estados de alma, os pensamentos, as acções e o carácter da personagens que incarnam – permitindo àquele construir o seu próprio imaginário (experiência, aliás, em tudo semelhante à leitura). Não era certamente por capricho ou devaneio que Amélia Rey Colaço, uma das maiores figuras do teatro português do século XX, começava por avaliar o desempenho dos novos actores que chegavam à sua companhia teatral, não sentando-se na plateia a observá-los, mas indo-se posicionar ao fundo do palco, por detrás do ciclorama, para somente os ouvir.
O hábito da leitura deve ser sempre promovido (a quem não é analfabeto, evidentemente), pelo enriquecimento cultural que proporciona (nele se incluindo o domínio da língua portuguesa, nas vertentes morfológica, sintáctica e lexical), mas o teatro radiofónico oferece uma vantagem importante: proporciona a quem o ouve o contacto com a prosódia do português, isto é, a maneira correcta de pronunciar as palavras (aspecto nada despiciendo nos tempos que correm). Ouvir falar bem contribui para uma melhor expressão oral (e até escrita). Resgatar o teatro radiofónico é também dar aos mais jovens a oportunidade de descobrirem os grandes textos dramáticos na voz de figuras gradas do nosso teatro (e não há melhor forma de as lembrar e homenagear do que ouvi-las e tirar prazer dessa experiência).
Importa também não esquecer os cidadãos que nascerem cegos ou perderam o sentido da visão mais tarde. Que outro teatro podem eles fruir – plenamente – a não ser o radiofónico? Políticos e funcionários de topo da administração pública aparecem amiúde na rádio e na televisão a falar dos direitos dos deficientes, mas depois deparamo-nos com a triste realidade de serem as entidades estatais as primeiras a fazer letra morta dos mesmos direitos.
Se os altos responsáveis da rádio pública não querem aplicar (investir) o dinheiro dos contribuintes na produção de verdadeiro e bom teatro radiofónico, ao menos que tenham a clarividência de trazer para a luz do éter o muito de bom que se fez outrora e está a apodrecer no arquivo histórico da RDP. Escusado será dizer que tal resgate para o espaço hertziano não invalida a disponibilização do acervo completo na nova plataforma https://arquivos.rtp.pt/ (na qual – acrescente-se – os conteúdos radiofónicos têm sido enormemente descurados, a favor dos televisivos).
Deixamos a seguir um rol de textos, ordenados por ordem alfabética dos apelidos dos respectivos autores, que garantidamente foram transmitidos pela rádio pública portuguesa até 2005 (quando terminou o "Teatro Imaginário", na sequência da aposentação do seu realizador, Eduardo Street, que viria a falecer no ano seguinte). Trata-se de um inventário inevitavelmente incompleto mas que não deixa de ser bem demonstrativo da imensa riqueza do acervo de teatro radiofónico (e também de textos lidos).


Peças de teatro (e adaptações de contos e novelas):

Alves, Vasco de Mendonça:
- Meu Amor É Traiçoeiro

Andresen, Sophia de Mello Breyner:
- A Fada Oriana
- Os Três Reis do Oriente

Anouilh, Jean:
- A Cotovia (Joana d'Arc)
- Antígona

Aristófanes:
- A Paz

Assis, Machado de:
- Não Consultes Médico
- Quase Ministro

Ávila, Norberto:
- O Homem Que Caminhava sobre as Ondas

Azevedo, Aluízio:
- O Cortiço

Barbosa, Miguel:
- O Adesivo
- O Discurso (peça adaptada do livro "O Adesivo")

Barca, Calderón de la:
- A Vida É Sonho

Barros, Jorge Figueiredo de:
- A Feiticeira
- O Cárcere Branco
- O Armeiro

Bastos, João:
- O Conde Barão (em co-autoria com Ernesto Rodrigues e Félix Bermudes)

Bermudes, Félix:
- O Conde Barão (em co-autoria com Ernesto Rodrigues e João Bastos)

Bernard, Tristan:
- O Narcótico
- O Triunfo da Ciência

Botas, José Loureiro:
- Noite Maldita

Braga, Francisco Costa:
- Um Marquês Feito à Pressa

Brandão, Raul:
- O Doido e a Morte

Büchner, Georg:
- Leôncio e Lena

Cabral, Carlos:
- A Amante do Dr. Simões
- Amores! E o Tempo Incerto? (inspirada em "Viagens na Minha Terra", de Almeida Garrett)
- As Crianças
- As Meninas
- Concerto para Piano em Lá Menor, Opus 54, de Schumann
- Da Minha Janela Vê-se o Rio
- Morre-se de Solidão no Japão
- O Cerco
- O Mestre e o seu Discípulo
- O Sonho
- Pela Segunda Vez
- Recortados na Noite contra o Brilho da Lua
- Um Casal Desinteressado
- Um Lamentável Acidente
- Uma Outra História da Branca de Neve

Cabreira Júnior, Tomás:
- A Amizade

Camargo, Joracy:
- Deus lhe Pague
- Maria Cachucha

Camões, Luís de:
- Auto de El-Rei Seleuco
- Auto dos Anfitriões

Carreira, Bruno Borges:
- Calígula Já Calça 42
- Opus 49

Casona, Alejandro:
- Outra Vez o Diabo

Castelo Branco, Camilo:
- Amor de Salvação
- O Morgado de Fafe em Lisboa

Castro, Augusto de:
- Amor à Antiga

Cesariny, Mário:
- Um Auto para Jerusalém

Cocteau, Jean:
- A Voz Humana
- O Indiferente

Correia, Romeu:
- Casaco de Fogo
- Jangada

Cortesão, Jaime:
- O Infante de Sagres

Couto, Mia:
- Os Anjos Embriagados (junto com "A Menina de Futuro Torcido")
- A Menina de Futuro Torcido (junto com "Os Anjos Embriagados")

Curto, Ramada:
- Madame Solange, Vidente
- O Fala Só
- O Sapo e a Doninha [1962]
- O Sapo e a Doninha [1987]

Dacosta, Fernando:
- A Súplica

Dáguila, Carlos:
- Fui Raptado por um OVNI

Dantas, Júlio:
- A Ceia dos Cardeais
- Frei António das Chagas
- Outono em Flor

Dickens, Charles:
- O Sr. Minns e o Seu Primo

Duarte, Mário:
- Renascer (em co-autoria com Valério de Rajanto)

Dumas (pai), Alexandre:
- O Caçador
- Elói, o Mestre dos Mestres: Vida de Santo Elói

Durão, Américo:
- A Ave de Rapina

Ésquilo:
- As Euménides

Ferreira, António:
- A Castro

Ferro, António:
- Mar Alto

Feuillet, Octave:
- O Cabelo Branco

Figueiredo, Tomás de:
- O Visitador Extraordinário

Fortuno, Claude:
- A Vítima

Fry, Marjory:
- O Fabricante de Orquídeas

Garrett, Almeida:
- Frei Luís de Sousa
- O Conde de Novion
- Tio Simplício

Ghelderode, Michel de:
- Escurial

Giraudoux, Jean:
- Ondina

Goethe, Johann Wolfgang von:
- Fausto (em contraponto com a ópera homónima de Charles Gounod)
- Irmão e Irmã

Goldoni, Carlo:
- A Estalajadeira
- A Serva Amorosa
- O Avarento
- O Café

Gomes, Manuel Teixeira:
- Sabina Freire

Hawthorne, Nathaniel:
- A Fonte da Juventude

Hsing-Tao, Li:
- O Círculo de Giz

Ibsen, Henrik:
- Casa de Bonecas
- Hedda Gabler

Kazantzakis, Nikos:
- Cristo Recrucificado

La Féria, Filipe:
- Os Marinheiros (adaptação do drama estático "O Marinheiro", de Fernando Pessoa)

Labiche, Eugène:
- A Viagem do Sr. Perrichon

Leite, Fausto Correia:
- Algures no Arizona
- Encontro em Siracusa
- Uma História de Amor
- Verão Ardente

Letria, José Jorge:
- A Pistola de Antero
- Os Buracos Negros

Lermontov, Mikhail:
- Um Homem Estranho

Lobato, Gervásio:
- O Comissário de Polícia

Lopes, Álvaro Martins:
- A Arma Absoluta (inspirada na comédia "Lisístrata", de Aristófanes)
- A Mulher Que Matou Maurice Ravel
- Fígaro (baseada nas peças "O Barbeiro de Sevilha" e "O Casamento de Fígaro", de Beaumarchais)
- Inocente ou Culpada
- O Caso do Ourives da Rua da Prata
- O Gato e o Rato ou o Estranho Caso do Último Assinante da Lista Telefónica
- Os Benefícios do Tabaco
- Tutto nel Mondo è Burla! (inspirada na ópera "Falstaff", de Verdi)
- Um Fantasma no São Carlos
- Verdi e Falstaff

Lorca, Federico Garcia:
- A Sapateira Prodigiosa
- Dona Rosinha, a Solteira
- Yerma

Maeterlink, Maurice:
- Pelléas et Mélisande (em contraponto com a ópera homónima de Claude Debussy)

Marcel, Jean:
- Uma Noite em Monte Carlo

Marchi, Emilio de:
- João Pedro e João Paulo

Marques, Raul Malaquias:
- Tinha de Ser Aqui

Marivaux, Pierre de:
- A Colónia

Matos, Maria:
- Escola de Mulheres (A História Começou de Manhã)

Medina, João:
- A Orelha de Van Gogh

Melo, D. Francisco Manuel de:
- O Fidalgo Aprendiz

Melville, Herman:
- Um Homem Invulgar

Mendonça, Henrique Lopes de:
- O Crime de Arronches

Mérimée, Prosper:
- A Carruagem do Santo Sacramento

Mesquita, Marcelino:
- Envelhecer
- Peraltas e Cécias

Miguéis, José Rodrigues:
- A Escola do Paraíso
- A Esquina-do-Vento
- Saudades para Dona Genciana

Mihura, Miguel:
- Sublime Decisão

Miller, Arthur:
- Morte dum Caixeiro Viajante

Molière:
- A Condessa de Escarbagnas
- Don Juan (em contraponto com a ópera "Don Giovanni", de Mozart)
- Escola de Maridos
- O Burguês Fidalgo

Molina, Tirso de:
- O Sedutor de Sevilha e o Convidado de Pedra

Monteiro, Luís de Sttau:
- As Mãos de Abraão Zacut
- Felizmente Há Luar

Navarro, Judite:
- A Filha de Herodes

Neves, Orlando:
- Memórias de um Piano
- O Bilhete (junto com "O Martelo")
- O Círculo
- O Frigorífico
- O Martelo (junto com "O Bilhete")

Neves, Rui:
- Uma Causa e Três Sentenças

Odets, Clifford:
- Na Vida Como no Palco

Ogando, Alice:
- O Príncipe Imperial

Pepetela:
- O Cão e os Caluandas

Philips, Roz:
- Pocahontas

Pinheiro, Pedro:
- Amorosamente
- Roubaram os Nossos Sonhos
- Schumann: a Inquietação Romântica (baseada na biografia de Schumann, escrita pela sua filha Eugenie Schumann)
- Suicídio

Pinho, Teresa Correia de:
- A Última Página
- Um Pedaço de Paraíso

Pushkin, Aleksandr:
- A Dama de Espadas (em contraponto com a ópera homónima de Tchaikovski)
- Mozart e Salieri

Queiroz, Eça de:
- Civilização (junto com "O Defunto" sob o título genérico "Um Pôr-do-Sol Queirosiano")
- No Moinho
- O Conde d'Abranhos
- O Defunto (junto com "Civilização" sob o título genérico "Um Pôr-do-Sol Queirosiano")
- O Mandarim
- O Senhor Diabo
- O Suave Milagre
- Singularidades de uma Rapariga Loira

Rajanto, Valério de:
- Renascer (em co-autoria com Mário Duarte)

Rebello, Luiz Francisco:
- A Desobediência
- É Urgente o Amor
- O Destino Bateu à Porta

Redol, Alves:
- Como se Ganha um Poldro
- Maria Emília
- Noite Esquecida
- Porque Não Hei-de Acreditar na Felicidade?

Régio, José:
- Jacob e o Anjo
- Mário ou Eu-Próprio – O Outro
- O Vestido Cor de Fogo

Ribeiro, Aquilino:
- O Arcanjo Negro
- Volfrâmio

Rio, João do:
- A Bela Madame Vargas

Rodrigues, Ernesto:
- O Conde Barão (em co-autoria com Félix Bermudes e João Bastos)

Rodrigues, Pedroso:
- Bodas de Lia

Roquete, Vitorino Chagas:
- Frei Tomás

Rubio, José López:
- A Ceia de Natal

Salom, Jaime:
- A Casa das Cabras

Santareno, Bernardo:
- O Crime da Aldeia Velha
- O Duelo
- O Lugre
- O Pecado de João Agonia

Schiller, Friedrich:
- Cabala e Amor (em contraponto com a ópera "Luísa Miller", de Verdi)

Shakespeare, William:
- Hamlet
- Muito Barulho por Nada
- Os Dois Cavaleiros de Verona

Silva, António José da:
- Guerras do Alecrim e Manjerona

Sófocles:
- Antígona

Strindberg, August:
- Almas em Conflito
- O Holandês Errante

Synge, John Millington:
- O Valentão do Mundo Ocidental

Tabucchi, Antonio:
- Marconi, se Bem me Lembro

Tchekov, Anton:
- A Gaivota
- A Obra de Arte
- As Três Irmãs
- O Cerejal
- O Diamante

Torga, Miguel:
- O Senhor Nicolau

Torrado, António:
- Alguém (inspirada na peça "Frei Luís de Sousa", de Almeida Garrett)
- As Palavras Difíceis
- Diálogos Imprevistos
- Homem-Mulher... a Cores
- Mulher e Marido
- O Calendário
- O Doce Perfume
- O Fecho Éclair
- O Recepcionista
- O Túnel
- Palavras Há Muitas
- Quatro Histórias Impossíveis
- Uma História Natural

Turgueniev, Ivan:
- Um Mês no Campo

Valle-Inclán, Ramón del:
- A Rosa de Papel

Vega, Lope de:
- O Príncipe Perfeito

Vicente, Gil:
- Amadis de Gaula
- Auto da Barca do Inferno
- Auto da Cananeia
- Auto de Mofina Mendes
- Auto de Sibila Cassandra
- Dom Duardos
- Farsa de Inês Pereira
- Farsa dos Almocreves
- O Juiz da Beira
- O Velho da Horta
- Romagem dos Agravados

Voltaire:
- Zair

Wilde, Oscar:
- O Jovem Rei
- Uma Mulher sem Importância

Wilkinson, Roderick:
- Mistério nas Terras Altas

Zuckmayer, Carl:
- O Exaltamento da Vida e do Amor
- O General do Diabo


Adaptações de romances (por episódios):

Alencar, José de:
- O Guarani

Assis, Machado de:
- Iaiá Garcia

Castelo Branco, Camilo:
- Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado
- Cinco Filhas para Casar (adaptação do romance "Estrelas Propícias") [1962]
- O Retrato de Ricardina

Castro, Ferreira de:
- A Lã e a Neve
- A Selva
- Terra Fria

Cooper, James Fenimore:
- O Último Moicano

Dickens, Charles:
- Grandes Esperanças
- Oliver Twist

Dinis, Júlio:
- A Morgadinha dos Canaviais
- As Pupilas do Senhor Reitor
- Os Fidalgos da Casa Mourisca
- Serões da Província
- Uma Família Inglesa

Douglas, Lloyd C.:
- A Túnica

Dumas (pai), Alexandre:
- O Visconde de Bragelonne
- Os Três Mosqueteiros
- Vinte Anos Depois

Feuillet, Octave:
- A Vida dum Rapaz Pobre

Fonseca, Manuel da:
- Cerromaior

Gaio, António da Silva:
- Mário: Episódios das Lutas Civis Portuguesas

Gomes, Soeiro Pereira:
- Esteiros

Haggard, H. Rider:
- As Minas de Salomão

Herculano, Alexandre:
- O Bobo
- O Monge de Cister

Hugo, Victor:
- Os Miseráveis

Kazantzakis, Nikos:
- Cristo Recrucificado

Korolenko, Vladimir:
- O Músico Cego

Le Mière, M.:
- A Herdade Florida

Lobato, Gervásio:
- Lisboa em Camisa

Lopes, Álvaro Martins:
- O Jogral de Deus (S. Francisco de Assis)

Martins, Oliveira:
- Febo Moniz

Miguéis, José Rodrigues:
- A Escola do Paraíso
- Uma Aventura Inquietante

Namora, Fernando:
- A Noite e a Madrugada
- Minas de San Francisco

Navarro, Judite:
- Os Emigrados
- A Vida de S. Paulo

Pinheiro, Pedro:
- D. João II

Queiroz, Eça de:
- A Cidade e as Serras
- A Ilustre Casa de Ramires
- O Primo Basílio

Redol, Alves:
- Avieiros
- Barranco de Cegos
- O Muro Branco

Régio, José:
- O Príncipe com Orelhas de Burro

Reis, Fernando:
- Roça

Ribeiro, Aquilino:
- Quando os Lobos Uivam
- Terras do Demo

Rodrigues, Urbano Tavares:
- Bastardos do Sol

Saint-Maurice, Odette de:
- Amar os Outros: Vida de S. Vicente de Paula
- O Apóstolo da Juventude: Vida de S. João Bosco
- S. João de Deus: O Herói da Caridade

Salgari, Emilio:
- O Último Elefante Branco

Tolstoi, Lev:
- Anna Karenina
- Guerra e Paz

Trapp, Maria Augusta:
- Música no Coração

Verne, Júlio:
- Mathias Sandorf

Wallace, Lewis:
- Ben-Hur


Leitura de textos literários (prosa):

Almada Negreiros, José de:
- Nome de Guerra (1925), por Rogério Vieira

Almeida, Fialho de:
- A Taça do Rei de Tule (in "O País das Uvas", 1893)
- O Menino Jesus do Paraíso (in "O País das Uvas", 1893)
- O Ninho de Águia (in "Contos", 1881)

Botelho, Abel:
- O Solar de Longroiva (in "Mulheres da Beira", 1898), por Varela Silva

Brandão, Raul:
- Os Pescadores (1923)

Castelo Branco, Camilo:
- A Sereia (1865)
- O Cego de Landim (1876)

Coelho, Trindade:
- Abyssus Abyssum (in "Os Meus Amores", 1891)
- Vae Victis! (in "Os Meus Amores", 1891)
- Vae Victoribus! (in "Os Meus Amores", 1891)

Dinis, Júlio:
- O Espólio do Senhor Cipriano (1863)

Ficalho, Conde de (Francisco Manuel de Melo Breyner):
- A Caçada do Malhadeiro (in "Uma Eleição Perdida", 1888)
- A Maluca de A-dos-Corvos (in "Uma Eleição Perdida", 1888)
- A Pesca do Sável (in "Uma Eleição Perdida", 1888)
- Os Cravos (in "Uma Eleição Perdida", 1888)

Garrett, Almeida:
- Viagens na Minha Terra (1846), por Carlos Achemann

Gomes, Manuel Teixeira:
- Profecia Certa (in "Gente Singular", 1909)
- Sêde de Sangue (in "Gente Singular", 1909)

Herculano, Alexandre:
- A Morte do Lidador (in "Lendas e Narrativas", 1851)
- O Bispo Negro (in "Lendas e Narrativas", 1851)

Machado, Júlio César:
- O Casal (in "Contos ao Luar", 1861)
- Pedrinho (in "Contos ao Luar", 1861)

Meynell, Esther:
- A Pequena Crónica de Anna Magdalena Bach (The Little Chronicle of Magdalena Bach, 1925), por Eunice Muñoz

Patrício, António:
- O Homem das Fontes (in "Serão Inquieto", 1920)
- Suze (in "Serão Inquieto", 1920)

Pinto, Fernão Mendes:
- Peregrinação (1614, na adaptação de Maria Alberta Menéres, 1971), por José Mário Branco e André Maia

Queiroz, Eça de:
- Adão e Eva no Paraíso (1896, in "Contos", 1902)

Sá-Carneiro, Mário de:
- O Homem dos Sonhos (1913)
- O Mistério (1914)

Silva, Rebelo da:
- A Última Corrida de Touros em Salvaterra (in "Contos e Lendas", 1873)

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30 novembro 2016

"Música de Todos os Quadrantes" e "Consciências Paralelas"


Dança das apsarás, pelo Ballet Real do Camboja

"Música de Todos os Quadrantes" e "Consciências Paralelas": dois programas memoráveis da autoria de João Soares Santos, emitidos pela Antena 2, respectivamente, de 3 de Março de 1991 a 14 Março de 1993 (sob a direcção de Fernando Serejo) e de 4 de Outubro de 1994 a 3 de Outubro de 1995 (sob a direcção de José Manuel Nunes). Quem os ouviu sabe que tinham um acentuado cunho cultural e, nessa medida, perfeitamente dignos de serem guardados no arquivo histórico da RDP. Por incrível que pareça, não foi isso o que aconteceu porque algum irresponsável com poder de decisão na matéria mandou destruir as gravações. Um crime de lesa-património cultural deveras abominável que devia ser exemplarmente punido, com prisão efectiva complementada com trabalho a favor da comunidade de duração não inferior a dez anos!
Felizmente, o autor dos programas teve o louvável cuidado de gravar a maioria das emissões em cassete e, consciente de que os registos pouca utilidade teriam se permanecessem fora do alcance do público, em boa hora os transpôs para ficheiros áudio que alojou na plataforma https://archive.org/. O blogue "A Nossa Rádio" tem a maior das honras em associar-se a esse nobre propósito de promoção cultural, facultando o acesso expedito a tão precioso repositório.


MÚSICA DE TODOS OS QUADRANTES

Uma série de programas emitidos pela Antena 2 da Radiodifusão Portuguesa sobre assuntos antropológicos e expressões musicais do mundo.

"Ângulos e Reflexos" – 28 Fev. 1991 [>> OGG / MP3]
Judite Lima entrevista João Soares Santos, o autor de "Música de Todos os Quadrantes" sobre os desígnios e preocupações desta série de programas.
Autor: Carlos Achemann

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 2 – 10 Mar. 1991 [>> OGG / MP3]
O Legado Celta nas Ilhas Britânicas (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Silva Alves
Realização: Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 3 – 17 Mar. 1991 [>> OGG / MP3]
O Legado Celta nas Ilhas Britânicas (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 6 – 7 Abr. 1991 [>> OGG / MP3]
O Legado Celta nas Ilhas Britânicas (V)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 7 – 14 Abr. 1991 [>> OGG / MP3]
O Legado Celta nas Ilhas Britânicas (VI)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 12 – 14 Jul. 1991 [>> OGG / MP3]
O Declínio do Império Inca (III)
Autor: João Soares Santos
Locução: Ida Maria e Carlos Achemann
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 13 – 28 Jul. 1991 [>> OGG / MP3]
O Impossível Retorno à Inocência (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Ida Maria e António Jorge Marques
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 14 – 4 Ago. 1991 [>> OGG / MP3]
O Impossível Retorno à Inocência (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Clara
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 15 – 11 Ago. 1991 [>> OGG / MP3]
O Impossível Retorno à Inocência (III)
Autor: João Soares Santos
Locução: Júlia Maria e Carlos Faria
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 21 – 6 Out. 1991 [>> OGG / MP3]
Os Protegidos de Odin: Vikings (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Ida Maria
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 22 – 13 Out. 1991 [>> OGG / MP3]
Os Protegidos de Odin: Vikings (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Ida Maria e Carlos Faria
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes
Nota: Programa incompleto.

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 23 – 20 Out. 1991 [>> OGG / MP3]
Os Protegidos de Odin: Vikings (III)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Alexandra Corvela
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 25 – 3 Nov. 1991 [>> OGG / MP3]
Teatro Kabuki: O Absoluto Artifício (Japão)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Moreira de Carvalho
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 26 – 10 Nov. 1991 [>> OGG / MP3]
Teatro Kathakali: uma Dádiva e uma Partilha Religiosa (Índia)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Alexandra Corvela
Assistência técnica: Moreira de Carvalho
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 27 – 17 Nov. 1991 [>> OGG / MP3]
Ramlila: um Género Teatral Consagrado ao Ilustre Rama (Índia)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Alexandra Corvela e Carlos Faria
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 28 – 24 Nov. 1991 [>> OGG / MP3]
O Ramayana nas Artes Cénicas Balinesas
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Alexandra Corvela
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 29 – 8 Dez. 1991 [>> OGG / MP3]
Breve Percurso Histórico da Ópera de Pequim
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Clara
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 30 – 15 Dez. 1991 [>> OGG / MP3]
Breve Gramática da Ópera de Pequim
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Clara
Assistência técnica: José Araújo
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 31 – 22 Dez. 1991 [>> OGG / MP3]
Bugaku: a Dança da Total Serenidade (Japão)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Alexandra Corvela
Assistência técnica: João Silva
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 32 – 29 Dez. 1991 [>> OGG / MP3]
Derivações Estilísticas do Teatro Nô (Japão)
Autor: João Soares Santos
Locução: Manuela Patrocínio
Assistência técnica: Silva Alves
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 33 – 5 Jan. 1992 [>> OGG / MP3]
Exemplos do Teatro Vietnamita e Tibetano
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes
Nota: Programa incompleto.

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 34 – 12 Jan. 1992 [>> OGG / MP3]
Vozes Retidas nas Pedras (Teatro da Grécia Antiga)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 35 – 19 Jan. 1992 [>> OGG / MP3]
Medicina, Experiência Mística e Drama
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 37 – 2 Fev. 1992 [>> OGG / MP3]
Grandes Expedições no Continente Africano
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 39 – 16 Fev. 1992 [>> OGG / MP3]
Os Primeiros Contactos Expedicionários entre Indianos e Japoneses e as Viagens de Marco Polo na Ásia
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 40 – 23 Fev. 1992 [>> OGG / MP3]
A Resistência dos Excluídos
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora e Carlos Faria
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes
Nota: Programa incompleto.

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 41 – 1 Mar. 1992 [>> OGG / MP3]
Resenha Retrospectiva de um Ano de Emissões
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Moreira de Carvalho
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 42 – 8 Mar. 1992 [>> OGG / MP3]
Os Pigmeus da Floresta Centro-Africana (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Moreira de Carvalho
Realização: Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 43 – 15 Mar. 1992 [>> OGG / MP3]
Os Pigmeus da Floresta Centro-Africana (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 44 – 22 Mar. 1992 [>> OGG / MP3]
Os Pigmeus da Floresta Centro-Africana (III)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora e ?
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes
Nota: Programa incompleto.

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 45 – 29 Mar. 1992 [>> OGG / MP3]
Os Pigmeus da Floresta Centro-Africana (IV)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 46 – 5 Abr. 1992 [>> OGG / MP3]
Origens e Expansão da Linguagem (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora e Carlos Faria
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 47 – 12 Abr. 1992 [>> OGG / MP3]
Origens e Expansão da Linguagem (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 48 – 19 Abr. 1992 [>> OGG / MP3]
Origens e Expansão da Linguagem (III)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora, Carlos Achemann e Maria Clara
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 49 – 26 Abr. 1992 [>> OGG / MP3]
Origens e Expansão da Linguagem (IV)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 52 – 24 Mai. 1992 [>> OGG / MP3]
Dança Odissi: O Encanto dos Deuses (Índia)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes
Nota: Alguma interferência de ruídos na secção final do programa.

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 53 – 31 Mai. 1992 [>> OGG / MP3]
A Dança Imperial Nipónica
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 54 – 7 Jun. 1992 [>> OGG / MP3]
Hat Cheo: o Teatro Popular do Vietname
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: José Araújo
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 55 – 14 Jun. 1992 [>> OGG / MP3]
Vudu: o Culto dos Negros do Haiti e de Cuba
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora e Victor Nobre
Assistência técnica: Moreira de Carvalho
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 56 – 21 Jun. 1992 [>> OGG / MP3]
Histórias sobre Homens e Animais que Dançavam (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes
Nota: Programa incompleto.

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 57 – 28 Jun. 1992 [>> OGG / MP3]
Histórias sobre Homens e Animais que Dançavam (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: José Araújo
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 58 – 5 Jul. 1992 [>> OGG / MP3]
Narrativas Tradicionais do Mundo (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora e Victor Nobre
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 59 – 12 Jul. 1992 [>> OGG / MP3]
Narrativas Tradicionais do Mundo (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Clara
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Alexandra Almeida e Bernardino Pontes
Nota: Programa incompleto.

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 63 – 30 Ago. 1992 [>> OGG / MP3]
O Ecrã Prodigioso (IV)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Alexandra Corvela
Assistência técnica: Henrique Soares
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 66 – 27 Set. 1992 [>> OGG / MP3]
Os Primeiros Olhares Cinematográficos sobre Populações Estranhas (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora e Victor Nobre
Assistência técnica: Manuel Sanches
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 67 – 11 Out. 1992 [>> OGG / MP3]
Dança Kathak: A Emoção Intensificada (Índia)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 68 – 18 Out. 1992 [>> OGG / MP3]
Dança Kathak: entrevista com Rohini Bathe (Índia)
Autor: João Soares Santos
Locução: Manuela Patrocínio e Maria Clara (ainda a voz de João Soares Santos formulando as perguntas)
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 70 – 22 Nov. 1992 [>> OGG / MP3]
Kolam: um Teatro com Máscaras do Sri Lanka
Autor: João Soares Santos
Locução: Manuela Patrocínio e António Jorge Marques
Assistência técnica: Rosa Maria
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 71 – 6 Dez. 1992 [>> OGG / MP3]
Reamker: um Exemplo do Património Cénico do País Khmer (Camboja)
Autor: João Soares Santos
Locução: Manuela Patrocínio e Júlia Maria
Assistência técnica: Rosa Maria
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes
Nota: Pequena omissão do genérico e da locução no início do programa.

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 72 – 20 Dez. 1992 [>> OGG / MP3]
Os Estágios Antecedentes da Ópera Chinesa (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: António Jorge Marques e Victor Nobre
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 73 – 3 Jan. 1993 [>> OGG / MP3]
Os Estágios Antecedentes da Ópera Chinesa (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: António Jorge Marques e João Soares Santos
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 74 – 17 Jan. 1993 [>> OGG / MP3]
O Gabinete Organológico (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Manuela Patrocínio
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 75 – 31 Jan. 1993 [>> OGG / MP3]
O Gabinete Organológico (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: António Jorge Marques
Assistência técnica: Rosa Maria
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 76 – 14 Fev. 1993 [>> OGG / MP3]
O Gabinete Organológico (III)
Autor: João Soares Santos
Locução: António Jorge Marques
Assistência técnica: Moreira de Carvalho e Paula Guimarães
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" N.º 77 – 28 Fev. 1993 [>> OGG / MP3]
O Gabinete Organológico (IV)
Autor: João Soares Santos
Locução: Júlia Maria
Assistência técnica: Rosa Maria
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" - Edição Especial N.º 1 / Ciclo "Os Portugueses e o Novo Mundo" – 19 Jun. 1992 [>> OGG / MP3]
O Impacto Cultural dos Colonizadores Europeus sobre os Indígenas Sul-Americanos (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora e Victor Nobre
Assistência técnica: Moreira de Carvalho
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" - Edição Especial N.º 2 / Ciclo "Os Portugueses e o Novo Mundo" – 3 Jul. 1992 [>> OGG / MP3]
O Impacto Cultural dos Colonizadores Europeus sobre os Indígenas Sul-Americanos (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Dinora e Victor Nobre
Assistência técnica: Ana Clara
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes

"Música de Todos os Quadrantes" - Edição Especial N.º 3 / Ciclo "Os Portugueses e o Novo Mundo" – 17 Jul. 1992 [>> OGG / MP3]
O Impacto Cultural dos Colonizadores Europeus sobre os Indígenas Sul-Americanos (III)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Alexandra Corvela e Victor Nobre
Assistência técnica: Moreira de Carvalho
Realização: Cristina do Carmo e Bernardino Pontes
Nota: Programa incompleto.


***

CONSCIÊNCIAS PARALELAS

Uma série de programas emitidos pela Antena 2 da Radiodifusão Portuguesa centrados na análise e interpretação de concepções e fenómenos culturais presentes em diferentes sociedades. As heranças culturais, as formas de inteligibilizar e o modo como esses entendimentos e modelações aproximam, afastam, confrontam ou complementam realidades.

"Consciências Paralelas" N.º 2 – 11 Out. 1994 [>> OGG / MP3]
Os Sentidos, o Sentir e as Normas (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: António Jorge Marques e Maria Alexandra Corvela
Assistência técnica: Luís Coelho
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 3 – 18 Out. 1994 [>> OGG / MP3]
Os Sentidos, o Sentir e as Normas (III)
Autor: João Soares Santos
Locução: António Jorge Marques e Júlia Maria
Assistência técnica: Luís Coelho
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 4 – 25 Out. 1994 [>> OGG / MP3]
Os Sentidos, o Sentir e as Normas (IV)
Autor: João Soares Santos
Locução: Luísa Mota e Paulo Rato
Assistência técnica: Nédia Espirito Santo
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 7 – 15 Nov. 1994 [>> OGG / MP3]
Os Sentidos, o Sentir e as Normas (VII)
Autor: João Soares Santos
Locução: António Jorge Marques e Júlia Maria
Assistência técnica: Susete Guimarães
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 8 – 22 Nov. 1994 [>> OGG / MP3]
O Espelho e o Reflexo: Fantasias e Perplexidades (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Ninélio Barreira, Concha de Mascarenhas e António Jorge Marques
Assistência técnica: Rosa Maria
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 9 – 29 Nov. 1994 [>> OGG / MP3]
O Espelho e o Reflexo: Fantasias e Perplexidades (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Ninélio Barreira, Concha de Mascarenhas e Paulo Rato
Assistência técnica: Rosa Maria
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 10 – 6 Dez. 1994 [>> OGG / MP3]
O Espelho e o Reflexo: Fantasias e Perplexidades (III)
Autor: João Soares Santos
Locução: Ninélio Barreira e Concha de Mascarenhas
Assistência técnica: José Silva
Realização: Bernardino Pontes
Nota: «Devido a corrupção da gravação fui forçado a substituir a última sequência musical. A interpretação de Hans Petermandl da Fuga Tertia contida em "Ludus Tonalis", Opus 45, de Paul Hindemith, foi substituída pela de Boris Berezovsky.» (João Soares Santos)

"Consciências Paralelas" N.º 11 – 13 Dez. 1994 [>> OGG / MP3]
O Espelho e o Reflexo: Fantasias e Perplexidades (IV)
Autor: João Soares Santos
Locução: António Jorge Marques e Júlia Maria
Assistência técnica: José Silva
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 13 – 27 Dez. 1994 [>> OGG / MP3]
O Espelho e o Reflexo: Fantasias e Perplexidades (VI)
Autor: João Soares Santos
Locução: António Jorge Marques e Concha de Mascarenhas
Assistência técnica: José Silva
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 14 – 3 Jan. 1995 [>> OGG / MP3]
O Espelho e o Reflexo: Fantasias e Perplexidades (VII)
Autor: João Soares Santos
Locução: António Jorge Marques e Concha de Mascarenhas
Assistência técnica: José Silva
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 15 – 10 Jan. 1995 [>> OGG / MP3]
O Espelho e o Reflexo: Fantasias e Perplexidades (VIII)
Autor: João Soares Santos
Locução: Ninélio Barreira e Júlia Maria
Assistência técnica: Rosa Maria
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 16 – 17 Jan. 1995 [>> OGG / MP3]
O Espelho e o Reflexo: Fantasias e Perplexidades (IX)
Autor: João Soares Santos
Locução: António Jorge Marques e Júlia Maria
Assistência técnica: Susete Guimarães
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 17 – 24 Jan. 1995 [>> OGG / MP3]
Máscaras: o Velado e o Revelado (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Júlia Maria, António Jorge Marques e Paulo Rato
Assistência técnica: Susete Guimarães
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 18 – 31 Jan. 1995 [>> OGG / MP3]
Máscaras: o Velado e o Revelado (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Júlia Maria e António Cardoso Pinto
Assistência técnica: Helena Pinto
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 19 – 7 Fev. 1995 [>> OGG / MP3]
Máscaras: o Velado e o Revelado (III)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas e António Jorge Marques
Assistência técnica: Leonel Cargaleiro
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 20 – 14 Fev. 1995 [>> OGG / MP3]
Máscaras: o Velado e o Revelado (IV)
Autor: João Soares Santos
Locução: Júlia Maria e António Jorge Marques
Assistência técnica: Fátima Freitas
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 21 – 21 Fev. 1995 [>> OGG / MP3]
Máscaras: o Velado e o Revelado (V)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas, António Jorge Marques e Ninélio Barreira
Assistência técnica: Paula Guimarães
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 22 – 28 Fev. 1995 [>> OGG / MP3]
Máscaras: o Velado e o Revelado (VI)
Autor: João Soares Santos
Locução: Júlia Maria, António Jorge Marques e Ninélio Barreira
Assistência técnica: Elvira Pina
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 23 – 7 Mar. 1995 [>> OGG / MP3]
Máscaras: o Velado e o Revelado (VII)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas e António Jorge Marques
Assistência técnica: Elvira Pina
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 24 – 14 Mar. 1995 [>> OGG / MP3]
Máscaras: o Velado e o Revelado (VIII)
Autor: João Soares Santos
Locução: Luísa Prado
Assistência técnica: Ana Almeida
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 25 – 21 Mar. 1995 [>> OGG / MP3]
Constatações Problemáticas (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Júlia Maria, António Jorge Marques e António Cardoso Pinto
Assistência técnica: Ricardo Walson
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 26 – 28 Mar. 1995 [>> OGG / MP3]
Constatações Problemáticas (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Júlia Maria, António Jorge Marques e António Cardoso Pinto
Assistência técnica: Ricardo Walson
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 27 – 4 Abr. 1995 [>> OGG / MP3]
Constatações Problemáticas (III)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas, António Jorge Marques e António Cardoso Pinto
Assistência técnica: Silva Alves
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 28 – 11 Abr. 1995 [>> OGG / MP3]
Constatações Problemáticas (IV)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas, António Jorge Marques e António Cardoso Pinto
Assistência técnica: Silva Alves
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 29 – 18 Abr. 1995 [>> OGG / MP3]
Constatações Problemáticas (V)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas e António Jorge Marques
Assistência técnica: Rosa Maria
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 30 – 25 Abr. 1995 [>> OGG / MP3]
Constatações Problemáticas (VI)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas e António Jorge Marques
Assistência técnica: Nédia Espirito Santo
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 31 – 2 Mai. 1995 [>> OGG / MP3]
Constatações Problemáticas (VII)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas e António Jorge Marques
Assistência técnica: Helena Pinto
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 32 – 9 Mai. 1995 [>> OGG / MP3]
Fantasias Exemplares (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas e António Jorge Marques
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 33 – 16 Mai. 1995 [>> OGG / MP3]
Fantasias Exemplares (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas, António Cardoso Pinto e Carlos Ventura
Assistência técnica: Silva Alves
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 34 – 23 Mai. 1995 [>> OGG / MP3]
Fantasias Exemplares (III)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas e Carlos Ventura
Assistência técnica: Silva Alves
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 35 – 30 Mai. 1995 [>> OGG / MP3]
Fantasias Exemplares (IV)
Autor: João Soares Santos
Locução: Edite Sombreireiro e Carlos Ventura
Assistência técnica: José Silva
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 36 – 6 Jun. 1995 [>> OGG / MP3]
Fantasias Exemplares (V)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas, António Jorge Marques e António Cardoso Pinto
Assistência técnica: José Silva
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 37 – 13 Jun. 1995 [>> OGG / MP3]
Bharata Natyam: a Suprema Felicidade (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: António Jorge Marques, Concha de Mascarenhas e Carlos Ventura
Assistência técnica: José Silva
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 38 – 20 Jun. 1995 [>> OGG / MP3]
Bharata Natyam: a Suprema Felicidade (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: António Jorge Marques, Concha de Mascarenhas e Carlos Ventura
Assistência técnica: Armando Pinho
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 39 – 27 Jun. 1995 [>> OGG / MP3]
Identidades Ameríndias (I)
Primeira parte da conversa com William Powers, Marla Powers e Victor da Rosa (antropólogos) e Gordon Henry Jr. (poeta e escritor, da tribo Chippewa) sobre Tecnologia, Cultura, Antropologia e Representações dos Nativos Americanos no Cinema de Hollywood e na Literatura / American Indian Workshop, que decorreu na Universidade Fernando Pessoa, Porto, de 6 a 8 de Abril de 1995
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas, António Jorge Marques, Carlos Ventura e João Coelho
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 40 – 4 Jul. 1995 [>> OGG / MP3]
Identidades Ameríndias (II)
Segunda parte da conversa com William Powers, Marla Powers e Victor da Rosa (antropólogos) e Gordon Henry Jr. (poeta e escritor, da tribo Chippewa) sobre Tecnologia, Cultura, Antropologia e Representações dos Nativos Americanos no Cinema de Hollywood e na Literatura / American Indian Workshop, que decorreu na Universidade Fernando Pessoa, Porto, de 6 a 8 de Abril de 1995
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas, António Jorge Marques, João Coelho, Maria Alexandra Corvela e Carlos Ventura
Assistência técnica: Maria Saianda
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 41 – 11 Jul. 1995 [>> OGG / MP3]
Identidades Ameríndias (III)
Terceira parte da conversa com William Powers, Marla Powers e Victor da Rosa (antropólogos) e Gordon Henry Jr. (poeta e escritor, da tribo Chippewa) sobre Tecnologia, Cultura, Antropologia e Representações dos Nativos Americanos no Cinema de Hollywood e na Literatura / American Indian Workshop, que decorreu na Universidade Fernando Pessoa, Porto, de 6 a 8 de Abril de 1995
Autor: João Soares Santos
Locução: Júlia Maria, António Jorge Marques, Carlos Ventura, Maria Alexandra Corvela e João Coelho
Assistência técnica: Helena Pinto
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 42 – 18 Jul. 1995 [>> OGG / MP3]
Identidades Ameríndias (IV)
Primeira parte da conversa com Kathryn Bell (da tribo Cheyenne), Robby McMurtry (da tribo Comanche, contador de histórias e artista plástico) e Susan Castillo sobre Linguagem, Tradição, Representações dos Nativos Americanos no Cinema de Hollywood, e Antropologia / American Indian Workshop, que decorreu na Universidade Fernando Pessoa, Porto, de 6 a 8 de Abril de 1995
Autor: João Soares Santos
Locução: Júlia Maria, António Jorge Marques, Armando Carvalhêda, Maria Clara e Edite Sombreireiro
Assistência técnica: Helena Pinto
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 43 – 25 Jul. 1995 [>> OGG / MP3]
Identidades Ameríndias (V)
Segunda parte da conversa com Kathryn Bell (da tribo Cheyenne), Robby McMurtry (da tribo Comanche, contador de histórias e artista plástico) e Susan Castillo sobre Linguagem, Tradição, Representações dos Nativos Americanos no Cinema de Hollywood, e Antropologia / American Indian Workshop, que decorreu na Universidade Fernando Pessoa, Porto, de 6 a 8 de Abril de 1995
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas, António Jorge Marques, Armando Carvalhêda, Maria Clara e Edite Sombreireiro
Assistência técnica: Helena Pinto
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 44 – 8 Ago. 1995 [>> OGG / MP3]
Explícito e Subjacente: o Verbal e o Expressivo (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas e António Jorge Marques
Assistência técnica: Elvira Pina
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 45 – 15 Ago. 1995 [>> OGG / MP3]
Explícito e Subjacente: o Verbal e o Expressivo (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas e António Jorge Marques
Assistência técnica: Elvira Pina
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 46 – 22 Ago. 1995 [>> OGG / MP3]
Explícito e Subjacente: o Verbal e o Expressivo (III)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas e António Jorge Marques
Assistência técnica: Helena Pinto
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 47 – 29 Ago. 1995 [>> OGG / MP3]
Explícito e Subjacente: o Verbal e o Expressivo (IV)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas e António Jorge Marques
Assistência técnica: José Silva
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 48 – 5 Set. 1995 [>> OGG / MP3]
Explícito e Subjacente: o Verbal e o Expressivo (V)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas e António Jorge Marques
Assistência técnica: José Silva
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 49 – 12 Set. 1995 [>> OGG / MP3]
Explícito e Subjacente: o Verbal e o Expressivo (VI)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Clara e Paulo Rato
Assistência técnica: Armando Pinho
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 50 – 19 Set. 1995 [>> OGG / MP3]
Explícito e Subjacente: o Verbal e o Expressivo (VII)
Autor: João Soares Santos
Locução: Maria Clara e António Cardoso Pinto
Assistência técnica: Armando Pinho
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 51 – 26 Set. 1995 [>> OGG / MP3]
Explícito e Subjacente: o Verbal e o Expressivo (VIII)
Autor: João Soares Santos
Locução: Edite Sombreireiro e João Coelho
Assistência técnica: Pedro Veiga
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" N.º 52 – 3 Out. 1995 [>> OGG / MP3]
Explícito e Subjacente: o Verbal e o Expressivo (IX)
Autor: João Soares Santos
Locução: Edite Sombreireiro e João Coelho
Assistência técnica: Adelaide Marques
Realização: Bernardino Pontes

American Indian Workshop (I) – Anexo aos Programas 39 a 41 [>> OGG / MP3]
Primeira parte da gravação integral da conversa com William Powers, Marla Powers e Victor da Rosa (antropólogos) e Gordon Henry Jr. (poeta e escritor, da tribo Chippewa) sobre Tecnologia, Cultura, Antropologia e Representações dos Nativos Americanos no Cinema de Hollywood e na Literatura / Universidade Fernando Pessoa, Porto, 6 a 8 de Abril de 1995

American Indian Workshop (II) – Anexo aos Programas 39 a 41 [>> OGG / MP3]
Segunda parte da gravação integral da conversa com William Powers, Marla Powers e Victor da Rosa (antropólogos) e Gordon Henry Jr. (poeta e escritor, da tribo Chippewa) sobre Tecnologia, Cultura, Antropologia e Representações dos Nativos Americanos no Cinema de Hollywood e na Literatura / Universidade Fernando Pessoa, Porto, 6 a 8 de Abril de 1995

American Indian Workshop (III) – Anexo aos Programas 42 e 43 [>> OGG / MP3]
Gravação integral da conversa com Kathryn Bell (tribo Cheyenne), Robby McMurtry (da tribo Comanche, contador de histórias e artista plástico) e Susan Castillo sobre Linguagem, Tradição, Representações dos Nativos Americanos no Cinema de Hollywood, e Antropologia / Universidade Fernando Pessoa, Porto, 6 a 8 de Abril de 1995

"Consciências Paralelas" - Edição Especial N.º 1 / Ciclo "100 Anos de Cinema" – 4 Mar. 1995 [>> OGG / MP3]
Critérios de Veracidade: o Cinema Etno-Antropológico (I)
Autor: João Soares Santos
Locução: Júlia Maria, António Jorge Marques, António Cardoso Pinto e Ninélio Barreira
Assistência técnica: Elvira Pina
Realização: Bernardino Pontes

"Consciências Paralelas" - Edição Especial N.º 2 / Ciclo "100 Anos de Cinema" – 11 Mar. 1995 [>> OGG / MP3]
Critérios de Veracidade: o Cinema Etno-Antropológico (II)
Autor: João Soares Santos
Locução: Concha de Mascarenhas, António Jorge Marques e António Cardoso Pinto
Assistência técnica: Helena Pinto
Realização: Bernardino Pontes



Danças das apsarás, pelo Ballet Real do Camboja, no complexo monumental de Angkor Wat, Camboja

Nota:
Apsarás
– ninfas da corte de Indra (deus hindu das tempestades). O nome significa "movendo-se na água" pois é dos rios, lagos e oceanos que elas surgem para, com os seus encantos, seduzirem os homens (mortais).









Dançarinos com máscara (topeng), da ilha de Bali, Indonésia



Tari Topeng Telek: dança topeng Telek, da aldeia de Peliatan, Ubud, ilha de Bali, Indonésia











Máscaras japonesas usadas no teatro Nô























































Máscaras e personagens da ópera de Pequim