<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743</id><updated>2012-01-27T17:53:47.719Z</updated><title type='text'>A Nossa Rádio...</title><subtitle type='html'>ouvintes da RÁDIO PÚBLICA com opinião!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Maria Fernanda Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08694453696352770388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>182</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-4904111012666892619</id><published>2011-12-28T17:03:00.003Z</published><updated>2011-12-28T17:04:57.240Z</updated><title type='text'>Grandes discos da música portuguesa: efemérides em 2011</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(em preparação)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-4904111012666892619?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/4904111012666892619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=4904111012666892619' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/4904111012666892619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/4904111012666892619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/12/grandes-discos-da-musica-portuguesa.html' title='Grandes discos da música portuguesa: efemérides em 2011'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-61783668478635086</id><published>2011-12-05T16:47:00.002Z</published><updated>2011-12-06T18:00:19.957Z</updated><title type='text'>Um requiem cortado em pedacinhos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Infelizmente, após a saída de João Pereira Bastos, a Antena 2 passou a dar-me motivos bastantes para a não sintonizar de forma assídua e regular, ao invés do que antes fazia. Com muito prazer e proveito intelectual, devo acrescentar em reconhecimento ao anterior director de programas.&lt;br /&gt;Além da notória desqualificação da programação (se é que tal palavra é apropriada a uma grelha, em boa parte, preenchida com espaços de música "ad hoc" e sem qualquer lógica editorial), o capital humano é hoje incomparavelmente de muito mais baixo nível, quer no tocante à preparação intelectual, domínio e uso escorreito da língua portuguesa (léxico, sintaxe e prosódia), quer no que respeita ao timbre e colocação das vozes da locução – aspecto que alguns tendem a considerar acessório mas que não é nada despiciendo em rádio. Como se tudo isto não bastasse, os srs. Rui Pêgo e João Almeida, não percebendo que um canal de serviço público cultural não se pode reger pelos mesmos critérios das estações privadas de onde vieram, não descansaram enquanto não infestaram a Antena 2 com essa autêntica praga que são os sucessivos blocos de 'jingles' e 'spots' promocionais (a coisas da mais variada índole e de nula ou insignificante relevância cultural, denotando uma escandalosa promiscuidade com interesses privados). Para poupar os meus ouvidos a tão recorrente e despudorada agressão, a minha escuta da antena (pretensamente) cultural da rádio pública, passou a restringir-se a uns poucos programas de autor, por coincidência todos iniciados no consulado de João Pereira Bastos (circunstância que não deixa de ser bem eloquente quanto à míngua de programas de qualidade surgidos por iniciativa da direcção sucedânea).&lt;br /&gt;Domingo passado, logo depois do toque de despertar (programado para as 09:05, justamente para escapar ao cartucho de 'jingles' e 'spots', que é disparado na viragem de cada hora), caí na ingenuidade de ligar para a Antena 2. E digo "ingenuidade" porque não decorreu muito tempo até me arrepender da decisão. O locutor de serviço, Pedro Rafael Costa, aparece a dizer que iríamos ouvir o "Requiem", de Mozart, pela Capela Real da Catalunha, de Jordi Savall e de Montserrat Figueras, esta recentemente desaparecida. Sendo a missa de defuntos do genial compositor de Salzburgo uma das minhas obras dilectas de toda a música (erudita ou não), e dado que a gravação que possuo na minha colecção é outra, fiquei com o apetite aguçado e estava na expectativa de começar o meu domingo em grande. Puro engano!... Ao fim de dois ou três andamentos (o que não terá ido muito além de uns escassos dez a quinze minutos), a transmissão é abruptamente interrompida pelo citado locutor, dizendo que a secção seguinte do "Requiem" (a segunda de várias, presume-se) ficaria para o próximo fim-de-semana. Como interpretar tão estrambólico procedimento? Será que o sr. Pedro Rafael Costa deseja a todo o custo fidelizar ouvintes ao seu espaço musical e o truque é repartir obras apetecíveis em pedacinhos, por dias diferentes, no caso com uma semana de desfasamento? Se é essa a ideia, comigo não pega. No próximo domingo, não vou, com toda a certeza, despertar com a Antena 2. Está completamente fora de questão! Preferiria mil vezes comprar o disco e ouvi-lo de fio a pavio, sem quaisquer constrangimentos. Se há obras que só fazem sentido se ouvidas na íntegra a cada fruição, o "Requiem", de Mozart, é indubitavelmente uma delas. Dá-la a ouvir aos pedacinhos em dias diferentes (mas mesmo que fosse no mesmo dia...), não só é um perfeito disparate, como um péssimo serviço prestado à Música. Não dignifica a obra, amesquinha o autor que a criou e defrauda o ouvinte. Tratando-se de uma das mais superlativas obras-primas da História da Música, o "Requiem", de Wolfgang Amadeus Mozart, não é equiparável a uma vulgar telenovela em que se deixa a trama em suspenso para o próximo episódio...&lt;br /&gt;Enquanto cidadão e contribuinte, não posso deixar de formular esta pertinente questão a quem de direito: ninguém quer acudir à Antena 2? Se não, eu tenho de ponderar seriamente a suspensão do pagamento da chamada contribuição do audiovisual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos relacionados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/04/formas-de-poluio-sonora-na-rdio-pblica_17.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Formas de poluição sonora na rádio pública&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/09/antena-2-quando-os-spots-promocionais.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Antena 2: quando os spots promocionais de tornam um flagelo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/06/bach-achincalhado-na-antena-2.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Bach achincalhado na Antena 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/11/promoo-rtp-1-na-antena-2.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Promoção à RTP-1 na Antena 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/07/antena-02-arte-que-destoca.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Antena 0,2: a arte que destoca&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/12/macdonaldizao-da-antena-2.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;A 'macdonaldização' da Antena 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2010/10/sobre-o-estado-da-antena-2.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Sobre o estado da Antena 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-61783668478635086?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/61783668478635086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=61783668478635086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/61783668478635086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/61783668478635086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/12/um-requiem-cortado-em-pedacinhos.html' title='Um requiem cortado em pedacinhos'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-7418894900569792891</id><published>2011-10-20T11:37:00.001+01:00</published><updated>2011-10-20T11:41:05.032+01:00</updated><title type='text'>Porquê o fim do "Teatro Imaginário"?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/12/eduardo-street-morreu-o-grande-arteso.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;27 de Dezembro de 2006&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, na sequência da morte de Eduardo Street, tive o ensejo de tocar na questão do importantíssimo acervo de teatro radiofónico guardado no arquivo da RDP e de lembrar a quem de direito da obrigação que a rádio estatal tinha (tem) – enquanto concessionária do serviço público de radiodifusão – de dar aos ouvintes (designadamente aos mais novos) a oportunidade de fruírem desse património cultural.&lt;br /&gt;No Verão de 2007, a direcção de programas da Antena 2 entendeu por bem render homenagem a Eduardo Street, resgatando das teias de aranha cerca de uma dúzia de peças por ele realizadas. Saudei então a iniciativa, mas não deixei de lamentar a curta duração do ciclo.&lt;br /&gt;Em Maio de 2010, portanto, volvidos mais três anos, encarei com regozijo o início da retransmissão do "Teatro Imaginário". Tendo em conta as centenas de peças existentes no arquivo histórico, eu estava na expectativa de me puder deliciar por alguns anos com as peças que Eduardo Street e outros antes dele (como Odete de Saint-Maurice) tão diligentemente realizaram. Pura ilusão! Desde finais de Agosto último, o "Teatro Imaginário" deixou de aparecer na Antena 2. Agora apenas temos aquele arremedo de teatro radiofónico, entre o experimental e o grosseiro, a que chamam de "Teatro Sem Fios". Eu pergunto: porquê o fim do "Teatro Imaginário"? Espero que não me venham com a desculpa esfarrapada da contenção de custos pois estamos a falar de registos do arquivo histórico, o mesmo é dizer de "produtos" acabados, logo sem encargos financeiros acrescidos para a empresa. Bem diferente, portanto, do desinteressante e enfadonho q.b. "Teatro Sem Fios". A haver cortes, que deixassem cair este último e mantivessem o "Teatro Imaginário".&lt;br /&gt;De tudo o que ouvi na recente e inexplicavelmente interrompida reposição do "Teatro Imaginário", relevo as nove peças de Gil Vicente: "O Auto de Mofina Mendes", "O Velho da Horta", "A Farsa de Inês Pereira", "Auto da Barca do Inferno", "Romagem dos Agravados", "Auto de Sibila Cassandra", "Amadis de Gaula", "Auto da Cananeia" e "O Juiz da Beira". Magnífico e sublime o trabalho dos actores que nelas intervieram com o seu talento e arte. Tesouros que não têm preço e que, presumivelmente, estão longe de ser os únicos relativos a Gil Vicente. Quero acreditar que das dezenas de peças que o fundador do teatro português escreveu, outras terão sido transpostas para teatro radiofónico, tais como: "Auto da Visitação" (também conhecido por "Monólogo do Vaqueiro") (1502); "Auto da Índia" (1509); "Auto dos Reis Magos" (1510); "Auto da Fé" (1510); "Quem tem Farelos?" (1515); "Auto da Barca do Purgatório" (1518); "Auto da Barca da Glória" (1519); "Auto da Alma" (1518); "Auto da Fama" (1520); "O Pranto de Maria Parda" (1522); "Auto da Feira" (1526); "Breve Sumário da História de Deus" (1527), "Auto da Lusitânia" (1532); "Floresta de Enganos" (1536).&lt;br /&gt;Não terá a rádio estatal a obrigação cultural de resgatá-las todas e dá-las a ouvir?&lt;br /&gt;E quem diz Gil Vicente, diz Almeida Garrett, António Patrício, Luís de Sttau Monteiro e Bernardo Santareno (apenas para citar quatro proeminentes dramaturgos nacionais) dos quais não constou qualquer obra na temporada finda em Agosto. Importa não esquecer ainda os grandes autores estrangeiros que Eduardo Street, e outros, adaptaram e realizaram para a estação pública, desde os gregos antigos (Ésquilo, Sófocles, Eurípedes, Aristófanes) até ao teatro do absurdo (Beckett, Ionesco) passando por Shakespeare, Lope de Vega, Calderón de La Barca, Corneille, Molière, Racine, Marivaux, Goldoni, Beaumarchais, Schiller, Pushkin, Ibsen, Strindberg, Oscar Wilde, Bernard Shaw, Tchekov, Pirandello, Federico García Lorca, Bertolt Brecht, Eugene O'Neill, Tennessee Williams, Arthur Miller, Jean Anouilh, entre muitos outros.&lt;br /&gt;Poderemos falar de verdadeiro serviço público de rádio quando tão valioso património fonográfico é ocultado aos ouvintes e deixado a apodrecer nas catacumbas da Rádio e Televisão de Portugal? Perante tal atitude obscurantista de quem dirige a Antena 2, com que ânimo poderão os (potenciais) amantes da arte de Talma continuar a desembolsar a contribuição do audiovisual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos relacionados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/12/eduardo-street-morreu-o-grande-arteso.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Eduardo Street: morreu o grande artesão do teatro radiofónico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/06/teatro-imaginrio-ciclo-eduardo-street.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Teatro Imaginário: ciclo Eduardo Street na Antena 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-7418894900569792891?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/7418894900569792891/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=7418894900569792891' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/7418894900569792891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/7418894900569792891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/10/porque-o-fim-do-teatro-imaginario.html' title='Porquê o fim do &quot;Teatro Imaginário&quot;?'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-7561872735576903009</id><published>2011-09-19T11:39:00.001+01:00</published><updated>2011-09-28T11:10:13.927+01:00</updated><title type='text'>Pérolas da música portuguesa votadas ao ostracismo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Amália Rodrigues, Luiz Goes, Carlos Paredes, Pedro Caldeira Cabral, Manuel Freire, Carlos do Carmo, Fausto Bordalo Dias, Sérgio Godinho, José Mário Branco, Luís Cília, Vitorino, Janita Salomé, Teresa Silva Carvalho, Pedro Barroso, Paco Bandeira, Carlos Mendes, Quarteto 1111, Banda do Casaco, Trovante, Né Ladeiras, João Lóio, Afonso Dias, José Medeiros, João Afonso, Amélia Muge, Filipa Pais, Isabel Silvestre (no seio do Grupo de Cantares de Manhouce ou a solo), Teresa Salgueiro (no seio dos Madredeus ou a solo), Rão Kyao, Júlio Pereira, José Peixoto, Pedro Jóia, António Pinho Vargas, João Paulo Esteves da Silva, Brigada Victor Jara, Almanaque, Ronda dos Quatro Caminhos, Vai de Roda, Raízes, Terra a Terra, Pedra d'Hera, José Barros &amp;amp; Navegante, Gaiteiros de Lisboa, Frei Fado d'El Rei, Sebastião Antunes (no seio da Quadrilha ou a solo), Toque de Caixa, Galandum Galundaina, Realejo, Danças Ocultas, Diabo a Sete, Pé na Terra, Roda Pé, Vá-de-Viró, Belaurora, Helena Oliveira (no seio do grupo Orpheu ou a solo), César Prata...&lt;br /&gt;As pessoas minimamente informadas e amantes de boa música sabem que todos os nomes citados são de artistas de primeira água, sendo que a eles se deve uma parte muito significativa do repertório mais valioso e perene da música portuguesa, desde que há registo fonográfico. Pois todos eles (e muitos outros detentores real mérito e valia – a lista completa seria fastidiosa) têm em comum a desdita se serem tratados como "filhos de um deus menor" pela rádio pública do seu próprio país. Uns (a maioria) estão, pura e simplesmente, excluídos na lista de difusão musical (vulgo 'playlist') do canal generalista da rádio estatal, a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rtp.pt/popups/antena-1"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Antena 1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;; e os poucos que nela figuram recebem, sem apelo nem agravo, tratamento de terceira classe. Quero com isto dizer que a sua representação se restringe a um ou dois temas (que geralmente nem sequer correspondem ao melhor dos respectivos repertórios), e com uma aparição em antena tão esparsa e rarefeita que ouvi-los torna-se um exercício quase tão difícil como encontrar uma agulha num palheiro.&lt;br /&gt;Em contrapartida, a chamada "pop de plástico" (a vinda de fora e a produzida cá dentro) recebe tratamento de privilégio, quer em número de temas incluídos na 'playlist', quer na frequência de difusão dos mesmos.&lt;br /&gt;Ora, como facilmente se poderá inferir, se a marginalização da melhor música portuguesa é grave em qualquer rádio generalista de Portugal, ainda mais o é na emissora do próprio Estado, atendendo à obrigação que tem (formalmente assumida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de a divulgar e promover de forma cabal e satisfatória. Obrigação essa que decorre da circunstância do financiamento ser público – contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e transferências directas do Orçamento de Estado.&lt;br /&gt;O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rtp.pt/popups/antena-3"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Antena 3&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado.&lt;br /&gt;Urge, portanto, que o problema seja resolvido por quem tem nas suas mãos o poder para tal. E para mostrar, com exemplos concretos e audíveis, o quanto é vasto e qualitativamente superior o repertório votado ao ostracismo pelas Antena 1 e 3, dar-se-á hoje início à expedição de uma circular, ao ritmo de uma por semana, com a letra de um espécime poético-musical (ou instrumental) e respectivo link para audição. Felizmente que a internet, nas suas diversas plataformas de armazenamento de som e vídeo, designadamente no YouTube (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/user/montradeperolas"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;http://www.youtube.com/user/montradeperolas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;), é já (e sê-lo-á cada vez mais) um importante repositório de boa música portuguesa.&lt;br /&gt;Para passar a receber a referida mensagem na sua caixa de e-mail, basta que se inscreva no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://groups.google.com/group/lugar-ao-sul"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Grupo de Amigos do LUGAR AO SUL&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos relacionados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/11/playlist-da-antena-1-uma-vergonha.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;'Playlist' da Antena 1: uma vergonha nacional&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/10/peticao-publica-por-uma-antena-1-mais.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Petição pública: por uma ANTENA 1 mais divulgadora da música portuguesa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2010/06/consideracoes-sobre-playlist-da-antena.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Considerações sobre a 'playlist' da Antena 1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-7561872735576903009?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/7561872735576903009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=7561872735576903009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/7561872735576903009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/7561872735576903009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/09/perolas-da-musica-portuguesa-votadas-ao.html' title='Pérolas da música portuguesa votadas ao ostracismo'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-3584212381307199382</id><published>2011-08-30T11:10:00.004+01:00</published><updated>2011-08-31T11:31:27.283+01:00</updated><title type='text'>R.T.P. condenada em tribunal</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YNCiWtCSZyU/Tly3P1dCZUI/AAAAAAAABOQ/N53ENNYYNZo/s1600/RTP_Gabriel_Alves.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646589515490551106" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-YNCiWtCSZyU/Tly3P1dCZUI/AAAAAAAABOQ/N53ENNYYNZo/s400/RTP_Gabriel_Alves.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para conhecimento dos cidadãos/contribuintes portugueses aqui se transcreve uma notícia publicada no semanário angolano "Novo Jornal", de 26 de Agosto de 2011:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A RTP foi condenada em tribunal por despedimento ilícito do jornalista Gabriel Alves, a quem terá de pagar uma indemnização que ultrapassa o meio milhão de euros.&lt;br /&gt;O repórter, uma das caras mais conhecidas na informação desportiva, e trabalhador da RTP durante 32 anos, foi despedido em 2007.&lt;br /&gt;A discórdia entre o jornalista e a estação remonta a 2006, altura em que Gabriel Alves realizou a cobertura do Campeonato do Mundo de Futebol da Alemanha para a Televisão Pública de Angola (TPA), na sequência de um acordo de colaboração entre as duas estações públicas. Findo o período estabelecido, a TPA convidou o jornalista a permanecer por mais um mês, comunicando essa intenção à RTP, que não se pronunciou, favorável ou desfavoravelmente. Quando regressou à RTP Gabriel Alves foi impedido de realizar qualquer trabalho. O jornalista interpôs uma acção no Tribunal de Trabalho, que agora condenou a RTP a pagar os salários em atraso desde Novembro de 2007 até Julho de 2011, a que se somam vários subsídios e a indemnização por antiguidade. No total, Gabriel Alves deverá receber um valor próximo de 550 mil euros.» (in "Novo Jornal", 26.08.2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, o presidente do Conselho de Administração da R.T.P. era Almerindo Marques. Alguém vai agora pedir-lhe responsabilidades por este acto de gestão gravemente danoso para os bolsos dos contribuintes? É claro que não! O sr. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Almerindo pode ficar absolutamente descansadinho da vida... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Adenda (em 31.08.2011):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista Hugo Leal teve a gentileza de me alertar para o facto desta notícia ter sido publicada, em primeira-mão, pelo diário português "Correio da Manhã", no dia 21.08.2011. O seu a seu dono.&lt;br /&gt;Aqui fica o link:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/lazer/tv--media/rtp-condenada-a-pagar-550-mil-euros-a-gabriel-alves"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/lazer/tv--media/rtp-condenada-a-pagar-550-mil-euros-a-gabriel-alves&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-3584212381307199382?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/3584212381307199382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=3584212381307199382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/3584212381307199382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/3584212381307199382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/08/rtp-condenada-em-tribunal.html' title='R.T.P. condenada em tribunal'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YNCiWtCSZyU/Tly3P1dCZUI/AAAAAAAABOQ/N53ENNYYNZo/s72-c/RTP_Gabriel_Alves.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-5804405719303213099</id><published>2011-08-01T11:30:00.005+01:00</published><updated>2011-08-05T10:42:52.010+01:00</updated><title type='text'>Porquê a suspensão do "Lugar ao Sul"?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em virtude dos caprichos umbilicais do sr. Rui Pêgo, o aclamado e popular "Lugar ao Sul" deslizou das 09:00 horas de sábado para as obscuras 07:00. O horário é claramente indigno e aviltante para os ouvintes que depois de uma árdua semana de trabalho gostariam de pôr em dia o seu merecido descanso. No meu caso pessoal, não estando disposto a fazer tal sacrifício, ademais originado por pérfida arbitrariedade, mas não querendo deixar de ouvir o programa no horário a que me habituei, a solução de recurso que se me ofereceu foi a gravação pré-programada. Ora, às 09:00 de sábado passado, mal soou o despertador, liguei o meu aparelho na expectativa de me deliciar com mais uma saborosa e nutritiva conversa de Mestre Rafael Correia com algum poeta, músico ou homem/mulher sábio(a) do nosso Portugal profundo. Para meu desapontamento, surge na gravação um tal José Candeias a conduzir uma emissão a partir do Museu de Portimão, em moldes retintamente decalcados do programa "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://feeds.tsf.pt/Tsf-Terra-a-Terra"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Terra-a-Terra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;", emitido na TSF entre as 09:00 e as 11:00 de sábado. Pensei: na "sapiente" cabeça de Rui Pêgo surgiu agora a luminosa ideia de fazer concorrência directa à rádio de Joaquim Oliveira, não com um programa diferente e alternativo mas com um émulo?! Bem, não brotando de tal mente ideias originais, limitando-se a copiar modelos de outrem, nem sequer vou ao ponto de criticar o aparecimento na grelha da Antena 1 de tal programa. Não posso é deixar de me insurgir contra a supressão do "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rtp.pt/multimediahtml/audio/lugar-ao-sul-reedicao"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Lugar ao Sul&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;", já que sobre ele não pendia a contingência do seu autor ter entrado de férias (pois deixou de trabalhar para a RDP em meados de 2009), como é o caso dos realizadores dos dois programas seguintes na grelha da Antena 1 – Júlio Isidro ("Ilha dos Tesouros"), Ana Aranha e Iolanda Ferreira ("A Vida dos Sons"). Tratando-se de um programa de arquivo nada justificaria que fosse suspenso. Seria pedir muito à 'editora' Cláudia Almeida que fosse ao arquivo buscar quatro ou cinco registos do "Lugar ao Sul" e de lhes adicionasse uma breve nota de apresentação? Não se pede à sra. Cláudia Almeida mais que a simples menção da data da emissão original, o local da recolha e eventualmente os nomes e ocupações dos interlocutores de Rafael Correia, pois em tudo o que vá além disso a probabilidade de haver erros e incorrecções é muito elevada. Vistas bem as coisas, tal edição nem é absolutamente necessária e talvez seja preferível ouvir as gravações tal qual Rafael Correia as deixou, sem intervenção de terceiros, sobretudo quando se trata de gente incompetente e mal preparada. Deduz-se, portanto, que a suspensão do "Lugar ao Sul" decorreu, não de uma impossibilidade incontornável, mas de decisão arbitrária de Rui Pêgo. Um gesto que, aliás, se inscreve na linha de afronta e de desconsideração com que tal indivíduo sempre tratou os fiéis ouvintes do programa de Rafael Correia. Se o sr. Rui Pêgo fazia mesmo questão que o espaço conduzido por José Candeias tivesse três horas de duração (apesar de tremendamente burocrático e enfadonho de se ouvir – falou o presidente da Junta de Freguesia, segue-se o presidente da Câmara, depois tem a palavra o presidente da associação dos hoteleiros, etc.) que o colocasse entre as 08:00 e as 11:00. Assim, a almejada concorrência à TSF seria taco a taco, logo mais eficaz. É caso para dizer que até nesses aspectos de pura estratégia concorrencial (ainda que contrários à filosofia que deve nortear o serviço público de rádio) Rui Pêgo se revela um autêntico pitosga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos relacionados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/11/as-escolhas-do-provedor-lugar-ao-sul.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;As Escolhas do Provedor: Lugar ao Sul&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/05/lugar-ao-sul-sofre-novo-ataque.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" sofre novo ataque&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/03/lugar-ao-sul-sofre-novo-ataque-ii.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" sofre novo ataque (II)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/07/amigos-do-lugar-ao-sul-no-my-space.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Amigos do LUGAR AO SUL no My Space&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/07/lugar-ao-sul-um-programa-patrimonio.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul": um programa-património&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/09/rafael-correia-o-eremita-da-radio.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Rafael Correia: o eremita da rádio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2010/05/e-preciso-resgatar-memoria-do-lugar-ao.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;É preciso resgatar a memória do "Lugar ao Sul"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2011/01/lugar-ao-sul-regressa-antena-1.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" regressa à Antena 1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2011/01/lugar-ao-sul-mutilado-nao.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" mutilado, não!&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2011/02/lugar-ao-sul-mutilado-nao-ii.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" mutilado, não! (II)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2011/06/lugar-ao-sul-mutilado-nao-iii.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" mutilado, não! (III)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2011/07/lugar-ao-sul-calinadas-da-editora.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul": calinadas da 'editora' Cláudia Almeida&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-5804405719303213099?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/5804405719303213099/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=5804405719303213099' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5804405719303213099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5804405719303213099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/08/porque-suspensao-do-lugar-ao-sul.html' title='Porquê a suspensão do &quot;Lugar ao Sul&quot;?'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-1068128293248266825</id><published>2011-07-21T12:04:00.002+01:00</published><updated>2011-07-21T16:29:53.627+01:00</updated><title type='text'>"Lugar ao Sul": calinadas da 'editora' Cláudia Almeida</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na nota de apresentação à edição de sábado passado, dia 16 de Julho, do programa "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rtp.pt/play/?prog=4670&amp;amp;idpod=200471"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Lugar ao Sul&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;", a sra. Cláudia Almeida começou com estas palavras ('ipsis verbis'): «GNR, Trovante, Vitorino, Fausto Bordalo Dias, Carlos do Carmo, Rui Veloso – a música portuguesa no arranque desta manhã do "Lugar ao Sul". Rafael Correia esteve na piscina do Sport Algés e Dafundo...»&lt;br /&gt;Ora eu estava na expectativa de ouvir todos artistas citados, mas com o desenrolar da emissão vim a constatar que fui grosseiramente enganado. Vitorino e Fausto Bordalo Dias não constaram, ao passo que foram omitidos dois artistas que efectivamente figuraram no programa: João Fernando (tema "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://cdtrrracks.com/Lu%EDsa%20Basto%20e%20Jo%E3o%20Fernando/Cantam%20Poemas%20de%20Manuel%20da%20Fonseca/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Tejo Que Levas as Águas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;") e Fernando Marques (tema "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://fonoteca.cm-lisboa.pt/cgi-bin/info3.pl?9101&amp;amp;CD&amp;amp;0"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Cais da Pimenta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;").&lt;br /&gt;Sendo uma pessoa com conhecimentos bastante limitados no tocante à música/discografia portuguesa, a jornalista Cláudia Almeida, no respeito pelas regras da deontologia profissional, devia documentar-se e/ou informar-se junto de quem a pudesse elucidar. Mas não! Pôs-se a adivinhar e... saiu asneira. João Fernando e Fernando Marques, dois eméritos compositores/intérpretes, se ouviram o programa, não devem ter gostado de ver as suas músicas atribuídas a outrem. E Vitorino e Fausto Bordalo Dias, artistas consagradíssimos e com vasta obra editada, não precisam, com certeza, que obra alheia passe como sua. Enfim, uma trapalhada que teria sido certamente evitada se a edição do programa estivesse em mãos mais sabedoras e profissionais. E neste ponto não podemos deixar de chamar à pedra o sr. Rui Pêgo, pelo flagrante erro de 'casting' que cometeu ao confiar à sra. Cláudia Almeida uma tarefa para a qual ela não tem, comprovadamente, a necessária preparação e competência. Se se disser que Rui Pêgo é igualmente um erro de 'casting' na direcção da rádio pública então ficam explicadas muitas das clamorosas deficiências que se têm registado no serviço durante os últimos anos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-1068128293248266825?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/1068128293248266825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=1068128293248266825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1068128293248266825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1068128293248266825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/07/lugar-ao-sul-calinadas-da-editora.html' title='&quot;Lugar ao Sul&quot;: calinadas da &apos;editora&apos; Cláudia Almeida'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-1621216359521253271</id><published>2011-07-05T10:26:00.006+01:00</published><updated>2011-07-05T10:42:21.054+01:00</updated><title type='text'>"Musica Aeterna": um programa ao serviço do apostolado católico? (II)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na sequência meu 'post' &lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2011/06/musica-aeterna-um-programa-ao-servico.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Musica Aeterna": um programa ao serviço do apostolado católico?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;,&lt;/span&gt; o autor do programa, João Chambers, fez-me chegar uma carta com o pedido expresso para publicação, invocando o direito de resposta. Para o exercício desse direito é que os blogues facultam uma caixa de comentários. Não sendo possível usar essa via devido a impedimento imprevisto (que espero seja passageiro), aqui fica a missiva tal qual a recebi, seguida de uma nota da minha lavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;«Ex.mo Senhor Álvaro José Ferreira,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mão amiga fez-me chegar um texto escrito por V. Ex.a no blogue A NOSSA RÁDIO, onde, a propósito do MUSICA AETERNA do passado sábado que versou o Dia de Pentecostes, discorre, entre outras questões, sobre o facto de se sentir violentado na sua consciência (de livre-pensador) e o pressuposto (totalmente errado) de o respectivo autor professar o catolicismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe antes de mais esclarecer que a totalidade dos programas concebidos para a Antena 2 tem sempre uma temática associada, logicamente com repertório alusivo. Assim, seguindo essa premissa, e se forem tidos em consideração alguns dos muitos elaborados ao longo de dez anos de colaborações regulares, ouso questionar se deverá o signatário enquanto autor ser considerado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) fascista, por difundir o pensamento de Hobbes segundo o qual deveria prevalecer a vida sob um soberano e a necessidade absoluta de se lhe obedecer;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) monárquico, por abordar o quinto centenário da coroação de Henrique VIII ou a Pietas Austriaca, ou seja, um código religioso e moral que proclamou ao mundo a devoção e a glorificação dos Habsburgo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) jesuíta, por dissertar sobre o respectivo papel desempenhado no campo educativo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) franciscano, por escrever sobre a Primeira Ordem dos Frades menores e um dos seus principais cultores (Santo António);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) maçon, por redigir sobre o surgimento e a consequente expansão das sociedades secretas no século XVIII;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;f) catastrofista, por referenciar a representação da morte após o Concílio de Trento e a influência dos “Exercícios Espirituais” de Inácio de Loyola;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;g) evangelizador, por mencionar o papel fundamental da expansão irlandesa e das produções hibérnico-saxónicas, germânicas, norte-europeias e lombardas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h) deísta, por falar sobre as respectivas controvérsias na Inglaterra dos séculos XVII e XVIII;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i) empirista, por divulgar os textos de Locke;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;j) bizantino, por aludir à Queda de Constantinopla e ao legado da antiga civilização de Bizâncio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;k) católico (de novo) por relatar o mecenato papal da Roma do século XVII, as “Missas Breves” de Bach, o capítulo dedicado a São Tomé constante da “Legenda Áurea” de Voragine, o “Cântico dos Cânticos”, sobre o qual, desde a Idade Média, foram escritas algumas das mais admiráveis páginas da História da Música Ocidental, a História da Natividade, o conceito de “Paixão”, o legado do Padre Manuel Bernardes, a por V. Ex.a mencionada “Assunção da Virgem”, etc, etc, etc.;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;l) ortodoxo, por desenvolver sobre a religião e os ícones legados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;m) ateu, por discorrer sobre festa do Calendimaggio e a “Fábula de Orfeu”, para além de iluminista, absolutista, etc, etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que estas temáticas, a par de numerosas outras já abordadas em anteriores emissões, desmistificam, de imediato, a opinião de que “a pretexto desta ou daquela solenidade ou festividade católica (vale o mesmo para qualquer outra confissão) queira fazer do programa uma sessão de catequese” (sic!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho, ainda, o grato prazer de, com a devida vénia, reencaminhar V. Ex.a para parte de um texto, extraído da “Contemplação Carinhosa da Angústia”, onde, a determinada passagem, Agustina refere o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A crítica é menos eficaz do que o exemplo. É de considerar se a grande sugestão para usar da crítica nos nossos tempos e que põe em causa todos os valores consagrados, não é o resultado duma anemia profunda do acto de vontade de toda uma sociedade. Todos temos consciência de como o exemplo se tornou interdito, como o indivíduo, na sua excepção perturbadora, é causa de mal-estar. Dir-se-ia que a fraqueza, a breve virtude, a mediocridade, de interesses e de condições, têm prioridade sobre o modelo e a utopia. A par desta dimensão rasa do despotismo do demérito, levanta-se uma rajada de violência. É de crer que a violência é hoje a linguagem bastarda da desilusão e o reverso do exemplo; representa a frustração do exemplo.”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Possuindo a plena consciência de nada ser mais difícil, e, por isso mesmo, tão precioso, do que ser capaz de decidir, julgo, sinceramente, que o MUSICA AETERNA só ficou a ganhar com a opção de nele ter incluído esta (para V. Ex.a) controversa temática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, cumpre-me também informar que em quase dez anos (perfazem-se no próximo dia 6 de Julho) de colaborações regulares com a Antena 2 – MUSICA AETERNA, DIVINA PROPORÇÃO e A HERANÇA DE ATENA, os dois últimos em parceria com Ana Mântua - é a segunda vez que um programa por mim concebido encontrou um eco de desagrado. Obviamente, tal é uma situação que me preocupa sempre, facto que, apesar das numerosas felicitações recebidas, me levou a fazer um exame de consciência e tentar descortinar onde poderia estar a falha. Devo confessar, e desculpe-me discordar da opinião por si manifestada, que não a consegui encontrar. Onde se vislumbra o seu descontentamento, outros encontraram motivos para felicitações. Na tal primeira crítica recebida, o enfado manifestava-se não pela música, indiscutivelmente sublime (“As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz” na extraordinária versão de Savall), tão-pouco pelos textos de minha autoria, mas sim pelos escritos que então fiz citar de Saramago. Calculei, de antemão, como, aliás, agora também aconteceu, que nela fazer constar a opinião daquela passagem bíblica pelo controverso vencedor do prémio Nobel de, salvo erro, 1998 iria desagradar a alguns ouvintes, principalmente, julgo, devido às posições políticas e, sobretudo, religiosas por ele sempre assumidas. No entanto, tal facto não podia, nem devia, tornar-se num impeditivo para assumir a minha decisão de lhe fazer referência a bem de um serviço público que, creia, presto o melhor que posso e sei. Ao elaborar o texto que acompanhou a transmissão da obra, e numa perspectiva de poder dar mais ênfase (ou força, se assim quiser) à concepção geral do programa, optei, independentemente do que essa atitude pudesse representar para muitos ouvintes, por incluir algumas das palavras ali incluídas. Tendo em conta essa decisão, e reduzindo-me à minha insignificância, ousei questionar quem era eu para poder “discutir” a autoridade teológica de Saramago. Mas, como homem de rádio que também sou, já com alguns anos de experiência de ambos os lados, ou seja, quer como autor/realizador, quer como ouvinte, e numa perspectiva puramente pessoal, devo confessar que, independentemente de gostar bastante do teor dos textos e da leitura que o João Pedro então imprimiu (aqui, felizmente, e para utilizar uma metáfora musical, estamos em perfeita sintonia), fiquei muitíssimo satisfeito com o resultado global. Então como agora! Se a “discussão” (no bom sentido, entenda-se) sobre a crença religiosa de cada um não deve ser para aqui chamada ou ser aqui discutida, tanto mais porque cópias da correspondência são enviadas a várias pessoas ou entidades, já o teor do programa que tanto o incomodou pode e deve sê-lo. Quando afirma, e passo a citá-lo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;“…Em todo o caso, o tratamento e desenvolvimento que lhe merecem os assuntos ligados ao catolicismo, com abundante citação de textos doutrinários produzidos ou avalizados pela Igreja Católica, leva-me a presumir, se não de uma inconfessada empatia, pelo menos de um não questionamento do teor de tal literatura, e nessa medida reconhecendo-lhe crédito intelectual…”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; [excerto de carta entretanto enviada a João Chambers]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;é, certamente, por não ser um ouvinte assíduo. Se o fosse teria escutado num dos programas anteriores, dedicado à efeméride dos 650 anos da morte de Philippe de Vitry, em vários momentos da emissão, o Roman de Fauvel, isto é, uma crítica à corrupção da Igreja e ao sistema político vigente. Além disso, entre muitos outros exemplos, posso referir também as constantes alusões ao Concílio de Trento, que, como certamente saberá, se desenrolou em três sessões e onde, entre outros assuntos, se definiu a eliminação da corrupção dos costumes do clero. Assim, conceber os MUSICA AETERNA em torno de efemérides ou acontecimentos, religiosos ou não, é, julgo, uma forma produtiva de criar na Antena 2 um espaço intercultural, já que aquelas permitem o cruzamento da harmonia com outras artes/conteúdos, circunstância que acaba por proporcionar uma perspectiva multifacetada da arte dos sons. Abordá-las, quer sejam de carácter nacional ou internacional, quer relacionadas, na maioria dos casos, com a cultura judaico-cristã, decorre de uma “pesadíssima” herança que carregamos no Velho Continente e que não podemos, nem devemos, olvidar. Assim, sem surpresa, vejo-me na obrigação de lhe criticar as considerações feitas sobre o tema de um único programa, ignorando, ou não se preocupando em inteirar, de muitas outras temáticas abordadas e que fiz constar no meu anterior mail. A resposta enviada defende que será uma dedução abusiva pautar as opções ideológicas do autor, ou seja, eu próprio, a partir de uma determinada temática abordada, questionando se pelo facto de referir o protestantismo na Alemanha setentrional do século XVII, como, aliás, já o fiz, fará de mim protestante. O ecletismo que se encontra na génese do MUSICA AETERNA está ausente da crítica inicial e, curiosamente, ou talvez não, não obstante a resposta, também do segundo. Além disso, também o Álvaro, e permita-me a dispensa de formalismos, se refere à falta de questionamento do teor de tal literatura utilizada no programa (Bíblia, “esquecendo-se” da também bastas vezes citada protestante, patrística, etc.), já que não cabe ali concebê-lo. E por falar em Bíblia, o que ali diz sobre ela é quase um despropósito, no caso, totalmente a despropósito num texto onde reconhece que a música é sacra e, logo, conhecidamente, nela baseada seja lá qual for o credo concreto de cada compositor, os mais deles pouco católicos, aliás. Com a devida vénia, uma enormidade essa referência. Fazer questionar e reflectir será antes apanágio do QUESTÕES DE MORAL, programa do meu particular amigo Joel Costa e sobre o qual nos encontramos em total consonância. Dar espaço a tal tipo de abordagem secundariza, a meu ver, o papel da harmonia no MUSICA AETERNA. Considerando que numa emissão de duas horas, o texto, ou seja, aquilo que lhe serve de esboço, apenas ocupa, em média, cerca de trinta minutos, nunca a música poderia ser passada para uma posição de subalternidade ou de menor relevância. Considerar isso será, a meu ver, um tremendo equívoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria, ainda, acrescentar que, após ter feito uma pesquisa ao seu blogue, verifiquei, com uma pontinha de orgulho, devo confessar, em escritos anteriores, apenas elogios da sua parte (e jamais algo de negativo) aos programas por mim realizados nesta década de colaboração com a Antena 2. Tal levou-me, de imediato, a estranhar que, ao mínimo sinal de desagrado, o Álvaro não tenha tido esse facto em consideração, nem tão-pouco se tenha dignado a mencioná-lo. Salvo melhor opinião, julgo que não teria sido... de mau tom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem outro assunto de momento, queira aceitar, Sr. Álvaro de Jesus Ferreira, a expressão dos melhores cumprimentos do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Chambers&lt;br /&gt;MUSICA AETERNA&lt;br /&gt;Antena 2»&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a minha nota:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, não é especialmente importante saber qual a orientação religiosa do Sr. João Chambers, se é que tem alguma. As suas convicções religiosas pertencem ao seu foro íntimo e merecem, naturalmente, o maior respeito da minha parte, quaisquer que elas sejam. Apenas aludi a essa questão porque o assunto a isso impelia e para melhor explicitação do meu ponto de vista.&lt;br /&gt;Reconheço o eclectismo de temáticas tratadas no "Musica Aeterna" e não me custa nada louvar o autor do programa nesse ponto. E havendo uma indesmentível carga secular de catolicismo na produção musical anterior ao Romantismo, seria muito redutor e falho de razoabilidade que essa dimensão não fosse contemplada num programa que tem como âmbito justamente a música antiga (expressão que comummente se usa à falta de melhor – a música realmente boa extravasa a temporalidade, embora a época de criação possa ser referenciável). Nesta ordem de ideias – como já havia enunciado anteriormente – a atenção que dá à produção musical sacra de qualidade merece o meu incondicional aplauso e só lhe fico grato por me dar a oportunidade de ouvir obras e interpretações de altíssima valia que nunca (ou muito raramente) aparecem noutros programas ou espaços musicais da Antena 2 (falo da Antena 2 porque é a única rádio portuguesa consagrada à música erudita).&lt;br /&gt;No caso do Espírito Santo, e mais concretamente da solenidade do Pentecostes, a minha posição crítica não tem tanto a ver com o tema em si, menos ainda com a música seleccionada, mas mais com o teor confessional/dogmático dos textos que o Sr. João Chambers citou ou redigiu. Ainda estaria disposto a tolerar que citasse a passagem bíblica do episódio do Pentecostes, para contextualização. Foi longe de mais, na minha opinião, quando se socorreu de literatura doutrinária católica. Não havia necessidade! Causar-me-ia menos anticorpos se, em vez desses textos, tivesse seleccionado poemas alusivos ao Espírito, em sentido lato e não apenas na acepção católica ou judaico-cristã.&lt;br /&gt;Por último, uma breve consideração ao texto que citou da grande escritora Agustina Bessa-Luís. Começo por dizer que estou genericamente de acordo com o seu teor. Apenas ponho algumas reservas ao trecho «É de considerar se a grande sugestão para usar da crítica nos nossos tempos e que põe em causa todos os valores consagrados, não é o resultado duma anemia profunda do acto de vontade de toda uma sociedade.». Penso que a problematização e a análise crítica do mundo e da acção humana, longe de resultar «duma anemia profunda do acto de vontade de toda uma sociedade» é antes um factor de vitalidade e de salutar progresso civilizacional. Não tivesse existido um Voltaire e outros grandes iluministas a contestar o dogmatismo/obscurantismo religioso e correlativo poder temporal da Igreja e é muito provável que ainda hoje ardessem seres humanos em autos-de-fé (para gáudio sádico de zelosos seguidores da Lei de Deus). Ao contrário do que afirma Agustina, nem todos os valores consagrados são bons: muitos deles decorrem da prevalência de interesses – políticos, económicos, religiosos – nas sociedades. As revoluções e as grandes rupturas de paradigma político-social acontecem precisamente quando tal 'status quo' deixa de ser mais sustentável.&lt;br /&gt;Subscrevo e friso bem estas palavras de Agustina Bessa-Luís: &lt;strong&gt;«Todos temos consciência de como o exemplo se tornou interdito, como o indivíduo, na sua excepção perturbadora, é causa de mal-estar. Dir-se-ia que a fraqueza, a breve virtude, a mediocridade, de interesses e de condições, têm prioridade sobre o modelo e a utopia. A par desta dimensão rasa do despotismo do demérito, levanta-se uma rajada de violência. É de crer que a violência é hoje a linguagem bastarda da desilusão e o reverso do exemplo; representa a frustração do exemplo.»&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Álvaro José Ferreira é um indivíduo que, na sua excepção perturbadora, causa mal-estar, justamente por questionar a fraqueza, a breve virtude, a mediocridade, de interesses e de condições, que na rádio estatal têm prioridade sobre o modelo e a utopia. Prevalece o despotismo do demérito, e a falta de vontade (e de capacidade) para tornar o serviço num exemplo de excelência. Levanta-se uma rajada de violência verbal (ou de autismo arrogante) sempre que os cidadãos/contribuintes/ouvintes tomam a atitude lúcida de dizer "O rei vai nu". É de crer que a violência e o autismo são hoje, na estação pública, a linguagem bastarda da incompetência e o reverso do exemplo; representam a frustração do exemplo. (com a devida vénia à insigne escritora Agustina Bessa-Luís).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro José Ferreira&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-1621216359521253271?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/1621216359521253271/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=1621216359521253271' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1621216359521253271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1621216359521253271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/07/musica-aeterna-um-programa-ao-servico.html' title='&quot;Musica Aeterna&quot;: um programa ao serviço do apostolado católico? (II)'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-2485271821318854027</id><published>2011-06-27T12:15:00.005+01:00</published><updated>2011-06-28T17:40:40.918+01:00</updated><title type='text'>Publicidade comercial na rádio pública</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-U8PvdIoDxBI/Tghm0jBtCpI/AAAAAAAABOI/YpvAarX3Bs0/s1600/delta_tejo2011.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622857187713682066" style="WIDTH: 375px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-U8PvdIoDxBI/Tghm0jBtCpI/AAAAAAAABOI/YpvAarX3Bs0/s400/delta_tejo2011.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É através da publicidade comercial que os órgãos de comunicação social do sector privado garantem a sua sustentabilidade económica. Devido a tal contingência a programação de uma estação de rádio privada está naturalmente condicionada pela lógica das audiências. O serviço público de rádio, pela natureza que lhe é intrínseca, não podia estar sujeito a tal constrangimento, pelo que o Estado determinou que o seu financiamento fosse assegurado com dinheiros públicos – os relativos às transferências directas do Orçamento de Estado e os que provêm da taxa de radiodifusão (rebaptizada, há meia-dúzia de anos, de contribuição do audiovisual, por forma a que a televisão passasse comer do bolo – a parte de leão, acrescente-se), que é cobrada na factura da electricidade e cujo montante mensal se cifra actualmente em 2,25 euros (+ IVA).&lt;br /&gt;A Antena 1 podia assim fornecer um serviço de qualidade, quer na vertente da informação quer na vertente da programação, e os ouvintes tinham a garantia de o poder fruir sem que os seus ouvidos fossem massacrados com publicidade. Com um ou outro desvio pontual, foi assim que as coisas se processaram até meados de 2005. Com a colocação na direcção de programas das Antenas 1, 2 e 3, pela mão de Luís Marques, do sr. Rui Pêgo, um indivíduo "nado e criado" em rádios comerciais, a perversão era inevitável. E a publicidade a marcas e produtos não se fez esperar, entrando de rompante na estação pública, convenientemente disfarçada sob a capa de publicidade institucional. Desde filmes comerciais americanos que recebem o rótulo de "um filme Antena 1" a eventos desportivos e musicais associados a marcas e a empresas com fins lucrativos, tudo a rádio pública (sobretudo as Antena 1 e 3 – por vezes, também a Antena 2) tem publicitado sem a menor parcimónia. Refira-se, a título de exemplo, o filme "Toy Story 3", o Vodafone Rally de Portugal e o Festival Delta Tejo ("um festival Antena 1", pois claro). A promoção dada a este último, de tão intensa e desproporcionada que tem sido, é verdadeiramente obscena e atinge as raias do escândalo. Na verdade, o 'spot' com a voz de José Mariño a anunciar, em tom arrebatado, «o cartaz mais multicultural [?!] do Verão com os sons e os ritmos dos países produtores de café» (o Canadá de onde vem a Nelly Furtado é acaso um produtor de café?) tem passado com uma frequência tão elevada, de há duas ou três semanas para cá, que um ouvinte da &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www0.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=1"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Antena 1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, mesmo que só durante algumas horas (imagine-se o dia inteiro!), não pode deixar de se sentir mentalmente agredido com tão desmesurada repetição. O sr. Rui Pêgo terá sido acometido de uma paixão tão assolapada pelos Cafés Delta, que resolveu contemplá-los com uma campanha promocional graciosa? Na hipótese da marca de café do comendador Rui Nabeiro ser a predilecta do actual director de programas da rádio estatal, não acredito, sinceramente, que a sua benemerência fosse a tal ponto. Não, não é no café que reside a explicação para a massiva promoção ao Festival Delta Tejo 2011, mas numa coisa bem menos prosaica. Como é sabido, o evento é organizado pela empresa de espectáculos &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.musicanocoracao.pt/index.php?c=76"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Música no Coração&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, pertencente ao genro de Cavaco Silva, Luís Montez, que por coincidência é também o proprietário do grupo de rádios &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_Luso_Canal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Luso Canal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; (Radar, Oxigénio, Marginal, Rádio Nova, Rádio Nova Era, Rádio Festival, Rádio Amália, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://diariodaradio.blogspot.com/2011/03/radio-swtmn-esta-no-ar.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Rádio SW TMN&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;). Nesta última, o Sr. Luís Montez já deu emprego ao filho de Rui Pêgo, Rui Maria Pêgo. E é claro: favor paga-se com favor. Além disso, uma operação de charme ao amigo Luís Montez (lembre-se que na &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.apradiodifusao.pt/apr/orgaos-sociais-trienio-2010-2012.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Associação Portuguesa de Radiodifusão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; os lugares de presidente e de vice-presidente da Mesa da Assembleia-Geral são ocupados por Rui Pêgo e Luís Montez), nas ondas nacionais da Antena 1, pode revelar-se muito útil ao futuro profissional do próprio Rui Pêgo, pois um lugarzinho numa (ou em várias) das rádios de Luís Montez não é coisa de desperdiçar. Sabendo que a sua permanência na RDP não está garantida até à reforma, o sr. Rui Pêgo trata de acautelar o seu futuro. Que isso seja feito atropelando os mais elementares princípios éticos e gozando com a cara dos ouvintes/contribuintes que lhe pagam o sumptuoso salário, é de somenos importância, com certeza. E assim vai o "serviço público de rádio"...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-2485271821318854027?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/2485271821318854027/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=2485271821318854027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/2485271821318854027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/2485271821318854027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/06/publicidade-comercial-na-radio-publica.html' title='Publicidade comercial na rádio pública'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-U8PvdIoDxBI/Tghm0jBtCpI/AAAAAAAABOI/YpvAarX3Bs0/s72-c/delta_tejo2011.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-3199947755462015420</id><published>2011-06-14T10:48:00.004+01:00</published><updated>2011-06-15T12:48:10.715+01:00</updated><title type='text'>"Musica Aeterna": um programa ao serviço do apostolado católico?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Constituição da República Portuguesa consagra – e muito bem – o princípio da laicidade do Estado. Quer isto dizer que os órgãos de soberania (Presidência da República, Assembleia da República, Governo, Tribunais), bem como os organismos sob a sua tutela, não podem tomar partido por qualquer credo religioso professado no país (ou não), nem se envolverem em acções de proselitismo ou doutrinação. Ora foi exactamente o contrário disto o que se passou na estatal Antena 2, com o programa "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rtp.pt/play/?prog=1142&amp;amp;idpod=198155"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Musica Aeterna&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;" no qual, a pretexto do Pentecostes, uma solenidade do calendário litúrgico católico, foram lidos vários textos de teor marcadamente confessional e do estrito domínio da fé, uns extraídos da Bíblia católica (digo católica, porque a Bíblia protestante tem algumas diferenças – no menor número de livros e não só) e outros de literatura doutrinária patrística ou pontifícia, quiçá constantes no catecismo romano e/ou em encíclicas papais.&lt;br /&gt;Sou ouvinte regular do "Musica Aeterna", que considero muito bom em termos de selecção musical (muito criteriosa) e também no tocante à locução de João Pedro (primorosa – não direi o mesmo de algumas outras vozes que, por vezes, lá aparecem), mas ao ouvir a emissão de sábado passado confesso que me senti violentado na minha liberdade de consciência (de livre-pensador). O autor do programa, João Chambers, é presumivelmente uma pessoa que professa o catolicismo e quanto a isso não há a mais pequena censura da minha parte. O que não posso aceitar é que utilize um programa musical pelo qual é remunerado com dinheiros públicos para fazer proselitismo da sua religião. Desta vez, o pretexto para a acção apostólica foi o Pentecostes. Qual será o próximo? – A Assunção da Virgem Maria aos céus? A Imaculada Conceição? As aparições de Lourdes ou de Fátima? A canonização de João Paulo II? – Não, isto não se pode tolerar numa estação pública e, como tal, laica e aconfessional. A Antena 2 não é a Rádio Renascença.&lt;br /&gt;Sei muito bem que parte considerável da produção musical anterior ao Romantismo tem feição religiosa: católica nos países do Sul da Europa e protestante nos do Norte. Por acaso, duas das minhas obras predilectas de toda a História da Música têm cunho religioso. São elas: a "Paixão Segundo São Mateus", de Johann Sebastian Bach, e o "Requiem", de Mozart. Que se trate de obras religiosas (deste ou daquele credo) é-me completamente indiferente. A genialidade da música é única coisa que me importa. Nesta conformidade, toda a música sacra de qualidade (católica, luterana, anglicana, ortodoxa, etc.) que o Sr. João Chambers nos queira dar a ouvir é bem-vinda. O que jamais se poderá admitir é que, a pretexto desta ou daquela solenidade ou festividade católica (vale o mesmo para qualquer outra confissão), queira fazer do programa uma sessão de catequese.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-3199947755462015420?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/3199947755462015420/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=3199947755462015420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/3199947755462015420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/3199947755462015420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/06/musica-aeterna-um-programa-ao-servico.html' title='&quot;Musica Aeterna&quot;: um programa ao serviço do apostolado católico?'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-1295588077683789781</id><published>2011-06-09T10:58:00.001+01:00</published><updated>2011-06-09T11:00:30.325+01:00</updated><title type='text'>"Lugar ao Sul" mutilado, não! (III)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tenho-me esforçado para não voltar a "chover no molhado" relativamente às continuadas mutilações das gravações do "Lugar ao Sul", desde que o programa passou a ser emitido em reposição (finais de Janeiro de 2011). Na edição de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rtp.pt/play/?prog=4670&amp;amp;idpod=197668"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;sábado passado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; (dia 04 de Junho) a coisa foi feita de forma tão grosseira e chocante que a minha indignação subiu aos píncaros. Vi-me, por isso, obrigado a retomar o assunto.&lt;br /&gt;Desta vez, não só mutilaram praticamente todos poemas da recolha de campo (noutras ocasiões alguns poemas ainda escapavam incólumes à "tesoura") como não tiveram o menor pejo em amputar as próprias músicas de disco escolhidas por Rafael Correia para o preâmbulo musical, agora não na totalidade nas em secções intermédias, o que causa uma indisfarçável sensação de desconforto a quem ouve. Aconteceu isto na moda "Trovoada" (em que eliminaram a parte correspondente ao verso "Mais tarde deu em chover" que é cantado duas vezes) e na moda "Rego abaixo, rego acima" (em que suprimiram a secção em que o Grupo Coral e Etnográfico "Os Camponeses de Pias" canta "Nem só com armas de guerra / Se defende uma nação").&lt;br /&gt;Através da minha gravação caseira (pré-programada, pois gosto de ouvir o programa às 09:00 de sábado, continuando a cultivar um ritual com quase duas décadas) dei-me logo conta de que nos poemas (ditos pelo Sr. Joaquim Cruz, filho da vila alentejana de Cuba) havia versos em falta e que em certas passagens as rimas não batiam certo. Tudo isto acompanhado de ruídos estranhos e incomodativos... Ao reouvir o programa, aquando da preparação da "circular" com as letras das cantigas e os textos dos poemas que semanalmente expeço para os &lt;/span&gt;&lt;a href="http://groups.google.com/group/lugar-ao-sul"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Amigos do LUGAR AO SUL&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, vim a confirmar com mais pormenor e acuidade a impressão com que ficara da primeira audição. Uma autêntica barbaridade... Se é grave que as partes de diálogo sejam suprimidas, mais inaceitável ainda se afigura a truncagem (completamente arbitrária) dos poemas.&lt;br /&gt;Não sei se é a sra. Cláudia Almeida que decide quais as partes dos registos originais a suprimir ou se deixa isso ao critério do técnico de montagem (que deve ser uma pessoa bastante inexperiente atendendo ao rasto de ruídos que deixa nos pontos de corte). Qualquer que seja o caso, o que foi feito é absolutamente intolerável e revoltante. Reitero o que escrevi anteriormente: o que está em causa é não apenas a adulteração, a todos os títulos inaceitável, dos registos de Rafael Correia, mas uma tremenda e insustentável desconsideração pelos ouvintes do programa que, com tais procedimentos, são tratados "abaixo de burro". «Para quem é, bacalhau basta!», deve dizer o sr. Rui Pêgo para os seus botões. Esquece-se, com certeza, que os ouvintes do "Lugar ao Sul", que tão pouca consideração lhe merecem, também contribuem para o opíparo salário que leva para casa no final de cada mês.&lt;br /&gt;Os ouvintes do admirável programa de Rafael Correia voltam a clamar a quem de direito: «"Lugar ao Sul" mutilado, não!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos relacionados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/11/as-escolhas-do-provedor-lugar-ao-sul.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;As Escolhas do Provedor: Lugar ao Sul&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/05/lugar-ao-sul-sofre-novo-ataque.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" sofre novo ataque&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/03/lugar-ao-sul-sofre-novo-ataque-ii.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" sofre novo ataque (II)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/07/amigos-do-lugar-ao-sul-no-my-space.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Amigos do LUGAR AO SUL no My Space&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/07/lugar-ao-sul-um-programa-patrimonio.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul": um programa-património&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/09/rafael-correia-o-eremita-da-radio.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Rafael Correia: o eremita da rádio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2010/05/e-preciso-resgatar-memoria-do-lugar-ao.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;É preciso resgatar a memória do "Lugar ao Sul"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2011/01/lugar-ao-sul-regressa-antena-1.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" regressa à Antena 1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2011/01/lugar-ao-sul-mutilado-nao.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" mutilado, não!&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2011/02/lugar-ao-sul-mutilado-nao-ii.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" mutilado, não! (II)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-1295588077683789781?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/1295588077683789781/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=1295588077683789781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1295588077683789781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1295588077683789781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/06/lugar-ao-sul-mutilado-nao-iii.html' title='&quot;Lugar ao Sul&quot; mutilado, não! (III)'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-7590038453788808766</id><published>2011-06-01T18:54:00.001+01:00</published><updated>2011-06-01T18:56:26.200+01:00</updated><title type='text'>A infância e a música portuguesa (III)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Terceira parte: Brincando, brincando...&lt;/strong&gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2010/06/infancia-e-musica-portuguesa.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-7590038453788808766?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/7590038453788808766/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=7590038453788808766' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/7590038453788808766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/7590038453788808766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/06/infancia-e-musica-portuguesa-iii.html' title='A infância e a música portuguesa (III)'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-7066814390101689015</id><published>2011-05-27T10:37:00.005+01:00</published><updated>2011-06-03T12:53:02.807+01:00</updated><title type='text'>Prémio José Afonso: uma tragicomédia grega</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NuKuUqL6lws/Td9xEM7B66I/AAAAAAAABN8/8RpzJcEEm0g/s1600/joaquim_raposo%252Bantonio_moreira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611327977729158050" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 193px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-NuKuUqL6lws/Td9xEM7B66I/AAAAAAAABN8/8RpzJcEEm0g/s400/joaquim_raposo%252Bantonio_moreira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Joaquim Raposo &amp;amp; António Moreira, respectivamente, presidente da C.M. da Amadora e vereador do pelouro da Cultura)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mais de dois anos de atraso, a Câmara Municipal da Amadora anunciou finalmente qual o disco distinguido com o Premio José Afonso referente à colheita discográfica de 2008. E o escolhido foi... "Chão", da Mafalda Veiga. Confrontada com a notícia, a cantora mostrou-se surpreendida (vide artigo do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=8726"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Hardmúsica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;). O escrevente destas linhas comunga inteiramente de tal surpresa. Mais que surpresa: estupefacção e perplexidade. E porquê? Porque "Chão" está muito longe de ser um disco «cujos temas tenham como referência a Cultura e a História portuguesas, tal como a obra do autor de "Grândola, Vila Morena"» (nos termos do regulamento instituidor). Na verdade, o mais recente registo de Mafalda Veiga navega em águas muito diferentes – quase antagónicas – do legado estético de José Afonso e, se quisermos, da música popular portuguesa de raiz/inspiração tradicional, de que o autor de "Cantares do Andarilho" foi o grande percursor e impulsionador em Portugal. Mas mesmo que nos abstraíssemos deste requisito (coisa que não me parece razoável por deturpar o espírito e os objectivos de quem instituiu o Prémio), e quiséssemos considerar todos os discos de música portuguesa (fora da área erudita) lançados em 2008, ainda assim o CD "Chão" ficaria a perder para muitos outros álbuns. Tive oportunidade de dar realce a algumas dezenas no artigo "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/04/grandes-discos-da-musica-portuguesa.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Grandes discos da música portuguesa: editados em 2008&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;". O registo da Mafalda Veiga não figura nessa galeria de destaques e se tal aconteceu foi porque não encontrei nele suficientes motivos para o considerar um trabalho notável. Digo mais: "Chão" não acrescenta nada ao que Mafalda Veiga fez antes: no respeitante às letras, é mais do mesmo; relativamente à linguagem musical, nada de original, pecando inclusive por ser acentuadamente tributária do pop/rock anglo-americano (de toda a discografia da Mafalda Veiga, ressalvo dois títulos: "Pássaros do Sul", de 1987, com produção de Manuel Faria, e "A Cor da Fogueira", de 1996, com produção de José Sarmento).&lt;br /&gt;Como se explica então que em face de tantas edições de qualidade superior, "Chão" tenha sido o seleccionado para receber os cinco mil euros do Prémio José Afonso? Só encontro uma explicação: a composição do júri. Dos cinco elementos inicialmente indigitados – António Moreira (vereador da Cultura da C.M. da Amadora), Vanda Santos (chefe de divisão da Cultura da mesma entidade), Olga Prats (pianista e professora de música), António Victorino d’Almeida (compositor e pianista) e Carlos Pinto Coelho (jornalista cultural) – apenas os três primeiros votaram. Carlos Pinto Coelho não se encontra entre nós – infelizmente – desde meados de Dezembro de 2010, e o maestro António Victorino d’Almeida tem decerto coisas mais importantes para fazer do que perder tempo com as negligências e incompetências de quem tem conduzido o processo do PJA. Dos três jurados votantes, dois – a maioria, portanto – são da Câmara Municipal da Amadora, o mesmo é dizer da entidade promotora do prémio. Que crédito pode ter um júri com tal composição? Nenhum, escusado será dizê-lo. Não tenho o (des)prazer de conhecer, pessoalmente, o sr. António Moreira nem a sra. Vanda Santos, mas quando, por sua obra e graça, o Prémio José Afonso serve para galardoar um disco como "Chão", tenho forçosamente de deduzir que a sua formação/gosto musical e os conhecimentos de música popular portuguesa não primam pela distinção, situando-se ao nível do vulgar e do corriqueiro. Será que aquelas duas criaturas conhecem e/ou apreciam a obra de José Afonso? Não me parece, sinceramente. É mais que provável que o grosso do repertório do imortal cantautor seja ignorado por tais orelhas. Devem, quanto muito, conhecer a "Grândola, Vila Morena" e mais uma meia-dúzia de temas, mas de os ouvirem na rádio e/ou na televisão...&lt;br /&gt;Quanto a Olga Prats, uma Senhora que tenho na mais elevada estima e admiração, custa-me muito a crer que o seu disco preferido de 2008 (que não de música clássica) seja o "Chão", da Mafalda Veiga (o título é enganador pois o CD nada tem de telúrico, como facilmente poderá ser comprovado por quem o ouviu). A ter Olga Prats votado nele, de facto, foi porque não ouviu, com certeza, nenhum dos discos destacados no artigo "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/04/grandes-discos-da-musica-portuguesa.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Grandes discos da música portuguesa: editados em 2008&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;". Se calhar, ouviu apenas uns quantos títulos menores que a C.M. da Amadora lhe forneceu e de entre esses, o da Mafalda Veiga era o menos medíocre. Bem, isto sou eu a conjecturar. Gostaria mais de acreditar que a eminente pianista votou, vencida, noutro álbum, esse sim mais conforme e consentâneo com a obra de José Afonso.&lt;br /&gt;Em qualquer dos casos, pode afirmar-se com toda a legitimidade que o Prémio José Afonso sofreu, com esta recente decisão, um rude e violento golpe no seu prestígio e credibilidade. E os autores do crime chamam-se Joaquim Moreira Raposo (presidente da C.M. da Amadora) e António José da Silva Moreira (vereador do pelouro da Cultura). Não se tratasse de um problema suficientemente grave para a música e cultura portuguesas e não estivéssemos em presença do soez achincalhamento da memória de José Afonso, a coisa até daria para rir, de tão grotesca e caricata que é. Uma tragicomédia grega...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos relacionados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/05/prmio-jos-afonso-carta-aberta.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Prémio José Afonso (carta aberta)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2010/11/que-se-passa-com-o-premio-jose-afonso.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Que se passa com o Prémio José Afonso?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-7066814390101689015?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/7066814390101689015/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=7066814390101689015' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/7066814390101689015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/7066814390101689015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/05/premio-jose-afonso-uma-tragicomedia.html' title='Prémio José Afonso: uma tragicomédia grega'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NuKuUqL6lws/Td9xEM7B66I/AAAAAAAABN8/8RpzJcEEm0g/s72-c/joaquim_raposo%252Bantonio_moreira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-4682677723359304481</id><published>2011-04-21T10:52:00.001+01:00</published><updated>2011-04-21T10:54:47.263+01:00</updated><title type='text'>Grandes discos da música portuguesa: editados em 2010</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(em preparação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-4682677723359304481?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/4682677723359304481/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=4682677723359304481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/4682677723359304481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/4682677723359304481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/04/grandes-discos-da-musica-portuguesa.html' title='Grandes discos da música portuguesa: editados em 2010'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-8178039858757156728</id><published>2011-02-17T11:11:00.000Z</published><updated>2011-02-17T11:13:08.975Z</updated><title type='text'>A infância e a música portuguesa (II)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Segunda parte: No reino das fadas e dos bichos&lt;/strong&gt; &gt;&gt;&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2010/06/infancia-e-musica-portuguesa.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-8178039858757156728?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/8178039858757156728/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=8178039858757156728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/8178039858757156728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/8178039858757156728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/02/infancia-e-musica-portuguesa-ii.html' title='A infância e a música portuguesa (II)'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-1695303340710720148</id><published>2011-02-14T11:50:00.001Z</published><updated>2011-02-14T11:53:11.043Z</updated><title type='text'>"Lugar ao Sul" mutilado, não! (II)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como não estou disposto a sacrificar o meu merecido descanso na madrugada de sábado por causa dos caprichos do sr. Rui Pêgo, a forma que arranjei de ouvir o "Lugar ao Sul" a horas decentes foi a gravação pré-programada. Assim, fico com o programa imediatamente disponível para audição sem necessidade de estar à espera que seja colocado online. Com tal expediente, posso dar-me ao luxo de começar o meu sábado às 09:00 com o "Lugar ao Sul", continuando a cumprir um ritual salutar (para a mente e para o corpo) de há muitos anos, mau grado os cortes das secções musicais e das conversas que vem sendo praticadas e contra as quais já tive oportunidade de me insurgir. A edição de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://mp3.rtp.pt/mp3/wavrss/at1/1206802_82912-1102140746.mp3"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;sábado passado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; começou com uma interessantíssima conversa com o apicultor António Garrido (nas imediações da Barragem do Roxo, concelho de Aljustrel). Terminada a conversa que durou 27 minutos (quero acreditar que desta vez não mexeram na recolha e apenas suprimiram as secções de música de disco anteriores e posteriores àquela), surge em antena a sra. Cláudia Almeida a introduzir a gravação que se seguiria, dizendo que iríamos rumar até ao Museu de Silves, que se encontra instalado na &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tintazul.com.pt/castelos/far/slv/silves.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;alcáçova do castelo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; mouro. Após a observação parola e perfeitamente dispensável proferida pela citada Cláudia Almeida («Não desligue o rádio! É tudo o "Lugar ao Sul", de Rafael Correia...»), começa a ser transmitida uma das tais secções de música de disco com que o emérito realizador obsequiava o seu auditório em jeito de ilustração das conversas de campo. Amélia Muge, Brigada Victor Jara, GNR, Mler Ife Dada, Trovante e Luís Cília foram os artistas que desfilaram interpretando temas em que se alude a castelos velhos, a mouros (mouras) e a cerveja. Não é imediatamente apreensível a que propósito vem a cerveja, no contexto, sabendo-se que aquela bebida, tão apreciada por germânicos e anglo-saxões, não faz parte da tradição gastronómica mediterrânica e – não menos importante – que o Corão proíbe a ingestão de bebidas alcoólicas. A hipótese que me surgiu foi a de que a cerveja terá vindo à baila, na conversa que Rafael Correia manteve com o seu interlocutor, por qualquer outra razão totalmente alheia aos mouros que, há mais de sete séculos, residiram no castelo de Silves: talvez a realização, nos inícios dos anos 90 do séc. XX, de algum festival de cerveja no monumento. Bem, estava eu todo contente por desta vez não terem suprimido as músicas de disco e com o apetite aguçado para a conversa que se seguiria, que me daria a resposta para o repertório alusivo à cerveja, quando, logo depois do romance "D. Sancho", cantado por Luís Cília, surge novamente em antena a sra. Cláudia Almeida, com estas palavras: «"Lugar ao Sul", de Rafael Correia, de novo no ar com histórias de outros tempos e de um outro país. Mas, acima de tudo, a alma de um Senhor que constrói, com a conversa e o som em volta, a identidade de um povo. Daqui a uma semana, mais histórias do "Lugar ao Sul"». E o programa acabou. Eu nem queria acreditar no que estava a ouvir. Quer dizer: até agora apresentavam duas conversas (ainda que uma delas ou as duas sujeitas a amputações) e hoje, depois de uma conversa totalmente despida das músicas de disco que a envolviam, resolvem preencher o tempo que faltava para completar a emissão com o preâmbulo musical de uma outra conversa, mas sem a própria conversa!? É de bradar aos céus! É assim, com procedimentos mais próprios de curiosos e de amadores, que agora se trabalha na estação de rádio que devia ser uma referência e um exemplo de profissionalismo? A sra. Cláudia Almeida não tem, com certeza, a mais pequena noção das barbaridades que anda a fazer com o fabuloso acervo fonográfico de Rafael Correia. Por conseguinte, não será a ela que teremos de pedir as maiores responsabilidades, mas a quem tomou a decisão, leviana e irresponsável, de lhe atribuir uma função para a qual não está definitivamente talhada.&lt;br /&gt;Os admiradores de Rafael Correia e todas as pessoas dotadas de sensibilidade para apreciar a sua arte de fazer rádio com os sons da terra voltam a clamar a quem de direito: «"Lugar ao Sul" mutilado, não!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos relacionados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/11/as-escolhas-do-provedor-lugar-ao-sul.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;As Escolhas do Provedor: Lugar ao Sul&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/05/lugar-ao-sul-sofre-novo-ataque.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" sofre novo ataque&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/03/lugar-ao-sul-sofre-novo-ataque-ii.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" sofre novo ataque (II)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/07/amigos-do-lugar-ao-sul-no-my-space.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Amigos do LUGAR AO SUL no My Space&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/07/lugar-ao-sul-um-programa-patrimonio.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul": um programa-património&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/09/rafael-correia-o-eremita-da-radio.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Rafael Correia: o eremita da rádio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2010/05/e-preciso-resgatar-memoria-do-lugar-ao.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;É preciso resgatar a memória do "Lugar ao Sul"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2011/01/lugar-ao-sul-regressa-antena-1.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" regressa à Antena 1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2011/01/lugar-ao-sul-mutilado-nao.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" mutilado, não!&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-1695303340710720148?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/1695303340710720148/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=1695303340710720148' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1695303340710720148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1695303340710720148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/02/lugar-ao-sul-mutilado-nao-ii.html' title='&quot;Lugar ao Sul&quot; mutilado, não! (II)'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-3655964732432558437</id><published>2011-01-31T12:05:00.001Z</published><updated>2011-01-31T12:11:58.754Z</updated><title type='text'>"Lugar ao Sul" mutilado, não!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No &lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2011/01/lugar-ao-sul-regressa-antena-1.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;texto anterior&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; referi o procedimento incorrecto e indesejável que é a supressão da música de disco na reposição, recentemente iniciada, do programa "Lugar ao Sul". A audição da segunda emissão deu para perceber que a mutilação são se fica por aí: afecta também as gravações de campo. Achando a conversa com o frade António Maria, da Cartuxa de Évora, extremamente curta, disse para os meus botões: «Já?! Nunca uma conversa de Rafael Correia com os seus interlocutores durou tão pouco tempo.» Dei-me então ao cuidado de ir fazer a contagem do tempo e deu uns escassos 12 minutos. Não é possível! A minha experiência como ouvinte do programa diz-me que a conversas duravam, em média, 35 minutos. Nunca 12 minutos. Houve ali claramente uma amputação. Vendo bem as coisas, meter duas recolhas, com cerca de 35 minutos cada, num período de 50 minutos, só seria possível com cortes, se não em ambas as recolhas, pelo menos numa delas. Desta vez, a sacrificada foi a conversa na Cartuxa de Évora. E outras se seguirão inevitavelmente se se quiser continuar com a ideia peregrina de enfiar duas edições no tempo de uma só. Ora isto é totalmente inaceitável. Quem me garante a mim que a parte da conversa que foi suprimida não é tão ou mais importante que a que foi transmitida? Eu tenho a ideia de ouvir a referida emissão nos anos 90 e, se a memória me não atraiçoa, creio que se falou a dado passo de Aristóteles. Havia ali, portanto, matéria de relevante interesse que foi barbaramente sonegada ao auditório. Eu falo enquanto ouvinte, mas há que não esquecer a posição do autor. Será que Rafael Correia deu autorização para que os seus registos fossem mutilados, a bel-prazer de uma qualquer funcionária da RDP, que muito provavelmente não percebe patavina de antropologia ou de etnologia? Não acredito, sinceramente. Por conseguinte, estamos em presença de um acto flagrante de vandalismo cultural à obra de um autor. Algum pintor aceitaria que um conservador de museu pegasse num dos seus quadros e o recortasse, passando a expor apenas o bocado alegadamente mais agradável à vista e escondendo nas reservas a parte considerada menos interessante? Não! A obra vale como um todo e é assim que deve ser fruída pelo público. O criador é a única pessoa que tem legitimidade para retocar ou modificar a sua obra de arte. E digo "obra de arte" de propósito porque é efectivamente disso que se trata quando falamos do programa de Rafael Correia. Obra de arte radiofónica, bem entendido.&lt;br /&gt;Posto isto, apelo a quem de direito no sentido do "Lugar ao Sul" deixar de ser mutilado. Os fiéis ouvintes do programa fazem questão de o saborear na íntegra (conversas e músicas) e não em forma condensada à maneira das Selecções do Reader's Digest. Apetece parafrasear Ary dos Santos: "Lugar ao Sul" castrado, não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Embora não sendo latinista, julgo que a expressão "Scala Coeli" ("Escada do Céu" ou "Escada Celeste") se pronuncia "Scala Celi" e não "Scala Coeli", como foi dito na nota introdutória pela sra. Cláudia Almeida. Enfim, mais um exemplo (a somar tantos outros) da deficiente preparação cultural de parte do pessoal da R.T.P. (rádio e televisão) e da falta de rigor das cúpulas na sua admissão.&lt;br /&gt;Já agora, uma pergunta: na empresa que todos financiamos para supostamente prestar serviço público não há controlo de qualidade dos programas pré-gravados? Pois é! Se houvesse, aquela calinada teria sido certamente detectada.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-3655964732432558437?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/3655964732432558437/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=3655964732432558437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/3655964732432558437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/3655964732432558437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/01/lugar-ao-sul-mutilado-nao.html' title='&quot;Lugar ao Sul&quot; mutilado, não!'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-5471771344567203574</id><published>2011-01-28T17:42:00.015Z</published><updated>2011-08-02T11:35:34.232+01:00</updated><title type='text'>"Lugar ao Sul" regressa à Antena 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TUMCo6EqvoI/AAAAAAAABNk/o1352Y46vOc/s1600/lugar_ao_sul.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567296466166922882" style="WIDTH: 345px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TUMCo6EqvoI/AAAAAAAABNk/o1352Y46vOc/s400/lugar_ao_sul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;«Se ele quisesse, se ele deixasse, a sua vida dava um filme. Mas hoje não é ainda o momento de contar a sua incrível história. Quero apenas reflectir como Provedor, a intensa admiração que os Ouvintes sentem por este devotado Homem da Rádio e, sobretudo, pelos exemplos que resultam dessa sua devoção.&lt;br /&gt;Repito, por isso, o que já disse: "Lugar ao Sul", de Rafael Correia, é um Sinal de Excelência do Serviço Público de Radiodifusão.» (&lt;strong&gt;José Nuno Martins&lt;/strong&gt;, Novembro de 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Há muitos anos, no jornal onde trabalhava ["Público"], escrevi um texto defendendo a obrigação da RTP de não apenas preservar a riqueza patrimonial de excepção representada pelos programas de Rafael Correia mas de a restituir ao portugueses, editando os programas numa colecção, como faz com os vídeos. A Radio France já organizou um disco com 39 faixas musicais, em 1999. Com o apoio da Antena 1 e presumo que de Rafael Correia. Mas não bastam os registos musicais. São precisas as quadras populares, as receitas, as conversas, o som ambiente.&lt;br /&gt;Retomo este repto, agora como provedor e agora que "Lugar ao Sul" ameaça não voltar. Acho um crime de lesa-cultura se os programas forem deixados esquecidos e inúteis em pequenas cassetes DAT do arquivo histórico...» (&lt;strong&gt;Adelino Gomes&lt;/strong&gt;, Julho de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da saída de António Cardoso Pinto da direcção de programas da Antena 1, em 2003, o "Lugar ao Sul" foi sendo alvo de sucessivos ataques, desde a colocação em horários indignos a cortes no tempo de emissão. Por razões ainda não devidamente esclarecidas, Rafael Correia deixou de realizar o programa após o dia 1 de Agosto de 2009. Desde então, os ouvintes não mais deixaram de manifestar o desejo de que o "Lugar ao Sul" regressasse. Não havendo disponibilidade de Rafael Correia para voltar a colaborar com a rádio pública (fartou-se, muito possivelmente, de ser desconsiderado e maltratado), já seria muito bom que se repusessem em antena as edições menos recentes. O novo Provedor do Ouvinte, Prof. Mário Figueiredo, a exemplo dos seus antecessores, continuou a fazer-se eco dessa vontade dos ouvintes, o que faço questão de louvar. E o "Lugar ao Sul" começou finalmente, no sábado passado, a ser resgatado das teias de aranha do arquivo sonoro da RDP. O resgate, por si só, é motivo de regozijo para todas as pessoas que já sentiam saudades daqueles saborosos momentos de rádio com «as nossas coisas, as nossas gentes e o melhor da música de Portugal». No entanto, há três pontos a respeito dos quais os ouvintes querem manifestar a sua insatisfação.&lt;br /&gt;O primeiro diz respeito à supressão da música de disco que Rafael Correia passava antes e depois das recolhas de campo. Aquela música não era ali colocada para "encher chouriços", já que estava tematicamente relacionada com o teor das conversas. Era parte integrante, portanto, do conceito do programa e não é aceitável que tenha sido suprimida. Além disso, e dada a marginalização de que a música tradicional tem sido objecto na Antena 1, aquelas secções de música tradicional/popular gravada funcionavam como uma das escassíssimas janelas para muito repertório de qualidade que nunca (ou muito raramente) vê a luz do éter nacional.&lt;br /&gt;O segundo motivo de descontentamento é o horário em que o programa foi colocado: 07:00 da madrugada de sábado. Que Rui Pêgo nunca morreu de amores pelo "Lugar ao Sul" já todos sabíamos. Não tem é o direito de o sonegar aos muitos (potenciais) ouvintes para os quais aquele horário é de todo impraticável. O sr. Rui Pêgo devia saber que a audiência do programa não se restringe a padeiros e a transportadores de hortaliças para o Mercado da Ribeira (com o devido respeito por todas as pessoas que exercem essas actividades). Com efeito, o grosso dos ouvintes do programa é constituído por pessoas que entre as 7:00 e as 8:00 estão a dormir, recuperando de uma extenuante semana de trabalho. Calculo que o sr. Rui Pego, interpelado com esta questão, vá argumentar qualquer coisa do género: «Os ouvintes que não querem acordar à 07:00 de sábado tem sempre a alternativa do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://rtp.pt/play/?tvprog=4670"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;streaming&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; ou do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rtp.pt/multimediahtml/audio/lugar-ao-sul-reedicao"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;podcast&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;». Infelizmente, para uma parte significativa dos rádio-ouvintes (por via hertziana), a internet não é uma alternativa, seja porque a não têm, seja porque não têm disponibilidade de tempo para estarem agarrados a um computador durante todo o tempo de emissão, seja porque não têm (ou não sabem lidar com) um leitor de MP3. Por conseguinte, os ouvintes nessas condições (e não só) prometem não se calar enquanto ao "Lugar ao Sul" não for dado um horário digno e razoável na grelha da Antena 1. O horário anterior (depois das 09:00) era perfeitamente aceitável.&lt;br /&gt;Por último, a questão da acessibilidade ao acervo do programa. Sem prejuízo da edição de CDs coleccionáveis (como sugeriu Adelino Gomes) não se compreende que o histórico, na sua totalidade, não esteja disponível numa página on-line. Já o disse antes, e volto a afirmá-lo: há que aproveitar a internet como plataforma de acesso aos acervos áudio de cariz cultural e histórico que estão à guarda de entidades estatais por todos quantos neles estiverem interessados. Afinal de contas, a produção, o arquivamento e a conservação de tais acervos fonográficos foi (é) feita com dinheiros públicos e, como tal, não se pode negar aos cidadãos a oportunidade de os fruir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos relacionados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/11/as-escolhas-do-provedor-lugar-ao-sul.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;As Escolhas do Provedor: Lugar ao Sul&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/05/lugar-ao-sul-sofre-novo-ataque.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" sofre novo ataque&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/03/lugar-ao-sul-sofre-novo-ataque-ii.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" sofre novo ataque (II)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/07/amigos-do-lugar-ao-sul-no-my-space.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Amigos do LUGAR AO SUL no My Space&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/07/lugar-ao-sul-um-programa-patrimonio.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul": um programa-património&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/09/rafael-correia-o-eremita-da-radio.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Rafael Correia: o eremita da rádio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2010/05/e-preciso-resgatar-memoria-do-lugar-ao.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;É preciso resgatar a memória do "Lugar ao Sul"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-5471771344567203574?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/5471771344567203574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=5471771344567203574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5471771344567203574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5471771344567203574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2011/01/lugar-ao-sul-regressa-antena-1.html' title='&quot;Lugar ao Sul&quot; regressa à Antena 1'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TUMCo6EqvoI/AAAAAAAABNk/o1352Y46vOc/s72-c/lugar_ao_sul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-9204068332212233721</id><published>2010-12-30T15:19:00.000Z</published><updated>2010-12-30T15:20:52.002Z</updated><title type='text'>Grandes discos da música portuguesa: efemérides em 2010</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;(em preparação) &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-9204068332212233721?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/9204068332212233721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=9204068332212233721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/9204068332212233721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/9204068332212233721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/12/grandes-discos-da-musica-portuguesa.html' title='Grandes discos da música portuguesa: efemérides em 2010'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-2879432889147788376</id><published>2010-12-17T17:45:00.002Z</published><updated>2010-12-17T17:51:20.082Z</updated><title type='text'>Em memória de Carlos Pinto Coelho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TQueME6yHRI/AAAAAAAABNY/GiUcbIGwFg8/s1600/carlos_pinto_coelho2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 308px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551704895980182802" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TQueME6yHRI/AAAAAAAABNY/GiUcbIGwFg8/s400/carlos_pinto_coelho2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São os autores e os artistas quem cria a cultura. Entre esta e o público (potencialmente) fruidor há os comunicadores. Deve entender-se por comunicadores não os que se limitam a veicular, mais ou menos acrítica e burocraticamente, as notícias de eventos culturais mas os que reflectem e problematizam a matéria a eles subjacente, tornando-a mais facilmente apreensível e apetecível pelo grande público. Carlos Pinto Coelho foi o jornalista português – não é exagero afirmá-lo – que nas últimas duas décadas melhor soube desempenhar esse nobre mister de comunicar a cultura, de maneira cativante e apelativa, mas sempre na observância de rigorosos critérios de qualidade e bom gosto, nunca transigindo com o vulgar e o medíocre (talvez aqui radiquem algumas das incompreensões e injustiças de que foi vítima). Comecei a admirar e a tirar proveito dessa sua arte comunicacional com o diário televisivo "Acontece!" (entre 1994 e 2003, na RTP-2) e, depois do incompreensível e criminoso afastamento do seu autor da televisão pública por mão de Luís Marques (a mando de Morais Sarmento, ministro do governo de Durão Barroso), com o programa radiofónico "&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/05/agoraacontece.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Agora... Acontece!&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;", que vinha realizando desde 1998 e ultimamente era difundido por mais de 80 rádios locais de Portugal e ainda por estações de Espanha, Macau e Brasil.&lt;br /&gt;Atendendo às partidas que coração já lhe pregara, outros, no seu lugar, teriam deixado de trabalhar. O seu elevado sentido de serviço público e a consciência de que o país muito perderia com tal atitude, impeliram-no a continuar no activo. Por isso, maior a dívida de gratidão de todos quantos apreciavam o seu trabalho e mais sentido o seu desaparecimento. Mas como a lei da morte não é passível de revogação, há que saber honrar e cultivar a sua memória. E uma das formas de o fazer é ouvindo as edições do "Agora... Acontece!" disponíveis no arquivo on-line da &lt;a href="http://www.rum.pt/index.php?option=com_conteudo&amp;amp;task=item_list&amp;amp;catid=85"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Rádio Universitária do Minho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Esse é um excelente testemunho do seu excercício, culto e inteligente, de bem entrevistar, e da atenção que sempre deu à boa música (de expressão) portuguesa e à poesia recitada, uma arte tão maltratada hoje em dia na rádio portuguesa.&lt;br /&gt;Rendo-lhe a minha sentida homenagem, transcrevendo as palavras de um colega de ofício, que com ele privou, João Gobern:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Por esta altura, já se recordou a sua biografia, já se lembraram os seus feitos: e o maior deles é mesmo ter assinado, durante quase uma década, um diário de resistência cultural numa TV habituada a franzir o sobrolho à cultura. Já sorrimos diante da memória do seu jeito pausado de dizer e de encadear frases e ideias num ritmo muito próprio. Tinha 66 anos e depois da machadada inexplicável que lhe foi dada por uns bárbaros que a História não vai recordar, mas também não chegou a condenar, parecia ter recuperado em pleno de dois enfartes. Voltara à rádio para continuar a falar de livros, de artes e ideias, sempre apoiados em pessoas para que o diálogo não acabasse e as palavras pudessem recuperar o valor real que os maus tratos lhes tinham roubado. Tinha projectos e propostas, algumas delas utópicas mas até por isso mais valiosas. Tinha agora regressado à RTP [Memória] para continuar à conversa do lado que mais falta parece fazer a uma terra que esquecendo os seus se alheia de si mesma. Depois de entrevistar o pintor Nadir Afonso, no programa de estreia, preparava-se para questionar o General Almeida Bruno, militar de Abril. E não fica mal no seu currículo a circunstância de estar a trabalhar naquilo que mais gostava quando o coração voltou a falhar, desta vez sem remédio. Jornalista, passou ao lado da advocacia, com escala pela imprensa. Foi na televisão que fez de tudo, passando inclusivamente pela direcção de programas da RTP. Mas a sua cara é a folha de rosto do "Acontece!", estupidamente interrompido por um ministro pugilista que sentenciou a necessidade de mudar quase tudo para que quase tudo ficasse na mesma.&lt;br /&gt;Sem querer, houve duas memórias que emergiram. A mais velha terá uns quinze anos e junta numa sala acanhada da 5 de Outubro uma equipa de consultores do "Acontece!" – o José Rebelo, o António Carlos Carvalho, a Maria João Fernandes, o Nuno Henrique Luz e eu – a despejar sugestões, a defender as damas e os cavalheiros das nossas áreas e preferências. Ele, quase alheado. Até que de repente acaba o recreio: isto é bom, aquilo não funciona em televisão, isto vai precisar de uma abordagem especial. De repente, o programa já estava na cabeça dele e eram escassas as mudanças a partir do momento em que havia esse desenho mental. Depois, no Verão do ano passado, conseguiu numa óptima noite de tertúlia figueirense juntar-me ao meu pai [Ápio de Sottomayor] e deixar-nos horas à conversa sobre o jornalismo de hoje. Nunca tinha tido com o meu mestre de vida e de profissão um diálogo tão profundo como nessa ocasião. E percebo agora que será difícil de repetir algo de semelhante sem a ajuda e o estímulo do Carlos Pinto Coelho, que ainda por cima quando me telefonava, normalmente para me dar ralhetes, insistia em tratar-me por "meu rapaz". Eu achava graça. Agora não acho nada. Aquele abraço.» (João Gobern, in "&lt;a href="http://tv1.rtp.pt/multimedia/progAudio.php?prog=2587&amp;amp;clip_wma=79171"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Pano para Mangas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;" - "Conversa acabada.", 16.12.2010)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-2879432889147788376?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/2879432889147788376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=2879432889147788376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/2879432889147788376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/2879432889147788376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/12/em-memoria-de-carlos-pinto-coelho.html' title='Em memória de Carlos Pinto Coelho'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TQueME6yHRI/AAAAAAAABNY/GiUcbIGwFg8/s72-c/carlos_pinto_coelho2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-2994937650496541860</id><published>2010-11-30T17:14:00.004Z</published><updated>2010-11-30T17:26:21.549Z</updated><title type='text'>Que se passa com o Prémio José Afonso?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TPUxLgnC5kI/AAAAAAAABNI/RisWEnrG988/s1600/jose_afonso3.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545392589978658370" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TPUxLgnC5kI/AAAAAAAABNI/RisWEnrG988/s400/jose_afonso3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;«Com o objectivo de homenagear José Afonso, incentivar a criação musical de raiz portuguesa e animar turística e culturalmente a cidade da Amadora, organizará a autarquia anualmente um Festival de Música Popular Portuguesa, o qual terá como ponto alto a atribuição do Prémio José Afonso.&lt;br /&gt;O Prémio José Afonso destina-se a galardoar um álbum inédito editado durante o ano anterior ao da realização do Festival de Música Popular Portuguesa, cujos temas tenham como referência a Cultura e a História portuguesas, tal como a obra do autor de "Grândola, Vila Morena".»&lt;br /&gt;Assim reza o regulamento do Prémio José Afonso, criado em 1988, pela Câmara Municipal da Amadora, era então presidente Orlando de Almeida, e vereador da Cultura e Turismo Fernando Pereira, dando seguimento a proposta do Sr. Júlio Murraças, o funcionário da edilidade que até 2005 teve a seu cargo a pré-selecção dos discos, a organização do festival e a direcção da revista "MPP".&lt;br /&gt;Depois do episódio insólito ocorrido em 2006, em que o prémio não foi atribuído, não por falta de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.petitiononline.com/ja25ja/petition.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;discos de qualidade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; editados no ano anterior (um dos quais "Faluas do Tejo", dos Madredeus, o grupo que, depois de Amália, mais fez pela difusão da música portuguesa além-fronteiras e que acabou por se extinguir sem nunca receber a distinção), mas devido a incompetência do executivo camarário na elaboração da lista sujeita à apreciação do júri, as coisas pareciam ter voltado a uma relativa normalidade. Em 2007, a Brigada Victor Jara seria a feliz contemplada, pelo álbum "Ceia Louca" (há muito que o histórico grupo de Coimbra era credor do prémio) e no ano seguinte sorriria a sorte ao grupo Frei Fado d'El Rei, pelo disco "Senhor Poeta: Um Tributo a José Afonso". Sábias e fora de questionamento ambas as decisões do júri.&lt;br /&gt;Era expectável que no decurso de 2009 fosse anunciado o disco eleito do ano anterior. Estranhamente, isso não aconteceu. Não me parecendo normal o que se estava a passar, a 28 de Janeiro de 2010, tomei a iniciativa de escrever uma carta à Câmara Municipal da Amadora, solicitando um esclarecimento. Não obtive resposta. Apesar disso, ainda dei o benefício da dúvida às pessoas que na autarquia têm a seu cargo a gestão do processo do P.J.A., na esperança que entretanto surgisse uma solução, embora já fora de tempo. Puro engano! Chegámos a 30 de Novembro de 2010, portanto, a um mês de findar o ano, e – pasme-se! – ainda não se sabe qual o disco distinguido de 2008, quando o normal é que já se conhecesse o contemplado de 2009.&lt;br /&gt;Resta saber se a vergonhosa situação a que se chegou se deve a pura e simples negligência dos srs. Joaquim Raposo e António Moreira (respectivamente, presidente da Câmara e vereador da Cultura) ou se tudo decorre de um propósito inconfessado de liquidar o Prémio José Afonso, o mais prestigiado galardão existente em Portugal para a música não erudita. Qualquer que seja a hipótese válida, a situação é deveras insustentável e não pode deixar de suscitar o vivo repúdio, em primeiro lugar, dos cidadãos e contribuintes que garantem os (imerecidos) vencimentos da dupla Raposo &amp;amp; Moreira e, em segundo lugar, de todas as pessoas que prezam a memória de José Afonso e cultivam a boa música popular portuguesa que a ele tanto deve.&lt;br /&gt;Não conheci José Afonso, mas sou um grande admirador do seu legado poético-musical e tenho de lhe estar eternamente grato pelo inestimável contributo que deu, a partir dos anos 60, para o desenvolvimento da música popular portuguesa, como via alternativa ao nacional cançonetismo e ao pop-rock decalcado de grupos/intérpretes ingleses e americanos (o original é sempre melhor). É bom não esquecer que Fausto Bordalo Dias, Júlio Pereira, Janita Salomé e Trovante, entre outros, começaram a tocar/compor segundo os cânones estéticos anglo-americanos e foi justamente por influência de José Afonso que "mudaram a agulha" para a música de raiz portuguesa. Não tivesse existido o autor de "Cantares do Andarilho" e é quase certo que álbuns fundamentais do nosso património discográfico/musical como "Por Este Rio Acima", "Cavaquinho", "Braguesa", "Lavrar em Teu Peito" e "Baile no Bosque" nunca teriam sido produzidos.&lt;br /&gt;Não posso, por isso, ficar passivo e calado quando vejo uma entidade suportada com dinheiro públicos amesquinhar (vilmente) a memória de José Afonso e votar ao desprezo a grande música popular portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-2994937650496541860?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/2994937650496541860/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=2994937650496541860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/2994937650496541860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/2994937650496541860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/11/que-se-passa-com-o-premio-jose-afonso.html' title='Que se passa com o Prémio José Afonso?'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TPUxLgnC5kI/AAAAAAAABNI/RisWEnrG988/s72-c/jose_afonso3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-1503446711142514729</id><published>2010-10-15T12:15:00.008+01:00</published><updated>2010-10-18T11:01:23.643+01:00</updated><title type='text'>Sobre o estado da Antena 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TLg5EGa6OYI/AAAAAAAABNA/1KJKuyBUcH4/s1600/antena_2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528231285203024258" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 125px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TLg5EGa6OYI/AAAAAAAABNA/1KJKuyBUcH4/s400/antena_2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Convidados pelo novo Provedor do Ouvinte, Mário Figueiredo, os anteriores ocupantes do cargo, José Nuno Martins e Adelino Gomes, disseram os que lhe aprouve acerca dos seus magistérios e sobre o estado actual da rádio pública. Cumpre-me comentar duas afirmações que José Nuno Martins proferiu na edição do programa "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://tv1.rtp.pt/multimedia/progAudio.php?prog=4346&amp;amp;clip_wma=74823"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Em Nome do Ouvinte&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;", de 08.10.2010:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. «O actual poder político continua a desprezar a rádio (com todas as letras)».&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não podia estar mais de acordo. Tal acontece porque na cabeça nos políticos há a ideia de que a rádio (ao contrário da televisão) não os faz ganhar (nem perder) eleições. Esquecem-se da importância social e cultural que a rádio ainda tem na sociedade portuguesa, como José Nuno Martins bem chamou a atenção. E eu espero que essa importância não diminua, apesar da tendência inexorável que é a absorção da rádio (assim como da televisão) pela internet. A meu ver, a grande revolução na rádio dar-se-á quando a internet chegar aos auto-rádios, pois é no automóvel que a rádio é hoje mais ouvida. Quando isso acontecer – e não deve faltar muito – o leque de opções de escuta abrir-se-á imenso, mesmo considerando apenas as rádios feitas por portugueses (no território nacional ou não). Não mais os ouvintes automobilistas ficarão condicionados ao espectro muito limitado de estações hertzianas (de conteúdos musicais bastante parecidos) sintonizáveis na área onde circulam, podendo passar a ouvir toda e qualquer estação com emissão on-line. Essa será a grande prova de fogo para as rádios nacionais, acomodadas que estão no seu marasmo, por falta de alternativas ao alcance dos ouvintes automobilistas (que não seja o CD-áudio ou, eventualmente, ficheiros MP3).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. «A Antena 2 – felizmente – mudou muito desde essa altura.» [quando José Nuno Martins cessou as funções de Provedor do Ouvinte].&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com o devido respeito por JNM, não subscrevo esta sua opinião. A que mudanças se refere em concreto José Nuno Martins? À alteração do horário do programa de música étnica "Raízes" que migrou da hora de almoço para depois da meia-noite? Não vejo mais nenhuma mudança e mesmo aquela não a posso considerar significativa, antes um pequeno ajuste na grelha sem mexer no essencial. Faz lembrar a célebre frase do escritor Tomasi di Lampedusa (no romance "O Leopardo"): «É preciso mudar alguma coisa para que tudo continue na mesma».&lt;br /&gt;Os ataques à Antena 2 começaram em 2003, pela mão do administrador Luís Marques, e a grande machadada foi dada depois da saída do director de programas, João Pereira Bastos, em meados de 2005, quando mandaram às urtigas a grelha que ele havia delineado. De então para cá, a desqualificação do serviço prestado pela antena (supostamente) cultural tem-se mantido: continua a praga dos 'spots' e 'jingles' sucessivamente repetidos de hora a hora (às vezes menos), a pôr à prova a paciência e a sanidade mental dos ouvintes mais fiéis; continuam ao microfone as tais vozinhas com o seu português de trazer por casa, atabalhoado e repleto de erros de sintaxe e de prosódia; continua a não haver espaços culturais não musicais (poesia, ficção romanesca, História, Antropologia, artes plásticas, ciência, ciclos temáticos, etc.), em clamoroso incumprimento do estipulado no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão; continua a passagem única de boa parte dos programas de autor, quando o mais elementar bom-senso recomenda que todos os programas de autor (que representam um investimento acrescido da estação e que como tal deve ser potenciado ao máximo) tenham duas transmissões em turnos distintos, de modo a ficarem acessíveis a públicos com disponibilidades de audição diferentes; continua a encomendar-se alguns desses programas a indivíduos que deixam muito a desejar, sabendo-se que em Portugal há pessoas muito mais bem preparadas nos assuntos abordados; continua a apostar-se em programas de música pop, logo de muito discutível interesse para a esmagadora maioria dos ouvintes da Antena 2; continua a insistir-se na ideia de que o melhor acompanhamento sonoro para a hora de jantar é, todos os dias, jazz (digo isto perfeitamente à vontade pois até gosto de algum jazz, mas dado que não ingiro todos os dias a mesma iguaria gastronómica, penso que auditivamente também devia ter uma ementa variada – em minha casa, quando se está à mesa, não se vê televisão: ouve-se rádio ou CDs); tirando os espaços consagrados ao jazz, à música electrónica de ambientes, à música pop, à música ética e à música contemporânea, continua a não haver um conceito de grelha/programação em que o ouvinte pudesse saber de antemão o que ouvir – música sacra, música coral profana, canção/lied, música coral-sinfónica, música sinfónica, música concertante, bailado e música de cena, música de câmara, instrumentos solistas, obras e/ou intérpretes portugueses, perfil de um autor, etc. – preferindo-se os espaços alargados de trechos de música indiferenciada escolhidos 'ad hoc', como se o público da Antena 2 fosse uma massa amorfa de gostos indistintos ("burros que comem toda a palha que se lhes der").&lt;br /&gt;Ao contrário de outros ouvintes que evocam a antiga Lisboa 2, eu não o faço porque não sou desse tempo. Falta-me o conhecimento de causa para ajuizar com fundamento. Em todo o caso, quando se ouve registos da época (gravações de concertos e edições do programa "O Gosto pela Música") é facilmente constatável que havia um cuidado na locução e no uso da língua portuguesa que não existe actualmente na Antena 2 (não por faltarem no país pessoas cultas e com bom domínio da língua, mas por erros crassos na escolha/admissão do pessoal). Relativamente à oferta musical, creio que não me reveria por inteiro na antiga Lisboa 2, porque devia estar monopolizada pela produção dos períodos clássico, romântico, ultra-romântico, impressionista e neoclássico. A música antiga (barroca, maneirista, renascentista e medieval) devia ter um peso bastante residual – Bach, Haendel e pouco mais – e ainda por cima tocada por orquestras românticas, já que o movimento da nova música antiga iniciado na Europa Central e do Norte, nos anos 60, por Nikolaus Harnoncourt, Gustav Leonardt, Frans Brüggen, Alfred Deller, Anner Bylsma, os irmãos Kuijken e pela Schola Cantorum Basiliensis (onde estudaram Jordi Savall e o nosso Manuel Morais) só chegaria a Portugal vinte e tal anos depois. Ouvir Bach ou Vivaldi à maneira de Herbert von Karajan é algo que hoje pouca gente suportaria.&lt;br /&gt;O meu termo de comparação é com a Antena 2 do consulado de João Pereira Bastos. Era essa Antena 2 que me dava prazer ouvir e à qual devo muito do meu enriquecimento cultural (musical e não só). A actual Antena 2 mais do que não me proporcionar essa gratificação espiritual constitui uma fonte de desconforto auditivo. Ressalvo, naturalmente, alguns (poucos) programas de autor: "Teatro Imaginário" (de Eduardo Street), "Questões de Moral" (de Joel Costa), "Em Sintonia com António Cartaxo", "Musica Aeterna" (de João Chambers) e "A Força das Coisas" (de Luís Caetano). Em termos de escuta continuada, a Antena 2 gizada pela dupla Rui Pêgo/João Almeida é um produto impróprio para consumo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sei que muitos mais ouvintes partilham desta opinião e garanto que não são apenas os nostálgicos da antiga Lisboa 2.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Textos relacionados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/03/evocaes-e-programas-culturais_03.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Evocações e programas culturais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/04/formas-de-poluio-sonora-na-rdio-pblica_17.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Formas de poluição sonora na rádio pública&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/09/antena-2-quando-os-spots-promocionais.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Antena 2: quando os spots promocionais de tornam um flagelo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/06/bach-achincalhado-na-antena-2.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Bach achincalhado na Antena 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/11/promoo-rtp-1-na-antena-2.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Promoção à RTP-1 na Antena 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/07/antena-02-arte-que-destoca.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Antena 0,2: a arte que destoca&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/12/macdonaldizao-da-antena-2.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;A 'macdonaldização' da Antena 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/02/poesia-na-radio-ii.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Poesia na rádio (II)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2010/07/antena-2-zero-euros-para-aquisicao-de.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Antena 2: zero euros para a aquisição de novos discos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-1503446711142514729?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/1503446711142514729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=1503446711142514729' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1503446711142514729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1503446711142514729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/10/sobre-o-estado-da-antena-2.html' title='Sobre o estado da Antena 2'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TLg5EGa6OYI/AAAAAAAABNA/1KJKuyBUcH4/s72-c/antena_2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-8386837768328055930</id><published>2010-09-16T17:22:00.003+01:00</published><updated>2010-09-17T17:57:42.365+01:00</updated><title type='text'>Em memória de Francisco Ribeiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TJJEplMOpiI/AAAAAAAABMw/NSLV4NGQmVI/s1600/francisco_ribeiro.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517547974631007778" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TJJEplMOpiI/AAAAAAAABMw/NSLV4NGQmVI/s400/francisco_ribeiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;«Francisco Ribeiro era um músico discreto em palco. Apesar do balanço que conseguiu imprimir ao violoncelo, que estudou e que o acompanhou por toda a carreira, agora confirmada como demasiado curta, e que chegou para abrir com força e convicção o primeiro êxito dos Madredeus – "A Vaca de Fogo" –, era esse mesmo violoncelo que o obrigava à quietude, embora se percebesse que vibrava por inteiro com a música. O contraponto surgia quando soltava o vozeirão: a primeira vez que o vi e ouvi cantar foi curiosamente num concerto da Sétima Legião, em que foi convidado ao lado da sua parceira de projecto e amiga Teresa Salgueiro. Cantaram "Ascensão" [in "De um Tempo Ausente", 1989] e, sem margem de erro para a memória distante, foi isso mesmo que provocaram no público presente, maravilhado com aquele contraste vocal. Conheci-o em 1987 quando se viveram os primeiros dias da Madredeus, grupo de cinco que se propunha resgatar alguma simplicidade e alguma solenidade à música portuguesa. O trilho foi suado mas o caminho acabou por tornar-se realidade: um sonho feito verdade. Um teclado, um acordeão, uma guitarra clássica, um violoncelo e uma voz acabaram por mostrar como a portugalidade se fazia reconhecer, até lá fora, quando soava autêntica, genuína e feliz. Os discos foram-se sucedendo: "Existir" [1990], "Lisboa" [1992], "O Espírito da Paz" [1994] e "Ainda" [1995] valeram ao músico discreto aquilo que ele mais tarde denominou o seu período de "rock'n'roll e muita euforia". Os Madredeus começaram a mudar: primeiro, saiu Rodrigo Leão e entraram Carlos Maria Trindade e José Peixoto; depois, naquele que foi considerado o &lt;em&gt;annus horribilis&lt;/em&gt; do grupo – 1996 – partiram o acordeonista Gabriel Gomes e o próprio violoncelista Francisco Ribeiro. Após um período de incerteza, soube-se que se tinha afastado das actividades públicas para relançar e concluir em Inglaterra os seus estudos académicos. Com algumas colaborações pelo meio, voltou a Portugal em 2006 para em Dezembro do ano passado lançar um meritório projecto pessoal que infelizmente passou despercebido. Chamou-se "Desiderata: A Junção do Bem" e contou com as colaborações da Orquestra Nacional do Porto, das cantoras Filipa Pais, Natália Casanova e Tanya Tagaq, do fadista José Perdigão e ainda do seu antigo companheiro José Peixoto. Inspirado num poema do americano Max Ehrmann, destacava os seus primeiros versos: "Vai placidamente no meio do barulho e da confusão, lembrando-te de quanta paz existe no silêncio.". Sinceramente, não descubro melhor forma de me despedir do Francisco que morreu ontem levado por um cancro no fígado. Talvez agora possa ser ouvido o seu disco, vibrante e discreto como quem o fez.» (João Gobern, in "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://tv1.rtp.pt/multimedia/progAudio.php?prog=2587&amp;amp;clip_wma=72868"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Pano para Mangas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;" - "A paz do silêncio", 15.09.2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em complemento às palavras de João Gobern, é pertinente referir um trabalho onde a mão de Francisco Ribeiro foi marcante: o álbum "Ave Mundi Luminar" (1993), de Rodrigo Leão &amp;amp; Vox Ensemble. Além de assinar quatro músicas em parceria com Rodrigo Leão, Francisco Ribeiro foi o responsável pelos arranjos e dirigiu o agrupamento de câmara Vox Ensemble, que ele próprio também integrou (violoncelo e voz). O disco obteve um retumbante sucesso internacional e não será exagero afirmar-se que muito o deveu a Francisco Ribeiro.&lt;br /&gt;O seu único álbum em nome próprio, "Desiderata: A Junção do Bem", editado em Dezembro de 2009, segue e aprofunda o conceito estético de "Ave Mundi Luminar" e nessa medida poderá até considerar-se o segundo capítulo desse trabalho. Teve foi sorte diferente junto do público e para tal muito contribuiu a parca divulgação que teve nos &lt;em&gt;media&lt;/em&gt; audiovisuais. Na rádio pública, foi completamente ignorado: não foi Disco Antena 1 (ao invés do que seria razoável e lógico que acontecesse), nunca figurou na 'playlist' assim como não mereceu a mais pequena atenção em programas musicais de autor, como "Vozes da Lusofonia" e "Alma Lusa" (edição alargada). É verdade que não estamos em presença de música de consumo imediato e de fácil agrado para públicos de sensibilidade embotada, mas jamais o critério da facilidade ou do imediatismo devia nortear uma estação cuja missão é prestar serviço público. Porque a razão da existência da rádio pública é justamente a de dar voz aos artistas de qualidade que as rádios privadas enjeitam, devido à contingência de dependerem da publicidade, o mesmo é dizer dos anunciantes que querem grandes audiências.&lt;br /&gt;Mas se o disco de Francisco Ribeiro e outros de real valia foram/são criminosamente desprezados pela estação onde deviam ter tratamento preferencial (deixo isto à consideração de quem de direito), não o foram/são por um homem chamado Luís Rei, no programa "Terra Pura". De facto, uma das edições, em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://cronicasdaterra.com/cronicas/2010/01/20/terra-pura-20jan10-entrevista-francisco-ribeiro/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Janeiro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, foi integralmente dedicada ao CD "Desiderata: A Junção do Bem" e nela Francisco Ribeiro teve a oportunidade de expor as ideias que estiveram na sua concepção, possibilitando aos ouvintes uma percepção mas esclarecida e fundamentada do seu pensamento artístico. Isto, sim, é verdadeiro serviço público! Nessa conformidade, o programa merecia uma amplitude de audiência muito maior do que a que consegue alcançar com as três rádios locais que o transmitem: Rádio Zero (Lisboa), Rádio Universitária do Minho (Braga) e Rádio Miróbriga (Santiago do Cacém). Tal como fiz a respeito do "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/05/agoraacontece.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Agora...Acontece!&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;", daqui lanço um repto aos directores das rádios locais e regionais deste país: não vos parece que a grelha da vossa estação ficaria substancialmente enriquecida se incluísse o programa "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://cronicasdaterra.com/cronicas/category/radio/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Terra Pura&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"? Então, vá! Dêem às populações que servem a oportunidade de ouvirem um programa de inegável interesse musical e cultural. Desse modo também darão ao Luís Rei um incentivo acrescido para continuar o seu abnegado labor de divulgação das "novas e antigas raízes da música tradicional".&lt;br /&gt;Para ouvir/descarregar a edição do "Terra Pura" com a entrevista de Francisco Ribeiro, é favor aceder à &lt;/span&gt;&lt;a href="http://cronicasdaterra.com/cronicas/2010/01/20/terra-pura-20jan10-entrevista-francisco-ribeiro/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;página respectiva&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;Alguns temas do disco também podem ser ouvidos no MySpace: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/desiderataajuncaodobem"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;http://www.myspace.com/desiderataajuncaodobem&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-8386837768328055930?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/8386837768328055930/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=8386837768328055930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/8386837768328055930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/8386837768328055930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/09/em-memoria-de-francisco-ribeiro.html' title='Em memória de Francisco Ribeiro'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TJJEplMOpiI/AAAAAAAABMw/NSLV4NGQmVI/s72-c/francisco_ribeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-3205651315083561900</id><published>2010-09-10T12:24:00.003+01:00</published><updated>2010-09-10T18:55:28.789+01:00</updated><title type='text'>Concertos Antena 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TIoVj8ckeJI/AAAAAAAABMY/8nmnREIZCzw/s1600/concertos_antena1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 160px; HEIGHT: 120px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515244400934156434" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TIoVj8ckeJI/AAAAAAAABMY/8nmnREIZCzw/s400/concertos_antena1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Finda a temporada de Verão dos &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/multimedia/progAudio.php?prog=1463"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;concertos Antena 1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, com realização e apresentação de Ana Sofia Carvalhêda, há que fazer um balanço. Começo por dizer que a qualidade genérica dos concertos não decepcionou, se exceptuarmos três ou quatro casos muito abaixo da média. O meu reparo prende-se com outras duas questões que considero muito importantes e não deviam ser descuradas numa estação de rádio nacional e generalista:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Linguagens musicais contempladas.&lt;/strong&gt; O fado de Lisboa foi o género largamente privilegiado e quase não se ouviu música tradicional/folk. Só a Ronda dos Quatro Caminhos e Júlio Pereira marcaram presença ao longo de um mês de concertos. É muito pouco. E não foi certamente por falta de intérpretes dentro dessa vertente musical e de concertos que tal aconteceu. Talvez na cidade de Lisboa não ocorram, por razões algo misteriosas (quiçá por falta de sensibilidade dos programadores), muitos concertos de música tradicional/folk mas na chamada região metropolitana – designadamente em Sintra (Centro Cultural Olga Cadaval) e Almada (Fórum Romeu Correia e Auditório Fernando Lopes-Graça) – a situação é diferente. O mesmo direi relativamente ao resto do país, designadamente no Porto e em Coimbra. E aqui passo ao ponto seguinte.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Área geográfica de gravação dos concertos.&lt;/strong&gt; Praticamente todos os concertos transmitidos pela Antena 1 foram gravados em salas ou recintos de Lisboa – CCB, Palácio de Belém, Praça de Armas do Castelo de São Jorge, Teatro Municipal de São Luiz, Cinema São Jorge. Que me lembre, apenas um concerto – o do fadista Duarte – foi gravado fora, em Évora, mais concretamente no Teatro Garcia de Resende. Não é aceitável que, tendo o país uma boa rede de cine-teatros e auditórios, de norte a sul, onde decorrem espectáculos musicais de excelente qualidade e em condições acústicas em tudo idênticas (nalguns casos, superiores) às das salas/recintos lisboetas citados, a rádio pública ignore esse facto. A Antena 1 é uma estação nacional e não uma rádio local de Lisboa, de acordo com o respectivo estatuto aprovado pelos órgãos de soberania da República. Nessa conformidade, tem a obrigação de tomar em consideração a realidade cultural, no caso a musical, do todo nacional, incluindo obviamente as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-3205651315083561900?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/3205651315083561900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=3205651315083561900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/3205651315083561900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/3205651315083561900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/09/concertos-antena-1.html' title='Concertos Antena 1'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TIoVj8ckeJI/AAAAAAAABMY/8nmnREIZCzw/s72-c/concertos_antena1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-5795139560954225420</id><published>2010-07-16T17:35:00.002+01:00</published><updated>2010-07-16T17:40:22.007+01:00</updated><title type='text'>Antena 2: zero euros para a aquisição de novos discos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TECKrb5urkI/AAAAAAAABMQ/dM7D9LPqJrg/s1600/artur_pizarro_goyescas_iberia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494544024220905026" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 287px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TECKrb5urkI/AAAAAAAABMQ/dM7D9LPqJrg/s320/artur_pizarro_goyescas_iberia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há cerca de ano e meio, em mensagem dirigida à Provedoria do Ouvinte, o musicólogo e professor universitário Mário Vieira de Carvalho chamava a atenção para o facto de importantes concertos e recitais de música clássica/erudita ocorridos em Portugal não serem gravados pela Antena 2, ficando assim o arquivo sonoro sem registos desses eventos para usufruto dos ouvintes (os actuais e os vindouros). A este problema, há agora que acrescentar outro, não menos grave: a dotação orçamental de &lt;strong&gt;zero&lt;/strong&gt; euros consignada à Antena 2 para a aquisição de novos discos.&lt;br /&gt;Quer dizer: os mandantes da Rádio e Televisão de Portugal decidiram que não são necessárias mais edições discográficas de música erudita? Se assim o entendem é porque não percebem patavina do assunto, nem se dignaram consultar quem os pudesse esclarecer. A triste realidade é que a discoteca da RDP tem ainda muitas lacunas, sobretudo no domínio da música antiga. Se me disserem que não faz sentido comprar a enésima gravação das "Quatro Estações" (de Vivaldi) ou da "Quinta Sinfonia" (de Beethoven), que algum chinês ou japonês decidiu fazer, eu aceito de bom grado esse argumento. Mas importa ter em atenção que estão constantemente a sair discos com obras nunca antes gravadas, muitos dos quais largamente elogiados pela crítica especializada e distinguidos com prémios de prestígio (Diapason d’Or, etc.). E quanto a esses, qualquer que seja a nacionalidade do compositor ou intérprete, constitui uma falha grave que não sejam adquiridos pela rádio pública.&lt;br /&gt;No que respeita aos compositores e intérpretes portugueses de reconhecido mérito (independentemente da editora ser nacional ou estrangeira), é de todo o interesse que a emissora do Estado possua uma cópia de todos os seus registos fonográficos. A RDP tem a obrigação moral e histórica de ser a depositária de todas as gravações de obras escritas ou tocadas por cidadãos nacionais detentores de talento. Cito, a título de exemplo (um entre muitos que poderia apontar), o caso do pianista português Artur Pizarro, que publicou recentemente um álbum com a suite "Ibéria" (de Isaac Albéniz) e as "Goyescas" (de Enrique Granados), um dos eleitos da &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.bbcmusicmagazine.com/issue/july-2010"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;BBC Music Magazine&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;Será que os actuais locatários da direcção da Antena 2 e da administração da R.T.P. acham que mesmo tratando-se de Artur Pizarro, o mais distinto aluno de Sequeira Costa e que vem fazendo uma digníssima carreira internacional, não é importante para o serviço público possuir e divulgar os seus discos? Ou será que julgam que cabe às editoras oferecerem as suas edições à R.T.P., a troco de uma hipotética divulgação? Sendo esta a prática corrente na Antena 1, devem pensar que vale o mesmo para a Antena 2: «Se nos enviarem os discos, nós poderemos – eventualmente – divulgá-los; se não no-los enviarem, escusam de alimentar a ilusão de que os iremos comprar.»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em contraste com esta visão tacanha e ao arrepio das obrigações culturais do serviço público, constata-se que há dinheiro a rodos para dar aos inaudíveis Pedro Malaquias, Paulo Alves Guerra e Raul Mesquita (já são três as séries "apresentadas" por tão "insigne autor" na Antena 2) e para esbanjar em futebóis, com a consequente carga onerosa para os contribuintes (cf. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://quartarepublica.blogspot.com/2010/06/mundial-de-futebol-rtp-nao-chora.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Mundial de Futebol: RTP não chora miséria II&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;). Isto para não falar nos vencimentos verdadeiramente obscenos e afrontosos para os contribuintes que alguns indivíduos estão a auferir da endividada R.T.P., a começar pelo sr. Guilherme Costa com os seus 250 040,00€ anuais (cf. semanário "Sol", de 22.01.2010). A décima parte daquele montante chegaria e sobraria – calculo eu – para comprar todos os discos importantes de música erudita editados em cada ano.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-5795139560954225420?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/5795139560954225420/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=5795139560954225420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5795139560954225420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5795139560954225420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/07/antena-2-zero-euros-para-aquisicao-de.html' title='Antena 2: zero euros para a aquisição de novos discos'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TECKrb5urkI/AAAAAAAABMQ/dM7D9LPqJrg/s72-c/artur_pizarro_goyescas_iberia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-2056734505796421481</id><published>2010-06-22T12:39:00.006+01:00</published><updated>2011-07-06T10:23:02.328+01:00</updated><title type='text'>José Saramago na música portuguesa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XcDDgSCeGaA/TCCOnGW-MmI/AAAAAAAAAAU/MazGhJmyNxQ/s1600/jose_saramago.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485541148510270050" style="WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XcDDgSCeGaA/TCCOnGW-MmI/AAAAAAAAAAU/MazGhJmyNxQ/s400/jose_saramago.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XcDDgSCeGaA/TCCORfUAiRI/AAAAAAAAAAM/9U9MnS_9Bpk/s1600/jose_saramago.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Muito antes do compositor italiano Azio Corghi (*), se ter debruçado sobre a produção romanesca e teatral de José Saramago, já a obra poética do autor – que compreende os livros "Os Poemas Possíveis" (Portugália, 1966), "Provavelmente Alegria" (Livros Horizonte, 1970) e "O Ano de 1993" (Futura, 1975) – merecera a atenção de grandes compositores e intérpretes portugueses. Luís Cília, durante o exílio em França, foi o primeiro a musicar e a cantar a poesia de Saramago, na trilogia "La Poésie Portugaise de Nos Jours et de Toujours" (1967, 1969 e 1971), portanto, cerca de três décadas antes da atribuição do Prémio Nobel da Literatura. Seguiu-se Manuel Freire, com os poemas "Fala do Velho do Restelo ao Astronauta" (1971), "Ouvindo Beethoven" (1973) e "Dia Não" (1978), que viriam a ser regravados com novos arranjos, em 1999, no álbum "As Canções Possíveis". Com os outros nove poemas que completam o alinhamento deste CD, Manuel Freire afirmou-se o mais dedicado intérprete da poesia de José Saramago, e quiçá o que melhor a cantou.&lt;br /&gt;Embora de forma mais avulsa, também Pedro Barroso, Carlos do Carmo, Mísia, Amélia Muge, Fernando Tordo e Marco Oliveira juntaram os seus nomes à galeria dos que deram voz cantada aos versos do grande escritor.&lt;br /&gt;Aqui fica o rol das versões conhecidas, perfazendo as três dezenas, considerando-se as regravações que alguns poemas tiveram. É muito provável que a lista esteja incompleta e, nessa conformidade, os leitores ficam convidados a indicar as eventuais ausências (contacto: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:ajferreira1974@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;ajferreira1974@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;).&lt;br /&gt;A ordem é cronológica e alfabética (no caso de temas pertencentes ao mesmo disco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Contracanto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Luís Cília (in LP "La Poésie Portugaise de Nos Jours et de Toujours", vol. 1, Moshé-Naim, 1967)&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dia Não&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Luís Cília (in LP "La Poésie Portugaise de Nos Jours et de Toujours", vol. 1, Moshé-Naim, 1967; CD "La Poésie Portugaise de Nos Jours et de Toujours", Moshé-Naim, 1996)&lt;br /&gt;3. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Há-de haver&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Luís Cília (in LP "La Poésie Portugaise de Nos Jours et de Toujours", vol. 2, Moshé-Naim, 1969; CD "La Poésie Portugaise de Nos Jours et de Toujours", Moshé-Naim, 1996)&lt;br /&gt;4. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não me peçam razões&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Luís Cília (in LP "La Poésie Portugaise de Nos Jours et de Toujours", vol. 2, Moshé-Naim, 1969; CD "La Poésie Portugaise de Nos Jours et de Toujours", Moshé-Naim, 1996)&lt;br /&gt;5. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Poema à boca fechada&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Luís Cília (in LP "La Poésie Portugaise de Nos Jours et de Toujours", vol. 3, Moshé-Naim, 1971)&lt;br /&gt;6. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Venham leis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Luís Cília (in LP "La Poésie Portugaise de Nos Jours et de Toujours", vol. 3, Moshé-Naim, 1971; CD "La Poésie Portugaise de Nos Jours et de Toujours", Moshé-Naim, 1996)&lt;br /&gt;7. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fala do Velho do Restelo ao Astronauta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in EP "Dulcineia", Zip Zip, 1971; CD "Pedra Filosofal", Strauss, 1993, CNM, 2004)&lt;br /&gt;8. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ouvindo Beethoven&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in EP "Abaixo D. Quixote", Sassetti, 1973; CD "Pedra Filosofal", Strauss, 1993, CNM, 2004)&lt;br /&gt;9. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dia Não&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in LP "Devolta", Diapasão/Lamiré, 1978)&lt;br /&gt;10. Nasce Afrodite Amor Nasce o Teu Corpo – Pedro Barroso (in LP "Água Mole em Pedra Dura", Sassetti, 1978; CD "Cartas a Portugal", Strauss, 2000)&lt;br /&gt;11. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aprendamos o Rito&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Carlos do Carmo (in LP "Mais do Que Amor é Amar", Philips/Polygram, 1986, reed. Philips/Polygram, 1996)&lt;br /&gt;12. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fado Adivinha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Mísia (in CD "Fado", BMG Ariola, 1993)&lt;br /&gt;13. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nenhuma Estrela Caiu&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Mísia (in CD "Garras dos Sentidos", Erato, 1998)&lt;br /&gt;14. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aprendamos o Rito&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Carlos do Carmo (in CD "Ao Vivo no CCB: Os Sucessos de 35 Anos de Carreira", EMI-VC, 1999)&lt;br /&gt;15. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Ponte&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in CD "As Canções Possíveis: Manuel Freire canta José Saramago", Editorial Caminho, 1999, reed. Ovação, 2005)&lt;br /&gt;16. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Circo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in CD "As Canções Possíveis: Manuel Freire canta José Saramago", Editorial Caminho, 1999, reed. Ovação, 2005)&lt;br /&gt;17. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dia Não&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in CD "As Canções Possíveis: Manuel Freire canta José Saramago", Editorial Caminho, 1999, reed. Ovação, 2005)&lt;br /&gt;18. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dispostos em Cruz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in CD "As Canções Possíveis: Manuel Freire canta José Saramago", Editorial Caminho, 1999, reed. Ovação, 2005)&lt;br /&gt;19. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;É Tão Fundo o Silêncio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in CD "As Canções Possíveis: Manuel Freire canta José Saramago", Editorial Caminho, 1999, reed. Ovação, 2005)&lt;br /&gt;20. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fala do Velho do Restelo ao Astronauta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in CD "As Canções Possíveis: Manuel Freire canta José Saramago", Editorial Caminho, 1999, reed. Ovação, 2005)&lt;br /&gt;21. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Jogo do Lenço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in CD "As Canções Possíveis: Manuel Freire canta José Saramago", Editorial Caminho, 1999, reed. Ovação, 2005)&lt;br /&gt;22. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nem Sempre a Mesma Rima&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in CD "As Canções Possíveis: Manuel Freire canta José Saramago", Editorial Caminho, 1999, reed. Ovação, 2005)&lt;br /&gt;23. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ouvindo Beethoven&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in CD "As Canções Possíveis: Manuel Freire canta José Saramago", Editorial Caminho, 1999, reed. Ovação, 2005)&lt;br /&gt;24. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Retrato do Poeta Quando Jovem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in CD "As Canções Possíveis: Manuel Freire canta José Saramago", Editorial Caminho, 1999, reed. Ovação, 2005)&lt;br /&gt;25. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tenho a Alma Queimada&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in CD "As Canções Possíveis: Manuel Freire canta José Saramago", Editorial Caminho, 1999, reed. Ovação, 2005)&lt;br /&gt;26. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tenho um Irmão Siamês&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Manuel Freire (in CD "As Canções Possíveis: Manuel Freire canta José Saramago", Editorial Caminho, 1999, reed. Ovação, 2005)&lt;br /&gt;27. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Se Não Tenho Outra Voz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Amélia Muge (in CD "A Monte", Vachier &amp;amp; Associados, 2002)&lt;br /&gt;28. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fado Adivinha II&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Mísia (in CD "Drama Box", Liberdades Poéticas/EMI-VC, 2005)&lt;br /&gt;29. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Circo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Fernando Tordo (in CD "Tributo a los Laureados Nobel", Factoría Autor, 2005)&lt;br /&gt;30. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Retrato do Poeta Quando Jovem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Marco Oliveira (in CD "Retrato", HM Música, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estas versões cantadas, acrescentam-se as gravações de poesia dita/recitada. Além dos espécimes presentes em edições discográficas, como é o caso do poema "Circo", recitado por Vítor de Sousa no CD "No Palco da Poesia" (Ovação, 1995, reed. 2000), há que considerar os registos existentes no arquivo sonoro da RDP, na voz de António Cardoso Pinto, Paulo Rato e outros.&lt;br /&gt;Sem prejuízo da transmissão de excertos de entrevistas de José Saramago, era expectável e desejável que a direcção de programas da Antena 1, nos dias em que Portugal se despediu do seu (primeiro e único, até agora) Nobel da Literatura, deitasse mão aos seus poemas – os cantados e os recitados – e os desse a ouvir, se não na íntegra, numa boa parte. Mas não. Será que Rui Pêgo e os seus adjuntos não tinham conhecimento da existência de tão importante acervo fonográfico? Se não tinham, podiam ter-se dignado perguntar a quem os soubesse informar. Enfim... mais um triste episódio que põe a nu as gritantes deficiências que se vêm verificando no serviço público de radiodifusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Azio Corghi compôs as seguintes obras, baseadas em livros/textos de José Saramago: "Blimunda" (1989 - ópera, a partir do romance "Memorial do Convento"); "Divara" (1993 - ópera, a partir da peça "In Nomine Dei"); "La Morte di Lazzaro" (1995 - cantata dramática); "Cruci-Verba" (2001 - para voz recitante e orquestra, a partir do romance "O Evangelho Segundo Jesus Cristo"); "De Paz e de Guerra" (2002 - cantata para coro e orquestra); "Il Dissoluto Assolto" (2005 - ópera, a partir da peça "Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido").&lt;br /&gt;Em Portugal, Jorge Salgueiro é autor de "Ensaio sobre a Cegueira: um Requiem pela Humanidade" (2004 - ed. Tradisom, 2005), composto para a adaptação dramática do romance "Ensaio sobre a Cegueira", levada à cena pela companhia de teatro "O Bando", em co-produção com o Teatro Nacional de São João (Porto).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-2056734505796421481?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/2056734505796421481/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=2056734505796421481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/2056734505796421481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/2056734505796421481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/06/jose-saramago-na-musica-portuguesa.html' title='José Saramago na música portuguesa'/><author><name>Álvaro Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16506361715474600617</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XcDDgSCeGaA/TCCOnGW-MmI/AAAAAAAAAAU/MazGhJmyNxQ/s72-c/jose_saramago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-5057004097156915254</id><published>2010-06-14T12:53:00.002+01:00</published><updated>2010-06-17T11:16:43.395+01:00</updated><title type='text'>Considerações sobre a 'playlist' da Antena 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ouvi com atenção e interesse as edições do programa "&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/multimedia/progAudio.php?prog=3248"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Em Nome do Ouvinte&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;" consagradas à 'playlist' da Antena 1 e, findo o ciclo, gostaria de tecer algumas considerações a respeito de alguns pontos abordados.&lt;br /&gt;Começo por concordar com o Provedor do Ouvinte, Sr. Adelino Gomes, quando avança a ideia de um sistema híbrido, não pugnando pela abolição 'playlist' mas recomendando o desejável reforço da programação musical de autor que, actualmente, não tem nem o peso nem a visibilidade que devia ter na rádio pública. O ideal seria a oferta musical do serviço público resultar integralmente da selecção dos realizadores, mas atendendo às alterações que a rádio sofreu nos últimos dez/quinze anos em que realizadores cultos e bons conhecedores de repertório foram despedidos (ou colocados na prateleira) e substituídos pelos chamados radialistas de gostos vulgares e corriqueiros, entre ter tais radialistas a escolher a música para preencher os espaços que apresentam e uma 'playlist' elaborada por um colégio de sábios com sensibilidades musicais diversas mas sempre de apurado bom gosto eu não hesito em optar pela última solução. De facto, o grande problema da 'playlist' da Antena 1 é ter estado (e continuar a estar) nas mãos de uma única pessoa que por maior ecletismo de gostos musicais que tenha (que não me parece ser o caso de José Mariño, devo confessar) nunca garante satisfatoriamente o trinómio "variedade – abrangência – qualidade" que muito a propósito o Sr. Adelino Gomes enunciou. Em Setembro de 2005, em carta que dirigi ao então editor de 'playlist' Rui Santos e ao seu chefe Rui Pêgo (ainda não havia Provedor do Ouvinte), tive o ensejo de lhes sugerir que, para a constituição da 'playlist', solicitassem a colaboração dos realizadores da casa mais qualificados nas diferentes áreas – Edgar Canelas e Armando Carvalhêda (para a música portuguesa de raiz), Luís Filipe Barros (para a música anglo-americana), José Nuno Martins (para a música latina), Raquel Bulha (para as músicas do mundo) e José Duarte (para o jazz). Reparo agora que me esqueci de referir António Cartaxo (para a música clássica). Não, a música clássica não está aqui a mais, pois sou de opinião que nas 'playlists' da estação pública a chamada música erudita tem perfeito cabimento, sem prejuízo da existência de apontamentos como "As Grandes Músicas". É óbvio que não se iria pôr nas 'playlists' de canais generalistas obras de grande envergadura (como uma sinfonia de Mahler ou uma ópera de Wagner), mas com peças e/ou andamentos curtos, de fácil audição, não duvido que a oferta musical ficaria com uma acrescida qualidade. A educação do gosto e o alargamento de horizontes musicais dos ouvintes também passam por aí, e o serviço público de rádio tem nesse capítulo uma particular obrigação. Eu próprio estou inteiramente disponível para enviar à direcção de programas uma lista de centenas de temas (recentes e menos recentes), sobretudo nas áreas da música portuguesa, anglo-americana e clássica, para que a 'playlist' da Antena 1 possa dar o salto qualitativo de que tanto precisa. E não peço qualquer compensação pecuniária: faço-o por amor à boa música e por entender, enquanto contribuinte e ouvinte, que a rádio de todos nós, pelo menos na área musical, está a prestar um serviço muito deficiente.&lt;br /&gt;No Outono de 2006, José Nuno Martins, quando tratou da questão da 'playlist' da Antena 1, se bem me lembro, teve o cuidado de frisar a importância da selecção musical ter a assinatura de várias pessoas, com sensibilidades e mundividências diferentes, por forma a alargar o arco estético e estilístico do repertório facultado à audiência. Rui Pêgo limitou-se a fazer orelhas moucas a essa avisada recomendação e, com o autismo e a caturrice que lhe conhecemos, continuou teimosamente a seguir o mesmo modelo. Com cinco anos que já leva à frente da direcção de programas, parece não ter ainda percebido que a 'playlist' de uma estação de serviço público não se pode pautar pela mesma formatação de uma rádio privada, do tipo RFM (como um ouvinte defendeu, quiçá por encomenda de alguém da direcção da RDP ou de algum interesse obscuro). Mas quanto a isso teremos de pedir responsabilidades a quem tem nas suas mãos o poder de o substituir e, vá-se lá saber porquê, não o faz. Já agora, como explicar a recusa de Rui Pêgo, enquanto cabeça da direcção de programas, em dar as devidas explicações ao Sr. Provedor sobre a 'playlist' e se ter escudado atrás dos seus adjuntos. Sem prejuízo dos editores de 'playlist' (o anterior e o actual) se pronunciarem, pareceu-me de muito mau tom o chefe ter-se remetido ao silêncio, como se tudo aquilo nada tivesse a ver com ele. Só posso interpretar essa atitude como um claro sinal de desconsideração, em primeiro lugar, pela pessoa Adelino Gomes e, sem segundo lugar, pela figura institucional Provedor do Ouvinte.&lt;br /&gt;Como já tive oportunidade de afirmar, nem todos os CDs que aparecem nas lojas com o autocolante "Disco Antena 1" são de indiscutível qualidade e seria importante averiguar o porquê de discos medianos e vulgares merecerem tal distinção enquanto outros de qualidade superior serem ignorados. Eu poderia apresentar aqui uma boa lista, mas para não ser fastidioso, e em complemento ao rol que deixei no texto &lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/11/discos-antena-1-ii.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Discos Antena 1 (II)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, escrito em Novembro passado, cito apenas mais cinco, todos lançados depois de Agosto de 2009: "Ao Vivo", de Eduardo Ramos (Ed. de Autor); "Uma Autora, 202 Canções", de Amélia Muge (ed. Carácter); "Cruzes, Canhoto!", de Toque de Caixa (ed. Ocarina); "Guia", de António Zambujo (ed. World Village/Harmonia Mundi); e "Cancionário", de Ricardo Parreira (ed. HM Música). Acresce que todos estão excluídos da 'playlist' e, por curiosidade, nenhum deles tem a chancela das editoras dominantes no mercado nacional. Eu pergunto: todas estas coincidências são casuais? É verdade que alguns daqueles discos (não todos) passaram momentaneamente nas rubricas "Cantos da Casa" e "Alma Lusa", mas tal não devia obstar a que tivessem outra visibilidade na rádio pública. E tal visibilidade, sem prejuízo de receberem a referida distinção ainda que bastante desacreditada, seria alcançada se lhes fosse dada a dignidade de figurarem na 'playlist'. Mas o cúmulo da bizarria é o facto de Discos Antena 1 (e não são tão poucos quanto isso) ficarem de fora da 'playlist', como muito bem lembrou o Sr. Provedor. Dá a ideia de que a etiqueta "Disco Antena 1" serve mais para disfarçar, para inglês ver, porque no fundo não são aqueles os que mais interessa promover. A direcção de programas até poderá alegar: «Vejam a lista dos Discos Antena 1! Como é que se pode dizer que a rádio pública não presta atenção à música portuguesa de qualidade?» A verdade nua e crua, porém, é que os Discos Antena 1, na sua maioria, apenas passam durante uma semana, circunstância que os deixa imensamente prejudicados em comparação com os tais discos/artistas que, mesmo não ostentando o dístico, são massivamente rodados na 'playlist' durante meses seguidos.&lt;br /&gt;Ricardo Soares disse que o fado ao passar quatro vezes por dia (na rubrica "Alma Lusa") fica em vantagem relativamente a qualquer canção pop, que alegadamente roda no máximo duas vezes, no mesmo período. Este argumento além de falacioso não é sério. Em primeiro lugar, entre as 00:00 e as 24:00h, não é o mesmo fado que roda quatro vezes: são dois fados que passam duas vezes cada um. Em segundo lugar, é completamente abstruso e desonesto colocar no mesmo plano de comparação um género musical inteiro, com múltiplos e variados artistas, e uma canção de outro género, no caso música pop. Com efeito, não é pelo facto de haver quatro passagens de fado por dia (correspondendo a dois espécimes/artistas) que o deixa mais bem representado que a música pop. Afinal de contas, quantas passagens de música pop se dão, em média, em cada ciclo de 24 horas? Mesmo sem fazer uma monitorização continuada, e descontando os programas/rubricas de autor e espaços não musicais (noticiários, programas de informação e de desporto, etc.), a minha estimativa aponta para cerca de 65 (não considerando a música estrangeira). Então, será razoável comparar 4 passagens de fado com 65 de música pop? E qual é a frequência de aparição em antena de intérpretes de um e de outro género? Um fadista aparece de tempos a tempos, geralmente com intervalos de vários meses, mas um artista pop pode passar todos os dias. Não há comparação possível. E com que argumento a música tradicional tem apenas duas passagens, ou seja, metade das do fado? O fado é de Lisboa e de Coimbra; a música tradicional é do resto do país. Será que até neste capítulo ainda continua válida a asserção queiroziana "Portugal é Lisboa, o resto é paisagem!"?&lt;br /&gt;E se a música tradicional ou de inspiração tradicional vem sendo flagrantemente marginalizada, o que jamais poderei aceitar na rádio do Estado, justamente por estar em causa uma das vertentes da nossa identidade cultural, não deixa de ser também verdade que os grandes autores/compositores/intérpretes (vulgo, cantautores) se não estão de todo banidos da 'playlist', a sua presença é muito discreta e rarefeita. José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Fausto Bordalo Dias e José Mário Branco até podem passar de tempos a tempos (quase sempre com o mesmo tema), mas para mim é claro que não estão representados em conformidade com a importância e extensão das respectivas obras. No caso particular de Fausto e de José Mário Branco, nada justifica que a escolha dos temas recaia sempre no repertório mais antigo. Como muito bem disse o Sr. Provedor, estamos em presença de dois artistas ainda em actividade e que têm nas suas discografias álbuns que não são propriamente vetustos. Fausto editou em 2003 "A Ópera Mágica do Cantor Maldito" e José Mário Branco publicou no ano seguinte "Resistir é Vencer". Pois nenhum destes trabalhos mereceu a atenção de Ricardo Soares, nem está presentemente a merecer da parte de José Mariño. E Manuel Freire? Totalmente silenciado! E nem precisavam de pegar na "Pedra Filosofal" ou noutra balada dos anos 70, ainda que uma vez por outra pudessem passar, pensando no público que com elas tomou contacto na época e também no auditório mais jovem, ao qual não se pode negar a oportunidade de as conhecer. O ainda presidente da SPA gravou há não muitos anos dois belos discos – "As Canções Possíveis" (1999) e "Manuel Freire Canta Nemésio" (2008). E Amélia Muge, que tem uma discografia de alto quilate produzida dos anos 90 para cá, mas que também não figura na 'playlist' da Antena 1? A lista continuaria por aí fora...&lt;br /&gt;Para que não prevaleça a ideia de que apenas tenho olhos para os veteranos, aproveito para citar alguns artistas/grupos muito mais novos, com discos editados mas completamente ausentes da 'playlist': Filipa Pais, Teresa Gentil, Helena Oliveira, Carla Pires, Célia Barroca, Joana Amendoeira, Maria Ana Bobone, Raquel Peters, António Zambujo, Ricardo Ribeiro, Pedro Jóia, Manuel d'Oliveira, Joel Xavier, Ricardo Parreira, Luísa Amaro, Realejo, Danças Ocultas, Fol&amp;amp;ar, Lufa Lufa, Trilhos, Galandum Galundaina, Lenga Lenga, Mandrágora, At-Tambur, Dazkarieh, Uxu Kalhus, Mu, Monte Lunai, Gnomon, Roncos do Diabo, Roldana Folk, Lúmen, Pé na Terra, Diabo a Sete, César Prata, Assobio, João Filipe, Banda Futrica, A Barca dos Castiços, Stockholm Lisboa Project, Musicalbi, Segue-me à Capela...&lt;br /&gt;Relativamente à repartição do bolo da 'playlist' pelas companhias discográficas, registo com agrado que a análise feita pelo Sr. Viriato Teles venha confirmar que efectivamente a parte de leão está nas mãos das quatro que havia referido – EMI, Universal, Sony/BMG, Farol. A cifra de 80% que apontei é meramente impressiva mas mesmo que os dados estatísticos não coincidam rigorosamente com ela, a margem de erro não será significativa. Se àquelas quatro editoras, juntarmos a Som Livre/Iplay no que respeita a edições próprias (excluindo, portanto, as reedições do catálogo da Valentim de Carvalho), a percentagem subirá para 85 a 90 %. Aqui considero como parâmetro de aferição o número de passagens, porque, como se sabe, nem todos os temas presentes na 'playlist' passam com a mesma frequência. Pelo que me apercebi, os dados que o Sr. Viriato Teles avançou dizem respeito ao número de temas que pertencem a cada editora. Pois seria interessante averiguar, no período monitorizado, quantas passagens couberam a cada uma delas.&lt;br /&gt;O que eu nunca disse foi que os acervos da Valentim de Carvalho e da Movieplay ficavam de fora da 'playlist' da Antena 1, como se deu a entender no programa. Estas duas editoras terão certamente alguma representatividade, na fatia remanescente das 'majors', só que muito abaixo da que deviam ter, em razão da extensão e qualidade dos catálogos que detêm. Foi esta a ideia que quis exprimir na &lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/11/playlist-da-antena-1-uma-vergonha.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;carta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; que, em 25 de Novembro de 2008, dirigi à Provedoria do Ouvinte (e a outras entidades). O facto do grosso de tais catálogos não ser recente e havendo a disposição legal que estipula que 35 % da música portuguesa a difundir tenha sido originalmente editada nos últimos doze meses poderá explicar a tal desproporcionalidade, mas apenas em parte. E digo "em parte" porque vejo artistas nacionais dos anos 80 que gravaram para a Polygram (agora, Universal) ter muito mais divulgação na Antena 1 do que artistas coevos ligados à Orfeu e à Rádio Triunfo (actual Movieplay). Aponto, a título de exemplo, os Heróis do Mar e os Jáfumega, que rodam amiúde, e os grupos Raízes e Terra a Terra que nunca passam. No princípio deste ano, a Movieplay lançou uma colecção de três livros/CD de título genérico "Os Fados da Alvorada". Pois esta edição, organizada pela mão proficiente de José Manuel Osório, que resgatou para a luz do dia um repertório de inegável valia que ficara esquecido desde o tempo do vinil e que mereceu rasgados elogios da crítica especializada, não foi disco Antena 1 e não está representada na 'playlist' (apenas se ouviram alguns temas na "Alma Lusa", pela mão de Edgar Canelas). Em contrapartida, a colectânea que a Universal acaba de lançar de título "As Grandes Canções de Sempre", onde a par do melhor há coisas verdadeiramente medíocres (para não falar em ausências imperdoáveis) e que, vistas bem as coisas, nada vem acrescentar a colectâneas do mesmo género editadas pela Reader's Digest, não só recebeu o rótulo de Disco Antena 1 com é alvo de uma destacada divulgação na 'playlist'. Em suma: a edição de uma poderosa multinacional recebeu da rádio pública a máxima das atenções, ao passo que outra edição de significado cultural superior, mas que tem a chancela da pouco influente Movieplay, foi votada ao desprezo. Como é que os ouvintes devem interpretar esta atitude dual da direcção de programas da Antena 1? Eu não acredito que a explicação resida somente no facto de Rui Pêgo e os seus adjuntos não gostarem de fado. Estou absolutamente convicto de que se a antologia "Os Fados da Alvorada" tivesse o selo da Universal (ou da EMI, ou da Sony/BMG ou da Farol) teria sido objecto de outra atenção. Ora, isto é uma coisa que jamais se poderá aceitar no serviço público de radiodifusão.&lt;br /&gt;Quanto à presença de pequenas editoras e edições de autor na 'playlist', admito que desde Novembro de 2008, quando escrevi o texto &lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/11/playlist-da-antena-1-uma-vergonha.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;'Playlist' da Antena 1: uma vergonha nacional&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, se tenham registado algumas alterações. Em todo o caso, continuo com a impressão de que tal representatividade (ainda assim, ínfima) se restringe ao pop-rock, ao hip hop e afins. Era capaz de apostar (mas se estiver errado, o Sr. Viriato Teles fará o favor de me corrigir) que nem a Ocarina nem a Açor/Emiliano Toste, por exemplo, estão representadas na 'playlist' da Antena 1, apesar de terem nos seus catálogos muitas edições de reconhecida qualidade (algumas das quais nomeadas para o Prémio José Afonso).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-5057004097156915254?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/5057004097156915254/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=5057004097156915254' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5057004097156915254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5057004097156915254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/06/consideracoes-sobre-playlist-da-antena.html' title='Considerações sobre a &apos;playlist&apos; da Antena 1'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-6404090740571887659</id><published>2010-06-01T15:11:00.017+01:00</published><updated>2011-06-02T10:56:54.410+01:00</updated><title type='text'>A infância e a música portuguesa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TAUWvz6-FDI/AAAAAAAABMI/xV9IKLm_VIk/s1600/meninos_de_todas_as_cores.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477809532413285426" style="WIDTH: 388px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TAUWvz6-FDI/AAAAAAAABMI/xV9IKLm_VIk/s400/meninos_de_todas_as_cores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;("Meninos de Todas as Cores", ilustração de Mara Mendes, in Livro/CD "Cancioneiro Crescer com a Música I", de Jorge Salgueiro, Foco Musical, 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O melhor do mundo são as crianças": este verso tão simples de Fernando Pessoa tornou-se um lugar-comum. E como geralmente acontece com os lugares comuns, gastou-se pelo uso: o seu significado esvaziou-se.&lt;br /&gt;Temos de reconhecer que as crianças têm hoje condições de vida e de crescimento incomparavelmente melhores do que tiveram os seus pais. Porém, não deixa de ser também verdade que muitas delas não são bafejadas pela mesma sorte. O futuro faz-se com todas elas e será tanto melhor quanto mais harmoniosa e feliz for a infância.&lt;br /&gt;Aos poetas e aos músicos – populares e eruditos – nunca o mundo infantil foi indiferente; daí a riqueza de repertório poético-musical sobre e para as crianças: as cantigas de embalar, os contos e histórias de encantar, as canções de recreio, as lenga-lengas, etc., sem esquecer o repertório de cariz interventivo que a realidade social inspirou a poetas e cantores.&lt;br /&gt;A pretexto do Dia Internacional da Criança, pareceu-nos que seria interessante a realização n’"Os Cantos da Casa" de uma pequena série de programas dedicada à infância. Sem pretensões de exaustividade, procurou-se abarcar boa parte do que de mais qualificado existe neste domínio no nosso património discográfico, incluindo títulos hoje indisponíveis no mercado e que urge reeditar.&lt;br /&gt;Esta série é dedicada a todas as crianças do mundo, designadamente àquelas que, pelas mais variadas circunstâncias (fome, guerra, doenças, maus tratos físicos e psíquicos, etc.), vêem todos os dias ser-lhes negada a oportunidade de serem... crianças.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"&lt;a href="http://www.esquerda.net/topics/Cantos%20da%20Casa"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Os Cantos da Casa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;": um programa de Octávio Fonseca e Pedro Ramajal para a Esquerda Ponto Rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os documentos com as letras e os poemas, especialmente preparados para os &lt;/span&gt;&lt;a href="http://groups.google.com/group/lugar-ao-sul"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Amigos do LUGAR AO SUL&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, serão facultados a todas as demais pessoas que o solicitarem (contacto: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:ajferreira74@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;ajferreira74@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;).&lt;br /&gt;E que viva a boa música portuguesa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Primeira parte: Canções de embalar e histórias de encantar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Os Cantos da Casa" n.º 84 &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; &lt;a href="http://www.esquerda.net/sites/default/files/CC84.mp3"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;MP3&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Embalo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Popular; recolha de José Alberto Sardinha (in "Portugal - Raízes Musicais": CD 4 - Beira Baixa e Beira Trasmontana, BMG/JN, 1997)&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ó Menino Ó&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Brigada Victor Jara (in "Tamborileiro", Mundo Novo/Editorial Caminho, 1979, reed. Farol Música, 1996)&lt;br /&gt;3. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Canção de Embalar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Musicalbi (in "Mastiço", I Som, 2007)&lt;br /&gt;4. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Embalo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Brigada Victor Jara &amp;amp; Cristina Branco (in "Ceia Louca", Polydor/Universal, 2006)&lt;br /&gt;5. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Canto de Embalar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental) – Carlos Paredes (in "Espelho de Sons", Philips/Polygram, 1988; "Asas sobre o Mundo", Philips/Polygram, 1989; "Uma Guitarra com Gente Dentro: Antologia", Universal, 2002)&lt;br /&gt;6. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Canção da Infância&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Luiz Goes (in "Coimbra de Ontem e de Hoje", Columbia/VC, 1967, reed. EMI-VC, 1995, Valentim de Carvalho/Iplay, 2008; "Canções para Quem Vier": CD 2, EMI-VC, 2002; "O Melhor de Luiz Goes", Valentim de Carvalho/Iplay, 2008)&lt;br /&gt;7. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Canção de Embalar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – José Afonso (in "Cantares do Andarilho", Orfeu, 1968, reed. Movieplay, 1987, 1996)&lt;br /&gt;8. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Canção para a Minha Filha Isabel Adormecer Quando Tiver Medo do Escuro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Vitorino (in "Eu Que me Comovo Por Tudo e Por Nada", EMI-VC, 1992)&lt;br /&gt;9. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Durme&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Brigada Victor Jara (in "Ceia Louca", Polydor/Universal, 2006)&lt;br /&gt;10. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ronda dos Espanta Papões II&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental) – Vai de Roda (in "Terreiro das Bruxas", UPAV, 1990, reed. Mundo da Canção, 2005)&lt;br /&gt;11. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Papãozinho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Amélia Muge (in "Múgica", UPAV, 1992)&lt;br /&gt;12. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Contar mémés&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – João Afonso (in "Canções de Embalar", CNM, 2001)&lt;br /&gt;13. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Menino d'Oiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental) – Rão Kyao (in "Em'Cantado", Polydor/Universal, 2009)&lt;br /&gt;14. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vai-t'embora passarinho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Vá-de-Viró (in "Outras Músicas", Música XXI, 2000)&lt;br /&gt;15. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Sono do João&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (poema de António Nobre) – Manuela de Freitas (in "Poemas de Bibe: grande poesia portuguesa escolhida para os mais pequenos", UPAV, 1990, reed. Público, 2006)&lt;br /&gt;16. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Contador de Sonhos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental) – João Filipe (in "Contarolando", Edição de Autor, 2009)&lt;br /&gt;17. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Conta-me um Conto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – João Lóio (in "O Segredo Maior: Canções a Brincar", Memórias, 1998, reed. Campo das Letras, col. Palmo e Meio, vol. 45, 2006)&lt;br /&gt;18. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Gato das Botas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (conto) – Margarida Carpinteiro (in "As Histórias da Carochinha", NZ Produções/Som Livre, 2004, reed. Chiado Kids/Vidisco, 2010)&lt;br /&gt;19. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Indo eu por i abaixo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Vitorino (in "Romances", Orfeu, 1981, reed. Movieplay, 1999; "Tudo", EMI, 2006)&lt;br /&gt;20. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Conta-me contos, ama...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Janita Salomé (in "Lavrar em Teu Peito", EMI-VC, 1985, reed. EMI-VC, 2001)&lt;br /&gt;21. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Uma Viagem sem Fim&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental) – João Lóio (in "O Segredo Maior: Canções a Brincar", Memórias, 1998, reed. Campo das Letras, col. Palmo e Meio, vol. 45, 2006)&lt;br /&gt;22. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Era uma Vez uma Velha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Banda do Casaco (in "Coisas do Arco da Velha", Philips/Phonogram Portuguesa, 1976, reed. Philips/Polygram, 1993)&lt;br /&gt;23. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Godofredo Cheio de Medo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Banda do Casaco (in "Contos da Barbearia", Valentim de Carvalho/EMI, 1978)&lt;br /&gt;24. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Cigarra e a Formiga&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (poema de Mário Pederneiras) – João Villaret (in "João Villaret", col. O Melhor dos Melhores, Vol. 9, Movieplay, 1994)&lt;br /&gt;25. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Retrato d'Homenzinho Pequenino com Frasco&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Banda do Casaco (in "Contos da Barbearia", Valentim de Carvalho/EMI, 1978)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Segunda parte: No reino das fadas e dos bichos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Os Cantos da Casa" n.º 100 &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; &lt;a href="http://www.esquerda.net/sites/default/files/CC100.mp3"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;MP3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;No Reino das Fadas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; / &lt;strong&gt;&lt;em&gt;As Fadas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (poema de Antero de Quental) – Reymundo &amp;amp; Célia Figueiredo (in CD "Aromas", Edições FRA, 2006)&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fadas do Jardim do Rei&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Luísa Barreto (in Livro/CD "Pelo Caminho das Fadas", Centro Lusitano de Unificação Cultural, 1997, reed. 2001)&lt;br /&gt;3. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Fogo do Sol Poente&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Sebastião Antunes (in Livro/CD "Pelo Caminho das Fadas", Centro Lusitano de Unificação Cultural, 1997, reed. 2001)&lt;br /&gt;4. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fadas ao Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Luísa Barreto (in Livro/CD "Pelo Caminho das Fadas", Centro Lusitano de Unificação Cultural, 1997, reed. 2001)&lt;br /&gt;5. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O meu Elfo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Luísa Barreto (in Livro/CD "Pelo Caminho das Fadas", Centro Lusitano de Unificação Cultural, 1997, reed. 2001)&lt;br /&gt;6. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Anões e Bruxedos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Luísa Barreto (in Livro/CD "Pelo Caminho das Fadas", Centro Lusitano de Unificação Cultural, 1997, reed. 2001)&lt;br /&gt;7. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Terreiro das Bruxas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental) – Vai de Roda (in CD "Terreiro das Bruxas", UPAV, 1990, reed. Mundo da Canção, 2005)&lt;br /&gt;8. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Bruxa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Luísa Barreto (in Livro/CD "Pelo Caminho das Fadas", Centro Lusitano de Unificação Cultural, 1997, reed. 2001)&lt;br /&gt;9. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Bruxa Que Não Era Assim Tão Má&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – João Filipe com Sameiro Sequeira &amp;amp; Sérgio Castro (in CD "Contarolando", Edição de autor, 2009)&lt;br /&gt;10. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Esquilo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental) – João Lóio (in CD "O Segredo Maior: Canções a Brincar", Memórias, 1998; Livro/CD "O Segredo Maior: Canções a Brincar", Campo das Letras, col. Palmo e Meio, vol. 45, 2006)&lt;br /&gt;11. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Bichos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Gonçalo Pratas (in Livro/CD "Canta o Galo Gordo", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;12. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fungagá da Bicharada&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – José Barata Moura (in LP "Fungagá da Bicharada", Zip Zip/Sassetti, 1975; CD "Fungagá da Bicharada", CNM, 2004; Livro/4CD "Obra Infantil Completa de José Barata Moura", CNM, 2005)&lt;br /&gt;13. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bichos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Trovante (in LP "Baile no Bosque", Valentim de Carvalho, 1981, reed. EMI-VC, 1988, Valentim de Carvalho/Som Livre, 2007)&lt;br /&gt;14. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Invocação da Alcateia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Francisco Fonseca (in CD "Todo Este Céu", de Né Ladeiras, Columbia/Sony Music, 1997)&lt;br /&gt;15. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Lua e os Lobos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental) – Rão Kyao (in CD "Porto Alto", Farol Música, 2004)&lt;br /&gt;16. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;La Lhoba Parda&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Vai de Roda (in CD "Polas Ondas", Alba, 1996)&lt;br /&gt;17. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;As Abelhas Trabalhadeiras&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo; narração de Júlio Isidro (in LP "Fungagá da Bicharada", Diapasão/Lamiré, 1976, reed. Strauss, 1994, CNM, 2005)&lt;br /&gt;18. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Cigarra, também a Formiga e outros&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo; narração de Júlio Isidro (in LP "Fungagá da Bicharada", Diapasão/Lamiré, 1976, reed. Strauss, 1994, CNM, 2005)&lt;br /&gt;19. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Caixinha de Música&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (poema de Matilde Rosa Araújo) – Manuela de Freitas (in LP/CD "Poemas de Bibe: grande poesia portuguesa escolhida para os mais pequenos", UPAV, 1990, reed. Público, 2006)&lt;br /&gt;20. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Formiga no Carreiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Sitiados (in CD "Filhos da Madrugada Cantam José Afonso", BMG Ariola, 1994)&lt;br /&gt;21. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Leões e Mais&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Amélia Muge (in CD "Todos os Dias...", Columbia/Sony Music, 1994)&lt;br /&gt;22. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Barbeiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Ronda dos Quatro Caminhos (in LP "Canções Tradicionais Infantis", Transmédia, 1985, reed. Polygram, 1995)&lt;br /&gt;23. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Banda do Maestro Pinguim&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – José Barata Moura (in EP "A Banhoca da Rita e do André", Zip Zip/Sassetti, 1975; CD "Joana Come a Papa", Strauss, 1993, reed. CNM, 2004; Livro/4CD "Obra Infantil Completa de José Barata Moura", CNM, 2005)&lt;br /&gt;24. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tonino di Lamiré&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – José Barata Moura (in EP "A Banhoca da Rita e do André", Zip Zip/Sassetti, 1975; CD "A Charanga do Zé", Strauss, 2001; Livro/4CD "Obra Infantil Completa de José Barata Moura", CNM, 2005)&lt;br /&gt;25. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Relincha Pingócios, o Doutor Cavalo Dentista&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – José Barata Moura (in LP "A Mudança do Macaco Zacarias", Diapasão/Lamiré, 1978; CD "A Mudança do Macaco Zacarias", Strauss, 2001; Livro/4CD "Obra Infantil Completa de José Barata Moura", CNM, 2005)&lt;br /&gt;26. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Cavalo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (poema de Natália Correia) – Vítor de Sousa (in CD "No Palco da Poesia", Ovação, 1995, reed. Ovação, 2000)&lt;br /&gt;27. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Zebra Zulmira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Dani Silva (in CD "O Jardim da Bicharada", Farol Música, 2006; DVD/CD "O Jardim da Bicharada: Os Vídeos", Farol Música, 2008)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;28. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Canguru Gugu&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; – Quinta do Bill (in CD "O Jardim da Bicharada", Farol Música, 2006; DVD/CD "O Jardim da Bicharada: Os Vídeos", Farol Música, 2008)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;29. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;As Desventuras do Rabanete Saltitão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – José Barata Moura (in EP "Cantiga do Passeio", Diapasão/Sassetti, 1979; CD "A Charanga do Zé", Strauss, 2001; Livro/4CD "Obra Infantil Completa de José Barata Moura", CNM, 2005)&lt;br /&gt;30. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Vaca Arnestina Maçaroca&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – José Barata Moura (in EP "A Banhoca da Rita e do André", Zip Zip/Sassetti, 1975; CD "Joana Come a Papa", Strauss, 1993, reed. CNM, 2004; Livro/4CD "Obra Infantil Completa de José Barata Moura", CNM, 2005)&lt;br /&gt;31. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Cão D. Pantaleão e o Outro Cão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – José Barata Moura (in LP "Fungagá da Bicharada", Zip Zip/Sassetti, 1975; CD "Fungagá da Bicharada", CNM, 2004; Livro/4CD "Obra Infantil Completa de José Barata Moura", CNM, 2005)&lt;br /&gt;32. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Gastão era Perfeito&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – José Afonso (in LP "Venham Mais Cinco", Orfeu, 1973, reed. Movieplay, 1987, 1996)&lt;br /&gt;33. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Morte do Rato&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (poema de Tóssan) – Mário Viegas (in LP/CD "Poemas de Bibe: grande poesia portuguesa escolhida para os mais pequenos", UPAV, 1990, reed. Público, 2006)&lt;br /&gt;34. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Maria Gata&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Amélia Muge (in Livro/CD "Uma Autora, 202 Canções", Caracter, 2009)&lt;br /&gt;35. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O mundo só vai prestar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – João Lóio com Regina Castro &amp;amp; António Paulo Silva (in CD "O Segredo Maior: Canções a Brincar", Memórias, 1998; Livro/CD "O Segredo Maior: Canções a Brincar", Campo das Letras, col. Palmo e Meio, vol. 45, 2006)&lt;br /&gt;36. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Andorinha da Primavera&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Madredeus (in CD "O Paraíso", EMI-VC, 1997)&lt;br /&gt;37. Andorinhas no Terreiro (instrumental) – Roda Pé (in CD "Pousio", Public-art, 2008)&lt;br /&gt;38. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Balada das Vinte Meninas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Vitorino (in LP "Cantigas de Ida e Volta", Orfeu, 1975)&lt;br /&gt;39. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Papagaio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Fausto Bordalo Dias (in LP "Cantigas de Ida e Volta", Orfeu, 1975)&lt;br /&gt;40. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Canário&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Trupe Barlaventina (in CD "Lendas do País do Sul", Concertante, 1999)&lt;br /&gt;41. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Olha o Rouxinol&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Ronda dos Quatro Caminhos &amp;amp; Grupo de Cantares de Évora (in CD "Alçude", Ovação, 2001)&lt;br /&gt;42. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Senhora Cegonha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Grupo Coral de Cantares Regionais de Portel (in CD "Cantares Regionais de Portel", Lusosom, 1993; CD "25 Anos a Cantar Portel", Ovação, 2004; CD "O Melhor de Grupo Coral de Cantares Regionais de Portel", Ovação, 2010)&lt;br /&gt;43. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Segredo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (poema de Miguel Torga) – Afonso Dias (in CD "Cantando Espalharey", Vol. III, Edere, 2002)&lt;br /&gt;44. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Malfamagrifada&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Banda do Casaco (in LP "Contos da Barbearia", Valentim de Carvalho/EMI, 1978)&lt;br /&gt;45. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Faz de conta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (poema de Eugénio de Andrade) – Mário Viegas &amp;amp; Manuela de Freitas (in LP/CD "Poemas de Bibe: grande poesia portuguesa escolhida para os mais pequenos", UPAV, 1990, reed. Público, 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terceira parte: Brincando, brincando...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Os Cantos da Casa" n.º 108 &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; &lt;a href="http://www.esquerda.net/sites/default/files/CC108.mp3"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;MP3&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pedagogia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (poema de Miguel Torga) – Afonso Dias (in CD "Cantando Espalharey", vol. I, Edere, 2001)&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Faz de conta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Júlio Pereira com Sara Tavares (in CD "Faz de Conta", EMI-VC, 2003)&lt;br /&gt;3. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bichinho de conta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – João Almeida &amp;amp; Diana Matos (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;4. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Joaninha voa, voa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Ana Maria Ferrão (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;5. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Uma joaninha&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; – João Lóio com Ana Luísa Dias de Carvalho &amp;amp; Regina Castro (in CD "O Segredo Maior: Canções a Brincar", Memórias, 1998; Livro/CD "O Segredo Maior: Canções a Brincar", Campo das Letras, col. Palmo e Meio, vol. 45, 2006)&lt;br /&gt;6. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Pastorinho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Amélia Muge (in CD "Todos os Dias...", Columbia/Sony Music, 1994)&lt;br /&gt;7. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aquela Nuvem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (poema de José Gomes Ferreira) – Afonso Dias (in CD "Cantando Espalharey", vol. III, Edere, 2002)&lt;br /&gt;8. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cavalinho, Cavalinho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Fausto Bordalo Dias (in LP "Cantigas de Ida e Volta", Orfeu, 1975)&lt;br /&gt;9. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quero um Cavalo de Várias Cores&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (poema de Reinaldo Ferreira) – José Fanha (in Livro/CD "Poemas com Animais", Gailivro, 2004)&lt;br /&gt;10. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Que o Mundo é Meu&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Filipa Pais (in CD "À Porta do Mundo", Vachier &amp;amp; Associados, 2003)&lt;br /&gt;11. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bárbara Rosinha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Vitorino (in LP "Cantigas de Encantar", EMI-VC, 1990, reed. EMI-VC, 2000)&lt;br /&gt;12. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Planeta dos Encantos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental) – João Filipe (in CD "Contarolando", Edição de autor, 2009)&lt;br /&gt;13. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;É Tão Bom&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Sérgio Godinho (in LP "Sérgio Godinho Canta com os Amigos do Gaspar", Philips/Polygram, 1988, reed. Universal, 2001)&lt;br /&gt;14. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Maravilha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Real Companhia (in Livro/CD "Pé Ante Pé", Edição Tê, 2003)&lt;br /&gt;15. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Que linda falua&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental) – Opus Ensemble (in LP "Temas do Cancioneiro Português", EMI Classics, 1987, reed. EMI Classics, 1998)&lt;br /&gt;16. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rema, Rema&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – João Almeida (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;17. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O mar também canta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental / vocalizos) – Diana Matos (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;18. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Balada do Sino&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Teresa Paula Brito (in EP "Teresa Paula Brito Canta José Afonso", Riso e Ritmo, 1970; CD "Teresa Paula Brito", col. Clássicos da Renascença, vol. 61, Movieplay, 2000)&lt;br /&gt;19. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Boia, boia, binha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental) – Opus Ensemble (in LP "Temas do Cancioneiro Português", EMI Classics, 1987, reed. EMI Classics, 1998)&lt;br /&gt;20. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Avenida de Angola&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Cristina Branco (in CD "Abril", Universal Music Classics France, 2007)&lt;br /&gt;21. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;As pombinhas da Cat'rina&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental) – Opus Ensemble (in LP "Temas do Cancioneiro Português", EMI Classics, 1987, reed. EMI Classics, 1998)&lt;br /&gt;22. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A pomba&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Diana Matos (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;23. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A pombinha e o pombinho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Diana Matos &amp;amp; João Almeida (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;24. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pombinha, passarinho, rolinha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Moçoilas (in CD "Já Cá Vai Roubado", Casa da Cultura de Loulé, 2001)&lt;br /&gt;25. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Don Solidon&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Vá-de-Viró (in CD "Vivências", Vá-de-Viró, 1998)&lt;br /&gt;26. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Teresinha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – João Almeida (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;27. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Era bonitinha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – João Almeida (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;28. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Menina, se bem me queres&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – João Almeida (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;29. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;No jardim&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental / vocalizos) – João Almeida &amp;amp; Diana Matos (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;30. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Estando a dobar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Diana Matos &amp;amp; João Almeida (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;31. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Se esta rua fosse minha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (vocalizos / instrumental) – João Almeida (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;32. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Indo eu por Braga acima&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – João Almeida (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;33. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dança da Rosa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (Matilde Rosa Araújo / Fernando Lopes-Graça) – Meninos Cantores do Município da Trofa (in CD "Histórias de (en)cantar", Quarta Vaga Produções/Edisco, 2000)&lt;br /&gt;34. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Ciranda&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – João Almeida &amp;amp; Diana Matos (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;35. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bailando&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Xarabanda (in CD "Instrumentos Musicais da Tradição Popular Madeirense", Associação Musical e Cultural Xarabanda, 2007)&lt;br /&gt;36. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bate palminhas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Diana Matos (in Livro/CD "Sementes de Música para bebés e crianças", Editorial Caminho, 2008)&lt;br /&gt;37. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Triste Viuvinha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Vitorino com os sobrinhos (in LP "Cantigas de Encantar", EMI-VC, 1990, reed. EMI-VC, 2000)&lt;br /&gt;38. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cantiga de Roda&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Ronda dos Quatro Caminhos (in LP "Canções Tradicionais Infantis", Schiu!/Transmédia, 1985, reed. Polygram, 1995)&lt;br /&gt;39. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Machadinha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Roda Pé (in CD "Pousio", Public-art, 2008)&lt;br /&gt;40. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Saia da Carolina&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Arrefole (in CD "Veículo Climatizado", Açor/Emiliano Toste, 2006)&lt;br /&gt;41. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Alecrim&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; / &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Olhos da Marianita&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; / &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Meu Pião&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (instrumental) – Reymundo (in CD "Aromas", Edições FRA, 2006)&lt;br /&gt;42. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;João&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Vitorino (in LP "Cantigas de Encantar", EMI-VC, 1990, reed. EMI-VC, 2000)&lt;br /&gt;43. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Brinquedo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (poema de Miguel Torga) – Manuela de Freitas (in LP/CD "Poemas de Bibe: grande poesia portuguesa escolhida para os mais pequenos", UPAV, 1990, reed. Público, 2006)&lt;br /&gt;44. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Papelinho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Chuchurumel (in CD "No Castelo de Chuchurumel", Edição de autor/Luzlinar, 2005)&lt;br /&gt;45. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rondel do Alentejo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (poema de Almada Negreiros) – Mário Viegas (in LP/CD "Poemas de Bibe: grande poesia portuguesa escolhida para os mais pequenos", UPAV, 1990, reed. Público, 2006)&lt;br /&gt;46. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Trângulo Mângulo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Gaiteiros de Lisboa (in CD "Bocas do Inferno", Farol Música, 1997)&lt;br /&gt;47. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lenga-lenga da Velha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Popular (Proença-a-Nova, Beira Baixa); recolha de José Alberto Sardinha (in "Portugal - Raízes Musicais": CD 4 - "Beira Baixa e Beira Trasmontana", BMG/JN, 1997)&lt;br /&gt;48. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lenga-lengas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Afonso Dias (in CD "Olhar de Pássaro", Concertante, 2000)&lt;br /&gt;49. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Conto do Bicho Papão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Quadrilha (in CD "Entre Luas", Ovação, 1997)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quarta parte: Na escola&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(a publicar, brevemente)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quinta parte: O futuro das crianças está nas mãos dos adultos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a publicar, brevemente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-6404090740571887659?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/6404090740571887659/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=6404090740571887659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/6404090740571887659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/6404090740571887659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/06/infancia-e-musica-portuguesa.html' title='A infância e a música portuguesa'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/TAUWvz6-FDI/AAAAAAAABMI/xV9IKLm_VIk/s72-c/meninos_de_todas_as_cores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-6236512323774193654</id><published>2010-05-21T12:29:00.004+01:00</published><updated>2010-05-21T12:39:29.142+01:00</updated><title type='text'>Rádio Amália, rádio minha gente</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?id=403&amp;amp;idCanal=406"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Óscar Mascarenhas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; (jornalista, ex-presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/S_Zu3W2wJHI/AAAAAAAABL4/LDw1ZFWTOiI/s1600/oscar_mascarenhas.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473684294422504562" style="WIDTH: 170px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/S_Zu3W2wJHI/AAAAAAAABL4/LDw1ZFWTOiI/s320/oscar_mascarenhas.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A posição 92.0 FM há muito que está fixa no rádio do meu automóvel, muito antes de Luís Montez a ter genialmente baptizado de Rádio Amália, a 6 de Outubro de 2009, dez anos após a morte da diva que universalizou o fado.&lt;br /&gt;Chamava-se, creio, Rádio Nova Antena, emitia (e ainda emite) a partir de Odivelas, partilhava umas horas da noite com uma comunidade eslava, e tinha (e tem) um alcance restrito à região de Lisboa.&lt;br /&gt;Fui-me transferindo para aquela rádio devido ao meu cada vez mais bilioso divórcio da Antena 2, sequestrada há uns anos por uns iluminados, possuídos de uma erudição peneirenta e de uma arrogância que lhes tem permitido replicar com revoltante sobranceria aos dois provedores que aquela rádio já teve.&lt;br /&gt;Mudei. Para a Rádio Amália – mesmo antes de assim se chamar. Emociono-me mais com o Fado da Meia-Laranja – "Meio-Inferno de Lisboa, onde a morte anda a viver" – de José Manuel Osório, do que com as elucubrações onanistas de um presunçoso a explicar-me não sei que dores de alma de Aaron Copland pelos "índios apalaches" no seu "Appalachian Spring" que – já agora – o compositor começou por lhe chamar "Ballet for Martha", que não consta que fosse índia – e muito menos apalache!&lt;br /&gt;O que a Rádio Amália me proporciona não é só fado, mas toda a música portuguesa de qualidade, dispensando-me de Rutes Marlenes e das brejeiradas pimbas e pisca-pisca. Mas a Rádio Amália é muito mais do que isso: está a repovoar os bairros, entrelaçá-los, gerir comunidades de vizinhos que se dedicam mutuamente as músicas pedidas, tudo isto num caldo de formidáveis gargalhadas prazenteiras desse distribuidor nato de boa disposição chamado Joaquim Maralhas – com vénia para todos os outros que trabalham naquela rádio.&lt;br /&gt;A alegria que é ouvir um vizinho declamar quase todos os nomes dos inquilinos do seu prédio e da sua rua, ressuscitando o Bairro da Bela Vista e retirando-lhe a condição de soturno dormitório de Lisboa. Ou outro a prestar homenagem ao "presidente da república popular de Moscavide" (Viva ele!). A Rádio Amália está a desempenhar o melhor papel de uma rádio: a tecer comunidades.&lt;br /&gt;Por que me lembrei de vos falar da Rádio Amália? Porque estive até há pouco retido duas semanas na China pela fuligem islandesa e a Rádio Amália me fez companhia pela internet o tempo todo. E como estou a escrever num jornal onde a maioria dos leitores só pode ouvir a Rádio Amália como eu a ouvi na China – pela internet – queria com eles partilhar este segredo: ainda há uma rádio que nos diz que é possível os portugueses se entenderem – e serem amigos.&lt;br /&gt;Bem-haja Rádio Amália, rádio minha gente!» (Óscar Mascarenhas, in "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Oscar%20Mascarenhas"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Jornal de Notícias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;", 10.05.2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito pertinente e assertivo é este artigo de opinião do jornalista Óscar Mascarenhas. Também eu, que era ouvinte da Antena 2 e, por vezes, da Antena 1, dou comigo a ouvir, cada vez mais amiúde, a Rádio Amália, embora o fado esteja longe de constituir exclusivamente o meio universo de fruição musical. A verdade é que a Rádio Amália, à parte a excessiva carga publicitária e a repetição algo massacrante de determinados anúncios, está a prestar um serviço que é de toda a justiça enaltecer. Estamos em presença de uma estação – e isso ouve-se e sente-se – onde os nossos artistas são respeitados e onde se acarinha a música que é visceralmente nossa, no caso o fado, sempre com uma assinalável fasquia de qualidade na oferta musical, envolta num prazenteiro trabalho de locução. Está, por isso, de parabéns o empresário Luís Montez por ter tido a ousadia e a visão estratégica de arrancar com a Rádio Amália e, bem assim, todos quantos nela trabalham e ela devotam o melhor do seu esforço. Mesmo tratando-se de uma estação privada e, nessa medida, com fins lucrativos, não escondo que ficarei muito satisfeito se a Rádio Amália se tornar a emissora mais ouvida na cidade de Lisboa e região metropolitana. O que teria também a vantagem de evidenciar, com mais ênfase, a degradação em que caiu o chamado serviço público de rádio, designadamente as Antenas 1 e 2, às mãos dos tais "iluminados" onanistas (e de quem lhes tem dado cobertura).&lt;br /&gt;Os males de que padece a Antena 2 são sobejamente conhecidos e eu, em Julho de 2008, tive o ensejo de comunicar a quem de direito um conjunto de medidas a adoptar para os debelar (cf. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/07/antena-02-arte-que-destoca.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Antena 0,2: a arte que destoca&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;). E sei que muitos outros ouvintes se pronunciaram no mesmo sentido. Se quem tinha nas suas mãos o poder de as levar a efeito e, ao arrepio do mais elementar bom senso, optou por não o fazer, terá agora de prestar contas aos ouvintes/contribuintes.&lt;br /&gt;Relativamente à Antena 1, e ressalvando os espaços (poucos) da responsabilidade de Armando Carvalhêda, Ana Sofia Carvalhêda e Edgar Canelas, é facilmente constatável que a actual direcção de programas tem em muito pouca conta a música portuguesa mais autêntica e qualificada (ao contrario do que seria expectável e razoável numa estação estatal), privilegiando ao invés os subprodutos pop que as multinacionais (Universal, EMI, Sony/BMG) e a editora do grupo Média Capital (Farol Música) querem vender. Basta atentar na vergonhosa 'playlist' para se perceber o que acabo de afirmar.&lt;br /&gt;Com a Rádio Amália, o fado passou a ter uma antena onde é tratado com a dignidade que merece. Fica a faltar uma estação nos mesmos moldes para a grande música popular portuguesa (tradicional e de autor). Uma rádio onde se pudesse ouvir José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Carlos Paredes, Pedro Caldeira Cabral, Manuel Freire, Fausto Bordalo Dias, Sérgio Godinho, José Mário Branco, Luís Cília, Vitorino, Janita Salomé, Teresa Silva Carvalho, Teresa Paula Brito, Pedro Barroso, Paco Bandeira, Carlos Mendes, João Lóio, Francisco Naia, Afonso Dias, Fernando Marques, Quarteto 1111, Banda do Casaco, Trovante, Charanga, Né Ladeiras, Teresa Salgueiro (no seio dos Madredeus ou com o Lusitânia Ensemble), Amélia Muge, João Afonso, Filipa Pais, Isabel Silvestre, Rão Kyao, Júlio Pereira, José Peixoto, Pedro Jóia, Manuel d'Oliveira, Joel Xavier, Norberto Lobo, Luís Baptis, Ricardo Parreira, Luísa Amaro, Eduardo Ramos, Francisco Raimundo (Reymundo), Brigada Victor Jara, Almanaque, Raízes, Pedra d'Hera, Terra a Terra, Ronda dos Quatro Caminhos, Vai de Roda, Maio Moço, Trigo Limpo, Alafum, Romanças, José Barros &amp;amp; Navegante, Real Companhia, Sebastião Antunes (no seio do grupo Quadrilha ou a solo), Gaiteiros de Lisboa, Frei Fado d'El Rei, Chamaste-m’Ó, Toque de Caixa, Galandum Galundaina, Lenga Lenga, Trasga, Tuna Popular Lousense, Vá de Viró, Dar de Vaia, Nem Truz Nem Muz, Arco da Velha, Marenostrum, Encontros da Eira, Xarabanda, Almma, Belaurora, Aníbal Raposo, Teresa Gentil, Helena Oliveira, Realejo, Danças Ocultas, Fol&amp;amp;ar, Lufa Lufa, Mendes Harmónica Trio, Trilhos, Mandrágora, Dazkarieh, Uxu Kalhus, Mu, Monte Lunai, Gnomon, Roncos do Diabo, Roldana Folk, Lúmen, Pé na Terra, Diabo a Sete, Chuchurumel, César Prata, Assobio, João Filipe, Origem, Andarilhos, Banda Futrica, Ginga, A Barca dos Castiços, Stockholm Lisboa Project, Notas &amp;amp; Voltas, Cantos d'Aurora, Modas à Margem do Tempo, Vento Suão, Sons do Vagar, Roda Pé, Contrabando, Musicalbi, Adufeiras de Monsanto, Cantares de Évora, Moçoilas, Segue-me à Capela, Vozes do Imaginário, etc., etc.&lt;br /&gt;Ao contrário do que algumas pessoas poderão supor, a música popular portuguesa é de uma riqueza extraordinária, quer no número de intérpretes, quer na diversidade estilística, quer na discografia. Direi mesmo que, para muita gente, há aqui um mundo insuspeito e por revelar.&lt;br /&gt;Dei-me ao trabalho de fazer uma escuta cruzada de dezenas de rádios locais, com emissão on-line, de norte a sul do país, e vi-me grego para ouvir alguns dos nomes acima citados nos alinhamentos de continuidade. Assiste-se, inclusive, a um preocupante fenómeno de mimetismo dos conteúdos musicais mais corriqueiros que pululam nas rádios de cobertura nacional (além da música ‘pimba’, evidentemente). Ressalvam-se alguns programas de autor, quase todos de periodicidade semanal, e mesmo esses num escasso número de estações (no caso do fado, há muito mais oferta). Em face de situação tão confrangedora relativamente à música de matriz tradicional no éter português, e estando a estação pública como está, o aparecimento de uma rádio temática dedicada àquela área musical, viria colmatar um importante lacuna no nosso panorama radiofónico, tornando-se, à partida, o refúgio de muitas pessoas que gostam de boa música portuguesa e não a encontram nas emissoras ao seu dispor.&lt;br /&gt;Posto isto, atrevo-me a lançar um desafio a Luís Montez: e que tal uma rádio para a música popular portuguesa? Não digo em Lisboa, mas talvez no Porto, pois tem sido desta cidade que têm saído alguns dos mais interessantes projectos de música tradicional/folk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Além da frequência 92.0 FM, para a região de Lisboa, a Rádio Amália pode ser ouvida em qualquer ponto do país e do mundo em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.amalia.fm/?page_id=20"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;http://www.amalia.fm/?page_id=20&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-6236512323774193654?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/6236512323774193654/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=6236512323774193654' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/6236512323774193654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/6236512323774193654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/05/radio-amalia-radio-minha-gente.html' title='Rádio Amália, rádio minha gente'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/S_Zu3W2wJHI/AAAAAAAABL4/LDw1ZFWTOiI/s72-c/oscar_mascarenhas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-1886589597830028299</id><published>2010-05-17T12:22:00.001+01:00</published><updated>2010-05-17T12:25:47.673+01:00</updated><title type='text'>Antena 1: uma emissora católica e apostólica?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/S_EnPgnd1MI/AAAAAAAABLw/gYqvf7a3Ih8/s1600/antena_1+bento_xvi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472198169638851778" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 164px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/S_EnPgnd1MI/AAAAAAAABLw/gYqvf7a3Ih8/s320/antena_1%2Bbento_xvi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando iniciei a colaboração neste sítio prometi a mim mesmo que nem política, nem religião nem futebol (domínios em que a paixão se sobrepõe à razão) seriam aqui abordados.&lt;br /&gt;O modo como a rádio e a televisão públicas se envolveram na recente visita pastoral do papa Bento XVI impelem-me a quebrar esse compromisso e a vir dizer de minha justiça. Quero, em primeiro lugar, deixar claro que não me move qualquer espécie de animosidade contra a Igreja Católica ou contra outra confissão religiosa (cristã ou não cristã). Nesta ordem de ideias, a visita a Portugal de um papa ou de qualquer outro líder religioso não me suscita objecções. Sendo agnóstico e, como tal, não perfilhando qualquer credo, nem por isso deixo de respeitar todas as manifestações religiosas e as pessoas que, de livre vontade, a elas aderem. Reciprocamente, espero que as instituições confessionais e os respectivos fiéis respeitem o meu agnosticismo e a minha liberdade de consciência. O mesmo se aplica ao Estado, constitucionalmente republicano e laico, e aos organismos por ele tutelados que jamais se devem envolver em acções de proselitismo a favor de qualquer confissão. Mas foi exactamente isto o que fez a Rádio e Televisão de Portugal, com os seus canais de maior audiência – RTP-1 e Antena 1 –, durante a visita de Joseph Ratzinger, visita essa que, como o próprio publicamente afirmou, teve o propósito de reevangelizar a sociedade portuguesa. Na verdade, o que se passou não foi a cobertura noticiosa da visita oficial de um chefe de Estado (no caso, do Estado do Vaticano), o que se podia aceitar em órgãos de comunicação sob tutela estatal, mas uma autêntica e empenhada acção apostólica por parte da empresa pública de rádio e televisão, ao acompanhar, passo por passo, todos os actos de natureza estritamente cultual do chefe da Igreja Católica Romana. Sexta-feira, por volta das 10:30, ao ligar para a Antena 1, já sabia que ia apanhar quase de certeza com a cobertura do périplo pontifício, mas ao ouvir um jornalista/repórter proferir repetidamente a expressão "santa missa", confesso que me senti violentado na minha liberdade de consciência. Estaria a ouvir uma rádio laica ou uma emissora católica e apostólica? Foi a gota que fez transbordar o copo e me levou a manifestar, com estas linhas, a minha indignação.&lt;br /&gt;Eu não quero ser reenvangelizado (ou melhor dizendo, recatolicizado) e ainda menos por uma estação para a qual desembolso uma contribuição obrigatória! Em tenra idade, a exemplo do que aconteceu (e continua a acontecer) com muitas outras crianças, também me inculcaram os dogmas do catolicismo – Santíssima Trindade, Ressurreição, Ascensão, Imaculada Conceição, etc. – e me quiseram fazer crer que a "mãe de Deus" (pode Deus ter mãe ou pai?) tinha aparecido a três humildes pastorinhos na Cova da Iria. Graças a leituras que fiz, já na idade da razão, e à minha própria reflexão, consegui libertar-me desse fardo. Por isso, dispenso todas as prédicas, imbuídas de sincera ou falsa beatice, com que me querem voltar a pôr o fardo às costas. Não, muito obrigado!&lt;br /&gt;Já sei que os manda-chuvas da Rádio e Televisão de Portugal se vão justificar com um argumento do tipo: «o povo português professa, na sua maioria, a fé católica romana e a empresa não podia ficar alheia ao acontecimento». Pois não só não ficou alheia ao acontecimento, como nele se envolveu de corpo e alma, coisa que, pelas razões que atrás aduzi, jamais se pode aceitar numa entidade pública, que depende de um Estado laico e não confessional. Por outro lado, ao argumentar-se que a maioria dos portugueses é católica não se está a ser rigoroso, porque, na verdade, a população que é efectivamente católica (aferível pela prática dos sacramentos da eucaristia e da confissão) não chega a perfazer um quinto do todo populacional. Dos restantes quatro quintos, uma pequena percentagem professa outras confissões. O grosso não pratica qualquer culto, embora muita gente, tenha recebido uma educação de matriz católica. Aí radica o equívoco: não se é católico por se ter nascido e crescido numa sociedade em que a cultura dominante têm a marca ancestral do catolicismo, mas por uma convicção íntima e bem alicerçada. Muitos portugueses até continuam a casar-se pela igreja e a baptizar os filhos, mas a maior parte – não errarei ao afirmá-lo –, não o faz por convicção religiosa mas por mero hábito cultural e social (porque os pais assim fizeram e porque... parece bem e até dá algum status).&lt;br /&gt;O objectivo da Igreja Católica é arrebanhar para o seu seio todas essas pessoas culturalmente católicas (não praticantes) e nesse âmbito se inserem as viagens apostólicas papais. Será um esforço em vão, ainda que com o apoio obsceno de organismos públicos, porque é remar contra a História. A Europa já foi maioritariamente católica mas nunca mais voltará a sê-lo, mesmo sabendo-se que as depressões económicas incrementam a devoção religiosa. A Europa do futuro será, numa parte (a económica e culturalmente mais favorecida) ateia ou agnóstica, e noutra parte (a mais humilde), crente mas não católica – protestante, muçulmana, animista. O grande desafio para a estabilidade social, além da questão económica, será justamente a convivência pacífica dessas duas realidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-1886589597830028299?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/1886589597830028299/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=1886589597830028299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1886589597830028299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1886589597830028299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/05/antena-1-uma-emissora-catolica-e.html' title='Antena 1: uma emissora católica e apostólica?'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/S_EnPgnd1MI/AAAAAAAABLw/gYqvf7a3Ih8/s72-c/antena_1%2Bbento_xvi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-1290933062500700283</id><published>2010-05-07T12:05:00.007+01:00</published><updated>2010-05-07T12:22:37.374+01:00</updated><title type='text'>É preciso resgatar a memória do "Lugar ao Sul"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/S-P2hZHHMzI/AAAAAAAABLg/fpAZBSdDF8A/s1600/lugar_ao_sul+rafael_correia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468485426094748466" style="WIDTH: 131px; CURSOR: hand; HEIGHT: 61px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/S-P2hZHHMzI/AAAAAAAABLg/fpAZBSdDF8A/s320/lugar_ao_sul%2Brafael_correia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;«O programa que o provedor do ouvinte dedicou a esta suspensão [em 31 de Julho de 2009] estabeleceu claramente a necessidade de se encontrar uma solução capaz de preservar e facultar acesso ao arquivo do programa. Este é um assunto da maior importância. Os 30 anos de "Lugar ao Sul" são um esforço monumental de recolha de peças soltas da identidade de toda uma região e constituem certamente um dos mais importantes registos da memória de um país que está em processo de extinção acelerada entre suburbanização, eucaliptização e deslumbramento com TGVs e afins. Trata-se de um património inestimável que a rádio pública tem em mãos. Eu gostaria de perguntar ao provedor que medidas foram tomadas desde Agosto para assegurar a sua boa gestão. Ainda que seja inútil, gostaria ainda de juntar a minha voz à voz de todos os ouvintes que expressaram a sua tristeza e estupefacção pelo fim do "Lugar ao Sul". Era uma demonstração semanal de como a partir de poucos meios se pode chegar a um produto de qualidade e belo, desde que haja dedicação e simplicidade. Um exemplo de serviço público que nos faz muita falta.» (&lt;strong&gt;Pedro Barbosa&lt;/strong&gt;, ouvinte de Lisboa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Estamos a avaliar o material produzido para decidir sobre a melhor utilização a dar ao espólio deixado por Rafael Correia. Perante a riqueza dos registos, várias soluções se colocam: reeditar o programa, dando-lhe um enquadramento específico, obtendo para isso autorização do autor; disponibilizá-lo na plataforma web, no site da Antena 1, sem mais, o que nos parece pouco; ou inscrevê-lo no arquivo criativo, um projecto em desenvolvimento no interior da empresa. Para qualquer destas soluções, temos esbarrado sempre numa dificuldade que identificámos desde o momento em que Rafael Correia decidiu terminar a produção do programa: encontrar alguém, no interior da empresa, com disponibilidade, interesse e empenho em manter viva a tradição celebrada pelo autor de "Lugar ao Sul".» (&lt;strong&gt;Rui Pêgo&lt;/strong&gt;, director de programas da Antena 1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Os atrasos não se compadecem com as boas intenções ou por outras palavras temos uma boa intenção atrasada. Como disse na altura os conteúdos de rádio serão disponibilizados em suporte passível de consulta generalizada pelos ouvintes interessados. Os arquivos da Rádio ainda não estão totalmente digitalizados de forma a poderem integrar a emissão nas novas plataformas, muito embora esteja previsto para 2010 uma acção forte nesta área. Julgo que, com as comemorações dos 75 anos da fundação da Emissora Nacional possam ser anunciadas ao longo do ano diversas iniciativas que contemplem o acesso a conteúdos e a sua edição em suporte digital.» (&lt;strong&gt;Jaime Fernandes&lt;/strong&gt;, responsável da área de Novos Negócios e Projectos da RTP) (in "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/antena1/images/articles/101/programa_78-II.pdf"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Em Nome do Ouvinte&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;", 30.04.2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais, há que louvar a iniciativa do jornalista Adelino Gomes ao dar voz ao ouvinte acima citado, não deixando assim cair no esquecimento a importante questão da acessibilidade ao fabuloso espólio sonoro que Rafael Correia constitui ao longo de três décadas.&lt;br /&gt;Agora, a minha apreciação às explicações dadas por Rui Pêgo e Jaime Fernandes para o facto de entretanto nada ter sido feito.&lt;br /&gt;Começando pelas palavras de Rui Pêgo, quem não conhecesse a desconsideração que sempre nutriu pelo programa (pouco depois de ter sido empossado nas funções de director de programas da Antena 1, uma das primeiras medidas que tomou, mais concretamente em Setembro de 2005, foi nada mais nada menos que a amputação de metade do respectivo tempo de emissão), julgaria que as suas intenções são as mais nobres e dignas. Na verdade, o arrazoado de Rui Pêgo cheira a hipocrisia que tresanda: é o argumento típico de alguém que podendo fazer o bom, se desculpa com a impossibilidade de realizar o óptimo, precisamente com o intuito de nada fazer, porque no seu íntimo nunca existiu a mais pequena vontade de algo de positivo fazer em prol do programa.&lt;br /&gt;E o bom seria: em primeiro lugar, a reposição na grelha da Antena 1, idealmente no horário tradicional (sábado, 9 horas), dos registos mais antigos; para começar, sugiro os que foram feitos fora do Algarve e Baixo Alentejo, regiões a que Rafael Correia se confinou nos últimos anos, por exiguidade de meios materiais colocados à sua disposição; em segundo lugar, a colocação de todo o acervo fonográfico do programa numa página on-line, dentro ou fora do site da Rádio e Televisão de Portugal, sequenciado pelas datas de emissão e com as pequenas sinopses tal como constam no arquivo histórico. E há que atentar numa coisa muito importante: tendo mão criminosa destruído boa parte das gravações dos anos 80, importa que as falhas sejam colmatadas, o que só será possível recorrendo ao arquivo pessoal do autor. Quero acreditar que Rafael Correia não deixará de dar a sua colaboração nesse sentido, desde que abordado com tacto e diplomacia.&lt;br /&gt;Relativamente a Jaime Fernandes, e não tendo razões para lhe atribuir eventual desdém pelo património do "Lugar ao Sul", creio que a justificação para o não cumprimento da promessa que fez em 2009 será mais funda do que a simples inércia que é própria de estruturas pesadas como a da RTP. Refiro-me à força de bloqueio que se encontra na administração, chamada António Luís Marinho, que, tal como Rui Pêgo, sempre encarou o programa como um estorvo. É bom não esquecer que foi precisamente António Luís Marinho, enquanto director-geral da Antena 1, que, em Abril de 2004, desferiu um dos mais vis ataques ao "Lugar ao Sul" em toda a sua história, ao retirá-lo das 9:00 horas de sábado para o chutar para as 7:00 horas da madrugada, ficando no seu lugar a 'playlist'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos relacionados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/11/as-escolhas-do-provedor-lugar-ao-sul.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;As Escolhas do Provedor: Lugar ao Sul&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/05/lugar-ao-sul-sofre-novo-ataque.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" sofre novo ataque&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/03/lugar-ao-sul-sofre-novo-ataque-ii.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" sofre novo ataque (II)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/07/amigos-do-lugar-ao-sul-no-my-space.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Amigos do LUGAR AO SUL no My Space&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/07/lugar-ao-sul-um-programa-patrimonio.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul": um programa-património&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/09/rafael-correia-o-eremita-da-radio.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Rafael Correia: o eremita da rádio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-1290933062500700283?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/1290933062500700283/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=1290933062500700283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1290933062500700283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/1290933062500700283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/05/e-preciso-resgatar-memoria-do-lugar-ao.html' title='É preciso resgatar a memória do &quot;Lugar ao Sul&quot;'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/S-P2hZHHMzI/AAAAAAAABLg/fpAZBSdDF8A/s72-c/lugar_ao_sul%2Brafael_correia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-5683239433975555177</id><published>2010-04-22T12:20:00.001+01:00</published><updated>2010-04-22T12:20:48.959+01:00</updated><title type='text'>­Grandes discos da música portuguesa: editados em 2009</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(em preparação)&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-5683239433975555177?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/5683239433975555177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=5683239433975555177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5683239433975555177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5683239433975555177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/04/grandes-discos-da-musica-portuguesa.html' title='­Grandes discos da música portuguesa: editados em 2009'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-2548166773680407583</id><published>2010-01-11T12:52:00.003Z</published><updated>2010-01-12T17:47:37.782Z</updated><title type='text'>A música portuguesa na 1.ª década do séc. XXI</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por: Manuel Halpern (jornalista e crítico musical)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/S0sfSjtSN1I/AAAAAAAABLI/8xalFGbqgmo/s1600-h/manuel_halpern.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425464579781179218" style="WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/S0sfSjtSN1I/AAAAAAAABLI/8xalFGbqgmo/s320/manuel_halpern.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um mundo de bolso&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fazer um disco do outro mundo é cada vez mais difícil. Não por já tudo estar inventado (sempre esteve e sempre estará), mas porque o mundo dos Outros está mais parecido com o nosso. Fruto da globalização, os mundos diluem-se, para o bem ou para o mal. Nos anos 60, George Harrison descobriu o caminho musical para a Índia. Nos 90, Talvin Singh, entre outros, encontraram a rota de regresso. As viagens têm sido feitas amiúde. E as paisagens tornaram-se menos misteriosas. Nunca foi tão fácil saber o que se passa na Papuásia Ocidental. E os papuas saberem o que se passa connosco.&lt;br /&gt;O circuito de músicas do mundo intensificou-se na última década. O domínio anglófono/americano do mundo da música coexiste com um crescente interesse pelas diferentes culturas. É o que leva, por exemplo, Mariza e Ana Moura a cantar no Carnegie Hall, de Nova Iorque. São duas vias concorrentes. O lado bom da globalização, que inverte a ideia catastrofista de que a rede global está apenas a criar um mundo homogéneo, cinzento, insípido. Existe a valorização das diferenças, o culto das minorias, nichos que se unem e se impõem por motivos aparentemente estapafúrdios como os hábitos alimentares (movimento vegon).&lt;br /&gt;Se Mariza faz a circum-navegação em concertos, é porque foram criados espaços e hábitos culturais que fazem com que seja aceitável e até desejável que uma cantora interprete uma música diferente numa língua estranha. Franceses e japoneses terão sido pioneiros nesta busca do Outro, e continuam a fazer um investimento nesse domínio. A França mais na edição de vozes de outras latitudes, incluindo fado, música cabo-verdiana e brasileira. O Japão numa assimilação ou apropriação das músicas dos outros, com artistas locais a interpretarem outras músicas, incluindo o fado, bossa nova e &lt;em&gt;chanson française&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O fado expandiu-se de forma espectacular. Foi nos anos 00 (chamemos-lhe assim em homenagem à linguagem binária) que surgiram nomes tão relevantes como Mariza, Ana Moura, Katia Guerreiro, Raquel Tavares ou Carminho. E outros se afirmaram, embora já tivessem gravado discos na década anterior, como Joana Amendoeira, Cristina Branco ou Ana Sofia Varela. Repare-se que, internacionalmente, o fado é coisa de mulheres, salvo algumas excepções, nomes que, timidamente, têm conseguido chamar alguma atenção, como Camané, Pedro Moutinho, Hélder Moutinho, Ricardo Ribeiro ou António Zambujo. Esse facto poderá estar ligado ao quadro imagético criado pela grande referência nacional e internacional, Amália Rodrigues.&lt;br /&gt;Mariza que, quer se goste quer não, é a grande figura da música portuguesa desta década, encarna por si só o espírito miscigenado dos tempos que correm. Não é de todo uma fadista convencional. O que mostra que o fado, mesmo internacional e comercialmente, entrou numa nova etapa. Vale além do castiço. E se em alguns circuitos o fado vale (vende) enquanto tal, sem precisar de mais apresentações, não há dúvida que no caso da cantora conta, acima de tudo, e como mais valia, o seu nome: Mariza. A imagem criada ultrapassa a ideia de fado e por isso é paradigmática.&lt;br /&gt;A própria Mariza é um símbolo quase perfeito de uma década de fusões. Uma afro-europeia que canta o fado, reclamando-se da tradição ao mesmo tempo que a deturpa. E uma cantora de fados mulata, o que, por si só, promete juntar o melhor de dois mundos. A sua postura é algo excêntrica e exótica, mas não de um exotismo provinciano. O fado, na sua voz, tornou-se um espectáculo, uma estratégia de internacionalização da saudade. E a música propriamente dita bebe em várias fontes, avançando e recuando, mas indo sempre além (ou aquém) do fado tradicional. Mariza é, pois, uma cidadã do mundo, por mais que diga que gosta de pendurar a roupa no hotel como se estivesse na Mouraria. Formalmente, o fado manteve-se como a mais popular música de raiz portuguesa, nacional e internacionalmente, com toda uma geração que se assumiu como herdeira de Amália Rodrigues, que morreu pouco antes da nova década começar. E sobreviveu bem. Pouco arriscadas foram as modificações formais. A esse nível, a mais importante reinvenção do fado foi feita pel’A Naifa, grupo de João Aguardela, cuja morte marca negativamente o final dos anos 00.&lt;br /&gt;O fado tornou-se mais internacional, não só porque as fadistas galgaram o mundo a cantá-lo, mas também porque os outros povos se interessaram pela música e fizeram uma coisa sua. Os ‘fadistas’ estrangeiros já não se contam pelos dedos, vão desde a Sérvia ao Japão. Mas há alguns casos mais curiosos, como a basca Maria Berasarte que gravou um disco de fados muito à sua maneira, a catalã Névoa que inventou o fado num novo estilo ou o italiano Marco Poeta que abriu uma casa de fados em Itália.&lt;br /&gt;Do outro lado do espelho está a importação de novos estilos, que fogem da lógica pop-rock. Os Balcãs estiveram na moda, em parte graças aos filmes de Kusturika, assim como a música cigana em geral. E houve ainda um conceito mais global de intercultura, veiculado nos discos de Manu Chao, com frutos visíveis um pouco por todo o mundo, mas também em Portugal, com bandas como Dazkarieh, Terrakota ou Kumpania Algazarra.&lt;br /&gt;Simultaneamente, houve uma crise sem precedentes na indústria fonográfica. Nunca se venderam tão poucos discos. Mas, paradoxalmente, os discos nunca foram tão ouvidos. Os programas &lt;em&gt;peer-to-peer&lt;/em&gt; baixaram a pique os lucros das editoras, que haviam tido uma postura especulativa desde o aparecimento do CD. Curiosamente, a mesma tecnologia que prejudicou a indústria tornou mais fácil gravar um disco ou uma canção. Ou mesmo divulgar as canções e mostrá-las ao público. Já não é imprescindível a gravação num estúdio musical e o myspace mostrou-se um espaço privilegiado de divulgação musical. Não nos esqueçamos que foi nesse site que se revelaram bandas tão importantes como os Arctic Monkeys ou os Arcade Fire. Ao mesmo tempo que se atingiu um pique de sofisticação na produção, em que as masterizações e remasterizações, a batota feita em estúdio, atingiu um nível de apuramento irreal, há uma contracorrente, &lt;em&gt;low-fi&lt;/em&gt;, que se impõe pela simplicidade do método.&lt;br /&gt;Em Portugal, caso flagrante é o ‘movimento’ ligado às editoras Flor Caveira e Amor Fúria, curiosamente, ambas cristãs, a primeira baptista, a segunda católica. Notabilizaram-se nomes como B Fachada, Pontos Negros, João Coração, Samuel Úria ou Tiago Guilul. O seu som caracteriza-se por uma genuinidade de ideias, e uma afirmação da portugalidade da sua música, o que funciona numa contracorrente em relação à americanização do mundo.&lt;br /&gt;A partir da segunda metade da década, a crise fonográfica tomou proporções alarmantes, e nem sequer a aprovação de uma nova lei da rádio, protectora da música portuguesa, afastou a malapata. Entre fusões e falências houve uma mudança brusca no panorama português. O facto mais assinalável foi a cisão da EMI-Valentim de Carvalho, e a saída do próprio David Ferreira (sobrinho de Rui Valentim de Carvalho), da multinacional. Tal como outras grandes editoras, passou a ter uma lógica mais ibérica. Quanto ao precioso espólio da Valentim de Carvalho, passou a ser tratado pela iPlay, nova editora sucessora da Som Livre.&lt;br /&gt;Apesar desta crise acentuada, pequenas editoras, de espírito guerrilheiro, tiveram um papel significativo. Além das já faladas Flor Caveira e Amor Fúria, note-se o esforço da Footmovin/SóHipHop de BomberJack, que conseguiu que o hip hop fosse dos géneros mais editados em Portugal (em quantidade de títulos) nos últimos 10 anos. E, por falar em hip hop, um nome ficou, acima dos outros: Sam the Kid. Deslumbrou nas suas duas vertentes, a rimar e a samplar, conferindo um traço de portugalidade (com &lt;em&gt;samplers&lt;/em&gt; de fado, por exemplo) ao seu trabalho.&lt;br /&gt;A globalização tornou apetecíveis os mercados internacionais. E é significativo que um grupo tão português como os Deolinda tenha conseguido romper fronteiras e entrar nas listas dos melhores do ano do "Sunday Times". Mas, regra geral, a tentação de internacionalização fez-se através da busca de linguagens universais, cantadas em inglês. A tentativa não é nova. O sucesso é que talvez seja. Foi o que aconteceu com os Gift (o primeiro álbum ainda é dos anos 90), David Fonseca (ex-Silence 4) e, numa perspectiva mais alternativa, Legendary Tigerman ou Wray Gunn. Ainda a outro nível, todo o destaque para Rodrigo Leão, que gravou discos com grandes nomes, como Beth Gibbons ou Neil Hannon.&lt;br /&gt;Com a massificação dos &lt;em&gt;downloads&lt;/em&gt;, legais ou ilegais, os concertos ganharam preponderância e transformaram-se definitivamente na mais importante fonte de receita dos artistas. Em Portugal deu-se uma autêntica explosão de festivais de Verão, nem sempre com a qualidade desejada, com destaque para o Rock in Rio, um dos maiores do mundo, e o Optimus Alive. Mas uma das melhores surpresas, a nível de concertos de portugueses, ficou para o final da década e vem de uma geração que já deu todas as provas: falamos de "Três Cantos", que uniu Sérgio Godinho, José Mário Branco e Fausto.&lt;br /&gt;Um barómetro para se saber com que linhas se cose uma década musicalmente é perceber o que anda a fazer Brian Eno. E "Everything that happens will happen Today", o último disco do fundador dos Roxy Music, muito revela. Um álbum feito com David Byrne através da internet e que apenas conheceu edição digital. Dos anos 00 para a frente quem não está on-line... fica de fora. (Manuel Halpern, in "JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias", 30.12.2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou genericamente de acordo com este artigo de Manuel Halpern, em jeito de balanço da música portuguesa (não erudita) da primeira década do séc. XXI (que na verdade só termina no final de 2010). Gostaria, contudo, que tivesse sido prestada mais atenção à música tradicional/folk que, tal como fado, teve um grande florescimento na década inaugural do presente século. A década de 90 terá sido a década de maior apagamento, embora nela tenham surgido grupos/intérpretes tão importantes como Navegante, Gaiteiros de Lisboa, Frei Fado d’El Rei, Realejo, Danças Ocultas, Quadrilha, Amélia Muge e Filipa Pais, depois do período áureo que se registou no pós-25 de Abril de 1974 até finais da década de 80, com nomes como Almanaque, Brigada Victor Jara, Vitorino, Teresa Silva Carvalho, Janita Salomé, Júlio Pereira, Terra a Terra, Raízes, Vai de Roda, Pedra d’Hera, Charanga, Rosa dos Ventos, Disto &amp;amp; Daquilo, Trigo Limpo, Ronda dos Quatro Caminhos, Maio Moço... sem esquecer os Trovante pelo importante contributo que deram ao movimento sobretudo com o álbum "Baile no Bosque" (1981). De facto, foi já no século XXI que a música de raiz tradicional ganhou um novo impulso, com o aparecimento e/ou afirmação de um acrescido lote de grupos e músicos de assinalável qualidade, uns mais ligados à tradição portuguesa, outros mais cosmopolitas, por assim dizer. Refiro alguns: Galandum Galundaina, Roda Pé, Dazkarieh (que por acaso até foi citado no texto mas muito de fugida), Roldana Folk, Mandrágora, Mu (estes dois já distinguidos com o Prémio Carlos Paredes), Ginga, Banda Futrica, Segue-me à Capela, Moçoilas, Manuel d’Oliveira, Lúmen, Chuchurumel, Diabo a Sete, Pé na Terra, Fol&amp;amp;ar, Gnomon, Monte Lunai, A Barca dos Castiços, Roncos do Diabo, Ventos da Líria, Assobio, etc. (estes e muitos outros podem ser vistos e ouvidos em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/lugaraosul"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;http://www.myspace.com/lugaraosul&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;). Para a pujança e fulgor do movimento, além de importantes festivais e certames musicais (de que o FMM de Sines talvez seja o mais mediático), é de primordial importância o papel desempenhado por editoras independentes (Açor/Emiliano Toste, Vachier &amp;amp; Associados, Ocarina e Hepta Trad, por exemplo) sem as quais excelentes discos não teriam vindo a lume. Digna de menção é igualmente a dedicação de alguns realizadores de rádio, designadamente Luís Rei ("&lt;/span&gt;&lt;a href="http://cronicasdaterra.com/cronicas/category/radio/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Terra Pura&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"), João Sá ("&lt;/span&gt;&lt;a href="http://radiofolkonline.podomatic.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Folklândia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"), Carlos Norton ("&lt;/span&gt;&lt;a href="http://sopadapedra.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Sopa da Pedra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"), Jorge Costa ("&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.multipistas.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Multipistas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;") e Octávio Fonseca ("&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&amp;amp;task=blogcategory&amp;amp;id=126&amp;amp;Itemid=91&amp;amp;limit=9&amp;amp;limitstart=0"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Os Cantos da Casa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"), que em rádios locais e na internet (com o podcast) vêm prestando um serviço de divulgação que é de toda a justiça enaltecer. O que não pode deixar de se lamentar é a atitude de marginalização e menorização das rádios nacionais (incluindo a pública Antena 1) face a este interessantíssimo fenómeno da nossa vida musical, instrumentalizadas que estão pelas &lt;em&gt;majors&lt;/em&gt;, as quais, como é sabido, enjeitaram por completo a música tradicional/folk e apenas se empenham em promover um género que está completamento gasto e estafado – a pop. Talvez não seja um acaso que o florescimento das músicas de raiz (fado e música tradicional) coincida precisamente com a decadência do género de feição menos identitária. Algo está a mudar na música portuguesa e ainda bem que assim é.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-2548166773680407583?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/2548166773680407583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=2548166773680407583' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/2548166773680407583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/2548166773680407583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2010/01/musica-portuguesa-na-1-decada-do-sec.html' title='A música portuguesa na 1.ª década do séc. XXI'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/S0sfSjtSN1I/AAAAAAAABLI/8xalFGbqgmo/s72-c/manuel_halpern.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-490550030176474868</id><published>2009-12-30T11:25:00.000Z</published><updated>2009-12-30T11:26:28.872Z</updated><title type='text'>Grandes discos da música portuguesa: efemérides em 2009</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(em preparação)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-490550030176474868?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/490550030176474868/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=490550030176474868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/490550030176474868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/490550030176474868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2009/12/grandes-discos-da-musica-portuguesa.html' title='Grandes discos da música portuguesa: efemérides em 2009'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-7570370386479220531</id><published>2009-12-22T11:19:00.006Z</published><updated>2010-12-24T17:51:15.115Z</updated><title type='text'>Música portuguesa de Natal</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SzCxVronH-I/AAAAAAAABK4/uJR3F1beqh8/s1600-h/Josefa_d"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 302px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418025337775136738" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SzCxVronH-I/AAAAAAAABK4/uJR3F1beqh8/s400/Josefa_d%27Obidos_Natividade.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Josefa d'Óbidos, "Natividade", c.1650-60, óleo sobre cobre, 21 x 16 cm, Colecção particular, Porto, Portugal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo nasceu a 25 de Dezembro? É muito provável que não e há mesmo biblistas e estudiosos que situam a Natividade na Primavera. Certo, certo é que no ano 336, em pleno reinado do imperador Constantino, a Igreja Romana já celebrava o nascimento de Cristo no dia 25 de Dezembro, data até então dedicada ao culto de Sol Invictus e do deus Mitra, precisamente com o propósito de elidir os cultos pagãos e facilitar a implantação do cristianismo. E assim ficou até aos dias de hoje, sedimentado pela tradição. Acreditando-se ou não na natureza divina da figura histórica de Yoshua (Jesus) Cristo, o Natal está estabelecido, na civilização ocidental, como a Festa da Família! E como não há festa sem música, importa celebrar o Natal com a que lhe é própria. Neste caso, com a música portuguesa que as nossas gentes criaram ao longo dos séculos, aqui visitada e reinventada por grupos e intérpretes da actualidade (muitos dos quais completamente silenciados no éter nacional). E porque o espírito natalício convida todos os homens de boa vontade (cristãos ou não) a olharem para além do seu umbigo, num alcance fraternal e solidário, incluem-se também alguns poemas recitados e canções de cariz mais reflexivo e interpelativo. Ficam os votos de que esta edição especial de Natal seja uma experiência gratificante e proveitosa para os ouvintes habituais d’ "Os Cantos da Casa" e igualmente para aqueles que agora os descobriram.&lt;br /&gt;Esta edição é dedicada a Rafael Correia, emérito autor da rádio, que durante três décadas realizou e apresentou na RDP o programa "Lugar ao Sul".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento com as letras e os poemas, especialmente preparado para os &lt;/span&gt;&lt;a href="http://groups.google.com/group/lugar-ao-sul"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Amigos do LUGAR AO SUL&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, será facultado a todas as demais pessoas que o solicitarem (contacto: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:ajferreira74@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;ajferreira74@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;).&lt;br /&gt;Apresentam-se abaixo os alinhamentos, com os temas devidamente referenciados, da presente edição e também da relativa ao Natal de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.esquerda.net/topics/Cantos%20da%20Casa"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Os Cantos da Casa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;": um programa de Octávio Fonseca e Pedro Ramajal para a Esquerda Ponto Rádio.&lt;br /&gt;E que viva a boa música portuguesa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;"Os Cantos da Casa" n.º 73 - Natal de 2009:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;MP3 &gt;&gt;&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=XTKENPO2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Megaupload&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Natal (A Vinda de Jesus)&lt;/span&gt; (poema de José Régio) – João Villaret (in "Ontem e Hoje", Ovação, 1989)&lt;br /&gt;2. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;O Galo Cantou&lt;/span&gt; – Vozes ao Luar (in "Toadas ao Menino", Açor/Emiliano Toste, 2000)&lt;br /&gt;3. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;São José Estava Triste (Canção de Natal)&lt;/span&gt; – Maio Moço (in "Canto Maior", Tradisom, 2002)&lt;br /&gt;4. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Natividade (Arde no coração da noite...)&lt;/span&gt; (poema) – Miguel Torga (in "Natal: Um Conto e Vinte e Um Poemas", EMI-VC, 1986, reed. 2000)&lt;br /&gt;5. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Ser Pessoa (Fuga)&lt;/span&gt; – Amélia Muge (in "Todos os Dias", Columbia/Sony Music, 1994)&lt;br /&gt;6. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Rei dos Reis&lt;/span&gt; – Vozes ao Luar (in "Toadas ao Menino", Açor/Emiliano Toste, 2000)&lt;br /&gt;7. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Cantem, Cantem os Anjos&lt;/span&gt; – Coro D. Pedro de Cristo (in "Nosso Natal", Coro D. Pedro de Cristo, 1999)&lt;br /&gt;8. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Não Há Noite Mais Alegre&lt;/span&gt; – Moçoilas (in "Já Cá Vai Roubado", Casa da Cultura de Loulé, 2001)&lt;br /&gt;9. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Cantiga de Natal&lt;/span&gt; – Navegante (in "Cantigas Tradicionais Portuguesas de Natal e Janeiras", José Barros/MediaFactory, 2009)&lt;br /&gt;10. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Da Serra Veio Um Pastor&lt;/span&gt; – Xarabanda (in CD "Cantigas ao Menino Jesus: Natal Tradicional Madeirense", Xarabanda, 2002)&lt;br /&gt;11. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Chula Pastoril&lt;/span&gt; (instrumental) – Maio Moço (in "Canto Maior", Tradisom, 2002) 12. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Entrai, Pastores, Entrai&lt;/span&gt; – Sons do Vagar (in "Sons do Vagar", Associ’Arte, 2007)&lt;br /&gt;13. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Beijai o Menino&lt;/span&gt; – Navegante (in "Meu Bem, Meu Mal", Tradisom/Iplay, 2008)&lt;br /&gt;14. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Natal d'Elvas&lt;/span&gt; – Maria Ana Bobone (in "Nome de Mar", Vachier &amp;amp; Associados/Farol Música, 2006)&lt;br /&gt;15. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Natal (Leio o teu nome...)&lt;/span&gt; (poema) – Miguel Torga (in "Natal: Um Conto e Vinte e Um Poemas", EMI-VC, 1986, reed. 2000)&lt;br /&gt;16. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Não Tendes Cama, Bom Jesus, Não&lt;/span&gt; – Segréis de Lisboa (in "La Portingaloise: Música do Tempo dos Descobrimentos", Movieplay Classics, 1994)&lt;br /&gt;17. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;José Embala o Menino&lt;/span&gt; – Filipa Pais (in "À Porta do Mundo", Vachier &amp;amp; Associados, 2003)&lt;br /&gt;18. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;O Meu Menino É d’Oiro&lt;/span&gt; – Navegante (in "Cantigas Tradicionais Portuguesas de Natal e Janeiras", José Barros/MediaFactory, 2009)&lt;br /&gt;19. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Ó Meu Menino Jesus&lt;/span&gt; – Roda Pé (in "Escarpados Caminhos", Public-art, 2004) 20. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;O Menino Está na Neve&lt;/span&gt; – Gaiteiros de Lisboa (in "Invasões Bárbaras", Farol Música, 1995)&lt;br /&gt;21. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;O Padrinho&lt;/span&gt; – Diabo a Sete (in "Parainfernália", Açor/Emiliano Toste, 2007)&lt;br /&gt;22. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Natal (Fiel das horas mortas...)&lt;/span&gt; (poema) – Miguel Torga (in "Natal: Um Conto e Vinte e Um Poemas", EMI-VC, 1986, reed. 2000)&lt;br /&gt;23. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Uma Estrela Se Foi Pôr (Canção ao Menino)&lt;/span&gt; – Ronda dos Quatro Caminhos (in "Terra de Abrigo", Ocarina, 2003)&lt;br /&gt;24. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Natal dos Simples&lt;/span&gt; – Amália Rodrigues (in Single "Natal dos Simples/Balada do Sino", Columbia/VC, 1970; "Amália 50 Anos" - CD "Os Compositores", EMI-VC, 1989; "O Melhor de Amália", vol. 3, EMI-VC, 2003)&lt;br /&gt;25. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Vimos Dar as Boas-Festas&lt;/span&gt; – Maio Moço (in "Canto Maior", Tradisom, 2002)&lt;br /&gt;26. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Deus nos Dê Cá as Boas-Festas&lt;/span&gt; – Tereza Salgueiro com Lusitânia Ensemble (in "Matriz", Farol Música, 2009)&lt;br /&gt;27. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Natal (Solstício de Inverno...)&lt;/span&gt; (poema) – Miguel Torga (in "Natal: Um Conto e Vinte e Um Poemas", EMI-VC, 1986, reed. 2000)&lt;br /&gt;28. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Anos Bons&lt;/span&gt; – Belaurora (in "Achados do Tempo", Açor/Emiliano Toste, 2003)&lt;br /&gt;29. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Janeiras&lt;/span&gt; – Vá-de-Viró (in "Escale au Portugal", Playasound, 1995)&lt;br /&gt;30. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Canção de Janeiro&lt;/span&gt; – Ronda dos Quatro Caminhos (in "Alçude", Ovação, 2001)&lt;br /&gt;31. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Reis&lt;/span&gt; – Janita Salomé &amp;amp; Cantadores de Redondo (in "Vozes do Sul: uma celebração do cante alentejano", Capella, 2000)&lt;br /&gt;32. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Cantiga dos Reis&lt;/span&gt; (instrumental) – Encontros da Eira (in "Instrumentais d'Outrora", Associação Cultural Encontros da Eira, 2002)&lt;br /&gt;33. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Balada da Neve&lt;/span&gt; (poema de Augusto Gil) – João Villaret (in "João Villaret", col. O Melhor dos Melhores", vol. 9, Movieplay, 1994)&lt;br /&gt;34. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;A Todos o Que é de Todos&lt;/span&gt; – Mickael Salgado (in "Fado Amigo", Espacial, 2009)&lt;br /&gt;35. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Quando Um Homem Quiser&lt;/span&gt; – Paulo de Carvalho (in "MPCC", Orfeu, 1976; "Paulo de Carvalho", col. O Melhor dos Melhores", vol. 19, Movieplay, 1994; "Vida", Farol Música, 2006)&lt;br /&gt;36. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Homem Só, Meu Irmão&lt;/span&gt; – Luiz Goes (in "Canções do Mar e da Vida", Columbia/VC, 1969, reed. EMI-VC, 1995; "Canções Para Quem Vier: Integral 1952-2002", EMI-VC, 2002)&lt;br /&gt;37. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Vou Levar-te Comigo&lt;/span&gt; – Duo Ouro Negro (in "Lindeza", Orfeu, 1979; "Duo Ouro Negro", col. O Melhor dos Melhores", vol. 37, Movieplay, 1994; "Kurikutela!: 40 Anos, 40 Êxitos", EMI-VC, 1998; "Duo Ouro Negro", Valentim de Carvalho/Som Livre, 2008)&lt;br /&gt;38. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Voto de Natal&lt;/span&gt; (poema) – David Mourão-Ferreira (in "Um Monumento de Palavras", EMI-VC, 1995)&lt;br /&gt;39. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Dois Garotos&lt;/span&gt; – João Braza (in "Fado Que Sonhei", Ovação, 1994; "Fado Capital 2", Ovação, 1996)&lt;br /&gt;40. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;A Todos Um Bom Natal&lt;/span&gt; – Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras (in "A Todos Um Bom Natal", Rádio Triunfo, 1981, reed. Movieplay, 1991, 1999)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;"Os Cantos da Casa" n.º 02 - Natal de 2007:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;MP3 &gt;&gt;&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=GUQIIR69"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Megaupload&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Oh Bento Airoso&lt;/span&gt; – Brigada Victor Jara (in "Monte Formoso", MBP, 1989; reed. Farol Música, 1996)&lt;br /&gt;2. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Nasceu, Já Nasceu&lt;/span&gt; – Fernando Lopes-Graça; Choral Phidelius; dir. José Robert (in LP "Segunda Cantata do Natal", EMI, A Voz do Dono/EMI, 1979)&lt;br /&gt;3. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Benditas as dores de Maria&lt;/span&gt; (texto de Octávio Fonseca) – Pedro Ramajal&lt;br /&gt;4. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Quando o Menino Nasceu&lt;/span&gt; – Ronda dos Quatro Caminhos (in "Ronda dos Quatro Caminhos", Rádio Triunfo, 1984; reed. Movieplay, 1997)&lt;br /&gt;5. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Natal dos Simples&lt;/span&gt; (instrumental) – Naná Sousa Dias (in "Ousadias", Polydor/Polygram, 1986)&lt;br /&gt;6. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Magnum Mysterium&lt;/span&gt; – D. Pedro de Cristo; Madrigalistas de Lisboa; dir. Fernando Eldoro (in LP "Obras Vocais Religiosas", EMI-VC, 1983)&lt;br /&gt;7. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;A invenção dos deuses&lt;/span&gt; (texto de Octávio Fonseca) – Pedro Ramajal&lt;br /&gt;8. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Menino Jesus&lt;/span&gt; – Brigada Victor Jara (in LP "Quem Sai aos Seus", Vadeca, 1981, reed. Valentim de Carvalho/Iplay, 2008)&lt;br /&gt;9. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Beijai o Menino&lt;/span&gt; – Né Ladeiras (in "Traz os Montes", AlmaLusa/EMI-VC, 1994)&lt;br /&gt;10. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Menino Jesus&lt;/span&gt; – Almanaque (in LP "Desfiando Cantigas", EMI-VC, 1984)&lt;br /&gt;11. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Presépio&lt;/span&gt; (poema de Sebastião da Gama) – Pedro Ramajal&lt;br /&gt;12. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;José Embala o Menino&lt;/span&gt; – Carlos Mendes (in LP "Chão de Vento", Edisom, 1984)&lt;br /&gt;13. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Cantiga de Natal&lt;/span&gt; – Grupo de Cantares de Portalegre (in "O Semeador", Edição de Autor, 1994)&lt;br /&gt;14. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Natal dos Simples&lt;/span&gt; (instrumental) – Alcino Frazão (in "Guitarra Portuguesa", Movieplay, 1989, reed. 1991)&lt;br /&gt;15. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Natal (Nem pareces o mesmo...)&lt;/span&gt; (poema de Miguel Torga) – Pedro Ramajal&lt;br /&gt;16. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Oração de Santo António&lt;/span&gt; – Coro da Academia de Amadores de Música; dir. Fernando Lopes-Graça (in "Canções Regionais", Valentim de Carvalho, 1974; "Canções Heróicas e Canções Regionais Portuguesas", EMI Classics, 1995)&lt;br /&gt;17. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;O Natal do Moleiro&lt;/span&gt; – Alfredo Marceneiro (in "Há Festa na Mouraria", Valentim de Carvalho, 1964, reed. Valentim de Carvalho/Som Livre, 2007; "Saudade", Valentim de Carvalho, 1982)&lt;br /&gt;18. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Rondó, da Sonata n.º 3&lt;/span&gt; – João Domingos Bomtempo; Nella Maissa (in LP "Obras para Piano, vol. 5", A Voz do Dono/EMI, 1982)&lt;br /&gt;19. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Dia de Natal&lt;/span&gt; (poema de António Gedeão) – Pedro Ramajal&lt;br /&gt;20. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Os Pais Natal&lt;/span&gt; – Sérgio Godinho &amp;amp; Os Amigos do Gaspar (in "Sérgio Godinho Canta com Os Amigos do Gaspar", Polygram, 1988, reed. Universal, 2003)&lt;br /&gt;21. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Natal dos Simples&lt;/span&gt; – José Afonso (in "Cantares do Andarilho", Orfeu, 1968; reed. Movieplay, 1987, 1996)&lt;br /&gt;22. &lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Reis do Oriente&lt;/span&gt; – Ronda dos Quatro Caminhos (in "Cantigas do Sete-Estrelo", Rádio Triunfo, 1985, reed. Movieplay, 1997) &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-7570370386479220531?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/7570370386479220531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=7570370386479220531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/7570370386479220531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/7570370386479220531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2009/12/musica-portuguesa-de-natal.html' title='Música portuguesa de Natal'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SzCxVronH-I/AAAAAAAABK4/uJR3F1beqh8/s72-c/Josefa_d%27Obidos_Natividade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-9204428989297339483</id><published>2009-11-18T11:21:00.003Z</published><updated>2009-11-18T11:32:12.316Z</updated><title type='text'>Discos Antena 1 (II)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SwPW7n8vI7I/AAAAAAAABKc/gLfMoBgtD8Q/s1600/disco_antena_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405400297599083442" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SwPW7n8vI7I/AAAAAAAABKc/gLfMoBgtD8Q/s400/disco_antena_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Assobio" (de Assobio), "Kronos" (de Cristina Branco), "Tarab" (de Danças Ocultas), "Fado Que Te Amo" (de Dâna), "Hemisférios" (de Dazkarieh), "Fado Nosso" (de João Braga), "Contarolando" (de João Filipe), "Meditherranios" (de Luísa Amaro), "Pássaro Cego" (de Manuel Paulo &amp;amp; Nancy Vieira), "Ruas" (de Mísia), "Em’Cantado" (de Rão Kyao) e "A Mãe" (de Rodrigo Leão &amp;amp; Cinema Ensemble). O que é que todos estes álbuns, estilisticamente tão diferentes, têm em comum? Três coisas. Primeira: todos foram publicados no corrente ano de 2009; segunda: todos eles são excelentes trabalhos de música portuguesa; terceira: todos eles &lt;em&gt;&lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; foram &lt;/span&gt;&lt;a href="http://tv1.rtp.pt/antena1/index.php?headline=7&amp;amp;visual=12&amp;amp;tm=2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Discos Antena 1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. E aqui terá de se perguntar: por que motivo não o foram? Não é suposto que o distintivo "Disco Antena 1" seja outorgado às melhores obras discográficas de música portuguesa, não erudita, que vão sendo editadas no país?&lt;br /&gt;Pois é! A realidade, no entanto, é bem diferente e são muitos os discos de qualidade (aquela lista inicial serve apenas como amostra pois está longe de ser exaustiva) que não têm merecido a dignidade de "Disco Antena 1". E como explicar tal anormalidade? Será que Rui Pêgo e os seus adjuntos andam a dormir na forma? Ou estamos em presença de simples discricionaridade e arbitrariedade na escolha dos discos, sem que a qualidade seja tida em conta? Ou teremos de encontrar a resposta numa coisa ainda mais prosaica, mas perfeitamente aberrante num serviço público de rádio: as avenças de promoção?&lt;br /&gt;Houve um período em que o distintivo "Disco Antena 1" era à partida uma garantia de qualidade e muitas vezes cheguei a comprar CDs levado por essa sugestão. Lamentavelmente, depois de Rui Pêgo ter sido colocado na direcção de programas da rádio do Estado tal capital de confiança foi completamente destruído a ponto daquela vinheta com um círculo vermelho e o algarismo 1 no meio hoje já nada significar. Embora se tenha de reconhecer que alguns discos que aparecem com a referida vinheta têm qualidade, a triste verdade é que muitos outros são medianos e mesmo medíocres. E sei que não sou o único a ter esta opinião. Quando uma colectânea de Paulo Gonzo é considerada "Disco Antena 1" e se ignora um disco distinguido com o Prémio José Afonso (como foi o caso de "Senhor Poeta: Um Tributo a José Afonso", do grupo Frei Fado d’El Rei) isso mostra bem o descrédito a que a actual direcção conduziu a distinção. Se o álbum "Por Este Rio Acima", de Fausto Bordalo Dias, fosse editado hoje e não tivesse o selo de uma editora poderosa que se propusesse negociar com a RDP, é certo que não seria "Disco Antena 1". Isto apesar da posteridade vir a considerá-lo uma obra-prima absoluta da música portuguesa de sempre!&lt;br /&gt;Já agora, outra questão pertinente: a par de tantos discos de música portuguesa de qualidade que são votados ao ostracismo, será aceitável que álbuns brasileiros sejam considerados "Discos Antena 1". Martinho da Vila, Daniela Mercury, Simone e Adriana Calcanhoto contam-se entre os intérpretes de Terras de Vera Cruz contemplados nos últimos tempos. E nem sequer estou a pôr em causa a suposta qualidade daqueles nomes (embora não se deva colocá-los todos no mesmo patamar), mas tão-somente a chamar a atenção para a tremenda falta de razoabilidade de tal opção por parte dos actuais decisores da Antena 1. Será que a estação pública brasileira, a Rádio Nacional de Brasília, procede do mesmo modo? Lá os melhores discos de música brasileira também são preteridos a favor de álbuns portugueses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto relacionado:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="external link" href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/02/discos-antena-1.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Discos Antena 1&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-9204428989297339483?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/9204428989297339483/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=9204428989297339483' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/9204428989297339483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/9204428989297339483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2009/11/discos-antena-1-ii.html' title='Discos Antena 1 (II)'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SwPW7n8vI7I/AAAAAAAABKc/gLfMoBgtD8Q/s72-c/disco_antena_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-990334186405876894</id><published>2009-10-20T12:33:00.003+01:00</published><updated>2009-11-18T11:19:21.102Z</updated><title type='text'>Petição pública: por uma ANTENA 1 mais divulgadora da música portuguesa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SwPWsZwmzsI/AAAAAAAABKU/dZ8dsAKNLTI/s1600/antena_1_liga_portugal.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405400036092071618" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 249px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SwPWsZwmzsI/AAAAAAAABKU/dZ8dsAKNLTI/s400/antena_1_liga_portugal.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;«Decerto já se aperceberam que a nossa ANTENA 1 não está a fazer um verdadeiro serviço público, no que concerne à divulgação da nossa música portuguesa, nomeadamente, de uma forma desinteressada, com a difusão de grupos e/ou intérpretes individuais de todo o país. Como Editor Fonográfico há treze anos (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.emilianotoste.pt/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;http://www.emilianotoste.pt&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;) e, actualmente, com um catálogo considerável na área da música portuguesa, com alguns intérpretes nomeados para os principais prémios deste país, tenho verificado que os meus editados não têm sido contemplados com uma divulgação efectiva, tendo-o sido, apenas, de uma forma pontual (por exemplo, através de ARMANDO CARVALHÊDA e ANA SOFIA CARVALHÊDA, a nível nacional e MÁRIO JORGE PACHECO e SIDÓNIO BETTENCOURT, a nível regional). O mesmo sentem outros editores que, também, têm prestado um serviço sério e contributivo para a dignificação da arte musical portuguesa.&lt;br /&gt;É de salientar que esta posição não é isolada, porque reflecte o sentir de muitos cidadãos, com os quais tenho dialogado sobre este assunto.&lt;br /&gt;Para não irmos mais longe, basta-nos percorrer a nossa vizinha Espanha e verificarmos a sorte que têm os seus cidadãos músicos. São muito bem divulgados!&lt;br /&gt;É por este motivo que me dirijo a vós, no sentido de contar com o vosso contributo, através da vossa assinatura (no caso da vossa concordância), a qual chegará às Entidades responsáveis por este serviço público, alertando-as para esta pobre realidade que, em nada dignifica a nossa cultura, a nível nacional e internacional.&lt;br /&gt;Desde já, muito obrigado pelo vosso contributo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subscreve,&lt;br /&gt;Emiliano Toste - Editor Fonográfico e Professor - BI: 5012748» (in &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N490" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N490&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma petição muitíssimo pertinente e só peca por tardia porque efectivamente a atitude das direcções da RDP-Antena 1, depois da saída de João Coelho e de António Cardoso Pinto (director interino durante algum tempo), face à música portuguesa de qualidade tem sido absolutamente indigna e indecorosa. Atente-se em qual a música que entra na 'playlist' e na que é deliberada e criminosamente excluída. É facilmente constatável (e já tive oportunidade de o fundamentar no texto &lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/11/playlist-da-antena-1-uma-vergonha.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;'Playlist' da Antena 1: uma vergonha nacional&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;) que a rádio do Estado, longe de prestar um serviço cabal e conveniente no que à música portuguesa diz respeito, se tornou numa espécie de extensão dos departamentos comerciais das editoras mais poderosas e influentes. Resultado: tudo o que não tem a chancela daquele 'lobby' de interesses é implacavelmente posto à margem e deixado na sombra.&lt;br /&gt;De facto, são muitos os discos de música portuguesa de qualidade que a Antena 1 ignora e/ou marginaliza (cf. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/04/grandes-discos-da-musica-portuguesa.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Grandes discos da música portuguesa: editados em 2008&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;). E tal acontece não só na afunilada 'playlist' como em programas de autor (por exemplo, no "Vozes da Lusofonia" que deixa de fora álbuns distinguidos com o Prémio José Afonso e contempla – pasme-se! – discos cantados em inglês). Ora, sabendo-se que não é das 'majors' que actualmente sai a melhor música portuguesa, a situação vigente na estação do Estado assume ainda maior gravidade. Esta tem sido uma temática que tenho recorrentemente tratado no blogue "A Nossa Rádio" (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;http://nossaradio.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;), tendo o cuidado de enviar os textos a quem de direito, mas parece que ninguém está interessado em atacar o cancro. Insensibilidade do poder político e das entidades competentes para o problema (que tantos prejuízos tem causado e continua a causar à música portuguesa mais qualificada) ou medo de bulir com interesses instalados? Talvez a resposta seja um misto das duas coisas. Em França e Espanha, como se sabe, estas coisas são tratadas muito seriamente. Por cá, é o deixa andar: "não te rales que eu também não". Esquecem-se as entidades responsáveis que o problema tem uma repercussão cultural (e não só) bem mais nefasta do que à partida possa parecer.&lt;br /&gt;Para a Antena 1, creio que existe uma quota obrigatória de 60 % de música portuguesa. Eu pergunto: de que forma é que tal quota está a ser preenchida? Já alguém se deu ao cuidado de o averiguar? Embora tenha sérias dúvidas quanto ao cumprimento da percentagem em si mesma, dada a profusão de música anglo-americana (ainda por cima de baixíssima qualidade), há outra coisa ainda mais preocupante e inaceitável. Refiro-me obviamente ao facto da 'playlist' estar monopolizada por um único género musical: a pop (a anglo-americana e a nacional, em geral esteticamente tributária daquela). Os géneros musicais de menor potencial económico (portanto, sem interesse para as 'majors', as quais têm de atingir determinados resultados em termos de lucros, porque assim o exigem os accionistas) são implacavelmente marginalizados, sendo relegados para minúsculos apontamentos (durante a semana) ou para programas de autor (ao fim-de-semana), sendo que no último caso nem isso acontece para a música tradicional/folk portuguesa, o que não pode deixar de se considerar uma lacuna muito grave do serviço público de rádio.&lt;br /&gt;Por tudo isto, Emiliano Toste e todos os outros editores que vêem as suas edições serem marginalizadas pela rádio do Estado têm muitíssima razão em se queixarem. Mas os prejudicados não são apenas os pequenos editores: são também os numerosos artistas de mérito silenciados ou deficientemente divulgados, designadamente os que têm vínculo contratual com uma pequena editora ou que lançam os seus trabalhos em edição de autor, e, como não podia deixar de ser, também os ouvintes/contribuintes que assim vêem ser-lhes sonegada, pela rádio que financiam, a oportunidade de tomarem conhecimento de uma parte significativa da boa música portuguesa que se vai produzindo entre nós.&lt;br /&gt;Por um acaso do Destino ou por determinação da Providência ou do Grande Arquitecto do Espaço-Tempo, não me foi dado viver no tempo em que Oliveira Salazar e Marcelo Caetano governaram Portugal, e nessa medida não posso testemunhar com conhecimento de causa qual a música que predominava na Emissora Nacional, a antepassada da Antena 1. Mas baseando-me nos relatos escritos e falados de quem viveu na época, não andarei longe da verdade se disser que o género de música que tinha honras de privilégio era o chamado nacional-cançonetismo (julgo que a expressão é da autoria do jornalista João Paulo Guerra, que actualmente faz a revista de imprensa nas manhãs da Antena 1). E se assim acontecia era porque o regime totalitário o ditava: havia, portanto, uma razão ideológica subjacente. O Estado Novo terminou em 25 de Abril de 1974, e se é certo que o nacional-cançonetismo praticamente desapareceu do éter nacional, inclusive da rádio do Estado, não deixa de ser igualmente verdade que na mesmíssima rádio do Estado, o seu lugar está neste momento a ser ocupado pelo seu equivalente hodierno – a música pop. Com explicar tal situação num regime constitucionalmente democrático e pluralista? A democracia pressupõe o pluralismo de expressão/comunicação e a garantia do exercício de livre escolha por parte dos cidadãos. Mas a livre escolha só é possível se as pessoas tomarem conhecimento do que existe, porque só se deseja e se ama o que se conhece (como diria Fernando Pessoa). Ora é precisamente neste ponto que a rádio pública tem o seu papel a desempenhar, divulgando as obras de qualidade, e sem olhar a quem: se o editor/artista é X ou Y ou se está radicado em Lisboa, no Minho ou no Algarve. Uma rádio pública generalista de âmbito nacional deve reger-se pelo princípio da equidade e dar igualdade de oportunidades a todos os nacionais que apresentem trabalhos de mérito. Não pode favorecer escandalosamente uma parte dos editores/artistas (seja por conluio verbal ou tácito, seja através das famigeradas avenças de promoção), nem tomar partido por uma determinada estética ou linguagem musical como se essa fosse a música oficial do regime. O condicionamento/dirigismo do gosto é uma coisa própria de regimes totalitários (de direita ou de esquerda, para o caso vale o mesmo) e julgo que ninguém defende isso em democracia. Mas é precisamente isso o que a actual direcção de programas da Antena 1 vem fazendo na prática, ignorando por completo as disposições consignadas na legislação que enquadra o serviço público de radiodifusão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para assinar a petição é favor clicar&lt;span style="color:#3333ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N490"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-990334186405876894?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/990334186405876894/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=990334186405876894' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/990334186405876894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/990334186405876894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2009/10/peticao-publica-por-uma-antena-1-mais.html' title='Petição pública: por uma ANTENA 1 mais divulgadora da música portuguesa'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SwPWsZwmzsI/AAAAAAAABKU/dZ8dsAKNLTI/s72-c/antena_1_liga_portugal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-3145491202591624461</id><published>2009-10-12T12:42:00.001+01:00</published><updated>2009-10-12T12:43:46.793+01:00</updated><title type='text'>Prémio Carlos Paredes (novo regulamento)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Transcreve-se abaixo o novo regulamento do Prémio Carlos Paredes, de acordo com a redacção publicada no Diário da República, II.ª série, de 20 de Maio de 2009.&lt;br /&gt;A alteração mais significativa é o facto de já não colocada com condição que os discos sejam exclusivamente de música instrumental, passando a ser aceites «todos os trabalhos de música não erudita, que contribuam para o reforço da nossa identidade cultural, nomeadamente os de raiz popular portuguesa, que tenham sido editados em CD, com distribuição comercial, no decurso do ano civil anterior a que a edição do prémio diga respeito.»&lt;br /&gt;A recepção das candidaturas decorre entre os dias 16 e 30 de Outubro.&lt;br /&gt;Pena é que não se tivesse aproveitado a alteração ao regulamento para actualizar o exíguo valor pecuniário do prémio – 2.500 euros. Um galardão que enverga um nome tão importante como o de Carlos Paredes devia ter uma dignidade em concordância com tal estatuto, o que manifestamente não acontece com aquele montante. É de aplaudir que as câmaras municipais e outras entidades criem prémios para a música portuguesa, mas quando as dotações pecuniárias são pouco mais que simbólicas nem o nome do patrono fica devidamente dignificado nem o artista vê reconhecido o seu trabalho como merece.&lt;br /&gt;O Prémio José Afonso, da Câmara Municipal da Amadora, tem a dotação de 5.000 euros e devo dizer que não é muito. Quererá a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira dar a entender que Carlos Paredes tem metade do mérito artístico de José Afonso? Eu até sou um grande apreciador da obra de José Afonso mas não escondo que a de Carlos Paredes se situa num plano superior, não só em termos puramente técnicos como pelo carácter muito mais universal que a sua música reveste, ainda que genuinamente portuguesa. Carlos Paredes é a portugalidade feita música, é a música portuguesa na sua essência mais profunda e intemporal. E se há música instrumental que é imediatamente associada a Portugal, em qualquer parte do mundo – da Lapónia à Nova Zelândia ou da Cochinchina à Patagónia –, essa é a de Carlos Paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOVO REGULAMENTO DO PRÉMIO CARLOS PAREDES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 1.º&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É intenção da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, com a instituição deste prémio, homenagear um dos maiores criadores musicais portugueses do século XX e incentivar a criação e a difusão de música de qualidade feita por portugueses;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 2.º&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1 - Podem concorrer ao Prémio Carlos Paredes todos os trabalhos de música não erudita, que contribuam para o reforço da nossa identidade cultural, nomeadamente os de raiz popular portuguesa, que tenham sido editados em CD, com distribuição comercial, no decurso do ano civil anterior a que a edição do prémio diga respeito.&lt;br /&gt;2 - O prémio será atribuído ao intérprete da obra que venha a ser distinguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 3.º&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Serão aceites candidaturas de todos os tipos de música não enquadráveis na designação de Música Erudita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 4.º&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;As candidaturas podem ser apresentadas directamente pelos intérpretes ou através das editoras discográficas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 5.º&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Só podem concorrer a este prémio intérpretes portugueses, independentemente de terem gravado ou não em Portugal, desde que preencham os requisitos estabelecidos no art.º 2.º do presente Regulamento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 6.º&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1 - As obras concorrentes deverão ser entregues ou enviadas, em cinco exemplares, ao Departamento de Cultura, Turismo e Actividades Económicas, da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, para apreciação do júri.&lt;br /&gt;2 - As obras a concurso não serão devolvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 7.º&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1 – A recepção das candidaturas far-se-á entre os dias 16 e 30 de Outubro de cada ano a que o prémio diga respeito.&lt;br /&gt;2 - Sempre que as obras sejam remetidas pelos correios, será considerada, para efeitos de prazo de recepção, a data do registo postal;&lt;br /&gt;3 – Caso não seja recebida nenhuma obra até à data limite estabelecida no n.º 1, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, através de despacho da Senhora Presidente da Câmara Municipal, poderá decidir, prorrogar o prazo de entrega dos trabalhos, dando-se conhecimento posterior em reunião do executivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 8.º&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1 - O Júri será constituído por um representante da Sociedade Portuguesa de Autores, por um representante da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, por um músico e por um crítico musical, ambos de reconhecido prestígio. 2 - O representante da Câmara Municipal presidirá ao Júri e terá voto de qualidade, em caso de empate;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 9.º&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A divulgação da obra vencedora e a entrega do galardão estipulado no artigo 10.º deste regulamento, em cerimónia pública, efectuar-se-á até ao final de cada ano a que a edição seja respeitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 10.º&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O valor pecuniário do Prémio Carlos Paredes é de 2.500 Euros, sendo ainda entregues ao vencedor uma placa alusiva ao galardão e um diploma;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 11.º&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O presente Regulamento entra em vigor após serem feitas as aprovações e publicações exigidas por lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 12.º&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Das decisões do Júri não haverá recurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As candidaturas devem ser enviadas para:&lt;br /&gt;Prémio Carlos Paredes&lt;br /&gt;Câmara Municipal de Vila Franca de Xira&lt;br /&gt;Departamento de Cultura, Turismo e Actividades Económicas&lt;br /&gt;Rua Dr. Manuel de Arriaga, 24&lt;br /&gt;2600-186 Vila Franca de Xira&lt;br /&gt;Tel. 263 287 600  Fax 263 271 516&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-3145491202591624461?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/3145491202591624461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=3145491202591624461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/3145491202591624461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/3145491202591624461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2009/10/premio-carlos-paredes-novo-regulamento.html' title='Prémio Carlos Paredes (novo regulamento)'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-6668586421923721003</id><published>2009-10-09T17:17:00.003+01:00</published><updated>2009-10-09T17:25:38.953+01:00</updated><title type='text'>Madonna na RTP-2 é bom serviço público?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/Ss9iU6vcLuI/AAAAAAAABKE/wh0mIoqS5H8/s1600-h/madonna.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390635390490914530" style="WIDTH: 311px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/Ss9iU6vcLuI/AAAAAAAABKE/wh0mIoqS5H8/s400/madonna.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na antiga RTP-2, que me lembre (pelo menos desde os anos 90), sempre houve ópera, bailado e teatro. Com a reestruturação do canal mandada fazer por Morais Sarmento e a sua transformação em 2:, em Janeiro de 2004, continuou a haver ópera e bailado, e também concertos de música sinfónica/coral, no espaço "Palcos", tendo sido criada para a música não erudita (pop/rock, jazz e world music) o espaço "Músicas". Decorridos cerca de dois anos, e por decisão do novo director de programas, Jorge Wemans, a ópera, o bailado e a música clássica seriam banidos e o espaço "Palcos" passou a ser reservado exclusivamente à música pop/rock e, por vezes, ao jazz. E é assim que há largos meses, no início da madrugada de sexta-feira para sábado, se vêm sucedendo muitos nomes da música pop/rock anglo-americana, geralmente em concertos ao vivo. Como gosto de ser eu o programador da televisão que desejo ver, habituei-me a gravar os programas do meu interesse para os ver a posteriori, a horas decentes, e o espaço "Palcos" tem sido um deles, embora saiba de antemão que nem tudo é aproveitável nem adequado a um canal de serviço público supostamente cultural. Exemplos disso têm sido as colagens de 'videoclips': assim aconteceu há uns meses com a Tina Turner, há algumas semanas com os U2 e voltou a acontecer na semana passada com a Madonna.&lt;br /&gt;A pergunta que eu formulo a quem de direito é esta: é nestes termos e com este género de arte e de artistas que a RTP-2 presta serviço público cultural? Serão os conteúdos musicais/videográficos da MTV os mais recomendáveis para um canal público de televisão vocacionado para a cultura?&lt;br /&gt;Devo dizer que nem sequer sou avesso à presença de música não erudita na RTP-2, mas terá sempre de existir um critério sério e rigoroso de selecção do que é efectivamente digno de figurar num canal cultural. Nesta ordem de ideias, autores/intérpretes como Astor Piazzolla, Chico Buarque ou Amélia Muge têm todo o cabimento na RTP-2, mas já não me parece aceitável dar a mesma dignidade à mais banal "pop music" que a Tina Turner, a Madonna ou a Christina Aguilera tão bem personificam (e apenas cito três nomes que já marcaram presença no "Palcos"). Ainda assim, nem levantaria muitas ondas se no segundo canal da RTP (que vive dos meus impostos) me fosse dada a oportunidade de ver/ouvir, por exemplo, a "Paixão Segundo São Mateus", de J.S. Bach, o bailado "Giselle", de Adolphe Adam, ou a ópera "Dido e Eneias", de Henry Purcell. Como tal não acontece o que, para todos os efeitos, constitui uma grave lacuna do serviço público de televisão, cumpre-me dizer de minha justiça. Digo mais: o sr. Jorge Wemans tem-se revelado um clamoroso erro de 'casting' na direcção do canal cultural da RTP. E aqui uma pergunta se impõe: tendo tal erro de 'casting' sido da responsabilidade da anterior administração (leia-se de Luís Marques) por &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que razão a actual administração não o corrige, tornando possível que a RTP-2 retome o caminho do qual jamais se devia ter desviado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Textos relacionados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/09/propostas-para-o-servio-pblico-de.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Propostas para o serviço público de televisão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/07/televisao-e-servico-publico.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Televisão e serviço público&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-6668586421923721003?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/6668586421923721003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=6668586421923721003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/6668586421923721003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/6668586421923721003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2009/10/madonna-na-rtp-2-e-bom-servico-publico.html' title='Madonna na RTP-2 é bom serviço público?'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/Ss9iU6vcLuI/AAAAAAAABKE/wh0mIoqS5H8/s72-c/madonna.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-6099267523853535848</id><published>2009-10-06T16:27:00.007+01:00</published><updated>2009-10-06T16:41:45.309+01:00</updated><title type='text'>Amália: dez anos de saudade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SstiJHyv0SI/AAAAAAAABJ0/JfD11daReTs/s1600-h/amalia_rodrigues.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389509287929172258" style="WIDTH: 327px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SstiJHyv0SI/AAAAAAAABJ0/JfD11daReTs/s400/amalia_rodrigues.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No dia em que se completam dez anos sobre o desaparecimento da maior cantora (não lírica) que Portugal viu nascer, o blogue "A Nossa Rádio" rende-lhe uma singela homenagem, deixando aqui uma bela fotografia e dois poemas de tributo na voz de Afonso Dias.&lt;br /&gt;Já agora, uma questão pertinente: por que motivo o cantautor Afonso Dias não tem direito a figurar na 'playlist' da Antena 1? Se se disser que a própria Amália só marca presença no espaço "Alma Lusa", sabendo-se que o seu repertório não é só fado (e mesmo que fosse...), isso ajuda a perceber a atenção que a música portuguesa mais qualificada vem merecendo da parte de quem dirige a rádio do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="300" height="80"&gt;&lt;param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/6a7mH9RsRA/aus=false/"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://media.imeem.com/m/6a7mH9RsRA/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="80" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Retrato de Amália&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema: José Carlos Ary dos Santos&lt;br /&gt;Música: Frederico Valério (Fado Malhoa e Fado Amália)&lt;br /&gt;Intérprete: Afonso Dias* (in CD "Na Asa Loira do Sol", Edere, 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És filha de Camões, filha de Inês&lt;br /&gt;assassinada voz de portuguesa&lt;br /&gt;cantando a nossa imensa pequenez&lt;br /&gt;com laranjas e gomos de tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no claro Mondego dos teus olhos&lt;br /&gt;que se debruça o mal da nossa mágoa.&lt;br /&gt;Ao Tejo dos teus gestos que se acolhe&lt;br /&gt;o nosso coração a pulsar água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando desatada de saudade&lt;br /&gt;choras um povo, cantas a balada&lt;br /&gt;mais bonita que soa na cidade&lt;br /&gt;de Lisboa por ti apaixonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="300" height="80"&gt;&lt;param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/-z_tFXVgYa/aus=false/"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://media.imeem.com/m/-z_tFXVgYa/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="80" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Luz de Sombra (Amália)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra e música: Afonso Dias&lt;br /&gt;Intérprete: Afonso Dias* (in CD "Na Asa Loira do Sol", Edere, 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erguias o pescoço longo e forte,&lt;br /&gt;com a altivez das garças, das rainhas,&lt;br /&gt;soltando a voz em sinos, campainhas,&lt;br /&gt;em carrilhões de sonho, sombra e morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua voz foi da nossa o passaporte&lt;br /&gt;com cheiro a alecrins e a sardinhas.&lt;br /&gt;Tu cantaste nas lusas ladainhas,&lt;br /&gt;Rezaste as dores do povo e da má sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contigo se cantou fado e destino,&lt;br /&gt;no Marceneiro ou em Alexandrino,&lt;br /&gt;na paleta das cores mais vibrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltam-nos hoje as vozes que respiram&lt;br /&gt;no mesmo arfar dos corpos que transpiram.&lt;br /&gt;Que os fados são de hoje o que eram dantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Vítor do Carmo – guitarra portuguesa&lt;br /&gt;José Santana – viola&lt;br /&gt;Duarte Costa – viola baixo&lt;br /&gt;Produção – André Dias&lt;br /&gt;Gravado nos Estúdios InfoArte, Lagos&lt;br /&gt;Técnicos de som – Joaquim Guerreiro e Fernando Guerreiro&lt;br /&gt;Mistura – Afonso Dias e Fernando Guerreiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-6099267523853535848?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/6099267523853535848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=6099267523853535848' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/6099267523853535848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/6099267523853535848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2009/10/amalia-dez-anos-de-saudade.html' title='Amália: dez anos de saudade'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SstiJHyv0SI/AAAAAAAABJ0/JfD11daReTs/s72-c/amalia_rodrigues.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-5315591159316471615</id><published>2009-09-29T15:52:00.004+01:00</published><updated>2009-09-29T16:01:31.981+01:00</updated><title type='text'>Rafael Correia: o eremita da rádio</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SsIfYeKU_4I/AAAAAAAABJs/SCubvoGAaaw/s1600-h/rafael_correia_por_andre_carrilho.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386902609562238850" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 306px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SsIfYeKU_4I/AAAAAAAABJs/SCubvoGAaaw/s400/rafael_correia_por_andre_carrilho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Rafael Correia, segundo o traço de André Carrilho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Com a devida vénia à jornalista Fernanda Câncio, aqui se transcreve o seu artigo publicado no "Diário de Notícias", de sábado passado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;«&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Durante quase 30 anos, fez na RDP o programa "Lugar ao Sul". Ganhou uma legião de fiéis e um lugar único na história da rádio portuguesa, que chegou este Verão ao fim. Retrato difícil de um homem secreto com um talento precioso, o de ouvir e fazer falar. E o de perder tempo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Passou décadas a percorrer o país à procura de pessoas, vozes, histórias, canções, usos e ofícios. A maior parte das vezes só, só ele e o seu gravador, só ele e o equipamento de som. Fez da solidão uma espécie de missão, talvez mesmo de fé. Dizem os colegas e os que o chefiaram que também no estúdio, a montar o programa, se fechava horas, só ele e o seu material, "numa espécie de missa".&lt;br /&gt;"Fazia tudo sozinho, desde conduzir o carro ao resto. Era um trabalho de paixão, chegou a meter dinheiro dele para fazer aquilo". Noel Cardoso, chefe de produção da RDP Sul, não se poupa no retrato. "Tinha uma aptidão extraordinária para descobrir assuntos e pessoas. E era incrível a pôr gente a falar, mesmo a mais rural e fechada. Tinha essa habilidade. Nunca queria falar com os ‘conhecidos’, perdia muito tempo a procurar. Era o ‘Portugal profundo’ – a gente do artesanato, das lendas, das canções de trabalho... E fazia três horas de gravação para aproveitar vinte minutos".&lt;br /&gt;A ideia do "Lugar ao Sul" ter-lhe-ia surgido, diz Noel Cardoso, depois de uma estada em França, a partir de algo de semelhante que lá ouviu. Verdade é que programas parecidos chegaram a existir em Portugal, antes e durante, mas ninguém contesta a superioridade do de Rafael. "Ganhou quase tudo o que havia para ganhar em rádio, em termos de prémios e galardões", garante o director de produção da RDP. Apesar de tantas distinções, recusava quase sempre entrevistas. Fotos, impossível: o mais que se encontra é uma coisa tipo passe, de há muito tempo. O telefone de casa toca, sem ninguém atender; de telemóvel ninguém lhe ouviu falar. A vida fora da rádio e do programa é um mistério: autodidacta como sétimo ano "antigo" (actual 11.°); uma mulher e uma filha, talvez; uma casa em Faro; a passagem por um banco e por explicações de inglês, a entrada na Emissora Nacional como jornalista, a passagem a realizador, a ida para França, alguns dizem que "por causa de uma paixão", o regresso e o início, há 29 anos, do "Lugar ao Sul". "Ele não fala com ninguém, o problema é esse", lamenta Noel Cardoso. "E não fala do programa dele: ‘Quem quiser falar do programa oiça e fale, eu não falo’".&lt;br /&gt;O programa, de duas horas, era semanal, ao sábado. Ouvintes referiam-se, em cartas para a RDP, ao autor como "parte da família" e quando o "Lugar ao Sul" passou, recentemente, para metade do tempo choveram protestos e temores, o de que fosse a antecâmara do fim. Um temor de que o próprio, adianta João Coelho, director da Antena 1 da RDP, de 1996 a 2002, padecia. "Passava a vida a achar que lhe iam acabar com o programa. De cada vez que eu pedia para falar com ele, vinha convencido que era dessa. É preciso perceber que quando o conheci, nos anos 80, era o tempo da rádio do ‘disc jockey’ e ele era tudo ao contrário disso: levava muito tempo a fazer as coisas, e fazia-as de uma certa maneira. Sofria muito com a mediania dos quadros intermédios, o que terá criado nele um bocado o sentido da perseguição."&lt;br /&gt;Que terá nascido primeiro, o isolamento ou a solidão? Que terá feito de Rafael Correia o "bicho-do-mato", na expressão de João Coelho, que tantos sublinham? "Aquilo que lhe posso dizer do Rafael Correia é que é uma pessoa muito tímida, muito introvertida, muito individualista. Mas conseguia-se sempre colocar no patamar sintáctico, cultural, dos seus interlocutores, fossem quem fossem. Tem um talento muito invulgar. E recolheu um mosaico interessantíssimo do País", diz José Manuel Nunes, director da RDP, de 1984 a 1991, e presidente do respectivo Conselho de Administração, de 1995 a 2002. Um colega da RDP de Faro prossegue o desenho: "É uma pessoa de poucas falas, muito fechada, de feitio um pouco difícil. Recusava até os contactos dos ouvintes e das pessoas que entrevistara. Elas ligavam para a RDP e ele não as atendia."&lt;br /&gt;Confere com o testemunho de Álvaro José Ferreira, um dos maiores admiradores do programa "Lugar ao Sul" e do seu autor. "Quando o e-mail dele da RDP estava activo, o que sucedeu até Junho passado, cheguei a enviar-lhe várias mensagens, quer para pedir informações sobre temas musicais que passava no programa quer para lhe sugerir pessoas a visitar, mas nunca tive a sorte de obter uma resposta, apesar de saber que teve em consideração algumas das sugestões que lhe fiz." Criador de um "grupo de amigos do LUGAR AO SUL" no MySpace (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/lugaraosul"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;http://www.myspace.com/lugaraosul&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;) e detentor de um blogue sobre rádio (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;http://nossaradio.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;), Álvaro Ferreira reproduziu neste último uma longa exortação a várias entidades (a começar pelo Presidente da República e a acabar no Provedor do Ouvinte da RDP) na qual, com o título &lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/07/lugar-ao-sul-um-programa-patrimonio.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul": um programa-património&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, enumera não só as qualidades do mesmo e os prémios e distinções de que foi alvo como cita vários elogios de académicos e ouvintes para, finalmente, secundar Adelino Gomes, actual Provedor da RDP, no repto à administração da RDP para a edição discográfica "do melhor desse inestimável acervo", sugerindo também a colocação on-line do espólio do programa. Mas não fica por aqui: propõe a realização de uma homenagem nacional a Rafael Correia, "talvez no Coliseu dos Recreios".&lt;br /&gt;João Coelho pega na ideia. "Fazia-me sentido que ele recebesse uma condecoração no 10 de Junho. Se alguém merece, é ele." À falta, claro, do que fazia sentido a toda a gente que não passava sem o "Lugar ao Sul" — que continuasse. Aos 72 anos, porém, dois após a reforma obrigatória e já com contratos a termo certo (um expediente que a RDP utiliza para manter ao serviço aqueles que assim o desejam) Rafael Correia terá desistido. A explicação que mais colhe é a de ter sido convocado para uma nova formação tecnológica – é a justificação que Feliciano Estêvão, o director da RDP Sul, adianta.&lt;br /&gt;"Ele não gostava nada de ter de lidar com novos equipamentos, resistia sempre muito", lembra José Manuel Nunes. João Coelho encolhe os ombros: "Às vezes isso é não saber lidar com as pessoas. Não que eu defenda um registo de excepção, mas... Enfim, presumo que ele tenha resolvido fazer um real manguito."» (Fernanda Câncio, in "Diário de Notícias", 26.09.2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota de rodapé: De acordo com informações facultadas por fontes internas da própria RDP (insuspeitas), Rafael Correia foi empurrado para a reforma, contra sua vontade, sendo que a sua alegada "desistência" em meados de 2009 se prende, entre outras desconsiderações, com o abstruso vínculo contratual – à margem da lei – que Rui Pêgo, com o assentimento da administração da RDP/RTP, lhe apresentou como condição ‘sine qua non’ para a continuação do programa.&lt;br /&gt;Os ouvintes do "Lugar ao Sul" e contribuintes do serviço público de rádio prometem que não vão deixar cair a questão e clamam que seja feita justiça ao emérito Rafael das Neves Correia!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-5315591159316471615?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/5315591159316471615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=5315591159316471615' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5315591159316471615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5315591159316471615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2009/09/rafael-correia-o-eremita-da-radio.html' title='Rafael Correia: o eremita da rádio'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SsIfYeKU_4I/AAAAAAAABJs/SCubvoGAaaw/s72-c/rafael_correia_por_andre_carrilho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-5704283660030667003</id><published>2009-07-27T12:52:00.005+01:00</published><updated>2009-09-04T16:57:06.055+01:00</updated><title type='text'>Televisão e serviço público</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?id=417&amp;amp;idCanal=406"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;José Carlos Vasconcelos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; (advogado, escritor e jornalista, director do "JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/Sm2Vh9jWUDI/AAAAAAAABEE/nrZTkDTkDGo/s1600-h/jose_carlos_vasconcelos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363107141959176242" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 330px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/Sm2Vh9jWUDI/AAAAAAAABEE/nrZTkDTkDGo/s400/jose_carlos_vasconcelos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As leis são ou não para cumprir? As leis servem ou não para alguma coisa, designadamente na parte em que são, digamos, ‘programáticas’ ou orientadoras? Não tenho qualquer dúvida que devem ser para cumprir e devem servir para alguma coisa. Se não, revoguem-se ou mudem-se. Se são injustas, erradas, defeituosas, lute-se contra elas. Mas, como princípio, têm de ser obedecidas, sob pena de estar em perigo o próprio Estado de Direito democrático (salvo se tais leis forem «ilegítimas», violarem os Direitos do Homem ou o Direito Natural – mas essa é outra conversa).&lt;br /&gt;Ora, segundo a Lei da Televisão, os canais generalistas têm como objectivo: «Contribuir para a informação, a formação e o entretenimento do público»; «Promover o direito de informar e de ser informado, com rigor e independência»; «Favorecer a criação de hábitos de convivência cívica próprios de um Estado democrático e contribuir para o pluralismo político, social e cultural»; «Promover a língua portuguesa e os valores que exprimem a identidade nacional».&lt;br /&gt;Veja cada leitor esses canais, aprecie a conformidade de grande parte da programação às finalidades definidas da lei – e tire as suas conclusões... Que são óbvias! Em particular quanto aos canais da estação de «serviço público», a única de que agora aqui cuido. Quer por ser de «serviço público», com tudo que isso implica e exige, quer porque a lei que define e regula a respectiva concessão no seu art.° 4, n.° 2, lhe impõe, em três alíneas, mais alguns deveres, incluindo o de «pautar a programação por exigências de qualidade e diversidade e de respeito pelo interesse público». E, mais, no n.° 3 especifica, da a) a t), 19 «obrigações», sendo a primeira «contribuir, sob diversas formas, para o esclarecimento, formação e participação cívica e política da população, estimulando a criatividade e a consciência crítica».&lt;br /&gt;Ora, sem prejuízo de se reconhecer que em certos períodos já foi pior, a RTP em boa parte não cumpre o que as leis determinam e lhe compete, ‘concorrendo’ com as televisões privadas, porventura deslealmente, numa simples perspectiva de audiências e de mercado – e em alguns aspectos o mesmo se poderá dizer da Antena 1 (não da 2), o canal ‘generalista’ da rádio pública. Isso é bem notório desde logo no que a RTP não dá e devia dar, para cumprir aquelas finalidades. Basta dizer que não tem um só programa que hoje se possa considerar orientado fundamentalmente para estimular a formação e a participação cívica, o sentido crítico ou mesmo a criatividade; não tem um só programa capaz de conquistar novos públicos para a cultura e chegar a um grande número de pessoas, o que além do mais pressupõe um «horário nobre».&lt;br /&gt;É legítimo, mais: indispensável, que uma estação pública tente chegar ao maior número possível de espectadores. É-o, porém, para ter mais eficácia a acção ou o papel que lhe compete prosseguir, com vista a alcançar os objectivos de interesse nacional que lhe estão consignados. Assim, até pode, aqui e ali, transigir no acessório, mas para alcançar o essencial. O problema, entre nós, é ser esquecido, desrespeitado, o «essencial», com a emissão de vários programas tão maus ou tão banais como os de outras estações. Ora, o que justifica o serviço público, se tiver uma filosofia de programação e/ou informação igual à delas, se repetir o mesmo tipo de programas, etc., etc.?&lt;br /&gt;Só dois ou três exemplos. Numa altura em que superabundam, nas televisões e nas rádios, programas ditos humorísticos, alguns bons, outros vulgares ou mesmo indigentes, o que justifica a RTP ter mantido no ar, durante não sei quantos meses, no horário mais nobre, uma coisa chamada, salvo erro «Telerural»? Ou, pior, transmitir, e na 2:, um programa chamado «Cinco para a meia noite», que por azar de passagem vi, há uns dias, com o tão primário como famigerado Zezé Camarinha? Ou alterar as horas do principal jornal informativo para transmitir um jogo de futebol de dois clubes estrangeiros (e não a final dos Campeões Europeus...)? Ou passar um dia a dar directos do Cristiano Ronaldo em Madrid (a impressionante apresentação no Estádio, essa sim, justificava e justificou o «directo»)? Por outro lado, claro que também há bons programas, próprios do serviço público. Como, para nos ficarmos pela cultura, «Câmara Clara», na 2:, e «Cuidado com a Língua», no 1.º canal. Porém, enquanto a privada Globo, no Brasil, e no seu canal internacional, tem nos intervalos para a publicidade pequenos spots sobre o novo Acordo Ortográfico, a RTP, que eu saiba, não fez nem está a fazer nada do género para o difundir e esclarecer as pessoas a seu respeito... (José Carlos Vasconcelos, in "JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias", 15.07.2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subscrevo genericamente este artigo de opinião de José Carlos Vasconcelos, apenas ressalvando dois pontos – a exclusão que faz da Antena 2 da "perspectiva de audiências e de mercado" e a questão do acordo ortográfico. Mas antes de me debruçar sobre esses tópicos, quero tecer um breve comentário a respeito da televisão pública, para reforçar o ponto de vista do director do "JL". Sob a direcção de Luiz Andrade, a RTP-1 conseguiu libertar-se de muito do lixo televisivo herdado de Emídio Rangel, apostando na produção de séries de época ("Ferreirinha", "João Semana", "Pedro e Inês", "Bocage", "Quando os Lobos Uivam", etc.) e em documentários de temática ambiental, sociológica e histórica ("Portugal: Um Retrato Ambiental", "Portugal: Um Retrato Social", "A Guerra") que eram transmitidos em horário nobre e que atingiram boas audiências, como se veio a constatar, desmentindo a ideia rangelista segundo a qual programas desse tipo não tinham público. Durante o consulado de Nuno Santos essa filosofia foi esmorecendo até que com a sua saída para a SIC e a entrada de José Fragoso (um dos pupilos de Emídio Rangel), pela mão de António Luís Marinho, dificilmente seria de esperar outra coisa que o regresso do lixo "à Emídio Rangel", como o citado "Tele-Rural" e outras coisas do mesmo jaez: "Liga dos Últimos" e "Os Contemporâneos".&lt;br /&gt;E como um mal nunca vem só, a RTP-2 que, antes da transformação que sofreu em 2003 a mando do então ministro Morais Sarmento (extinção dos programas "Acontece", "Artes e Letras", "O Lugar da História", do espaço de cinema "Cinco Noites, Cinco Filmes", etc.), fora um modelo de qualidade e uma verdadeira alternativa ao canal 1 (e aos outros canais em sinal aberto), também deixou de estar a salvo da mediocridade e do lixo. Primeiro foi "A Revolta dos Pastéis de Nata", depois o "Sempre em Pé" e agora o "Cinco para a Meia-Noite", que ao contrário dos anteriores ainda tem a agravante de ser diário. A par disto, e ao contrário do que seria suposto num canal vocacionado para a cultura e para as artes, também já não há teatro, nem ópera, nem bailado. Apenas concertos de pop/rock e, mais recentemente, de jazz (com a reposição de gravações do AngraJazz). E quem é o culpado desta acentuada degradação da RTP-2, se o Governo já nem é o mesmo? Quem souber, que responda. Cada vez estou mais convencido de que existe um propósito deliberado (embora não assumido) de desqualificar a RTP-2 por forma a empurrar os seus naturais espectadores para os canais temáticos do cabo (História, Mezzo, Hollywood, etc.), contribuindo assim para engordar os lucros da Portugal Telecom.&lt;br /&gt;Indo agora à rádio pública, a alusão que José Carlos Vasconcelos faz à Antena 1 não podia ser mais pertinente. O canal generalista da rádio do Estado que durante muito tempo teve uma identidade própria e dava uma atenção preferencial à música portuguesa mais qualificada e de maior valia estética (como lhe compete), acabou por ser transformado, primeiro por António Luís Marinho e depois por Rui Pêgo, numa coisa completamente abastardada e verdadeiramente imprópria para consumo continuado. Atente-se na profusão de poluição sonora – 'spots' e 'jingles' (longos e pirosos) constantemente disparados pelos locutores de continuidade, as ladainhas do trânsito e das temperaturas rezadas de dez em dez minutos, os noticiários em formato tablóide repletos de "chouriçada", os abundantes espaços de futebol... No tempo que sobra de todas estas enxúndias, rodam as musiquinhas pop do mais reles que é possível encontrar no mercado (a bem dizer, a música pimba do género pop). Alguém está a ganhar com isso, mas não certamente os melhores artistas portugueses e, ainda menos, os ouvintes/contribuintes.&lt;br /&gt;No que toca à Antena 2, e vistas bem as coisas, a filosofia de programação que tem vigorado depois da saída de João Pereira Bastos não é assim tão diferente da praticada na Antena 1 e nas rádios comerciais. Veja-se, por exemplo, de que modo está a ser preenchido aquele larguíssimo período que vai das 7:00 às 20:00, de segunda a sexta-feira. À excepção do segmento 13-14 horas destinado a programas de autor ou de entrevista, nas restantes 12 horas funciona uma espécie de 'jukebox' de trechos de música clássica/erudita, misturando os mais diversos estilos, épocas e compositores numa imensa caldeirada. É verdade que não há propriamente uma máquina que vai debitando as músicas (ou mais correctamente, os excertos de obras musicais) de um lote restrito, nem existe um padrão de repetição como acontece nas 'playlists' em uso nas rádios comerciais (e nas Antenas 1 e 3), mas o conceito subjacente é muito semelhante. Não por acaso a Antena 2 foi também infestada de 'jingles' e 'spots' que, de hora a hora (às vezes menos), são bombardeados aos tímpanos dos ouvintes mais pacientes e perseverantes que ainda a sintonizam. E aqui os padrões de repetição são assustadoramente similares aos praticados nas rádios que dependem da publicidade. Mas tudo isto não será de admirar se atendermos aos indivíduos que estão na direcção – Rui Pêgo e João Almeida – que sempre trabalharam em rádios comerciais. E como se explica que na actual Antena 2 não haja um programa de História, nem de Ciência, nem de Poesia? Onde está o cumprimento das obrigações culturais do serviço público fora do estrito domínio da música?&lt;br /&gt;Por último, a questão do acordo ortográfico e do alheamento da RTP perante o mesmo. Creio que tal tem acontecido não por uma decisão consciente e esclarecida da parte da direcção de programas mas por mero laxismo. E se o laxismo, por regra, se deve condenar, neste caso concreto há que louvá-lo. E porquê? Porque o dito acordo ortográfico, pelos erros, incoerências e aberrações que encerra, não é para levar a sério. Além do mais, existe uma &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;petição&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; para a sua revisão que já conta com mais de 120 000 assinaturas, entre as quais as dos mais eminentes linguistas, escritores, artistas e professores. A televisão, embora por laxismo, tem tido uma postura correcta nesta matéria mas o mesmo não se pode dizer da rádio, digo da Antena 2, que tem um programa chamado "Páginas de Português", que há muito tomou partido a favor do acordo e lhe vem fazendo uma continuada promoção. Em todo o caso, no dia e à hora a que o programa é transmitido (domingos, 17:00) a audiência é residual pelo que o afã propagandístico dos seus autores, José Mário Costa e José Manuel Matias, terá um alcance bastante limitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos relacionados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/09/propostas-para-o-servio-pblico-de.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Propostas para o serviço público de televisão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/01/msica-portuguesa-na-rtp-filhos-e.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Música portuguesa na RTP: filhos e enteados&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/09/msica-portuguesa-na-rtp-filhos-e.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Música portuguesa na RTP: filhos e enteados (II)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/03/fico-portuguesa-na-televiso-pblica.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Ficção portuguesa na televisão pública&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/10/o-futebol-no-vale-o-mesmo-que-cincia-e.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;O futebol não vale o mesmo que a ciência e a cultura&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/10/informao-ou-publicidade-encapotada.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Informação ou publicidade encapotada?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/11/playlist-da-antena-1-uma-vergonha.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;'Playlist' da Antena 1: uma vergonha nacional&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/12/no-h-canes-de-natal-na-msica-portuguesa.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Não há canções de Natal na música portuguesa?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/03/evocaes-e-programas-culturais_03.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Evocações e programas culturais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/04/formas-de-poluio-sonora-na-rdio-pblica_17.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Formas de poluição sonora na rádio pública&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/09/antena-2-quando-os-spots-promocionais.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Antena 2: quando os spots promocionais de tornam um flagelo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/06/bach-achincalhado-na-antena-2.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Bach achincalhado na Antena 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/11/promoo-rtp-1-na-antena-2.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Promoção à RTP-1 na Antena 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/07/antena-02-arte-que-destoca.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Antena 0,2: a arte que destoca&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/12/macdonaldizao-da-antena-2.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;A 'macdonaldização' da Antena 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2009/02/poesia-na-radio-ii.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Poesia na rádio (II)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-5704283660030667003?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/5704283660030667003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=5704283660030667003' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5704283660030667003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5704283660030667003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2009/07/televisao-e-servico-publico.html' title='Televisão e serviço público'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/Sm2Vh9jWUDI/AAAAAAAABEE/nrZTkDTkDGo/s72-c/jose_carlos_vasconcelos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-5502948300047337372</id><published>2009-07-10T12:49:00.003+01:00</published><updated>2009-07-21T15:55:17.771+01:00</updated><title type='text'>"Lugar ao Sul": um programa-património</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Exmo. Senhor Presidente da República Portuguesa,&lt;br /&gt;Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República,&lt;br /&gt;Exmo. Senhor Primeiro-Ministro de Portugal,&lt;br /&gt;Exmo. Senhor Ministro da Presidência do Conselho de Ministros,&lt;br /&gt;Exmo. Senhor Ministro dos Assuntos Parlamentares,&lt;br /&gt;Exmo. Senhor Ministro da Cultura,&lt;br /&gt;Exmos. Senhores Presidentes do Grupos Parlamentares,&lt;br /&gt;Exmo. Senhor Presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social,&lt;br /&gt;Exmo. Senhor Presidente do Conselho de Administração da Rádio e Televisão de Portugal,&lt;br /&gt;Exmo. Senhor Presidente do Conselho de Opinião da Rádio e Televisão de Portugal,&lt;br /&gt;Exmo. Senhor Provedor do Ouvinte da Rádio Pública,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RDP-Antena 1 tem a sorte e o privilégio de ter na respectiva grelha aquele que é justamente considerado um dos melhores programas de autor, quiçá o melhor, de toda a rádio portuguesa – o "Lugar ao Sul" – através do qual Rafael Correia nos revela belíssimos retratos sonoros de um Portugal genuíno mas ignoto. Figura inimitável e carismática da nossa rádio, Rafael Correia notabiliza-se pelo seu notório jeito e habilidade na interlocução com as pessoas do povo fazendo com que elas, de forma espontânea e generosa, entrem em conversas interessantíssimas pontuadas com o melhor da poesia popular e da música tradicional portuguesa. Na verdade, o "Lugar ao Sul" tem proporcionado ao seu vasto e fiel auditório momentos únicos e inesquecíveis de descoberta e de fruição do património cultural do povo português – a música, a poesia, os rimances, as cantilenas, as lengalengas, as histórias, os adágios, os usos e costumes –, património esse que está em vias de extinção em virtude do inexorável processo de uniformização cultural num mundo cada vez mais globalizado pela cultura de massas veiculada pelos media. Se as novas gerações deixam de ser o repositório dessa ancestral tradição cultural ela irremediavelmente desaparecerá à medida que a morte for ceifando os mais velhos. Daí a importância de figuras como Rafael Correia para "pescarem", enquanto é tempo, as "pérolas" que estão em vias de desaparecer para sempre. Por conseguinte, não se devem poupar esforços no apoio aos abnegados protagonistas dessa empresa quixotesca e, concomitantemente, nunca serão de mais as acções que promovam a sua divulgação junto de pessoas mais desatentas que, primeiro por curiosidade e depois por interesse, passariam a pertencer ao número dos ouvintes do imperdível "Lugar ao Sul" graças ao qual tomariam uma atitude mais conscienciosa face à cultura tradicional e, enfim, à cultura entendida como um todo. É frequente o público e a crítica andarem de candeias às avessas, mas Rafael Correia com o seu programa conseguiu, por mérito próprio, a invulgar proeza de conquistar tanto a afeição do público como o aplauso da crítica. No que concerne ao público, é interessante referir que o auditório do "Lugar ao Sul" é transversal a vários estratos sócio-culturais desde o mais humilde rural até ao professor universitário. Talvez não haja na história da rádio portuguesa outro que se lhe compare nessa curiosa heterogeneidade, pelo menos após os tempos áureos da rádio nos anos 40 e 50. No que à crítica diz respeito, são de salientar as sucessivas referências encomiásticas feitas por diversas individualidades do nosso meio comunicacional como é o caso de José Nuno Martins e de Adelino Gomes (primeiro enquanto jornalista do jornal "Público" e mais recentemente enquanto Provedor do Ouvinte), sem esquecer os prémios prestigiados com que o programa tem sido distinguido, designadamente o Prémio Gazeta de Mérito atribuído pelo Clube de Jornalistas, em 1999. A própria academia, muitas vezes acusada de alheamento e de sobranceria perante o que se passa fora dos seus muros, não deixou de reconhecer o trabalho meritório de Rafael Correia. Neste capítulo, é pertinente referir um texto lapidar, datado de Abril de 2002, escrito pelo Prof. Doutor Manuel Pinto, professor do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, que se pode ler na página &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.alquimista.net/htm/public2.htm#lugar"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;http://www.alquimista.net/htm/public2.htm#lugar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; e de que transcrevo, com a devida vénia ao seu autor, a parte final:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«...o programa traz-nos as iniciativas, os saberes, as técnicas, as artes e a sabedoria de gente simples. Artista no modo de entrevistar, Rafael Correia entra frequentemente num jogo subtil de cumplicidades, a que não falta a argúcia e o humor, conseguindo documentos magistrais de um país que os holofotes da moda mantêm escandalosamente na sombra. E costura, depois, um programa de duas horas, acompanhado do melhor da nossa música, erudita e popular. Com um resultado "ao qual não se fica indiferente, tal é a beleza e o talento", como se reconhecia, não há muito, num texto editado na Internet &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.alquimista.net/lect/cour_080900.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Carnet de Route d'Un Voyageur Solitaire en Algarve et Alentejo)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;Rafael Correia é daqueles que, de forma discreta e persistente, acham que mais vale acender uma luz do que maldizer a escuridão.» (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ics.uminho.pt/dcc/doc/mpinto/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Manuel Pinto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, Braga, 15.04.2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não queria deixar de dar conta do belo testemunho da Prof.ª Teresa Muge, docente da Escola Superior de Educação de Faro, para quem o trabalho de Rafael Correia constitui uma fonte de trabalho pedagógico com os seus alunos (futuros educadores de infância). De uma carta que ela enviou, em Outubro de 2005, à direcção de programas da Antena 1, e que teve a amabilidade de me remeter cópia, não resisto a respigar o seguinte excerto bem eloquente e elucidativo do relevante valor cultural do programa de Rafael Correia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«"Lugar ao Sul" é dos poucos astros-sóis brilhando no universo da nossa rádio pública - e Rafael Correia é o seu ADN.&lt;br /&gt;"Lugar ao Sul", como sol que é, assume em pleno o seu generoso e inestimável papel distribuidor de riqueza cultural - e Rafael Correia é o seu ADN.&lt;br /&gt;"Lugar ao Sul" é um dos meus mais amados espaços da minha Antena 1 - e Rafael Correia é o seu ADN.&lt;br /&gt;"Lugar ao Sul" conta-me histórias e poesias da minha e nossa tradição oral, na minha e nossa língua - e Rafael Correia é o seu ADN.&lt;br /&gt;"Lugar ao Sul" canta-me as cantigas, da minha e nossa língua, que já mais ninguém sabe - e Rafael Correia é o seu ADN.&lt;br /&gt;"Lugar ao Sul" tem ouvintes, muitos, que o escutam, gravam, comentam - e Rafael Correia é o seu ADN.&lt;br /&gt;"Lugar ao Sul" tem sido uma das minhas fontes de trabalho com os meus alunos (Licenciatura em Educação de Infância), sendo-lhes vivamente recomendado - e Rafael Correia é o seu ADN.&lt;br /&gt;"Lugar ao Sul", ao contrário de muitos outros programas do espaço áudio e audiovisual, traz-nos o que de melhor e mais positivo nós temos, construímos e somos - e Rafael Correia é o seu ADN.&lt;br /&gt;"Lugar ao Sul" merece tempo de antena e horário de estrela - e Rafael Correia é o seu ADN.&lt;br /&gt;"Lugar ao Sul" serve-me, que sou público especial e atentamente público - e Rafael Correia é o seu ADN.&lt;br /&gt;É muito difícil assistir mudo, cego e surdo à agonia de uma cultura.&lt;br /&gt;É impossível assistir mudo, cego e surdo à agonia de uma cultura.» (Teresa Muge, Faro, 04.10.2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, não resisto a citar um tocante e vívido texto da Prof.ª Isabel Silva, docente do ensino particular, retirado de uma carta dirigida, em Março de 2008, ao Provedor do Ouvinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«“Um Lugar ao Sul” é um programa único e irrepetível. Ouvir o Sr. Rafael Correia (que não conheço mas que considero como fazendo parte da minha família) a conversar com as pessoas com memória que vai encontrando por esses lugarejos perdidos de Algarves e Alentejos é sempre um prazer renovado. Ouvir “Um Lugar ao Sul” constitui, e digo-o sem pedantismos, um autêntico bálsamo de frescura e um revigorante lenitivo mental no remanso dos sábados. E que bom que é ainda termos um tesouro destes ao nosso dispor. Nascida e criada em Lisboa (na Lapa), e educada num colégio religioso, foi relativamente tarde que tomei contacto com esse programa mas confesso que foi amor à primeira vista, rendida que logo fiquei à rara capacidade de sedução do Sr. Rafael Correia. De facto, é absolutamente admirável como ele nos consegue cativar e prender ao aparelho de rádio. Desde que Marconi descobriu a telefonia sem fios, a rádio já percorreu um longo caminho, os avanços tecnológicos foram muito grandes e revolucionários, mas a componente humana continua a ser a sua essência, a seiva que a vitaliza. “Um Lugar ao Sul” é a rádio com gente dentro, gente com quem nos apetece estar. Muito, mas mesmo muito, tenho aprendido com ele. E digo-o com o maior à-vontade, eu que sou licenciada e docente. A verdade é que nem todo o conhecimento, nem toda a cultura vem nos livros ou se adquire na escola. Há um “saber de experiência feito” (como diria o grão vate Camões) que os compêndios e sebentas não registam (nem podem registar), e que o sistema de ensino não ministra. O Sr. Rafael Correia descortina-nos esse saber antigo sedimentado pelo tempo, “o tempo, esse grande escultor” (como disse a grande Marguerite Yourcenar). Foi através do programa “Um Lugar ao Sul” que descobri essa jóia de pessoa chamada Zélia Sakai, em tempos casada com um japonês, e actualmente a residir num ermo da Serra de Monchique, que sabe de plantas medicinais e ervas aromáticas como eu jamais imaginara possível e demonstrando à saciedade que a química farmacêutica não é remédio para todas as mazelas, as do corpo e as da alma. E o Sr. Ernesto Silva, barrista de Aljezur, que faz uns mochos encantadores (um já cá “pia” na minha secretária). E o Sr. Chico Serpa (“Franciscos são os macacos”), guarda do IPPAR na capela de Nossa Senhora de Guadalupe, que fez escavações arqueológicas em recintos megalíticos ao lado do Dr. Mário Varela Gomes, e que sempre que abre a boca é uma autêntica lição de História (retive o esclarecido paralelismo que estabeleceu entre o culto egípcio de Ísis e o culto mariano). E o Sr. Constantino Guerreiro, da Serra do Caldeirão, que na sua velha concertina com botões de madrepérola toca boleros, tangos e valsas da meia-noite com uma mestria invulgar mesmo entre profissionais. E o Sr. José Inocêncio, de Paderne, que aos 95 anos tocava harmónica de boca com uma inacreditável jovialidade. E a Senhora Maria da Conceição, de Alcantarilha, com as suas histórias de encantar ao calor de uma lareira onde ardia lenha de alfarrobeira. E a D. Lisdália Viegas dos Santos, natural de Tavira, que reformada da máquina de costura dá largas à sua veia poética em admiráveis coroas de sonetos (modalidade poética bastante incomum entre poetas populares). E o coveiro de alcunha Ruço que fala da morte e dos despojos humanos com um desassombro e uma intrepidez que até nos arrepia a espinha, fazendo-nos pensar (a nós urbanos que andamos entretidos na busca do sucesso e das coisas materiais) nesse grande tabu da pós-modernidade, nessa coisa que nos incomoda na nossa efémera felicidade mas que temos como certa (a mais certa de todas as certezas). E o simpático casal D. Alice e Sr. Amílcar, de São Martinho das Amoreiras, contando as suas aventuras em terras transalpinas onde actuaram em castelos medievais... Enfim, muitos mais exemplos poderia enunciar de gente maravilhosa que o Sr. Rafael Correia me deu a conhecer.&lt;br /&gt;Serve todo este latim para vos rogar “a vós homens que tendes a vã glória de mandar” (como diria o Padre António Vieira) que estimeis o Sr. Rafael Correia e que jamais nos priveis do seu proveitoso e salutar convívio.&lt;br /&gt;Quantos Constantinos Guerreiros, quantos Josés Inocêncios não haverá ainda por esse Portugal fora, ignorados e esquecidos nos locais mais recônditos? Tanto dinheiro que neste país se gasta em coisas inúteis e supérfluas, que é uma dor d’alma assistir ao desaparecimento desses artistas sem que seja feito o devido registo da sua arte para deleite de todos nós... E daqueles que hão-de vir.&lt;br /&gt;Em jeito de corolário a esta minha prédica, e já que vem a talhe de foice, deixo à vossa reflexão duas quadras do poeta Aleixo, que na sua grande concisão e simplicidade formal encerram uma extraordinária profundidade filosófica. Dedico-as ao Sr. Rafael Correia (que já merecia uma estátua e a mais alta condecoração da República) e a todos os artistas de cuja arte ele me tem dado o privilégio de comungar. Incluo ainda na minha dedicatória todas as pessoas que irmanadas na mesma paixão não querem abdicar de ter “Um Lugar ao Sul” com duas horas de duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Arte é força imanente,&lt;br /&gt;Não se ensina, não se aprende,&lt;br /&gt;Não se compra, não se vende,&lt;br /&gt;Nasce e morre com a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a Arte tem o poder&lt;br /&gt;De a todos nós transmitir&lt;br /&gt;O que todos podem ver,&lt;br /&gt;Mas poucos podem sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Aleixo» (Isabel Silva, Lisboa, 10.03.2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como o Prof. Manuel Pinto, a Prof.ª Teresa Muge, a Prof.ª Isabel Silva, os Provedores do Ouvinte (o anterior e o actual), e outros distintos ouvintes (como a Prof.ª Ana Paula Guimarães, Presidente do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, e o Prof. José d'Encarnação, doutor em arqueologia e que já foi entrevistado por Rafael Correia, nas ruínas romanas de S. Cucufate), também eu tenho a honra e o prazer de pertencer ao número daqueles para quem o "Lugar ao Sul" se tornou um programa de culto. Ouvir o "Lugar ao Sul", sábado após sábado, constitui para mim uma experiência litúrgica, quase xamânica, que me alimenta a alma. Só Rafael Correia, incomparável e insubstituível demiurgo na arte de bem fazer rádio a partir do húmus ancestral, consegue propiciar esse vislumbre mediúnico dos mistérios ocultos do homem umbilicalmente ligado à terra-mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou devedor à terra&lt;br /&gt;A terra me está devendo,&lt;br /&gt;A terra paga-me em vida&lt;br /&gt;Eu pago à terra em morrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta foi uma quadra do saber popular alentejano que ouvi no programa de Rafael Correia, já lá vão uns bons anos, e que nunca mais me saiu da memória.&lt;br /&gt;Por se debruçar sobre a cultura tradicional mais genuína que ainda não foi adulterada pela (sub)cultura de massas, o programa suscita um grande interesse não só nos ouvintes já saturados dos subprodutos que passaram a pulular no panorama radiofónico nacional como inclusive nas pessoas que têm na tradição oral o seu objecto de estudo. No "Lugar ao Sul" o fio condutor é a conversa descomprometida que Rafael Correia sabe conduzir como ninguém, funcionando as músicas e as poesias como as pérolas de um rosário, formando um todo harmonioso que proporciona uma audição agradabilíssima capaz de subtrair ao ouvinte a percepção da passagem do tempo.&lt;br /&gt;Rafael Correia tem muitos admiradores ilustres em Portugal e nas comunidades portuguesas da diáspora, mas o reconhecimento do seu trabalho já ultrapassou o âmbito da lusofonia. Refira-se, apenas a título exemplificativo, que a Rádio France lançou, em 1999, na sua colecção OCORA um CD intitulado "Musiques d’Alentejo", precisamente a partir das recolhas de Rafael Correia realizadas na grande planície transtagana. Rafael Correia, na sua senda de andarilho pelos sinuosos caminhos da geografia e da memória do Portugal profundo, tem-se revelado um digno sucessor de grandes figuras da etnografia portuguesa – Armando Leça, Artur Santos, Ernesto Veiga de Oliveira, Michel Giacometti – que, calcorreando montanhas e vales, contribuíram de forma inestimável para a salvaguarda de muitos tesouros do nosso património tradicional. Mesmo sem as preocupações académicas da recolha etnomusicológica, porque esse não é o seu propósito – trata-se de um programa de rádio destinado ao público em geral e não (apenas) a especialistas – nem por isso o trabalho de Rafael Correia deixa de ter interesse científico, assumindo-se um documento de extraordinário valor antropológico. Refira-se a propósito que a contribuição de Rafael Correia para o enriquecimento do património fonográfico português na área da tradição oral é de tal monta que motivou o jornalista Adelino Gomes, nas páginas do "Público", a lançar um repto à anterior administração da Rádio e Televisão de Portugal para a edição discográfica do melhor desse inestimável acervo. Eu próprio me solidarizei com esse repto e escrevi, mais do que uma vez, à dita administração tentando sensibilizá-la para a importância dessa publicação, mas infelizmente a resposta foi o mutismo e a indiferença. Em todo o caso, e sem prejuízo da tal edição discográfica se vir ainda a concretizar, ela será sempre uma pequena amostra do imenso espólio à guarda do arquivo da RDP, pelo que se torna pertinente aproveitar as potencialidades da internet – cada vez mais a grande fonte de acesso ao conhecimento – colocado on-line todo esse material, de modo a torná-lo acessível a todos os interessados desde os ouvintes comuns aos estudiosos. Neste particular, não cometerei nenhum erro se disser que não vão passar muitos anos até que todo esse rico acervo (que tem especial incidência nas regiões a sul do Tejo, mas que contempla também o restante Portugal, continental e insular) se torne uma precioso filão de estudo e investigação para teses de mestrado e doutoramento nas áreas da antropologia e etnologia. No actual arquivo Multimédia apenas estão disponíveis as emissões dos últimos três meses, o que alegadamente acontece por limitações de armazenamento do sistema. Ora, nada impede que se crie uma página expressamente para o efeito, o que até poderia ser feito mediante protocolo com entidades com interesse na matéria: o já citado &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ielt.org/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;IELT&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; - Instituto de Estudos de Literatura Tradicional (Universidade Nova de Lisboa), o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mnetnologia-ipmuseus.pt/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Museu Nacional de Etnologia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; (Lisboa) e o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cm-cascais.pt/Cascais/Cascais/Patrimonio/Museus/Museu_Cultura.htm"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Museu da Música Portuguesa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; (Cascais).&lt;br /&gt;Ainda acerca do "Lugar ao Sul" e do seu emérito autor, tenho mais dois pontos para apresentar e que muito dizem ao seu vasto auditório. O primeiro prende-se com a questão pendente do tempo de antena actualmente reduzido a uma exígua hora emissão, o que sabe a pouco aos muitos ouvintes que se haviam habituado, desde longa data, às duas horas seguidas (só com um noticiário de permeio). Neste capítulo, há uma pergunta pertinente que se impõe: por que razão é que Rui Pêgo, ao retirar o "Lugar ao Sul" da Antena 2, no início de Março de 2008, não fez a devida compensação na Antena 1? É que nem seria necessário mexer noutros programas porque ao sábado, entre as 8 e as 9 horas, havia (e há) um buraco por preencher. Assim o programa retomaria as duas horas que sempre teve, o que viria ao encontro do desejo dos seus numerosos ouvintes, quer os que pertencem ao grupo de amigos que tenho a honra de animar, quer muitos outros que ainda não têm conhecimento da existência da nossa comunidade. É verdade que para alguns ouvintes (os menos madrugadores) seria um pouco cedo, mas havendo a possibilidade de o programa ser descarregado para audição num horário diferente (no computador ou noutro aparelho de leitura de áudio digital), do mal o menos. Porque Rafael Correia é único e nem nos próximos mil anos vai aparecer alguém que se lhe compare! Por isso, há que ter a inteligência e a lucidez de saber aproveitar a sua mestria enquanto ele tiver forças e saúde para nos ir proporcionado inolvidáveis momentos de rádio. De uma rádio com gente dentro! A propósito, não quero deixar de dar conta de uma inquietação que de mim se apoderou, na sequência de um rumor que me chegou aos ouvidos. E esse rumor diz que a administração da Rádio e Televisão de Portugal, por proposta de Rui Pêgo (que, como é sabido, nunca teve o programa em grande estima) se prepara para mandar Mestre Rafael Correia para a reforma, a pretexto da idade, sabendo-se que realizadores mais velhos continuam – e bem – a trabalhar na RDP, como é o caso de António Cartaxo (um profissional que também muito admiro). Será que tal rumor tem fundamento? É que se tiver, quero desde já manifestar o meu mais vivo repúdio por tal ideia e apelar a todos os órgãos de soberania e demais entidades competentes no sentido de chamarem a administração da RTP à razão e assim se evitar mais um grave atentado à cultura portuguesa. O Sr. Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva, num dos seus discursos (creio que numa das suas "presidências de proximidade") fez questão de chamar a atenção para a relevante questão da preservação e promoção do património cultural imaterial como opção estratégica para o país. Então, e que outro programa da rádio e da televisão portuguesas mais tem feito nessa vertente que o "Lugar ao Sul"? Digo mais: o próprio programa – é lícito afirmá-lo – se tornou em si mesmo património imaterial que importa acautelar e defender a todo o custo.&lt;br /&gt;Indo agora ao outro e último ponto, afigura-se oportuno lembrar que o "Lugar ao Sul" está prestes a perfazer 30 anos de existência, façanha que é digna de ser assinalada no nosso panorama radiofónico cada vez mais homogeneizado e dominado por modismos efémeros e produtos sem o menor substrato cultural. Atendendo às vicissitudes e aos obstáculos postos no seu caminho, e de algumas incompreensões de gente (ir)responsável, assume ainda maior pertinência louvar a persistência e abnegação desse andarilho algarvio de ir resgatando ao tempo e ao esquecimento o rico e diversificado legado da tradição oral portuguesa para o facultar a quem o desejar fruir. O país deve estar grato a Rafael Correia e a forma mais digna de lhe ser rendido o merecido reconhecimento público é a realização de uma homenagem nacional. E tal evento poderia muito bem realizar-se numa sala de espectáculos de Lisboa, talvez no Coliseu dos Recreios (a exemplo do que foi feito no ano passado com os cantores de intervenção sob o título "Vozes de Abril"). Nesse concerto de homenagem (filmado para posterior transmissão na RTP-1, RTP-Internacional, Antena 1 e RDP-Internacional), além dos grupos de música tradicional (com discos editados ou não) do apreço de Rafael Correia seriam também convidados alguns dos músicos (tocadores de concertina, harmónica, flauta, bandolim, etc.), cantadores e poetas populares a quem Rafael Correia tem dado voz no seu programa. Além de constituir uma justíssimo reconhecimento a um grande português, que tem prestado um inestimável serviço a Portugal e deliciado tantos e tantos portugueses, d’aquém e d’além fronteiras, tal evento teria ainda o mérito de ser uma proposta diferente no nosso panorama audiovisual. A rádio e televisão públicas – escusado será dizê-lo – existem (também) para isso. E se o Sr. Presidente da República entender por bem associar-se a tal homenagem e aproveitar a ocasião para condecorar Rafael Correia com uma ordem honorífica – a Ordem do Infante D. Henrique ou a Ordem de Mérito – escusado será dizer que seria um acto de elementar justiça que o Estado faria ao insigne cidadão, em nome do povo português, que muito lhe fica a dever.&lt;br /&gt;Com os mais respeitosos cumprimentos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro José Ferreira&lt;br /&gt;Fundador e animador do Grupo de Amigos do LUGAR AO SUL&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://groups.google.com/group/lugar-ao-sul"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;http://groups.google.com/group/lugar-ao-sul&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/lugaraosul"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;http://www.myspace.com/lugaraosul&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;___________________________&lt;br /&gt;Textos relacionados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2006/11/as-escolhas-do-provedor-lugar-ao-sul.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;As Escolhas do Provedor: Lugar ao Sul&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2007/05/lugar-ao-sul-sofre-novo-ataque.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" sofre novo ataque&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/03/lugar-ao-sul-sofre-novo-ataque-ii.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;"Lugar ao Sul" sofre novo ataque (II)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nossaradio.blogspot.com/2008/07/amigos-do-lugar-ao-sul-no-my-space.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Amigos do LUGAR AO SUL no My Space&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19399743-5502948300047337372?l=nossaradio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossaradio.blogspot.com/feeds/5502948300047337372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19399743&amp;postID=5502948300047337372' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5502948300047337372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19399743/posts/default/5502948300047337372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossaradio.blogspot.com/2009/07/lugar-ao-sul-um-programa-patrimonio.html' title='&quot;Lugar ao Sul&quot;: um programa-património'/><author><name>Álvaro José Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12910748742533888142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19399743.post-9050173334081949579</id><published>2009-04-14T10:41:00.013+01:00</published><updated>2010-10-18T11:09:28.171+01:00</updated><title type='text'>Grandes discos da música portuguesa: editados em 2008</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Embora com um considerável atraso, devido a várias contingências e contratempos, aqui ficam os discos de música portuguesa mais relevantes da colheita de 2008. Ressalvo as prováveis omissões, inadvertidas e eventualmente injustas, de obras que não chegaram ao meu conhecimento, designadamente edições de autor sem distribuição comercial. Tudo seria diferente se existisse em Portugal uma lei de depósito legal para edições discográficas. Assim, faz-se o melhor que é possível...&lt;br /&gt;A ordem pela qual as obras estão apresentadas não corresponde a qualquer classificação valorativa, crescente ou decrescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro Leitor:&lt;br /&gt;Divulgar e dar enfoque à música portuguesa de qualidade é o objectivo primordial dos textos que se apresentam. Mas como estamos a falar de música, há que tirar a prova e ouvi-la. Para tal, recomenda-se uma visita às páginas dos artistas que facultam música para audição, designadamente no MySpace. Gostou? Então faça o favor de comprar o(s) disco(s) ou, eventualmente, as músicas que lhe agradaram (neste caso, nos sites autorizados: iTunes, Rhapsody, Napster, eMusic, Amazon MP3, etc.). Apoie a boa música portuguesa e rejeite o lixo (o vindo de fora e o produzido cá dentro) que as rádios e televisões lhe impingem. Assim dará um importante contributo para a defesa e promoção da cultura portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Um Sol Maior&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Origem&lt;br /&gt;(CD, Açor/Emiliano Toste, 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEw_Hq8uTI/AAAAAAAABE8/D51qvZZp00c/s1600-h/origem_um_sol_maior.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377633291006163250" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEw_Hq8uTI/AAAAAAAABE8/D51qvZZp00c/s320/origem_um_sol_maior.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundado em 14 de Fevereiro de 1978 e oficializado em Maio de 1980, o Grupo Origem, secção de música do Grupo Cultural de S. Mamede de Este, concelho de Braga, foi criado com o intuito de divulgar a música tradicional portuguesa, mormente a do Minho. É o próprio grupo que nos explicita o âmbito do seu trabalho: «As cantigas ou modas tradicionais têm em Portugal uma variedade de estilos muito grande. É nossa intenção falarmos particularmente do Minho, província com um vastíssimo e formoso cancioneiro, acção assaz difícil, dado as fronteiras musicais não serem iguais às geográficas, estas delineadas em pleno século XIX. O povo minhoto foi, ao longo dos tempos, nos grandes serões de Inverno, ouvindo os velhos romances tradicionais e as modas com que alegrava o trabalho, festejava as suas alegrias ou orava ao Senhor, à Virgem ou aos Santos da sua devoção.&lt;br /&gt;Como se vê pelo atrás exposto, as modas minhotas dividem-se em: cantos dos velhos romances, a uma ou duas vozes; os cantos coreográficos, uns só com vozes, como são as danças de roda, outros acompanhados com instrumentos, tomando assim o nome de rondas; as modas de romaria, que eram cantadas em ranchos na ida e na vinda das festas e também durante os trabalhos agrícolas; e as modas de terno, cantos arcaicos belíssimos, cantados a quatro e por vezes cinco vozes. O Minho tem a riqueza dessa tradição. Muita coisa se foi, entretanto, perdendo. A evolução dos tempos tornou-o inevitável; no entanto, cabe-nos a nós, estudiosos voluntários da música tradicional, preservá-la e dá-la a conhecer a todos quantos a queiram ouvir, já que só ouvindo-a se pode aprender a gostar dela e gostando-se, gosta-se das nossas raízes.&lt;br /&gt;Não sendo puristas – achamos que é preciso inovar na tradição – as cantigas que ora apresentamos pretendem tão somente a uns relembrar algo de que já se tinham esquecido, a outros mostrar como é bela a música tradicional portuguesa, que é afinal o motivo que nos levou vai para trinta anos a formar o grupo. Para além da música tradicional, quisemos também incluir alguns temas compostos por nós, dentro dos estilos da música tradicional minhota, que esperamos venham também eles, daqui por alguns anos a fazer parte dessa mesma música tradicional.» (Grupo Origem)&lt;br /&gt;E agora as palavras assertivas que Sara Louraço Vidal escreveu sobre o disco: «Certamente que há 30 anos, quando o Grupo Origem deu forma ao seu projecto de recolha e divulgação da música tradicional portuguesa, especialmente a minhota, não imaginariam a reviravolta criativa e tecnológica que se iria instaurar no nosso país, com o passar dos anos. Contudo, o disco de estreia, "Um Sol Maior", desta formação de S. Mamede de Este (Braga) é a prova de que, num contexto cultural cada vez mais globalizado e aculturado, felizmente as "raízes" são perduráveis e recuperáveis.&lt;br /&gt;Ainda é possível defender as nossas tradições musicais, entre viras, malhões e chulas, e esta persistência é, sem dúvida, um dos aspectos mais louváveis deste grupo, que também se soube reinventar, através da composição de temas originais, fortemente influenciados pelo nosso folclore. Ultimamente, assistimos ao nascer duma geração de grupos que procuram a fusão de sonoridades, mas o Grupo Origem destaca-se, precisamente, pela sua fidelidade aos ritmos e às melodias mais tradicionais, tal como podemos constatar neste seu primeiro trabalho discográfico em temas como "Bira em S. Mamede" ou "Assim Fazemos no Minho". Paralelamente, e como não podia deixar de ser, também é de agradecer o trabalho de campo do grupo, em recolhas de temas tradicionais como "Chula Belha", "Contradança", "Delaidinha", "Claralinda" e "Cantiga da Segada", onde instrumentos como o cavaquinho, a braguesa, o bandolim, o adufe ou a gaita-de-foles, entre outros, ganham expressividade próprias.&lt;br /&gt;Encontro de gerações e de vontade de salvaguardar o nosso património etnomusicológico, o Grupo Origem é exemplo da sua devida valorização e reinvenção, dando-nos a confiança dum futuro para a música tradicional portuguesa.» (Sara Louraço Vidal, in "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://sonsvadios.blogspot.com/2009/01/grupo-origem-um-sol-maior.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sons Vadios&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;", 16.01.2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Cantiga da Segada (Tradicional; arr. Daniel Pereira)&lt;br /&gt;2. Claralinda (Tradicional; arr. Daniel Pereira)&lt;br /&gt;3. Porque Adoro Ver-te Nua (Casimiro Pereira)&lt;br /&gt;4. Bira em S. Mamede (Daniel Pereira)&lt;br /&gt;5. Delaidinha (Tradicional)&lt;br /&gt;6. Quero Cantar-te (Casimiro Pereira)&lt;br /&gt;7. No Lagar (instrumental) (Daniel Pereira)&lt;br /&gt;8. Flor do Tojo (João Augusto Lopes Bastos / Casimiro Pereira)&lt;br /&gt;9. Chula Belha (Tradicional)&lt;br /&gt;10. Obra d’Arte (Casimiro Pereira)&lt;br /&gt;11. Contradança (instrumental) (Tradicional)&lt;br /&gt;12. Os Teus Olhos (Daniel Pereira)&lt;br /&gt;13. Quem Espera (João Augusto Lopes Bastos / Casimiro Pereira)&lt;br /&gt;14. Cegueira (João Augusto Lopes Bastos / Casimiro Pereira)&lt;br /&gt;15. Saudade (instrumental) (Casimiro Pereira)&lt;br /&gt;16. Enamorei-me de Ti (Casimiro Pereira)&lt;br /&gt;17. Assim Fazemos no Minho (Daniel Pereira)&lt;br /&gt;18. Água Sagrada (Daniel Pereira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Origem:&lt;br /&gt;Ana Pereira – flauta e coros&lt;br /&gt;António Silva – bandolim e coros&lt;br /&gt;Carlos Cruz – cavaquinho, viola braguesa e coros&lt;br /&gt;Casimiro Pereira – voz solo, guitarra acústica e coros&lt;br /&gt;Daniel Pereira – bandolim, viola braguesa, cavaquinho, bodhran, adufes, flauta, gaita-de-foles, voz solo e coros&lt;br /&gt;Eduardo Castro – baixo acústico e coros&lt;br /&gt;Raquel Ferreira – voz solo e coros&lt;br /&gt;Rogério Machado – bombo e coros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção artística – Daniel Pereira e Casimiro Pereira&lt;br /&gt;Conteúdos – Casimiro Pereira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado no auditório Adelina Caravana do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, de Braga&lt;br /&gt;Técnico de gravação – Serafim Barreira&lt;br /&gt;Assistente de gravação – Carlos Meireles&lt;br /&gt;Edição digital – Serafim Barreira&lt;br /&gt;Masterização – Serafim Barreira, Emiliano Toste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Design gráfico – Gonçalo Cruz&lt;br /&gt;Fotografia – Abel Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.grupoorigem.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.grupoorigem.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/origem"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/origem&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Memórias 2&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Grupo Cantares de Évora&lt;br /&gt;(CD, Edição de Autor, 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEx2QeOJVI/AAAAAAAABFE/Mc0LdaM0cdE/s1600-h/grupo_de_cantares_de_evora_memorias_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377634238261503314" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEx2QeOJVI/AAAAAAAABFE/Mc0LdaM0cdE/s320/grupo_de_cantares_de_evora_memorias_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Sobre o devir do Cante alentejano ao longo do século passado, quase tudo terá sido dito, e por vezes com justeza e talento, como o fez Margarida Morgado na apresentação do precedente CD dos Cantares de Évora, "Memórias".&lt;br /&gt;A relação orgânica que teve o Cante com a sociedade rural alentejana, com o ritmo sazonal e as formas de organização dos trabalhos do campo, tem sido sobejamente sublinhada. Do carácter colectivo dos trabalhos, dos homens e das mulheres que por esses campos, em grupos por vezes muito numerosos, surge, ao que se pensa, o hábito de cantar em comum. Das mondas às ceifas e destas às debulhas, da pastagem nos alqueives às lavouras, a profunda ligação dos temas e das formas de cantar características do Cante com a sociedade rural alentejana, com os seus ritmos e práticas, não suscita dúvidas. Com o desaparecimento da sociedade rural que o produziu, também o Cante, que dela fazia parte, pareceria condenado à extinção.&lt;br /&gt;Outro aspecto das práticas do Cante, menos realçado pelos estudiosos, que deveria ter contribuído para tornar improvável a sua perpetuação para além da morte da antiga sociedade rural, é o facto que este cantar não terá pertencido de modo algo indistinto, global, a uma sociedade camponesa, mas sim a um estrato singular, de uma sociedade rural profundamente original. Canto de uma sociedade extinta e mais ainda canto de um grupo desfavorecido, no extremo mais baixo da escala social, não devia o Cante finar-se com a mudança que, em pouco mais de meio século, esvaziou os campos e as aldeias? Existe pois um aparente mistério na sobrevivência do Cante, facto que se impõe, com evidência, como do maior interesse para a compreensão das dinâmicas das culturas populares.&lt;br /&gt;Não que o Cante seja, deste ponto de vista, um caso único. Pelo contrário, a similitude com o destino que conheceu outra forma cultural criada e praticada por grupos sociais particularmente oprimidos em sociedades rurais de latifúndio, poderá deitar alguma luz sobre este destino. Pensemos no que foi o caminho do Blues, canto de escravos ou de trabalhadores negros de estatuto quase servil, apoiado em técnicas vocais e instrumentais aparentemente rudimentares, que do terrível Sul profundo "emigra" para as cidades dos Estados americanos do Norte, Nova Iorque, Detroit, Chicago... Levado por homens e mulheres entre os mais pobres, o Blues invade as cidades, viaja de costa a costa, transforma-se em matriz essencial do Jazz, atravessa o Atlântico, impõe-se ora abertamente ora incógnito, nas músicas eruditas, nas canções populares...&lt;br /&gt;Em condições de opressão extrema, o Cante, criado nestes campos aquém Tejo pelos mais pobres, era a mais digna, a mais comovente maneira de afirmar a dignidade inalienável, a humanidade até, daqueles cuja condição tendia a permitir que fossem tratados como menos que humanos: "Canto, vivo!" Cantando como canto, provo que a vida também me pertence. Levado, à sua escala, para outras terras, para além do Tejo e para além de mares e continentes, pelos mais humildes alentejanos, o Cante conserva a sua força atractiva, perpetua-se, difunde-se fora do seu círculo restrito de origem, afirma-se como forma cultural e matriz de outras músicas.&lt;br /&gt;Mas não teria bastado que alguns grupos mantivessem a prática, nem bastaria o talento, o rigor e a inegável qualidade que alguns grupos, como o dos Cantares de Évora que, sob a direcção do Mestre Joaquim Soares, aqui apresenta mais uma colectânea de uma obra já extensa e que tanto apreço tem merecido, se o Cante não conseguisse demonstrar a sua capacidade expressiva para além dos contextos sociais de origem. Em nosso entender, o elemento decisivo na capacidade do Cante para se impor enquanto forma de expressão em parte independente das condições da sua criação e da sua prática tradicionais, elemento raramente percepcionado (se é que o foi), é a riqueza das temáticas que exprime e entre estas, o carácter universal de numerosos temas e a unidade formal.&lt;br /&gt;Muito se falou da relação com os trabalhos dos campos, mondas, ceifas, lavouras, dela deduzindo uma ligação restritiva do Cante com preocupações de outros tempos. Menos se tem aceitado constatar como os grandes temas que exprimem a condição humana ontem, hoje e sempre, aqui e por toda a parte onde seres humanos vivem, o amor, a morte, a nostalgia, o desejo, a emoção perante a beleza do mundo, a angústia perante a incerteza do futuro e a esperança de viver, como esses grandes temas encontram, no Cante, uma expressão cuja profundidade, cuja subtil delicadeza sob a aparência singela, fazem destas canções pequenas obras-primas de lírica popular. E não só popular, nem regional. Universal.&lt;br /&gt;A alegria e a brincadeira, a ligeireza, que não estão ausentes, são, no Cante alentejano como em todas as músicas populares, muito menos universais, muito menos aptas à meditação sobre a condição humana, ao destino de cada um de nós. Não há canto verdadeiramente universal que não assente, no que de mais essencial exprime, numa certa nostalgia: uma atitude de moderação da acção, de reflexão sobre si próprio, que tanto motiva o indivíduo que compõe, como o grupo que adopta a quadra, o canto.&lt;br /&gt;Este é um "segredo" cuja solução não se encontra em algum suposto "carácter colectivo", "espírito dos povos" que faria dos Alentejanos um caso à parte e do Cante uma forma com alcance restrito. A atitude contemplativa, uma certa nostalgia, são as atitudes que exige a expressão de pensamentos e emoções quanto à estranheza, à beleza, à tragédia da condição humana. Donde, para tratar tais temas, a coerência da forma nostálgica, ornada e lenta, majestosa. E a coerência entre conteúdo e forma atinge no Cante uma clareza extraordinária. Porque os Alentejanos mais oprimidos souberam impor a dignidade da sua condição de Homens e Mulheres livres nos seus corações e souberam transmitir a outros e para horizontes que a eles próprios ultrapassam, essa força, e tanto é o que lhes devemos, o Cante vive. A presente recolha intitulada "Memórias 2" disso é mais uma prova, indiscutível.» (José Rodrigues dos Santos, Universidade de Évora, 02.11.2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Nasce o Sol no Alentejo (Ponto: Joaquim Soares / Alto: Pedro Calado)&lt;br /&gt;2. Saudades são Martírios (Ponto: Manuel Caldeira / Alto: Joaquim Soares)&lt;br /&gt;3. A Moda do Assobio (Solista: Joaquim Soares)&lt;br /&gt;4. Não Quero Que Vás à Monda (Ponto: Manuel Caldeira / Alto: Pedro Calado)&lt;br /&gt;5. Fui-te Ver, Estavas Lavando (Ponto: Joaquim Soares / Alto: Pedro Calado)&lt;br /&gt;6. Rapsódia (Solista: Joaquim Soares)&lt;br /&gt;7. Olha a Noiva se Vai Linda (Ponto: Manuel Caldeira / Alto: Pedro Calado)&lt;br /&gt;8. Passarada (Ponto: Joaquim Soares / Alto: Pedro Calado)&lt;br /&gt;9. Ceifeira, Linda Ceifeira (Ponto: Manuel Caldeira / Alto: Pedro Calado)&lt;br /&gt;10. Dá-me Uma Gotinha d’Água (Ponto: Joaquim Soares / Alto: Pedro Calado)&lt;br /&gt;11. Vou-me Embora p’ra Lisboa (Ponto: Manuel Caldeira / Alto: Joaquim Soares)&lt;br /&gt;12. Rosa Branca Desmaiada (Ponto: Joaquim Soares / Alto: Pedro Calado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modas tradicionais do Alentejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo Cantares de Évora:&lt;br /&gt;António Rosado&lt;br /&gt;António Santos&lt;br /&gt;Bernardino Caeiro&lt;br /&gt;Carlos Cruz&lt;br /&gt;Domingos Caraça&lt;br /&gt;Fernando Costa&lt;br /&gt;Francisco Góis&lt;br /&gt;Helena Marcão&lt;br /&gt;Idália Silva&lt;br /&gt;Joaquim Cabral&lt;br /&gt;Joaquim Soares&lt;br /&gt;Luís Cabral&lt;br /&gt;Manuel Caldeira&lt;br /&gt;Manuel Valadas&lt;br /&gt;Marcos Infante&lt;br /&gt;Maria Angélica Caldeira&lt;br /&gt;Maria Clarisse Rosado&lt;br /&gt;Maria Jerónima Soares&lt;br /&gt;Mário Marcão&lt;br /&gt;Pedro Caldeira&lt;br /&gt;Pedro Calado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção e direcção musical – Joaquim Soares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado no palco do Teatro Garcia de Resende, Évora, em Outubro de 2007&lt;br /&gt;Gravação e mistura – Miguel Salema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografia – Joaquim Heitor Coelho e Rafael Martins&lt;br /&gt;Design gráfico – Éter (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.eter.pt/portfolio.php?id=11"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.eter.pt/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://cantoalentejano.com/grupos/detgrupo.php?id=37"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://cantoalentejano.com/grupos/detgrupo.php?id=37&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cantaresevora.com.sapo.pt/index.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://cantaresevora.com.sapo.pt/index.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Meia Volta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Encontros da Eira&lt;br /&gt;(CD, Associação Cultural Encontros da Eira, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEySGZlncI/AAAAAAAABFM/wMuqhjBtE4Y/s1600-h/encontros_da_eira_meia_volta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377634716594052546" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 314px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEySGZlncI/AAAAAAAABFM/wMuqhjBtE4Y/s320/encontros_da_eira_meia_volta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A Associação Cultural Encontros da Eira editou até à data, três CD do grupo de música tradicional madeirense, Encontros da Eira: "Retalhos de Tradição" (1998), "Aquintrodia" (2001) e "Instrumentais d’Outrora" (2002), tendo-os ainda reeditado por várias vezes. A Vidisco (editora sedeada no Continente) editou o quarto disco do grupo, denominado "O Melhor dos Encontros da Eira" (2002). Este é o quinto álbum dos Encontros da Eira. "Meia Volta" é o título do mesmo, sendo, sem dúvida, uma justa e merecida homenagem a um espécime musical "sul generis" no país, homenagem que prestamos ao integrar a parte instrumental do "Baile da Meia Volta", dança característica da vizinha ilha do Porto Santo, com nítida influência magrebina, por certo introduzida na ilha dourada nos primórdios do seu povoamento.&lt;br /&gt;A integração de alguns instrumentos tradicionais encordoados a nylon vem dar a este trabalho e aos Encontros da Eira uma nova sonoridade, diferenciando-o de épocas anteriores e demais álbuns editados até à presente data.&lt;br /&gt;É sabido que, em tempos idos (anteriormente ao século XIX), os nossos antepassados utilizavam nos cordofones madeirenses cordas de tripa de animais. Julgamos nós que as cordas de nylon são aquelas que mais se aproximam ao timbre daquele tipo de encordoamento. Assim, e para além dos cordofones tradicionais, encordoados a aço, foram utilizados para a gravação deste registo, alguns instrumentos encordoados a nylon: um braguinha de cordas duplas, dois rajões e uma viola, que de certa forma recuperam as antigas sonoridades através deste tipo de material, tão próximo da corda de tripa de animal anteriormente utilizada nestes instrumentos. A inclusão de dois temas com músicas originais, "Senhora do Monte" (faixa 8) e "O Regresso do Amado" (faixa 11), marca uma viragem relativamente aos trabalhos anteriores, no intuito, de que, algum dia, existam registos que venham a figurar, como a nova música com raízes tradicionais da Região Autónoma da Madeira.» (Encontros da Eira)&lt;br /&gt;"Meia Volta": um belo trabalho de música tradicional que nos chega da pérola do Atlântico e que faz do grupo Encontros da Eira, a par do histórico Xarabanda, um dos grupos mais importantes da Madeira. Atente-se no magnífico arranjo do tema que fecha o alinhamento e dá título ao álbum, "Meia Volta", um espécime tradicional que, ainda recentemente, foi também recriado por outros dois bons projectos da folk nacional: Diabo a Sete (in "Parainfernália", Açor/Emiliano Toste, 2007) e Dazkarieh (in "Hemisférios", Hepta Trad, 2009). Tudo isto sem esquecer uma versão mais antiga assinada pela Ronda dos Quatro Caminhos (in "Amores de Maio", 1986).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Tango do Remango (Popular – Sítio do Rochão-Camacha, Madeira; arr. Humberto Pedras)&lt;br /&gt;2. Cantiga do Canário (Popular – Achadas da Cruz, Madeira; arr. Humberto Pedras)&lt;br /&gt;3. Rainha dos Mares (Popular – Madeira; arr. Carla Sousa)&lt;br /&gt;4. O Jogo da Laranjinha (Popular – S. Vicente, Madeira; arr. Carla Sousa)&lt;br /&gt;5. Marcha (instrumental) (Popular – Ribeira de Machico, Madeira; arr. Filipe Varela)&lt;br /&gt;6. O Anjo (Popular – Camacha, Madeira; arr. Carla Sousa)&lt;br /&gt;7. Amores, Amores (Popular – Madeira; arr. Humberto Pedras)&lt;br /&gt;8. Senhora do Monte (Popular – Madeira / música e arr. Carla Sousa)&lt;br /&gt;9. Cantiga dos Reis (Popular – S. Vicente, Madeira; arr. Carla Sousa)&lt;br /&gt;10. Viuvinha (Popular – Camacha, Madeira; arr. Carla Sousa)&lt;br /&gt;11. O Regresso do Amado (Popular – Madeira / música e arr. José Luís Fernandes; arr. Filipe Varela)&lt;br /&gt;12. A Maré Tá Cheia (Popular – Madeira; arr. Filipe Varela e Vítor Sardinha)&lt;br /&gt;13. Meia Volta (instrumental) (Popular – Porto Santo; arr. Encontros da Eira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontros da Eira:&lt;br /&gt;Jorge de Sousa – rajão e voz&lt;br /&gt;Filipa Calisto – voz solista, guitarra acústica, viola madeirense, rajão, braguinha e viola de arame&lt;br /&gt;Emanuel Teles – acordeão, percussão e voz&lt;br /&gt;Carla Sousa – flauta transversal e percussão&lt;br /&gt;Ana Sousa – voz solista e percussão&lt;br /&gt;Duarte Romão – viola madeirense, rajão, braguinha, percussão e voz&lt;br /&gt;Catarina Gomes – bandolim, rajão, braguinha, violino, viola madeirense e voz&lt;br /&gt;Filipe Varela – clarinete, percussão e voz&lt;br /&gt;José Luís – voz solista, viola de arame, viola madeirense, braguinha, guitarra acústica, rajão e percussão&lt;br /&gt;Susana Abrantes – viola baixo e voz&lt;br /&gt;Marta Nunes – voz solista, flauta de bisel, flauta transversal e percussão&lt;br /&gt;Ricardo Félix (antigo membro do grupo) – acordeão, percussão e voz (temas 3, 6, 10, 12 e 13)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicos convidados:&lt;br /&gt;César Abrantes – guitarra portuguesa (em "O Jogo da Laranjinha")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sandra Sá – violino (em "Senhora do Monte")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção – Encontros da Eira e Paulo Ferraz&lt;br /&gt;Gravado no Paulo Ferraz Studio, Funchal&lt;br /&gt;Técnicos de som – Saul Ferreira e Paulo Ferraz&lt;br /&gt;Misturas – Paulo Ferraz e Encontros da Eira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografias – Duarte Gomes, Antero Gonçalves&lt;br /&gt;Design e grafismo – Trampolim&lt;br /&gt;Textos – Jorge de Sousa&lt;br /&gt;Revisão dos textos em português – José Luís, Joaquim Leça e Vítor Sardinha&lt;br /&gt;Tradução para inglês – Filipa Calisto&lt;br /&gt;Revisão dos textos em inglês – Carla Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.encontrosdaeira.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.encontrosdaeira.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/encontrosdaeira"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/encontrosdaeira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pousio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Roda Pé&lt;br /&gt;(CD, Public-art, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEycjzGHrI/AAAAAAAABFU/LmefvfYWZmk/s1600-h/roda_pe_pousio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377634896284360370" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEycjzGHrI/AAAAAAAABFU/LmefvfYWZmk/s320/roda_pe_pousio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«No seguimento dos discos anteriores, este "Pousio" é constituído por um conjunto músicas tradicionais ou de cariz tradicional, que albergam a sensibilidade e o gosto do colectivo. Ao optarmos pela fusão entre o acústico e o electrónico, assumimos uma ponte entre a tradição musical e o presente, sabendo à partida que este não é um caminho fácil e até arriscado. Sem queremos ser pretensiosos e reconhecendo o espaço que nos está reservado no panorama musical português, este trabalho reflecte a evolução musical de seis músicos e amigos ao longo de 10 anos de actividade. Como no trabalho anterior, "Pousio" é um disco onde se torna patente que a música tradicional se encontra em constante evolução, adaptando-se a novos tempos mas mantendo como base o rico legado musical deixado pelos nossos ancestrais. O conteúdo do presente álbum vai no sentido de cada vez mais o grupo assumir um estilo próprio tentando sempre manter as tradições. O que podemos definir como música tradicional nos dias de hoje?» (Roda Pé)&lt;br /&gt;Terceiro álbum do grupo eborense Roda Pé, depois de "Cor dos Ventos" (2000) e de "Escarpados Caminhos" (2004), "Pousio" é um registo que vem demonstrar, a quem acaso ainda tivesse dúvidas, que em Portugal se continua a trabalhar – e bem – no campo da música tradicional. Neste belo saco de cantigas – parafraseando um dos temas do alinhamento –, a par dos espécimes do cancioneiro popular alentejano, sempre abordados com acerto e bom gosto, há também lugar para letras e composições originais. Só que ao contrário do que por vezes acontece noutros grupos, aqui elas encaixam-se de tal forma nos cânones da música tradicional que nem parece que foram escritas hoje. É o caso de duas belíssimas cantigas da autoria de José Melo (do grupo Cantes do Meu Cante): a já aludida "Um Saco de Cantigas" (sobre quadra popular) e "Campainhas Amarelas". Dignos de destaque são igualmente os temas instrumentais: "Mulher da Erva" (sobre um original de José Afonso), "Fandango" (jogando admiravelmente entre o registo popular e o erudito, aqui tendo como ponto de referência a 2.ª suite alentejana, de Luís de Freitas Branco), "Moda dos Dois Passos" (popular) e "Andorinhas do Terreiro" (música de Fernando Costa).&lt;br /&gt;"Pousio": a confirmação da vitalidade da música tradicional produzida no Alto Alentejo por um dos grupos que merecia, sem dúvida alguma, outra projecção mediática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Lá Vem Aurora (Popular)&lt;br /&gt;2. Mulher da Erva (instrumental) (José Afonso)&lt;br /&gt;3. Um Saco de Cantigas (José Melo, a partir de quadra popular / José Melo)&lt;br /&gt;4. Fandango (instrumental) (Popular, a partir do tema da 2.ª suite alentejana, de Luís de Freitas Branco)&lt;br /&gt;5. Saias de São Mateus (Popular – Elvas)&lt;br /&gt;6. Rosa Branca Desmaiada (Popular – Alentejo)&lt;br /&gt;7. Campainhas Amarelas (José Melo / José Melo)&lt;br /&gt;8. Machadinha (Popular infantil)&lt;br /&gt;9. Moda dos Dois Passos (instrumental) (Popular)&lt;br /&gt;10. Minha Mãe, Lá Vem o Jorge (Popular; romance recolhido em Évora, junto da Sra. Helena Jesus Grilo)&lt;br /&gt;11. Andorinhas do Terreiro (instrumental) (Fernando Costa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roda Pé:&lt;br /&gt;Agostinho Teodoro – voz (1, 3, 5-8, 10), baixo eléctrico (4, 6, 9), coros (2, 5)&lt;br /&gt;Daniel Canelas – violino (1-5, 8-10), piano eléctrico (7), coros (7)&lt;br /&gt;Fernando Costa – viola braguesa (1, 6, 9), guitarra acústica (3, 6, 8), cavaquinho (4), viola campaniça (11), tracanholas (5), adufe (5), coros (2, 3, 5)&lt;br /&gt;Joaquim Manuel – acordeão (1, 2, 4-6, 8, 9), bateria (1, 4), ferrinhos (4), fole de acordeão (5), adufe (5), crivo com grão (5, 11), sementes da Indonésia (11), palmas (9), voz (9), coros (2, 3, 5)&lt;br /&gt;Manuel Fernandes – sintetizador (1, 2, 6, 9, 10), bateria (2, 8, 9), adufe (5), xilofone (8), coros (2, 3)&lt;br /&gt;João Bacelar – programação/sampling (todas as faixas), sintetizador (11), guitarra (2, 10), bandola (3), viola braguesa (6), harmónica (7), vocoder (7), pandeiro (7), percussão (10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participações especiais:&lt;br /&gt;Luís Cardoso (Nuvem) – baixo eléctrico (2, 8), contrabaixo (5)&lt;br /&gt;Orlando Andrade – tuba (3)&lt;br /&gt;Artur Barroso – trompete (3)&lt;br /&gt;Sophie Coguelin – saxofone (3)&lt;br /&gt;Rui Gonçalves – tarola (3)&lt;br /&gt;Grupo Coral Etnográfico "Cantares de Évora" – coro (5)&lt;br /&gt;Celina Piedade – voz (6)&lt;br /&gt;José Melo – guitarra acústica (7)&lt;br /&gt;João e Pedro Fernandes – vozes infantis (8)&lt;br /&gt;Andreia do Carmo – voz (11)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranjos – Roda Pé, excepto nas faixas 5, 7, 10, 11 (Roda Pé e João Bacelar) e na faixa 6 (Roda Pé e Celina Piedade)&lt;br /&gt;Arranjo de sopros – Daniel Canelas (3)&lt;br /&gt;Produção – João Bacelar e Roda Pé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado nos Estúdios Quinta Dimensão, Azaruja-Évora, em Dezembro de 2007 e Janeiro de 2008&lt;br /&gt;Gravação e misturas – João Bacelar&lt;br /&gt;Masterização – Cutting Room (Suécia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografia e concepção gráfica – Marta Graça e Marius Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.roda-pe.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.roda-pe.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/rodapevora"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/rodapevora&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://palcoprincipal.sapo.pt/grupo_de_musica_portuguesa_roda_pe"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://palcoprincipal.sapo.pt/grupo_de_musica_portuguesa_roda_pe&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Meu Bem, Meu Mal&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Navegante&lt;br /&gt;(CD, Tradisom/Iplay, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEykv_QDeI/AAAAAAAABFc/pnjzGeKrojg/s1600-h/navegante_meu_bem_meu_mal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377635036995522018" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEykv_QDeI/AAAAAAAABFc/pnjzGeKrojg/s320/navegante_meu_bem_meu_mal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundado em 1992, por iniciativa de José Barros, o grupo Navegante contava com cinco álbuns: "Navegante" (Movieplay, 1994), "Cantigas Partindo-se" (Ovação, 1997), "Não Há Heróis" (Lusogram, 1999), "Rimances" (JBN, 2001) e o duplo "...Vivos. E ao Vivo" (Ocarina, 2003). Entretanto, José Barros gravou um disco em nome próprio, de título "Mar Eterno" (Ocarina, 2006). Em Junho de 2008, o grupo regressa aos discos com "Meu Bem, Meu Mal", em edição da Tradisom, de José Moças.&lt;br /&gt;«Mantendo uma forte ligação à música tradicional portuguesa, sem no entanto se ficar pela recriação de temas do cancioneiro popular, "Meu Bem, Meu Mal" reúne um conjunto de originais bem apurados pelo trabalho conjunto do grupo e dos muitos músicos convidados, com destaque para José Manuel David, dos Gaiteiros de Lisboa, co-autor dos arranjos da maioria dos temas (oito em treze). Mas há mais cúmplices neste navegar: Amélia Muge (voz e autoria de duas letras), João Afonso (voz), Janita Salomé (voz e trancanholas), Rui Júnior (percussões), Manuel Rocha (violino), Rui Vaz (coros), Fernando Deghi (viola caipira), Edu Miranda (bandolim e guitarra acústica), o italiano Mimmo Epifani (bandolim e bandola), as bascas Sara e Maika Gomez (txalaparta), e muitos outros. Destaque para "Ó Minha Salve-Rainha", "Simples de Entender", "Vou Falar Contigo", "O Meu Bem", "Fado do Tu Cá Tu Lá" (Barros e David em impagável desafio, ao ritmo de um belo fado velho da Beira Alta), "Saias das Sete Saias" e, a fechar, a marítima e quase dolente "Canção do Marinheiro", onde a vocalização de José Barros se revela mais acertada que nunca.» (Nuno Pacheco, in "Público": Suplemento "Ípsilon", 03.10.2008)&lt;br /&gt;Apesar do estilo a que o Navegante nos havia habituado se encontrar bastante diluído, em virtude do maior peso das percussões e dos sopros (cite-se, a título de exemplo, a inconfundível tarota de José Manuel David no tema inaugural, "Não Quero Que Vás à Monda", a fazer evocar os Gaiteiros de Lisboa) e do vasto rol de participações, "Meu Bem, Meu Mal" é um trabalho muito digno e que confirma José Barros como um dos principais nomes da música portuguesa de raiz tradicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Não Quero Que Vás à Monda (Tradicional – Estremadura; adapt. José Barros)&lt;br /&gt;2. Simples de Entender (Amélia Muge / José Barros)&lt;br /&gt;3. Vou Falar Contigo (José Barros / José Barros)&lt;br /&gt;4. Bandolando (instrumental) (José Barros)&lt;br /&gt;5. Ó Minha Salve-Rainha (José Barros / José Barros)&lt;br /&gt;6. O Meu Bem (Tradicional – Açores; adapt. José Barros)&lt;br /&gt;7. Sábado d’Aleluia (Tradicional – Beira Baixa; adapt. José Barros)&lt;br /&gt;8. Beijai o Menino (Tradicional – Trás-os-Montes; adapt. José Barros)&lt;br /&gt;9. Bandolindo (instrumental) (José Barros)&lt;br /&gt;10. Fado do Tu Cá Tu Lá (Amélia Muge / José Barros, sobre tema tradicional da Beira Alta)&lt;br /&gt;11. Saias das Sete Saias (José Barros / José Barros)&lt;br /&gt;12. Chula de Barqueiros (instrumental) (Tradicional – Douro Litoral; adapt. José Barros)&lt;br /&gt;13. Canção do Marinheiro (Caetano Filgueiras / José Barros)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicos:&lt;br /&gt;- Tema 1:&lt;br /&gt;José Barros – voz, bandola e guitarra&lt;br /&gt;Vaiss (Osvaldo Dias) – baixo e guitarras&lt;br /&gt;Carlos Lopes – acordeão&lt;br /&gt;José Manuel David – adufe e tarota&lt;br /&gt;Miguel Tapadas – piano&lt;br /&gt;Rui Júnior – adufe&lt;br /&gt;- Tema 2:&lt;br /&gt;José Barros – voz, viola braguesa e cavaquinho&lt;br /&gt;Abel Batista – bateria, tímbales e caixa popular&lt;br /&gt;Vaiss (Osvaldo Dias) – baixo&lt;br /&gt;Carlos Lopes – acordeão&lt;br /&gt;João Ramos – violino&lt;br /&gt;Rui Júnior – ferrinhos, tímbales e caixa popular&lt;br /&gt;Rui Vaz, Joaquim Caixeiro, José Manuel David, João Ramos, Miguel Tapadas – coro&lt;br /&gt;- Tema 3:&lt;br /&gt;José Barros – voz, guitarras e viola braguesa&lt;br /&gt;João Afonso – voz&lt;br /&gt;Amélia Muge – voz&lt;br /&gt;Vaiss (Osvaldo Dias) – baixo e guitarra&lt;br /&gt;João Luís Lobo – bateria&lt;br /&gt;José Manuel David – flautas e trompa&lt;br /&gt;Rui Vaz, Joaquim Caixeiro, José Manuel David, João Ramos, Miguel Tapadas – coro&lt;br /&gt;- Tema 4:&lt;br /&gt;José Barros – bandolas e violas braguesas&lt;br /&gt;Vaiss (Osvaldo Dias) – baixo&lt;br /&gt;Mimmo Epifani – bandolim e bandola&lt;br /&gt;Giandomenico Carameil – tambura&lt;br /&gt;Paulo Marinho – uillean pipe&lt;br /&gt;Sara e Maika Gomez – txalaparta&lt;br /&gt;Rui Júnior – darbukas&lt;br /&gt;- Tema 5:&lt;br /&gt;José Barros – voz, viola braguesa e cavaquinho&lt;br /&gt;Abel Batista – bateria&lt;br /&gt;Vaiss (Osvaldo Dias) – baixo e guitarras&lt;br /&gt;Carlos Lopes – acordeão&lt;br /&gt;João Ramos – violino&lt;br /&gt;Rui Vaz, Joaquim Caixeiro, José Manuel David, João Ramos, Miguel Tapadas – coro&lt;br /&gt;- Tema 6:&lt;br /&gt;José Barros – voz e viola braguesa&lt;br /&gt;Fernando Deghi – viola caipira&lt;br /&gt;Manuel Rocha – violino&lt;br /&gt;José Manuel David – sintetizador&lt;br /&gt;- Tema 7:&lt;br /&gt;José Barros – voz&lt;br /&gt;Abel Batista – adufes&lt;br /&gt;Rui Júnior – adufes e outras percussões&lt;br /&gt;José Manuel David – trompa e adufes&lt;br /&gt;Nuno Fernandes – tuba&lt;br /&gt;Jorge Ribeiro – trompetes&lt;br /&gt;- Tema 8:&lt;br /&gt;José Barros – voz, bandola e guitarra&lt;br /&gt;Vaiss (Osvaldo Dias) – baixo&lt;br /&gt;Carlos Lopes – acordeão&lt;br /&gt;José Manuel David – acordeão e flautas&lt;br /&gt;Sara e Maika Gomez – txalapartas&lt;br /&gt;Rui Júnior – darbuka&lt;br /&gt;Fernando Molina – percussões&lt;br /&gt;João Luís Lobo – percussões&lt;br /&gt;- Tema 9:&lt;br /&gt;José Barros – bandolas, viola braguesa e cavaquinho&lt;br /&gt;Vaiss (Osvaldo Dias) – baixo&lt;br /&gt;João Ramos – violino&lt;br /&gt;Carlos Lopes – concertina&lt;br /&gt;Fernando Deghi – viola caipira&lt;br /&gt;Mimmo Epifani – bandolim&lt;br /&gt;- Tema 10:&lt;br /&gt;José Barros – voz, bandola e bandolim&lt;br /&gt;José Manuel David – voz&lt;br /&gt;Vaiss (Osvaldo Dias) – guitarras&lt;br /&gt;Vasco Sousa – baixo acústico&lt;br /&gt;Carlos Lopes – acordeão&lt;br /&gt;João Ramos – violino&lt;br /&gt;Mimmo Epifani – bandolim&lt;br /&gt;Edu Miranda – bandolim&lt;br /&gt;Rui Júnior – percussões&lt;br /&gt;- Tema 11:&lt;br /&gt;José Barros – voz, bandola e viola braguesa&lt;br /&gt;Janita Salomé – voz e trancanholas&lt;br /&gt;Vaiss (Osvaldo Dias) – baixo&lt;br /&gt;Carlos Lopes – acordeão&lt;br /&gt;José Manuel David – flautas&lt;br /&gt;Fernando Molina – cajón, bendir&lt;br /&gt;João Luís Lobo – bilha e percussões várias&lt;br /&gt;Rui Vaz, Joaquim Caixeiro, José Manuel David, João Ramos, Miguel Tapadas – coro&lt;br /&gt;- Tema 12:&lt;br /&gt;José Barros – violas braguesas e cavaquinho&lt;br /&gt;José Manuel David – flauta&lt;br /&gt;Vaiss (Osvaldo Dias) – baixo&lt;br /&gt;João Ramos – violino&lt;br /&gt;Carlos Lopes – concertina&lt;br /&gt;Fernando Molina – tambura e castanholas&lt;br /&gt;João Luís Lobo – bendir e castanholas&lt;br /&gt;- Tema 13:&lt;br /&gt;José Barros – voz e guitarras&lt;br /&gt;Vaiss (Osvaldo Dias) – guitarras&lt;br /&gt;Vasco Sousa – contrabaixo&lt;br /&gt;Carlos Passos – violino&lt;br /&gt;Luís M. Silva – violoncelo&lt;br /&gt;Lurdes Miranda – violino&lt;br /&gt;Fátima Rodrigues – viola de arco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranjos – José Barros e José Manuel David (1, 3, 4, 7, 8, 9, 12), José Barros (2, 5, 6, 10, 11) e José Manuel David (13)&lt;br /&gt;Direcção musical – José Barros e José Manuel David&lt;br /&gt;Produção – José Barros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado, misturado e masterizado no Estúdio da Ribeira, Sintra, entre Julho e Dezembro de 2007&lt;br /&gt;Gravação e misturas – João Magalhães e José Barros&lt;br /&gt;Masterização – João Magalhães&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grafismo – Ivone Ralha&lt;br /&gt;Fotos – Rui Moreno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://web.mac.com/jbnavegante1"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://web.mac.com/jbnavegante1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/jbnavegante"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/jbnavegante&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://palcoprincipal.sapo.pt/navegante"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://palcoprincipal.sapo.pt/navegante&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/jobarnavega"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.youtube.com/jobarnavega&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pé na Terra&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Pé na Terra&lt;br /&gt;(CD, Açor/Emiliano Toste, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEyttM8pnI/AAAAAAAABFk/QQBFHSwzIAw/s1600-h/pe_na_terra_pe_na_terra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377635190866486898" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 290px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEyttM8pnI/AAAAAAAABFk/QQBFHSwzIAw/s320/pe_na_terra_pe_na_terra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo Portugal país berço duma vasta e rica tradição cultural e musical, é com tristeza que assistimos à sua desvalorização e indiferença por parte das entidades institucionais e governativas, talvez por um trauma histórico relativamente ao folclorismo salazarista. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Por isso, são sempre salutares os novos alentos que vão surgindo no panorama folk português, como é o caso do grupo portuense Pé na Terra, reivindicadores duma tradição renovada e actualizada. Com uma edição que prima pela originalidade, criatividade e elegância (e que nada tem a invejar a outros artistas mais consagrados), este primeiro disco homónimo destaca-se pelo trabalho de composição própria em praticamente todos os temas, com excepção de "Menino Ó", "Maria Faia" e "Balada do Sino" (os dois primeiros do cancioneiro popular português e o último de José Afonso, se bem que de inspiração tradicional), e mantendo uma linha estética ora mais tradicionalista como em "Passodoble de Vizela", ora um "Sentir" mais folk. Pé na Terra insere-se numa nova geração de músicos e grupos que se dedicam à recuperação de ritmos e danças de matriz europeia, e por isso não é de estranhar que no seu repertório apareçam algumas "importações aportuguesadas", como as valsas e as 'chapeloises', que nestes tempos que correm, já vão sendo cada vez mais nossas. A variedade melódica, harmónica e rítmica dos múltiplos instrumentos usados, desde a gaita-de-foles ao kerkebás, torna a sonoridade do grupo mais rica, variada e com distintas dinâmicas, fazendo deste disco uma obra-prima que se vai descobrindo (e fruindo) a cada audição. Apesar de terem um longo caminho à sua frente (assim esperamos!), este promete ser um dos colectivos que mais contribuirá para a defesa e divulgação da nossa música tradicional e folk, com a determinação de ter os "pés bem assentes na terra" e nas nossas raízes culturais. (ligeiramente adaptado de um texto de Sara Louraço Vidal, in "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://sonsvadios.blogspot.com/2009/05/pe-na-terra.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sons Vadios&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;", 10.05.2009)&lt;br /&gt;"Pé na Terra" é, a todos os títulos, um disco fabuloso de música de raiz portuguesa (embora incorporando as já citadas influências exógenas) e pode dizer-se, sem exagero, que constitui a maior revelação nacional da colheita de 2008. Aliás, a exemplo do que havia acontecido com o CD "Parainfernália", do grupo Diabo a Sete, no ano precedente. Não deixa de ser curioso é que ambos os álbuns tenham a chancela da mesma editora, a Açor, de Emiliano Toste. Tendo a música tradicional sido totalmente enjeitada pelas 'majors' e, mais ou menos directamente relacionado com isso, também arredada das principais rádios nacionais, é de louvar e de enaltecer o empenho e a acção meritória destes pequenos editores, como Emiliano Toste, pelo amor e carinho que devotam à música de matriz tradicional. Mas voltando aos Pé na Terra, afirmar-se que o seu disco homónimo e primeiro é um trabalho primoroso peca por laconismo. Mais do que um álbum notabilíssimo (o que não é dizer pouco de um registo de estreia), "Pé na Terra" é um radiante hino à música, um festival à arte dos sons, daquela arte que irradia alegria e jovialidade e que nos convida a entrar na festa. Por tudo isto, não hesito em considerar este álbum o mais sério candidato ao Prémio José Afonso de 2009. Aliás, o grupo não deixa de prestar o seu tributo ao autor de "Cantares do Andarilho", não só recuperando dois espécimes do seu repertório – "Balada do Sino" e "Maria Faia" (em versões de belo efeito) – como aproveitando para rematar o primeiro daqueles temas com um excerto de uma entrevista de Zeca, em jeito de repto à juventude, que se na época fazia sentido ainda mais o faz actualmente: «É que de facto os jovens, por vezes, não se destacam do sistema. Limitam-se a constatar que não há saídas. Essa atitude tem de ser modificada e são eles que têm de a modificar. Se for preciso partir a louça, escavar tudo isto, acabar com a burocracia para criar uma sociedade diferente, eles que o façam! Partam mesmo a louça!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Menino Ó (Tradicional portuguesa)&lt;br /&gt;2. Valsa Verde (instrumental) (Ricardo Coelho, Cristina Castro e Tiago Soares)&lt;br /&gt;3. Salpicos (instrumental) (Pé na Terra)&lt;br /&gt;4. Balada do Sino (José Afonso)&lt;br /&gt;5. Sentir (Cristina Castro / Ricardo Coelho, Hélio Ribeiro e Adérito Pinto)&lt;br /&gt;6. Pedrinhas (que a terra faz cantar) (Cristina Castro)&lt;br /&gt;7. Maria Faia (Tradicional portuguesa)&lt;br /&gt;8. Passodoble de Vizela (instrumental) (Ricardo Coelho)&lt;br /&gt;9. Valsa Nova (instrumental) (Ricardo Coelho, Cristina Castro e Tiago Soares)&lt;br /&gt;10. Chapeloise (instrumental) (Tânia Pires)&lt;br /&gt;11. Raio de (um) Sol (Cristina Castro)&lt;br /&gt;12. Pur la Terra (instrumental) (Ricardo Coelho e Tiago Soares)&lt;br /&gt;13. Sete (Tiago Meireles / Hélio Ribeiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pé na Terra:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cristina Castro – voz (1, 4-7, 9, 11), acordeão (2-4, 8-10), concertina (9)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ricardo Coelho – tarota (1), gaita-de-foles galega (1, 2, 7, 8, 10), gaita-de-foles mirandesa (5, 12), flautas doces (2, 6, 7, 10), flauta transversal (9), low whistle (3), requinta (4), gralha (4), ponteiro (6)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hélio Ribeiro – guitarra folk (1-7, 9-11), voz (5-7) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Adérito Pinto – baixo (1-7, 9, 10)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tiago Soares – bateria tradicional (1-7, 9, 10), adufes (1, 7), ocean drum (2), berimbau (2), percussões finas (2, 3, 6, 9), darbuka (3, 10), sansula (4), tar (6), bilha (6), bombo galego (8), trancanholas (9), kerkebás (10, 12), caixa de Guimarães (12), bombo (12), címbalos (12)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicos convidados:&lt;br /&gt;Dulce Moreira – voz (1)&lt;br /&gt;Silvana Dias – violoncelo (1, 2, 4-6, 9)&lt;br /&gt;Maria Xosé Lopez – sanfona (8), voz (8) e pandeireta (8)&lt;br /&gt;Patrícia Cela – tambor galego (8)&lt;br /&gt;Tânia Pires – melódica (10)&lt;br /&gt;Antony Fernandes – gaita-de-foles mirandesa (12)&lt;br /&gt;Patrícia Miranda – voz (13)&lt;br /&gt;Tiago Meireles – voz (13)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranjos – Pé na Terra, excepto nos temas 11 (Hélio Ribeiro) e 12 (Ricardo Coelho e Tiago Soares)&lt;br /&gt;Produção e mistura – Pé na Terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado nos Estúdios Toste, São Mamede de Infesta, entre Novembro de 2007 e Março de 2008&lt;br /&gt;Gravação, mistura e masterização – Emiliano Toste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Design – Pedro Soares e Hélder dos Santos&lt;br /&gt;Ilustração – Anisabel Fernandes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.penaterra.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.penaterra.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/penaterra"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/penaterra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://palcoprincipal.sapo.pt/pe_na_terra"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://palcoprincipal.sapo.pt/pe_na_terra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fol&amp;amp;Ar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Fol&amp;amp;Ar&lt;br /&gt;(CD, Edição de Autor, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEy4iFjyuI/AAAAAAAABFs/cLfRS0iakWU/s1600-h/folear_folear.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377635376861268706" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEy4iFjyuI/AAAAAAAABFs/cLfRS0iakWU/s320/folear_folear.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Nascemos em 2006, fruto de um conjunto de felizes circunstâncias que apresentaram duas concertinas, um violino e um contrabaixo a quatro músicos apaixonados pela música e danças tradicionais. Nos nossos primeiros espectáculos apresentávamos já alguns temas originais, aos quais juntávamos um vasto leque de músicas tradicionais oriundas de Espanha, França, Reino Unido, Israel e, naturalmente, Portugal. A grande receptividade junto do público conduziu-nos a uma viagem do Norte ao Sul de Portugal, em mais de quarenta concertos e bailes no primeiro ano de existência. Ao longo deste percurso, e ao mesmo tempo que construíamos um repertório de originais inspirados em danças tradicionais, deixámo-nos também encantar por outros instrumentos que se juntaram ao conjunto: a harpa, a gaita-de-foles, o banjo e a sanfona. Entre Janeiro e Julho de 2008, gravámos em Lisboa o nosso primeiro trabalho discográfico que agora apresentamos ao público. Composto integralmente por temas originais, o CD conta ainda com as participações especiais de Ana Lúcia Palminha (voz), Alexandre Matias e Duda Amaro (percussões) e foi produzido por Nuno Gelpi e por nós próprios.» (Fol&amp;amp;ar)&lt;br /&gt;Uma das grandes estreias discográficas, na área da música tradicional, é este álbum do grupo Fol&amp;amp;ar. Um trabalho de extraordinário bom gosto expresso em onze temas, belíssimos e contagiantes, em torno das danças europeias, ora com um carácter mais efusivo como em "Pólvora no Olhar" e "Malhão da Graça", ora com um pendor mais contemplativo – "Baú Vermelho" e "21 Gramas" – duas composições em que a harpa celta está em evidência e mostra todo o seu sortilégio de nos encantar. Peças musicais de uma rara beleza e que emanam um tocante lirismo! Pena é que a harpa, tendo um dos mais belos timbres que se conhece, seja tão pouco utilizada na música portuguesa. Mas adiante!&lt;br /&gt;Com este notável trabalho, o grupo Fol&amp;amp;ar afirma-se – não hesito em dizê-lo – um dos projectos mais interessantes do panorama musical português. Falta-lhe apenas a exposição mediática que a qualidade do seu trabalho merecia e aqui terão de se questionar os critérios de programação musical em vigor nas rádios e televisões nacionais, em particular nas do sector público. O que está em foco é disco, mas importa não esquecer que é ao vivo, no contacto com o público, que este repertório, pela sua peculiaridade de apelo à dança, atinge a sua verdadeira dimensão. Para explicitar esta ideia, não resisto a citar um depoimento de Margarida Agostinho: «Conhecemos os Fol&amp;amp;ar quase desde o início da sua formação, tendo já tido oportunidade de trabalhar com este grupo em contextos performativos tais como intervenções artísticas urbanas, onde pudemos reconhecer a grande qualidade do seu trabalho, quer em termos musicais quer na sensibilidade da relação com o público e na cumplicidade com as pessoas que dançam as músicas que apresentam nos seus espectáculos. O seu trabalho de recolha e pesquisa de músicas de raiz tradicional nas quais baseiam as suas próprias composições originais, associadas a danças populares de diversas regiões da Europa, e integrando diferentes instrumentos e sonoridades, revela-se-nos fundamental para a alimentação de um património vivo e em constante actualização, fazendo a ponte entre o passado e o presente. Encontramos nos espectáculos que os Fol&amp;amp;ar têm vindo a apresentar ao longo destes dois anos a capacidade de contribuir, com o trabalho que desenvolvem, para a continuidade das músicas e das danças tradicionais nomeadamente portuguesas, permitindo assim a revisitação de um espólio musical que consideramos incontornável.» (Margarida Agostinho, Gestão Artística do C.E.M - Centro Em Movimento, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Tocandare (hanter dro) (João Salvado)&lt;br /&gt;2. Pólvora no Olhar (círculo circassiano)&lt;br /&gt;3. Valsas e Mazurcas para Quê? (mazurca)&lt;br /&gt;4. Carmo 3 da Manhã (valsa de 3 tempos)&lt;br /&gt;5. Malhão da Graça (malhão)&lt;br /&gt;6. Íntima Insatisfação (valsa de 8 tempos)&lt;br /&gt;7. Baú Vermelho (bourrée de 3 tempos) (Maria Côrte)&lt;br /&gt;8. Caracol da Graça (mazurca) (João Salvado)&lt;br /&gt;9. Valsa do João sem Medo (valsa de 5 tempos)&lt;br /&gt;10. Gatafunho (bourrée de 2 tempos)&lt;br /&gt;11. 21 Gramas (mazurca) (Maria Côrte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicas de Hugo Lopes, excepto onde indicado.&lt;br /&gt;Arranjos de todos os músicos.&lt;br /&gt;As letras dos dois temas cantados – "Valsas e Mazurcas para Quê?" e "Malhão da Graça" – são de Hugo Lopes, que partilha a autoria da segunda com João Salvado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fol&amp;amp;ar:&lt;br /&gt;Hugo Lopes – concertina (1, 3-6, 8-10), banjo (2, 7, 11)&lt;br /&gt;João Salvado – concertina (1, 3-10), sanfona (2)&lt;br /&gt;Maria Côrte – violino (1-6, 8-10), harpa celta (7, 11)&lt;br /&gt;Miguel Gelpi – contrabaixo (todos os temas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicos convidados:&lt;br /&gt;Ana Lúcia Palminha – voz (3, 5)&lt;br /&gt;Alexandre Matias – cajón (2, 5), percussões (2, 5, 7)&lt;br /&gt;Duda Amaro – ferrinhos (5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção – Nuno Gelpi e Fol&amp;amp;ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado nos "Estúdios Panteão", Lisboa, entre os meses de Janeiro e Julho de 2008&lt;br /&gt;Misturas e masterização – Nuno Gelpi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustrações – Inês Amaro&lt;br /&gt;Design – Filipa Teixeira e Inês Amaro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.folear.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.folear.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://folear.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://folear.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/folear"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/folear&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Escarpa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Mandrágora&lt;br /&gt;(CD, Hepta Trad, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEzCTFCXmI/AAAAAAAABF0/CRQoprIZTdM/s1600-h/mandragora_escarpa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377635544631238242" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 287px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEzCTFCXmI/AAAAAAAABF0/CRQoprIZTdM/s320/mandragora_escarpa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há três anos, não tive qualquer problema em afirmar que o álbum de estreia dos Mandrágora havia sido o disco mais surpreendente gravado por músicos portugueses, da colheita de 2005 (distinguido no ano seguinte com o Prémio Carlos Paredes). O projecto de Filipa Santos, Ricardo de Noronha, Pedro Viana, Sérgio Calisto e João Serrador oferece-nos uma visita guiada a uma "Escarpa" que o coloca muito acima daquilo que se chama muito simplesmente de música tradicional portuguesa. Primeiro, porque é muito redutor aplicar tal rótulo a este projecto. "Escarpa" é o resultado do amadurecimento criativo e do balizar das excelentes indicações deixadas no primeiro disco. Há o acentuar do drone do violoncelo, nickelharpa e moraharpa de Sérgio Calisto (que também trouxe outra consistência aos Mu); o constante vai-acima-vai-abaixo (típico de projectos pós-rock como Gybe!); o formato mais encorpado (e menos frágil) da sonoridade dos Mandrágora, quer pelo maior uso do saxofone de Filipa Santos (é pena haver menos espaço para as flautas que emanam orvalho à densa floresta que se abre) quer pela intensidade do baixo de João Serrador (excelente aquisição que veio dar uma tonalidade muito mais dinâmica e roqueira à banda), que não absorvem os momentos cintilantes da muito bem dedilhada guitarra clássica de Pedro Viana; um inesperado e exemplarmente bem metido solo de bateria de Ricardo de Noronha em "Erva-moura"; a agradável surpresa de ouvirmos Francisco Silva (da banda Old Jerusalem) cantar em português "Ó montes erguidos / deixai-os cair / deixai-os sumir / e ser destruídos / pois males sentidos / me dão tanta guerra / por ver minha terra.", na única canção do disco, "Abaixo Esta Serra" (baseada num poema de Francisco de Sousa, constante no "Cancioneiro Geral", de Garcia de Resende); os urrares demoníacos com que Helena Madeira (ex-Dazkarieh, actualmente no Projecto Iara) nos brinda no último tema ("Turbilhão"), cujo exercício vocal (também empregue no álbum "Casa Nostra" dos Mu) se assemelha a uma "spell song" retirada do épico finlandês "Kalevala". (ligeiramente adaptado de um texto de Luís Rei, in &lt;/span&gt;&lt;a href="http://cronicasdaterra.com/cronicas/2008/03/19/a-mandragora-que-subiu-a-escarpa/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Crónicas da Terra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, 19.03.2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Candelária&lt;br /&gt;2. Picões do Diabo&lt;br /&gt;3. Baile do Escangalhado&lt;br /&gt;4. Cubo&lt;br /&gt;5. Mija-velhas&lt;br /&gt;6. Abaixo Esta Serra&lt;br /&gt;7. Erva-moura&lt;br /&gt;8. Ó Que Calma Vai Caindo (Cantiga da Ceifa)&lt;br /&gt;9. Escancaras&lt;br /&gt;10. Odelouca&lt;br /&gt;11. Malagrado&lt;br /&gt;12. Tardo&lt;br /&gt;13. Turbilhão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicas de Mandrágora, excepto "Ó Que Calma Vai Caindo" (tradicional de Casegas, Covilhã – Beira Baixa).&lt;br /&gt;A letra de "Abaixo Esta Serra" foi adaptada por Mandrágora e Francisco Silva de um poema original de Francisco de Sousa (in "Cancioneiro Geral", de Garcia de Resende, 1516).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandrágora:&lt;br /&gt;Filipa Santos – saxofone (1-5, 7, 9, 11-13), gaita-de-foles (1, 7, 9, 10, 13) e flauta (6)&lt;br /&gt;Pedro Viana – guitarra clássica (1-7, 9-13)&lt;br /&gt;Sérgio Calisto – bouzouki (1, 4-7, 11-13), moraharpa (2, 8, 9), violoncelo (3, 10) e nickelharpa (7, 8)&lt;br /&gt;João Serrador – baixo (1-7, 9-13)&lt;br /&gt;Ricardo de Noronha – bateria (1-7, 9-13), adufes (6, 8) e percussões (12)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicos convidados:&lt;br /&gt;Francisco Silva – voz e guitarra (6)&lt;br /&gt;Simone Botasso – acordeão diatónico (3, 11, 12)&lt;br /&gt;Matteo Dorigo – sanfona (11)&lt;br /&gt;Helena Madeira – voz (13)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção – Joaquim Azevedo e Mandrágora&lt;br /&gt;Produção executiva – Hepta Trad&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado nos Estúdios Fortes &amp;amp; Rangel, Porto, em Novembro e Dezembro de 2007&lt;br /&gt;Técnicos de Som – Joaquim Azevedo e Fernando Rangel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grafismo – Ricardo de Noronha&lt;br /&gt;Fotografia – Jorge Casais (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jorgecasais.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.jorgecasais.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mandragora.com.pt/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.mandragora.com.pt/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mandragorafolk.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.mandragorafolk.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/mandragorafolk"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/mandragorafolk&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://palcoprincipal.sapo.pt/mandragora"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://palcoprincipal.sapo.pt/mandragora&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.reverbnation.com/mandragora"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.reverbnation.com/mandragora&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Casa Nostra&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Mu&lt;br /&gt;(CD, Edição de Autor, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEzJY5IxiI/AAAAAAAABF8/m6nhnMP3iiY/s1600-h/mu_casa_nostra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377635666451023394" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 285px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEzJY5IxiI/AAAAAAAABF8/m6nhnMP3iiY/s320/mu_casa_nostra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«De onde é que vem esta música que não se sabe bem de onde vem?... Nos Mu – e, recorde-se, Mu era o nome de um mítico continente perdido, terra de atlantes, sereias e outros seres míticos – a música parece vir de todo o lado e de um lado só deles, dali de dentro, das suas almas e dos seus corações. Se calhar, os Mu recriam sem o saberem temas tradicionais de Mu, o continente do Oceano Pacífico onde se teriam cruzado povos ainda agora existentes e outros que deixaram de existir, seres verdadeiros e imaginários, se é que a verdade e a imaginação não são uma e a mesma coisa, como o são na música dos Mu. Porque uma música que tem tanto de verdade como de... imaginação. E uma alegria e um brilho imensos, um encanto permanente tanto nos temas originais – mas que reflectem tantas e tantas músicas de tantos e tantos lugares! – como nas versões de tradicionais russos ou húngaros. A música dos portuenses Mu serve para dançar, serve agora ao segundo álbum (este "Casa Nostra" em que tem como colaboradores Helena Madeira, do Projecto Iara, o grupo de percussões Semente, e Quico Serrano como produtor) como já servia ao primeiro, mas serve também para ensinar a ouvir – a ouvir a sua música e a de muitos outros. E isso é o que torna os discípulos mestres.» (António Pires, in "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://raizeseantenas.blogspot.com/2008/06/folk-e-world-feitas-em-portugal.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Raízes e Antenas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;", 11.06.2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Karpa&lt;br /&gt;2. Oi Na Gori (Tradicional russa; arr. Sophie Kalisz e Diana Azevedo)&lt;br /&gt;3. Carrossel (Diana Azevedo e Sophie Kalisz; arr. Mu)&lt;br /&gt;4. Casa Nostra&lt;br /&gt;5. Circlone&lt;br /&gt;6. Chapeloise de Astérix&lt;br /&gt;7. Ayla&lt;br /&gt;8. Emma Kalisz (Sophie Kalisz; arr. Sophie Kalisz, Diana Azevedo e Sara Barbosa)&lt;br /&gt;9. Mog'ur&lt;br /&gt;10. Saltimbanco&lt;br /&gt;11. Miosótis (Diana Azevedo e Nuno Encarnação; arr. Mu)&lt;br /&gt;12. Iara (Quico Serrano e Helena Madeira)&lt;br /&gt;13. Viens ma fleur (Tradicional húngara; arr. Sophie Kalisz)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicas de Hugo Osga, excepto onde indicado.&lt;br /&gt;Arranjos do colectivo Mu, excepto onde indicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mu:&lt;br /&gt;Hugo Osga – bulbul tarang, didgeridoo, flauta, bombo, tarola, triângulo, bilha, buzina, flauta de êmbolo, pratos&lt;br /&gt;Nuno Encarnação – tabla, bombo, darbouka, adufe, tamborelo, percussões pequenas&lt;br /&gt;Diana Azevedo – violino, voz, shagatis, kazu&lt;br /&gt;Sara Barbosa – contrabaixo&lt;br /&gt;Sérgio Calisto – violoncelo, moraharpa, bouzouki, nickelharpa&lt;br /&gt;Dulce Cruz – acordeão&lt;br /&gt;Sophie Kalisz – acordeão, voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participações especiais:&lt;br /&gt;Helena Madeira – voz (1, 11, 12)&lt;br /&gt;Semente (Paulo das Cavernas, Eva, Andrés "Pancho" Tarabbia, Zé Puto, Márcio Pinto, Luís Lopes) – percussão (10)&lt;br /&gt;Quico Serrano – sintetizador (1, 12) e voz (2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção – Quico Serrano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado no Estúdio da Aguda, Vila Nova de Gaia, entre as Primaveras de 2007 e 2008&lt;br /&gt;Gravação, mistura e masterização – Quico Serrano&lt;br /&gt;Assistência de gravação e edição – Miguel Moreira&lt;br /&gt;Assistência de mistura – Pedro Moura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografia – Hugo Lima&lt;br /&gt;Design gráfico – Paulo Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mu.com.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.mu.com.sapo.pt/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/muuuuuu"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/muuuuuu&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Coisas do Ser e do Mar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Contrabando&lt;br /&gt;(CD, AE-Artes do Espectáculo, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEzQwkjgPI/AAAAAAAABGE/cT4Ykzm2s_g/s1600-h/contrabando_coisas_do_ser_e_do_mar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377635793066230002" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 318px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEzQwkjgPI/AAAAAAAABGE/cT4Ykzm2s_g/s320/contrabando_coisas_do_ser_e_do_mar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Depois de "Fresta" (2000), o Contrabando volta ao convívio musical e criativo através do lançamento do álbum "Coisas do Ser e do Mar". Integralmente composto por temas originais, nele poderemos encontrar interpretações de poemas de Fernando Pessoa, Agostinho da Silva, Branquinho da Fonseca e Ary dos Santos. Neste novo trabalho o grupo afasta-se um pouco mais dos sons e dos instrumentos tradicionais, em busca de uma originalidade musical que se antevê e que se reconhece. Um projecto que é cada vez mais uma intervenção original e singular, determinante das suas próprias fronteiras, de acordo com a criatividade e sensibilidade artística, universalista, dos seus membros e autores. Como se pode ouvir nos temas que compõem este disco, o grupo mantém a interpretação característica da voz de Nuno Cabrita e junta a tudo isto uma secção rítmica mais consistente, sem desvirtuar a sonoridade do grupo bem representada no trabalho anterior, bem alicerçada na voz e na interpretação, nas guitarras e nas características construções harmónicas. Continuamos a distinguir o som da viola campaniça, instrumento que parece constituir-se como elemento fundamental na característica sonoridade do Contrabando. Atenuam-se os sons do Alentejo, acentuam-se os sons da lusofonia e a ideia de uma nova música portuguesa, gerada aonde terá sempre que ser, no seio dos seus compositores, autores e músicos, numa qualquer paisagem portuguesa, multicultural e cheia das influências do império.» (Contrabando)&lt;br /&gt;Não me atrevo a considerar este novo álbum do grupo eborense Contrabando superior a "Fresta" (que Rafael Correia me deu a conhecer no seu – e nosso – "Lugar ao Sul"), mas não deixa de ser um trabalho em que vale a pena atentar. Tem momentos de grande nível, a começar pelo célebre "Mar Português", quiçá a melhor versão que até hoje foi feita por portugueses. Os temas "Ontem sonhei que sonhava" (sobre poema de Agostinho da Silva), "Sim, vem um canto na noite" (sobre poema de Fernando Pessoa) e "O arquipélago das sereias" (sobre poema de Branquinho da Fonseca parafraseando a história da Nau Catrineta) são igualmente excepcionais, quer pelo desempenho vocal de Nuno Cabrita quer pelos refinados arranjos instrumentais. O próprio poema de cunho panfletário de José Carlos Ary dos Santos ("Não passam mais") que há uns anos poderia parecer datado, voltou a fazer muito sentido nos dias que correm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Mar Português (Fernando Pessoa / Henrique Lopes)&lt;br /&gt;2. Divido o que conheço (Fernando Pessoa / Henrique Lopes)&lt;br /&gt;3. Ontem sonhei que sonhava (Agostinho da Silva / Henrique Lopes)&lt;br /&gt;4. Sim, vem um canto na noite (Fernando Pessoa / Henrique Lopes)&lt;br /&gt;5. Falésia urbana (prelúdio) (instrumental) (Carlos Menezes)&lt;br /&gt;6. Falésia urbana (instrumental) (Henrique Lopes)&lt;br /&gt;7. Quando é que o cativeiro (Fernando Pessoa / Henrique Lopes e Nuno Cabrita)&lt;br /&gt;8. Aqui onde me vês (Alice Pereira / Nuno Cabrita)&lt;br /&gt;9. Se estou só (Fernando Pessoa / Henrique Lopes)&lt;br /&gt;10. Não passam mais (José Carlos Ary dos Santos / Nuno Cabrita)&lt;br /&gt;11. O arquipélago das sereias (Branquinho da Fonseca / Henrique Lopes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrabando:&lt;br /&gt;Nuno Cabrita – voz (1-4, 7-11), guitarras acústicas (8, 9, 10), palmas (10), bilha (11)&lt;br /&gt;Henrique Lopes – guitarras acústicas (1, 2, 4, 10), viola campaniça (1, 3, 6), guitarra acústica de 12 cordas (7, 11), guitarra eléctrica (9)&lt;br /&gt;Carlos Menezes – baixo eléctrico (1-3, 6, 9-11), contrabaixo (3, 4, 5)&lt;br /&gt;Valter Passarinho – percussão (1-3, 6, 9-11), bateria (3, 6), palmas (10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicos convidados:&lt;br /&gt;Rui Gonçalves – bateria (1, 2, 9-11)&lt;br /&gt;António Cordeiro – flauta transversal (4), saxofone barítono (11)&lt;br /&gt;Nuno Rufino – saxofone soprano (10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direcção musical – Nuno Cabrita, Henrique Lopes e Carlos Menezes&lt;br /&gt;Produção – AE-Artes do Espectáculo, Lda.&lt;br /&gt;Produção executiva – Nuno Cabrita &amp;amp; AE-Artes do Espectáculo, Lda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado, misturado e masterizado entre Junho e Dezembro de 2005&lt;br /&gt;Captação de som – António Cordeiro, no Estúdio d’Aldeia, São Marcos-Cacém &amp;amp; Carlos Menezes, no CM Estúdio, Évora&lt;br /&gt;Mistura – António Cordeiro e Nuno Cabrita, no Estúdio d’Aldeia, São Marcos-Cacém&lt;br /&gt;Masterização – António Cordeiro, no Estúdio d’Aldeia, São Marcos-Cacém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Design gráfico e fotografia – Milideias-Comunicação Visual, Lda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://contrabando.com.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://contrabando.com.sapo.pt/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/contrabandoonline"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/contrabandoonline&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://palcoprincipal.sapo.pt/contrabando"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://palcoprincipal.sapo.pt/contrabando&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;De Sol a Sul&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Francisco Naia&lt;br /&gt;(CD, FNT Produções, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEzZmWfdZI/AAAAAAAABGM/Loyog1FcYDs/s1600-h/francisco_naia_de_sol_a_sul.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377635944941712786" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 319px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEzZmWfdZI/AAAAAAAABGM/Loyog1FcYDs/s320/francisco_naia_de_sol_a_sul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos depois de "Cantes d’Além Tejo" (2005), Francisco Naia regressa com um trabalho discográfico novamente direccionado para o Sul, onde Sol e Sul coabitam num espaço de intimidade e afectos, num espaço de inquietação, sempre presente na alma dos alentejanos (e são mais de 500 mil, os homens e mulheres que deixaram a sua terra e se instalaram na área Metropolitana de Lisboa). Espaço de inquietação porque os naturais da grande planície transtagana teimam em não perder as suas raízes de uma milenar cultura mediterrânica, onde o peso da ruralidade se manteve ao longo dos séculos, onde o céu ainda mergulha na terra por entre o sibilino zumbido dos insectos ao lusco-fusco. Uma ruralidade em que os espaços de silêncio e reflexão estão pintalgados de vilas e de pequenas e médias cidades onde a febre devastadora da urbanização incaracterística felizmente ainda não chegou, e não pereceram as hortas e os vinhedos que rodeiam e abastecem os aglomerados urbanos. Pior sorte teve a cintura suburbana de Lisboa (região saloia e margem Sul do Tejo), e é nela que vive meio milhão de alentejanos, entre a saudade da terra que de facto já não é a sua e a vida refeita nos arredores da grande Cidade. Francisco Naia é disso um vivo testemunho pois tendo nascido na estação ferroviária de Ourique-Gare, em pleno Baixo Alentejo, foi ainda na juventude que se radicou no Barreiro, para prosseguir os estudos secundários e universitários (formar-se-á em Línguas Germânicas). A partir de 1969, surge a vivência geracional com os artistas e cantores que lutavam contra o regime ditatorial e a guerra colonial, e o cantor nunca deixou de partilhar os anseios e os ideais daqueles que com o seu canto, a sua arte, o seu empenho e a sua generosidade abriram os caminhos de Abril; desse movimento único que teve em José Afonso o génio maior e o "pai espiritual" (Francisco Naia fora aluno de Zeca em Aljustrel, no início dos anos 60, e reencontrá-lo-ia precisamente por essa altura). Uma geração de cantores e autores que deu à música popular portuguesa os seus nomes maiores e algumas das melhores vozes do nosso panorama musical, entre elas a de Francisco Naia. Já escrevi a respeito do disco anterior e reafirmo: Francisco Naia, com a sua pujante voz de tenor, assume-se em toda a sua plenitude como cantor do Sul e intérprete privilegiado do cante, agora usando uma linguagem mais elaborada, mas nunca perdendo de vista as raízes que mergulham no Alentejo profundo. Disso são bons exemplos temas como "Há Uma Rosa Vermelha" ou "A Deusa da Planície".&lt;br /&gt;"De Sol a Sul" caracteriza-se também pelo uso de uma rica e vasta paleta instrumental, sendo de notar o extenso leque de instrumentos de percussão portugueses (adufes, bilhas, etc.) e magrebinos (bendir, darbuka, bongós marroquinos, etc.) habilmente tocados por Nuno Faria – daí poder falar-se, com toda a propriedade, de percussão luso-árabe. Com temas da autoria de Francisco Naia (letra e música), excepto no já referido "Há Uma Rosa Vermelha" (poema de Joaquim Pessoa) e em "Se já não me lembro se..." (música de Ricardo Fonseca), neste registo o autor/intérprete fez-se ainda rodear de outros excelentes músicos: José Carita e Ricardo Fonseca nos instrumentos de corda dedilhada (viola campaniça, guitarra acústica, bandolim, cavaquinho), Gil Pereira no contrabaixo, e Jorge Costa no saxofone soprano e flauta transversal. Com uma cuidada produção e direcção musical de Ricardo Fonseca e Nuno Faria, e mantendo-se a voz de Francisco Naia em excelente forma (ouça-se o belíssimo "Olhar de Mocho"), "De Sol a Sul" representa um passo em frente, justamente pela bem conseguida realização plástica de uma musicalidade nova e multifacetada, onde a diversidade de influências e as raízes genuínas se conjugam numa surpreendente harmonia. Um trabalho onde a tradição renovada marca o ritmo e o rumo. (adaptado de um texto de Eduardo M. Raposo, in revista "Memória Alentejana", Dezembro de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Nada sei, tudo sei&lt;br /&gt;2. Balada do Cais da Pipa&lt;br /&gt;3. A Deusa da planície&lt;br /&gt;4. As Trovas do Brasil&lt;br /&gt;5. Bendito Maio, bendito!&lt;br /&gt;6. Se já nem me lembro se... (Francisco Naia / Ricardo Fonseca)&lt;br /&gt;7. Há uma Rosa Vermelha (Joaquim Pessoa / Francisco Naia)&lt;br /&gt;8. Sou Alentejano&lt;br /&gt;9. O Farol de Cacilhas&lt;br /&gt;10. Olhar de Mocho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letras e músicas de Francisco Naia, excepto onde indicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicos:&lt;br /&gt;Francisco Naia – voz&lt;br /&gt;Ricardo Fonseca – viola campaniça (1, 6); viola (2-5, 7-10), bandolim (2); cavaquinho brasileiro (4); palmas (6).&lt;br /&gt;José Carita – viola (3, 5, 7 e 8); bandolim e cavaquinho português (4).&lt;br /&gt;Gil Pereira – contrabaixo (todos os temas, excepto 9); copos (1); palmas (6); bilha e caixa de areia tradicional portuguesa (7).&lt;br /&gt;Jorge Costa – saxofone soprano (2, 5, 7, 8 e 10); flauta transversal (3, 4, 6 e 9); palmas (6).&lt;br /&gt;Nuno Faria – viola com ebow, adufes, bendir e castanholas (1); bendires, bilhas, darbukas, bongós marroquinos, craclas, maracas, tambor e pratos (2); adufes, darbuka, craclas e castanholas (3); tímbalos, tarola, pratos, bendir, pandeireta e chocalho (4); darbuka, adufe, craclas, castanholas, maracas (5); adufes, bendir, sagaths e palmas (6); adufes, djembé, bilha e pratos (7); adufes, darbuka, talking drum, vento, canas e pratos (8); adufes, bilhas e bendir (10).&lt;br /&gt;Célia e Ana Tomás – coros (4)&lt;br /&gt;Célia, Ana Tomás, José Carita e Nuno Faria – coros (7)&lt;br /&gt;Direcção de coros – José Carita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranjos – Ricardo Fonseca, Nuno Faria e Gil Pereira (1); Ricardo Fonseca, Nuno Faria, Gil Pereira e Jorge Costa (2, 3, 5, 6, 8, 10); Ricardo Fonseca, Nuno Faria, Gil Pereira, Jorge Costa e José Carita (4, 7); Ricardo Fonseca e Jorge Costa (9)&lt;br /&gt;Produção e direcção musical – Ricardo Fonseca e Nuno Faria&lt;br /&gt;Produção executiva – Nuno Faria e Ricardo Fonseca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado nos Tintim Estúdios, Barreiro, por Miguel Medeiros, entre Outubro de 2006 e Dezembro de 2007&lt;br /&gt;Misturado e masterizado nos Estúdios MDL, Paço d’Arcos, por Fernando Abrantes, entre Janeiro e Março de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Design da capa – Teresa Esteves&lt;br /&gt;Fotografias – Pedro Soares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.francisconaia.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.francisconaia.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/francisconaia"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/francisconaia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sensual Idade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Pedro Barroso&lt;br /&gt;(CD, Ovação, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEzgyx8SqI/AAAAAAAABGU/V-1crnEQVJo/s1600-h/pedro_barroso_sensual_idade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377636068537158306" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEzgyx8SqI/AAAAAAAABGU/V-1crnEQVJo/s320/pedro_barroso_sensual_idade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A par da portugalidade, a mulher, ou mais assertivamente, o eterno feminino constitui uma das temáticas fulcrais da obra de Pedro Barroso. Na fase inicial da sua carreira, nos anos que precederam e se seguiram ao 25 de Abril, pelas contingências do momento histórico que então se vivia, o seu olhar de autor, compositor e intérprete foi mais marcadamente interventivo e imediatista, incidindo sobretudo em questões de ordem social, laboral e ambiental, pelo que a área mais poética do amor ficou à margem. Aliás, nessa época, alguém que se atrevesse a fazer canções de amor correria o sério risco de ser acusado de reaccionário e de burguês acomodado. Por isso, não admira que só em 1978, no álbum "Água Mole em Pedra Dura", surja um tema de carácter amoroso, "Nasce Afrodite Amor Nasce o Teu Corpo" (poema de José Saramago), o que, diga-se de passagem, faz de Pedro Barroso, depois de Luís Cília e Manuel Freire, um dos primeiros intérpretes a cantar o autor de "Os Poemas Possíveis", numa altura em que ele estava longe de atingir a reputação literária que hoje todos lhe reconhecem (o Prémio Nobel só viria duas décadas mais tarde). "Maria Mal Amada" e "Palavras a uma coisa amor" são os temas do álbum subsequente ("Quem Canta Seus Males Espanta", 1980) em que a mulher, ainda que em perspectivas diferentes, volta a merecer a atenção do cantautor. Mas é nos três álbuns posteriores ("Cantos à Terra Madre", 1982; "Do Lado de Cá de Mim", 1983; "Cantos da Borda d’Água", 1984), que a mulher adquire maior presença no seu repertório, com uma série de temas centrados no feminino predominantemente de cariz popular, em tom alegre e jovial às vezes a roçar o jocoso – "Cantar Brejeiro", "Ai Consta", "Eu Hei-de, Meu Bem, Eu Hei-de", "Romance de Almeirim", "A Ida ao Mercado", "Fado da Charneca". Apesar da grande aceitação que este género repertório obteve junto do público, Pedro Barroso resolveu não continuar nessa senda e envereda por um caminho de maior exigência e aprimoramento poético-musical que alguns temas insertos naqueles discos já deixavam antever. Citam-se "O Ramalhete Rubro das Papoulas" (sobre poema de Cesário Verde), "Menina dos Olhos d’Água" (ainda hoje o seu tema mais emblemático) e sobretudo o belíssimo "Setembro", cujo poema a dado passo reza assim: «Foste mais que a madrugada / Que nos dá luz e nos guia / Foste a espera ansiada / Foste maré, foste vaga / Minha cheia, minha estrada / Minha manhã de alvorada / Minha razão de ser dia». Assim, é muito naturalmente que surge o álbum "Roupas de Pátria, Roupas de Mulher" (1986), que como o nome indica se centra em duas temáticas: a portugalidade e a mulher (não por acaso, todos os temas do alinhamento têm nomes femininos). A amante, a companheira, a confidente e também a mulher só (nesse retrato terno e humano que é "Noite") todas elas tem lugar neste belíssimo trabalho, sem dúvida alguma, um dos pontos mais altos da discografia de Pedro Barroso e que marca o início de uma nova etapa no seu percurso artístico, tornando-o um dos maiores autores/compositores/intérpretes da música portuguesa. "Anúncio Confidencial" e "Música de Mar" (in "Pedro Barroso", 1988), "Excesso" e "Eterno" (in "Longe d’Aqui", 1990), "Ai, Mulher!", "Amor Antigo" e "Rugas" (in "Cantos d’Oxalá", 1996), "Jardim de Poetas", "Violentíssima Ternura", "Maria Montanha", "Crónica da luxúria por dizer", "Se esse homem", "Canção de Amante" (in "Crónicas da Violentíssima Ternura", 2001), "Ainda bem que era amor", "Facturas do Futuro", "Amor Tranquilo", "Existe uma Mulher" e "Noite de Afago" (in "Navegador do Futuro", 2004) somam um soberbo rol de temas de tributo à mulher, afirmando Pedro Barroso um extraordinário poeta do feminino e talvez o que melhor cantou, no seio da música portuguesa, essa metade da Humanidade, genericamente designada de belo sexo.&lt;br /&gt;Aprofundando uma ideia já ensaiada no álbum "Crónicas da Violentíssima Ternura", com o capítulo "Das Mulheres", o artista decide fazer um disco temático em torno da sexualidade/sensualidade a que dá o título de "Sensual Idade". Mas ao contrário do que o desenho da capa com a bolinha vermelha possa sugerir, não estamos propriamente em presença de uma obra obscena ou pornográfica. À parte os dois poemas recitados ("O Pintor e a Bailarina" e "O Sexo Comanda a Vida"), em que a linguagem é, por assim dizer, mais directa e explícita (ainda assim muito longe do registo obsceno), nos restantes temas a música e a sofisticação poética acabam por suavizar, em grande medida, o eventual melindre dos tópicos abordados. Porque é fina poesia a que o autor nos oferece em "Sensual Idade", apesar do assunto facilmente se prestar a excessos de linguagem, digo, ao palavrão. Aqui o bom gosto e o requinte a que o poeta Pedro Barroso nos havia habituado continuam a ser a marca distintiva, embora recorrendo mais à forma da canção com refrão. E é precisamente neste ponto que "Sensual Idade" fica a perder quando comparado com álbuns anteriores ("Longe d’Aqui" ou "Navegador do Futuro", por exemplo), onde o artista deu largas ao registo discursivo em que se tornou mestre imbatível em Portugal. No que à componente musical diz respeito, além do acordeão, do piano, do violoncelo e das cordas dedilhadas (violas acústicas e guitarra portuguesa), sempre presentes – e muito bem – nos trabalhos de Pedro Barroso, realço as belíssimas secções com o(s) violino(s) de Manuel Rocha (da Brigada Victor Jara).&lt;br /&gt;Num texto incluso no álbum, Pedro Barroso apresenta-nos "Sensual Idade" nestes termos: «Este CD destina-se a um público adulto. Aborda a sensualidade e suas múltiplas variantes no complexo e sempre insondável sentir humano. Íntima e imprevisível escolha, até para mim. Tentei manter em tão susceptível e melindrosa matéria, uma abrangência que é filha da muita idade, experiência e alguma observação. Com ironia, abertura de espírito, elevação e tolerância, espero. Apesar de procurar sempre um traço fino, poético e elegante, este trabalho pode, no entanto, ferir susceptibilidades mais conservadoras, ou pessoas de menor idade. Aconselha-se urna audição prévia responsável, para que não existam choques de acordo com padrões éticos pessoais ou critérios educacionais. Se ensinou os seus filhos a acreditar que os bebés são entregues por cegonhas, esqueça. A avó de província que já só reza o terço deve ser também carinhosamente afastada da sala durante a audição de alguns temas de lubricidade mais explícita. Mas descanse. Nunca se cai no detalhe, nem na grosseria. Não faria a minha cara. E vai divertir-se. A vida é curta. Portanto, sente-se. Goze. A função vai começar.&lt;br /&gt;É permitido fumar, pensar, beber, sonhar ou sorrir. Ponha a mesa. Vá buscar aquele presunto de Chaves e o tal Serra amanteigado. Pão e vinho alentejanos, por favor. Ou, para paladares mais cosmopolitas, uísque velho, cognac, Portos vintage. Reservas secretas envelhecidas em cascos da vida. Talvez simples água fresca da fonte, flores, perfumes, toalhas de linho, velas acesas. Chocolates para as senhoras; charutos para os cavalheiros. Ou vice-versa, porque não? Seja indulgente consigo por uma hora. Usufrua este CD com gula, atenção e encanto. Leia e escute. Convide os amigos. Apague a televisão. Aproveite. Um dia vai ter saudades deste tempo e modo de ouvir e deste sentir saboroso e diferente. Avisos da Lei devidamente efectuados. Agora desfrute, ame e viva. E escolha, em livre mente, do cardápio, tudo o que quiser, ao melhor gosto da sua sensual idade. E receba o meu abraço.» (Pedro Barroso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Tão Mulher&lt;br /&gt;2. O Cheiro&lt;br /&gt;3. Amantes Clandestinos&lt;br /&gt;4. Em Sagres&lt;br /&gt;5. Allumeuse&lt;br /&gt;6. Caderno Preto&lt;br /&gt;7. Swing&lt;br /&gt;8. Sítio Errado&lt;br /&gt;9. O Voyeur&lt;br /&gt;10. Homem&lt;br /&gt;11. Carnaval&lt;br /&gt;12. As Amazonas&lt;br /&gt;13. O Pintor e a Bailarina&lt;br /&gt;14. O Sexo Comanda a Vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os poemas e músicas de Pedro Barroso, excepto a música do tema "Allumeuse" que é de Luís Petisca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicos:&lt;br /&gt;António da Silva – percussões extra e sonoplastia&lt;br /&gt;Lara Li – Solo de voz na canção "Amazonas"&lt;br /&gt;Luís Petisca – guitarra clássica, guitarra eléctrica, baixo, percussões, guitarra portuguesa e flauta de bisel&lt;br /&gt;Luís Sá Pessoa – violoncelo&lt;br /&gt;Manuel Rocha – violino&lt;br /&gt;Miguel Carreira – acordeão&lt;br /&gt;Nuno Barroso – piano, coros&lt;br /&gt;Nuno Fernandes – tuba&lt;br /&gt;Pedro Barroso – piano, percussões, assobio e viola&lt;br /&gt;Rodrigo Serrão – contrabaixo&lt;br /&gt;S. Marcos Quartet – Manolo Piedra, Luís Sá Pessoa, Manuel Rocha e Ludwig SacKsua&lt;br /&gt;Sir Tony Lamb – saxofone&lt;br /&gt;Tom Clay – trombone&lt;br /&gt;Vakas Petiskatis – bouzouki&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção executiva, arranjos e orquestrações – Luís Petisca, Manuel Rocha e Pedro Barroso&lt;br /&gt;Supervisão musical – Pedro Barroso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado no Estúdio d'Aldeia, São Marcos-Cacém, entre Abril e Agosto de 2008&lt;br /&gt;Direcção de som e gravação – António Cordeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenhos de capa e caderno – Pedro Chora&lt;br /&gt;Fotografia – Carlos Lima&lt;br /&gt;Grafismo – Pedro Matias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pedrobarroso.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.pedrobarroso.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/395541511"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/395541511&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=haWx-6kvJKQ"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=haWx-6kvJKQ&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Manuel Freire Canta Nemésio&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(CD, Direcção Regional da Cultura dos Açores, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEzqwp-0PI/AAAAAAAABGc/I9Lz12_6cE8/s1600-h/manuel_freire_canta_nemesio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377636239765590258" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEzqwp-0PI/AAAAAAAABGc/I9Lz12_6cE8/s320/manuel_freire_canta_nemesio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que gravou o seu primeiro disco, o EP "Dedicatória", em 1968, Manuel Freire foi indiscutivelmente um dos que melhor cantou a grande poesia portuguesa. Miguel Bernardes, Carlos de Oliveira, Daniel Filipe, Manuel Alegre, António Gedeão, José Saramago, António Borges Coelho, Pedro Támen, Eugénio de Andrade, José Gomes Ferreira, Mário Dionísio, Fernando Assis Pacheco, Eduardo Olímpio e Sidónio Muralha contam-se entre os autores a quem deu a sua bela e portentosa voz. Em 1999, pondo fim a um período de vinte e um anos sem discos de originais, e aproveitando o pretexto da atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago, Manuel Freire grava um disco exclusivamente com poemas do autor de "Os Poemas Possíveis" e "Provavelmente Alegria", a que dá o sugestivo título de "As Canções Possíveis". Dentro do mesmo conceito, surge agora outro belo álbum dedicado à poesia de um só autor, desta vez Vitorino Nemésio, por encomenda da Direcção Regional da Cultura dos Açores.&lt;br /&gt;Sobre a poesia do grande escritor açoriano e o modo como Manuel Freire a trabalhou assim discorreu Luiz Fagundes Duarte: «Nemésio é um poeta de voz alta, e a poesia sabe-lhe a música. Ele próprio, dando eco à "Art Poétique" de Verlaine – "De la musique avant toute chose (...) De la musique encore et toujours!" – escreveu um dia que o poema apenas está virtualmente, como algo latente ou potencial, na sua forma discursiva, e que só chega à plenitude e perfeição depois de o poeta o ter dito em voz alta. Para evitar futuras decepções, acrescentou Nemésio, convém que o poeta dê voz aos seus próprios versos – porque "o poema genuíno é ‘chanteclair’".&lt;br /&gt;Ou seja: é som, é voz, é música. É cantoclaro.&lt;br /&gt;E se isso é verdade para a poesia em geral, mais verdade se torna para a de Nemésio, que é poesia para ser ouvida, mais do que lida: a voz do poeta, ou de alguém que lhe peça a voz, ao interpretar a musicalidade do texto, ao modalizar as palavras, as sugestões, as impressões fugitivas nele contidas, torna-se parte da substância poética. E aí teremos corporizado muito da essência da poesia, sendo que o resto é literatura – "Et tout le reste est littérature" (Verlaine) – há-de ser mesmo uma triste eloquência. Essa, sim, amarrada à forma discursiva do poema, a que é necessário torcer o pescoço: "Prends l’eloquence et tords-lui son cu!", como dizia Verlaine, agora citado por Nemésio.&lt;br /&gt;Manuel Freire sabe destas coisas da poesia, e por isso pediu emprestados a Nemésio, para lhes dar voz, alguns dos seus poemas. Oito em português, um deles com voz brasileira "Praça 15, Rua 7" –, um em francês – "Le Souterrain de l'Apparence" –, mais um em castelhano – "Fuentes de Oñoro". Uns seguindo a métrica erudita do decassílabo ("Trégua"), outros a dolência do octossílabo ("Souterrain de l'Apparence"), outros cedendo o seu pezinho ao lirismo da redondilha do romance ibérico tradicional ("Décima de Sílvio e Silvana", "Fuentes de Oñoro") ou da balada de Coimbra ("Cantigas de Coimbra"); outros ainda dando-nos a surpresa de um verso quebrado ("Trégua", "Nocturno"); e finalmente outros, como "Al Pardo de Riba Sena", onde, já em jeito de síntese, encontramos os ecos de D. Dinis e das cantigas de amigo, do cancioneiro popular, e do António Nobre de "Lusitânia no Bairro Latino" – todos eles desafiando, a cada sílaba, a cada palavra, a cada verso, a cada rima de apoio, a cada referência, mas também, em certos casos, a cada heterometria ("Menina Rosa de Holanda"), a arte do compositor, o ritmo da instrumentação, e a voz: A voz do cantor, aquela voz, a de Manuel Freire, que assim vem, pedindo licença a Nemésio, dar-lhe destino a uma dezena de poemas que ele, pelos vistos, deixara incompletos. Em cantoclaro.» (Luiz Fagundes Duarte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Menina Rosa de Holanda&lt;br /&gt;2. Le Souterrain de l'Apparence&lt;br /&gt;3. Cantigas de Coimbra&lt;br /&gt;4. Décima de Sílvio e Silvana&lt;br /&gt;5. Praça 15, Rua 7&lt;br /&gt;6. À Lua&lt;br /&gt;7. Fuentes de Oñoro&lt;br /&gt;8. Nocturno&lt;br /&gt;9. Al Pardo de Riba Sena&lt;br /&gt;10. Trégua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poemas de Vitorino Nemésio.&lt;br /&gt;Músicas de Manuel Freire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicos:&lt;br /&gt;Manuel Freire – voz&lt;br /&gt;Pedro Osório – piano e programação&lt;br /&gt;João Maló – guitarra acústica (excepto em 5)&lt;br /&gt;Luís Sá Pessoa – violoncelo&lt;br /&gt;Alexandre Bateiras – guitarra de Coimbra&lt;br /&gt;Edu Miranda – guitarra acústica (5) e bandolim&lt;br /&gt;Maria Filomena Dias – voz (3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranjos e direcção musical – Pedro Osório&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado no estúdio de Pedro Osório, Oeiras&lt;br /&gt;Misturas – Luís Delgado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Design gráfico – Oficialdesign&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/vilardemouros1971/manuelfreire.htm"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.geocities.com/vilardemouros1971/manuelfreire.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pg.azores.gov.pt/drac/cca/publicacoes/ultimas.aspx"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://pg.azores.gov.pt/drac/cca/publicacoes/ultimas.aspx&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Em Português&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Rabih Abou-Khalil &amp;amp; Ricardo Ribeiro&lt;br /&gt;(CD, Enja Records/Dargil, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEz7WiPrhI/AAAAAAAABGs/fhZcgTPJwlw/s1600-h/rabih_abou-khalil_ricardo_ribeiro_em_portugues.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377636524811595282" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqEz7WiPrhI/AAAAAAAABGs/fhZcgTPJwlw/s320/rabih_abou-khalil_ricardo_ribeiro_em_portugues.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Nascido em Beirute, em 1957, mas radicado em Munique desde que a guerra civil rebentou no Líbano em finais dos anos 70, Rabih Abou-Khalil começou por estudar alaúde e flauta clássica, até se especializar e tornar num virtuoso daquele instrumento consagrado pela tradição árabe. Rabih não se limitou, porém, a recriar a sua tradição, nem a explorar qualquer outro idioma musical convencional. Especializou-se, no lugar disso, em ensaiar novas linguagens de fusão, interpelando o jazz e a música clássica, mas também e cada vez mais as músicas do mundo. É o que ele chama de "folclore imaginário", um som que quer ao mesmo tempo ser novo e estranho e, todavia, natural e familiar. Daí também a singularidade dos músicos que o acompanham, integrando-se na actual formação o acordeonista italiano Luciano Biondini, o baixista francês Michel Godard e o percussionista norte-americano Jarrod Cagwin. Músicos que têm a escola das suas próprias raízes, mas partilham também do ecletismo e da versatilidade que são a divisa do alaúdista libanês. A mais recente aquisição deste bando de vagabundos sónicos é Ricardo Ribeiro, ele que é o rosto e a alma de "Em Português". Mas, afinal, quem é Ricardo Ribeiro?&lt;br /&gt;Nascido em Lisboa, em Agosto de 1981, e criado no bairro da Ajuda, Ricardo Ribeiro começou a cantar fado entre amigos, logo aos 9 anos. Aos 12 já se estreava frente a uma plateia, numa festa da colectividade do seu bairro. Veio a Grande Noite do Fado: foi segundo classificado em 1996, levou a taça nos dois anos seguintes. De maneira que ainda com 15 anos passou a actuar em restaurantes e casas de fado, até que aos 18 resolveu fazer do fado profissão. Entrou pela primeira vez em estúdio para gravar um tema, num disco de tributo a Amália Rodrigues, lançado pela World Connection em 2004. Foi uma espécie de ensaio para o álbum de estreia homónimo, editado no início do ano de seguinte, na colecção de antologias da Companhia Nacional de Música, de Nuno Rodrigues. Hoje Ricardo não se orgulha, nem se envergonha dessa primeira experiência de gravação: "Foi um disco um tanto atribulado, porque eu na altura não tinha muita experiência e não foi algo que tivesse ponderado muito. O reportório constituído por fados tradicionais foi escolhido em função da minha sensibilidade, mas contei com a ajuda do Jorge Fernando. Por ocasião do lançamento do álbum dei uma entrevista ao "Y" [do "Público"] e o encenador Ricardo Pais (Teatro Nacional de São João, Porto) leu, foi comprar o disco e veio ver-me em espectáculo, a Lisboa. Convidou-me logo para fazer ‘Cabelo Branco é Saudade’, um espectáculo com Celeste Rodrigues, Argentina Santos e o Alcindo de Carvalho, fadistas na casa dos 80 anos. Fui convidado a título de jovem fadista que partilha a linguagem desses veteranos." Um dos raros jovens talentos, poderá acrescentar-se, educado e comprometido com a tradição do fado mais castiço, poético e dramático da Lisboa doutras eras. Seguiu-se a digressão nacional e europeia (Espanha, França, Itália) e a edição em DVD de "Cabelo Branco é Saudade". Entretanto, "o Ricardo Pais também me dizia: ‘Você é a pessoa indicada para uma coisa que eu há muito tempo tenho na cabeça. Foi aí que me apresentou o Rabih Abou-Khalil, que ele tinha convidado para assistir a ‘Cabelo Branco é Saudade’". O projecto de Ricardo Pais já tinha nome, por sinal bem sugestivo: "Mariquinhas Dream House". Era para ser uma fantasia em torno da época de Alfredo Marceneiro, mas nunca chegou a acontecer. Ou melhor, evoluiu para o formato de concerto com Ricardo Ribeiro a assumir o papel de cantor do novo espectáculo em português de Rabih Abou-Khalil. A sua primeira cristalização traduziu-se em quatro espectáculos, dois no São Luiz, em Lisboa, dois no São João, no Porto, todos em Julho de 2007.&lt;br /&gt;Um ano depois, no palco do CCB, o libanês apresentou canções num português mesclado de italiano, mas perfeitamente inteligível. Quando começou a trabalhar com o jovem fadista português, no entanto, não entendia patavina da nossa língua. Recorda o cantor: "Foi mesmo com ‘A Casa da Mariquinhas’ que tudo começou e por isso é o único clássico que acabou no alinhamento do disco. O Rabih ouviu o Marceneiro cantar, descobriu que a língua portuguesa tem a ver com o ritmo da música dele e compôs estas canções. ‘Em Português’ acabou, no entanto, por não ter nada a ver com o projecto inicial do Ricardo Pais. Até porque a princípio o que havia eram letras do Jacinto Lucas Pires, mas que ele entendeu que não deviam ganhar a forma de disco. Fui eu que acabei por pedir a poetas como o Mário Rainho, o Rui Manuel e Tiago Torres da Silva para escreverem as letras para estas músicas."&lt;br /&gt;O sustento da aventura portuguesa do libanês foi, porém, a sua química instantânea com Ricardo Ribeiro. "Logo de início, quando o Rabih fez a primeira música, ao fim de três audições comecei a improvisar uma interpretação e ele ficou radiante. Até comentou: ‘É incrível como um jovem português canta a minha música com se fosse dele’. Criámos uma empatia tão forte que não sei explicar. Há uma frase de que eu gosto muito: ‘Ao ser humano não acontece aquilo que merece, mas sim aquilo a que se assemelha’. Ainda hoje nos tratamos por ‘irmão’."&lt;br /&gt;Para um jovem tão próximo dos clássicos do fado, acaba assim por surpreender a adesão a um projecto tão experimental como "Em Português". Ricardo Ribeiro responde, porém, que há mais que um Ricardo Ribeiro:&lt;br /&gt;"É evidente que em certas frases que canto neste disco há entoações fadistas. Não posso, contudo, dizer que é fado porque não é, nem esse era o objectivo. ‘Em Português’ não é o fado, sou eu. Este disco representa outra faceta. Sou fadista, mas posso cantar outras músicas, aliás, como também acontece no tema em espanhol que canto no novo disco do João Gil. Não tenho qualquer tipo de problema com isso, mas há coisas que devem permanecer intocáveis. Não estou de acordo que se altere. Estou de acordo que se inove, mas não que se altere. De contrário já não sabemos que identidade temos, de onde vimos e para onde vamos."» (entrevista a Luís Maio, in "Público": Suplemento "Ípsilon", 12.09.2008)&lt;br /&gt;Demos agora a palavra a Rabih Abou-Khalil: «"A primeira coisa que tentámos foi a minha versão da ‘Casa da Mariquinhas’. Tinha feito uns arranjos difíceis e fiquei espantado com a velocidade com que ele apanhava a linha melódica." Mas não é só a forma como canta que lhe agrada em Ricardo Ribeiro. Uma das coisas que o levou a acreditar que esta seria uma parceria que podia funcionar é a forma como o fadista interage com os outros músicos. "É uma coisa que poucos fazem. Ricardo está atento a tudo o que está a acontecer e vê-se como parte disso. É muito raro, porque geralmente os cantores quando cantam são só eles e mais nada." Passa-se tudo, portanto à volta de uma língua que ao princípio Rabih não falava e que é a única que Ricardo fala. Difícil, imaginamos. Mas não para o libanês. É certo que desde pequeno que conhecia Amália Rodrigues, através de um disco, "Busto", que os pais tinham comprado numa viagem a Lisboa e tinham levado para Beirute, onde a família ainda vivia (Rabih deixou o Líbano em 1978 e instalou-se em Munique, onde casou com uma alemã). Era uma música que os pais achavam "muito, muito triste", mas que ele pensava que "não era assim tão triste". Depois, nas várias visitas a Portugal, onde tem vindo dar concertos, comprava sempre discos de fado. E foi capturando o ambiente, ele que quando vê, ouve, prova, sente ou cheira alguma coisa pensa sempre se a pode transformar em música. É uma espécie de deformação profissional: "Penso sempre: ‘isto será música?’ Bacalhau pode ser música?", explica, rindo. Mas, apesar do cruzamento de sonoridades estar na base do seu trabalho como compositor, nunca se tinha imaginado na aventura de fazer um disco (que é o seu primeiro com voz) a partir de palavras que não entendia. No entanto, sendo filho de um poeta ("e qualquer pessoa com um pai poeta tem algo de português"), tem uma relação com as palavras que vai para lá do sentido. "É como a pintura abstracta. Posso decidir se gosto ou não de um poema pelo som das palavras, pelo ritmo." Foi assim que começou a compor para português – se bem que no processo tenha começado a compreender e a falar a língua. Quer, no entanto, deixar claro uma coisa: este disco não é "fado com alaúde" nem "música árabe com fado". É algo que transcende isso, apesar de ele não ter (nem querer ter) um rótulo para lhe pôr. "Seria idiota vir de uma cultura diferente e dizer que compreendo o suficiente para acrescentar alguma coisa ao fado."» (entrevista a Luís Maio, in "Público": Suplemento "Ípsilon", 12.09.2008)&lt;br /&gt;Quando soube da existência do disco, e que era cantado por um fadista com música de um compositor do mundo árabe, receei que o produto final fosse qualquer coisa deste género: de um lado, uma voz a cantar fado e, do outro, uns músicos a tocar música árabe. Enganei-me e ainda bem: o que mais me fascina neste singular e fascinante trabalho discográfico é verificar como Ricardo Ribeiro consegue harmonizar admiravelmente a sua voz com a música (nada previsível e sempre surpreendente) de Rabih Abou-Khalil, e sem prejudicar a dicção, coisa nada fácil quando se adopta o estilo árabe de cantar e de entoar as palavras. Em certas passagens, até dá a impressão que a voz é uma imanência do alaúde, uma espécie de ‘alter ego’ vocal do instrumento, sobretudo nos registos mais graves. Genial! Resumindo e concluindo: "Em Português" pode incluir-se, com toda a justeza, entre as melhores obras que até hoje se fizeram à luz do conceito de música luso-árabe, e que nada desmerece o que de muito bom já fizeram neste domínio Janita Salomé e Eduardo Ramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Como um rio (letra de Mário Rainho)&lt;br /&gt;2. No mar das tuas pernas (letra de Tiago Torres da Silva)&lt;br /&gt;3. A lua num quarto (letra de Mário Rainho e José Luís Gordo)&lt;br /&gt;4. Amarrado à saudade (letra de Tiago Torres da Silva)&lt;br /&gt;5. Já não dá como esta (letra de Rui Manuel J. de Oliveira)&lt;br /&gt;6. Se o meu amor me pedisse (letra de letra de Tiago Torres da Silva)&lt;br /&gt;7. Quando te vejo sorrir (letra de Rui Manuel J. de Oliveira)&lt;br /&gt;8. A Casa da Mariquinhas (letra de Silva Tavares)&lt;br /&gt;9. Beijos ateus (letra de Tiago Torres da Silva)&lt;br /&gt;10. A gaivota que tu és (letra de Rui Manuel J. de Oliveira)&lt;br /&gt;11. Jogo da vida (letra de Mário Rainho)&lt;br /&gt;12. Adolescência perdida (letra de António Rocha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as músicas de Rabih Abou-Khalil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicos:&lt;br /&gt;Ricardo Ribeiro – voz&lt;br /&gt;Rabih Abou-Khalil – alaúde&lt;br /&gt;Luciano Biondini – acordeão&lt;br /&gt;Michel Godard – baixo eléctrico, serpente, tuba&lt;br /&gt;Jarrod Cagwin – bateria, percussões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção – Rabih Abou-Khalil e Walter Quintus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado no Sound Studio Zerkall, Alemanha, de 3 a 9 de Setembro de 2007&lt;br /&gt;Técnico de som – Walter Quintus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenho da capa – Rabih Abou-Khalil&lt;br /&gt;Fotografia – Gert Rickmann-Wunderlich&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/rabihaboukhalil"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/rabihaboukhalil&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/ricardoribeirofado"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/ricardoribeirofado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://palcoprincipal.sapo.pt/ricardoribeirofado"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://palcoprincipal.sapo.pt/ricardoribeirofado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Terra&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Mariza&lt;br /&gt;(CD/DVD, EMI Music, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqE0EGjTVrI/AAAAAAAABG0/6Ja4_Q0RY7s/s1600-h/mariza_terra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377636675139884722" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 318px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqE0EGjTVrI/AAAAAAAABG0/6Ja4_Q0RY7s/s320/mariza_terra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do nome poder indiciar uma maior aproximação às raízes, este "Terra" é de todos os discos que Mariza gravou até hoje o que mais longe se situa da matriz portuguesa, o mais híbrido de linguagens exógenas que vão do jazz ao flamenco, passando pela música cabo-verdiana. Em dois ou três temas, como "Alfama" (originalmente gravado por Amália Rodrigues) e "Já Me Deixou" (do repertório de Max), o fado ou o fado-canção estão lá, mas os idiomas musicais que realmente dominam no disco são o flamenco e o jazz. Neste contexto, o nome do álbum, "Terra", na acepção de planeta, acaba por fazer sentido.&lt;br /&gt;A produção é assinada pelo espanhol Javier Limón que também toca guitarra flamenca. À secção de fado que é assegurada por Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Diogo Clemente (viola de fado) e Marino de Freitas (baixo acústico), junta-se uma plêiade de músicos estrangeiros, a saber – Concha Buika e Tito Paris (nos duetos vocais com Mariza), Dominic Miller (guitarra acústica), Ivan Lins (piano), Horacio "El Negro" Hernández (bateria), Ivan "Melon" Lewis (piano), Piraña (percussões), Dany Noel (contrabaixo) e Carlos Sarduy (trompete).&lt;br /&gt;À pergunta de João Bonifácio «Os festivais ‘world’, os músicos que conheceu, deram-lhe vontade de alargar o seu mundo sonoro?», Mariza responde: «Foram-me influenciando e sem isso não havia este disco. Mas talvez discorde de si: para mim, este álbum é como se eu estivesse com os pés assentes na minha terra e depois faço uma volta de 180 graus e volto à minha casa e à minha gente, como na frase do Miguel Torga: "Acabo sempre por vir dormir aqui".» (in "Público": Suplemento "Ípsilon", 20.06.2008). E reforça essa ideia com as seguintes palavras: «Neste disco, cada poema transmite uma mensagem. Temos o caso de um poema de Florbela Espanca ["Vozes do Mar"] que fala sobre Portugal, sobre o mar, sobre Camões e a mensagem é "Não nos vamos esquecer das nossas raízes, não nos podemos esquecer da nossa História, não nos podemos esquecer do que somos para podermos continuar em frente". E o mar faz parte de nós como povo. Falando de um poema de David Mourão-Ferreira, que se chama "Recurso", que fala de uma paixão, de um amor, de um destino, que acaba por não ser concretizado, é uma paixão inexplicável mas que não pode acontecer – é outra mensagem, porque há várias formas de paixão, muitas coisas que queremos e não acontecem.» (ibidem)&lt;br /&gt;Não se podendo considerar, em boa verdade, o melhor trabalho da discografia de Mariza (inferior a "Fado Curvo" e "Transparente"), e apesar de alguma ligeireza de cariz comercial patente em certos temas ("Rosa Branca", por exemplo), "Terra" não deixa de ser um registo digno de referência. Para tal muito contribuem "Já Me Deixou", "Beijo de Saudade" (em dueto com Tito Paris), "Vozes do Mar", "Alfama", "Tasco da Mouraria" (belíssimo momento de intimismo autobiográfico em registo jazzístico), "Alma de Vento" e "Morada Aberta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento:&lt;br /&gt;1. Já Me Deixou (Artur Ribeiro / Maximiano de Sousa)&lt;br /&gt;2. Minh'Alma (Paulo de Carvalho)&lt;br /&gt;3. Rosa Branca (José de Jesus Guimarães / Resende Dias)&lt;br /&gt;4. Recurso (David Mourão-Ferreira / Tiago Machado)&lt;br /&gt;5. Beijo de Saudade (B. Leza)&lt;br /&gt;6. Vozes do Mar (Florbela Espanca / Diogo Clemente)&lt;br /&gt;7. Fronteira (Pedro Homem de Mello / Mário Pacheco)&lt;br /&gt;8. Alfama (José Carlos Ary dos Santos / Alain Oulman)&lt;br /&gt;9. Tasco da Mouraria (Paulo Abreu Lima / Rui Veloso)&lt;br /&gt;10. Alma de Vento (Diogo Clemente / Dominic Miller)&lt;br /&gt;11. Se Eu Mandasse nas Palavras (Fernando Tordo)&lt;br /&gt;12. As Guitarras (Ivan Lins)&lt;br /&gt;13. Pequenas Verdades (Javier Limón)&lt;br /&gt;14. Morada Aberta (Carlos Tê / Rui Veloso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicos:&lt;br /&gt;Concha Buika – voz (em "Pequenas Verdades")&lt;br /&gt;Tito Paris – voz (em "Beijo de Saudade")&lt;br /&gt;Dominic Miller – guitarra acústica (em "Minh'Alma", "Vozes do Mar" e "Alma de Vento")&lt;br /&gt;Ivan Lins – piano (em "As Guitarras")&lt;br /&gt;Horacio "El Negro" Hernández – bateria (em "Beijo de Saudade", "As Guitarras" e "Tasco da Mouraria")&lt;br /&gt;Ivan "Melon" Lewis – piano (em "Tasco da Mouraria" e "Morada Aberta")&lt;br /&gt;Javier Limón – guitarra flamenca&lt;br /&gt;Piraña – percussões&lt;br /&gt;Dany Noel – contrabaixo&lt;br /&gt;Carlos Sarduy – trompete&lt;br /&gt;Marino de Freitas – baixo acústico&lt;br /&gt;Diogo Clemente – viola de fado e guitarras acústicas&lt;br /&gt;Bernardo Couto – guitarra portuguesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pré-produção – Rui Guerreiro, nos Estúdios Vale de Lobos&lt;br /&gt;Produção – Javier Limón&lt;br /&gt;Produção executiva – Albert Nijmolen e João Pedro Ruela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado no Estúdio Casa Limón, por Melissa Nanni&lt;br /&gt;Misturado no PKO Estúdios, por Oscar Clavel&lt;br /&gt;Masterizado nos Estúdios Bahia, por Oscar Clavel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografia – Isabel Pinto&lt;br /&gt;Design – OgilyOne&lt;br /&gt;Conceito criativo – Jorge Coelho, Sérgio Costa, Sónia Henriques&lt;br /&gt;Ilustração – Heitor Estúdio e Thestudio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mariza.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.mariza.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.marizafriends.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.marizafriends.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/fadomariza"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.myspace.com/fadomariza&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Flor de Fado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Mafalda Arnauth&lt;br /&gt;(CD/DVD, Polydor/Universal, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqE0LORpcZI/AAAAAAAABG8/8EnSCTt_zt8/s1600-h/mafalda_arnauth_flor_de_fado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377636797472403858" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_58yGDPk6zBc/SqE0LORpcZI/AAAAAAAABG8/8EnSCTt_zt8/s320/mafalda_arnauth_flor_de_fado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Há um disco de João Gilberto, nos alvores da bossa nova, chamado "O Amor, o Sorriso e a Flor". Sem qualquer ligação com ele, é isso que Mafalda Arnauth agora canta, num disco a que chamou "Flor de Fado". "É um disco onde canto declaradamente o amor", diz ela, procurando explicá-lo. "Digamos que é o momento que eu vivo e ao qual me vou dedicar nos próximos tempos. Acaba por ser uma intenção, uma ideia: cantar-me e cantar o público enquanto flores, enquanto seres de beleza pessoal, única, característica a cada um." Ela insiste na ideia de pureza, de essência. "E nos lugares que me vão definindo, como o sorriso. Tenho uma identidade e é isso que realmente me interessa."&lt;br /&gt;A história do disco nasceu antes, em palco, também com o nome de "Flor de Fado". Foi apresentado em Portugal e no estrangeiro e ela quis perpetuá-lo num disco de estúdio. Pegou em várias canções, escritas já depois do disco anterior, "Diário" (2005, o quarto de originais da sua carreira) e juntou-lhes quatro temas de Tiago Torres da Silva e três versões: "Povo que lavas no rio", "Flor de verde pinho" e "Tinta Verde". Na versão simples, o disco tem 13 temas, mas há uma edição especial com 15 e um DVD. Os dois temas bónus, diz Mafalda, são ambos muito fortes: "As pessoas podem integrá-los no meu reportório, na sua vida, em qualquer momento." E o DVD inclui cinco gravações feitas ao vivo no Teatro da Trindade, em Dezembro de 2007. Tem as três versões que integram o disco (criações de Amália, Carlos do Carmo e Vitorino), "Para Maria", do disco anterior, e uma canção dela, inédita, intitulada "Só corre quem ama". Nunca foi gravada em disco.&lt;br /&gt;"O ‘Diário’ já era um disco muito visceral, com tudo o que me rodeava. O Luís Pontes e o Ramón Maschio [guitarristas] vêm dessa altura. Foi de os ouvir tocar que nasceu este novo disco. E a sonoridade dos momentos espontâneos." Com menor ligação ao fado? "Acaba por ser assumida, porque esta sonoridade, com realce da guitarra clássica e da viola de fado, dá mais força à minha essência. No fundo, é como se eu tivesse ido à minha raiz de fadista para me revelar mais como cantautora."&lt;br /&gt;A par das oito canções da autoria de Mafalda Arnauth (considerando a edição mais completa), as versões também remetem para o seu passado. Se em "Diário" gravara "Foi Deus", volta a Amália com "Povo que lavas no rio". "O primeiro era uma homenagem a Amália, claríssima e declarada. Neste disco, senti necessidade, para o concerto, de fazer a minha homenagem ao meu país, ao amor que tenho por Portugal e que acho que nunca foi tão forte, nem sei porquê. Quando pedi este arranjo, disse que era crucial que eu aparecesse ao serviço da letra e da música, ambas fortíssimas. Queria que surgisse como uma oração, como um momento de intimidade meu, onde acabo por espelhar toda a gente."&lt;br /&gt;"Flor de verde pinho", um poema de Manuel Alegre musicado por José Niza, é outra escolha de raiz emocional. "Há muito tempo que queria cantar qualquer coisa do Manuel Alegre, tenho um poema escondido dele para o qual ainda não descobri a música ideal. Mas quando encontrei a ‘Flor de verde pinho’ achei que reunia tudo: uma época que gosto de cantar sem pudores nem vergonhas, e já se percebeu quando gravei ‘Cavalo à solta’ [em 2003]. É canção ligeira, é o que quiserem chamar-lhe. É música bonita para mim. E esta letra, o poder dizer ‘gostar de ti’ assim, é uma coisa que me realiza imenso. Além disso, é uma referência que penso que nunca fiz ao Carlos do Carmo e a uma discografia que me encanta. Acho que o público precisava deste tema em palco."&lt;br /&gt;A terceira versão, "Tinta Verde", de Vitorino, justifica-a assim: "É uma coisa que canto em concerto e que conheço de há muitos anos. Era um toque de alegria que eu precisava no concerto. Além disso, gosto francamente do Vitorino, acho-o muito português."&lt;br /&gt;A colaboração com Tiago Torres da Silva deu quatro canções. Uma delas, "O Mar Fala de Ti", fê-la para uma música de Ernesto Leite. "Disse-lhe que achava a música muito especial e que tinha que fazer um poema que lhe viesse das entranhas. E fez. É um poema alquímico, que tem qualquer coisa misteriosa que nos questiona a todos." Outra, "Entre a voz e o oceano", foi pretexto para um dueto com a brasileira Olívia Byington. Numa passagem de Maria Bethânia por Portugal, Mafalda Arnauth e Tiago Torres da Silva, ambos convidados para os concertos, conheceram-se melhor e descobriram que partilhavam a mesma admiração pela baiana. "Se calhar, esse foi o primeiro poema que ele compôs especificamente para mim. E o nosso tributo a Maria Bethânia. O Tiago lembrou-se depois da Olívia Byington para fazer a música porque nessa altura estava a fazer um disco com ela." Mais tarde, Mafalda assistiu a um dos concertos que Olívia deu em Portugal, no palco do Teatro Mundial. "No dia seguinte acordei a pensar que não podia deixar a Olívia ir embora sem gravarmos juntas a canção, mesmo que fosse na minha casa. Acabou por ser quase assim. Gravámos em dois ‘takes’ e acabávamos o tema a rir porque essa química de cantar olhos nos olhos com outra pessoa é crucial."&lt;br /&gt;Quem comparar este disco com os anteriores notará diferenças, na sonoridade e na voz. Maior influência da canção ligeira? Ela nega: "Acho que as misturas podem ser mais claramente América do Sul, pela ligação ao Ramón, ou música brasileira. É um disco mais moderado até na voz, mais grave, mais quente. É naturalmente mais canção, mais melodia, não sinto que seja de todo ligeiro. Acho que é até um trabalho mais sério a nível de arranjos, porque é mais depurado e mais respirado o chão onde eu cantei."&lt;br /&gt;E a voz acompanhou esse tom. "A minha expressão vocal está a arranjar um território de fronteira. Não é claramente a fadista tradicional, nos requebros, na exposição, nem tem nada a ver com a canção pop. Se calhar é um lugar multo arriscado em Portugal, mas não me importo nada de o ocupar. Fadista de alma, o fado está mais tranquilamente ao pé de mim desta forma do que se eu estiver a forçar uma coisa que não sou.» (entrevista a Nuno Pacheco, in "Público": Suplemento "Ípsilon", 03.10.2008)&lt;br /&gt;Citando Nuno Pacheco, "Flor de Fado" «é o primeiro disco de Mafalda Arnauth que tem a palavra fado na capa mas é, dos cinco que ela já gravou, aquele que se afasta mais do fado. Na sonoridade, pelo protagonismo&lt;br /&gt;dado às violas em detrimento da guitarra (em segundo plano). Na voz, pelo afastamento de muitas das colorações fadistas presentes nas gravações anteriores (mesmo quando cantou temas como "Cavalo à solta" ou "No teu poema") e a sua substituição gradual por uma vocalização que recorre com maior frequência a repentes dramáticos, como os das cantoras mexicanas ou de certas cantoras ligeiras.» (ibidem). Não obstante tudo isto, o álbum não deixa de ser uma obra digna de referência. Na linha intimista do álbum anterior, mas indo ainda mais longe no abandono dos códigos expressivos do fado, o presente trabalho ouve-se com muito agrado e tem alguns momentos verdadeiramente sublimes como é o caso de "Entre a Voz e o Oceano" e "O Mar Fala de Ti". Este último, que se pode considerar desde já uma das mais belas criações de sempre de Mafalda Arnauth, fica definitivamente como uma pérola da música portuguesa. Também merecedora de destaque é a versão do clássico amaliano "Povo Que Lavas no Rio". Algumas abordagens às criações de Amália Rodrigues, sobretudo às mais carismáticas, melhor seria que nunca tivessem sido feitas (por pouco dignificarem e nada acrescentarem às originais) mas esta surpreende, pela sobriedade e pelo bom gosto que a cantora imprimiu à interpretação, e sem necessitar de atraiçoar a música de Joaquim Campos. Ao contrário de algumas das suas pares fadistas (ou pretensamente fadistas) que pegam na obra da imortal Amália sem a menor parcimónia e sujeitando-a a malabarismos vocais de tremendo mau gosto, Mafalda Arnauth optou por fazer uma abordagem muito delicada e contida, quase lírica, não caindo na tentação de imitar o ‘pathos’ muito próprio de Amália, o que lhe dá um encanto muito especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento (CD):&lt;br /&gt;1. Amor Abre a Janela (Tiago Torres da Silva / Luís Pontes; arr. Luís Pontes)&lt;br /&gt;2. Porque é Feito de Alegria (Mafalda Arnauth / Ramón Maschio; arr. Ramón Maschio)&lt;br /&gt;3. Entre a Voz e o Oceano (Tiago Torres da Silva / Olivia Byington)&lt;br /&gt;4. O Mar Fala de Ti (Tiago Torres da Silva / Ernesto Leite)&lt;br /&gt;5. Povo Que Lavas no Rio (Pedro Homem de Mello / Joaquim Campos – Fado Vitória; arr. Luís Pontes)&lt;br /&gt;6. Quanto Mais Amor (Mafalda Arnauth / Mafalda Arnauth; arr. Ramón Maschio)&lt;br /&gt;7. De Tanto Querer - Fado Vítima (Mafalda Arnauth / Luís Pontes; arr. Ramón Maschio)&lt;br /&gt;8. Flor de Verde Pinho (Manuel Alegre / José Niza)&lt;br /&gt;9. Porque Eu Não Sei Mentir (Mafalda Arnauth / Ramón Maschio; arr. Ramón Maschio)&lt;br /&gt;10. Ir Contigo (Mafalda Arnauth / Mafalda Arnauth; arr. Luís Pontes)&lt;br /&gt;11. Tinta Verde (Vitorino / Vitorino)&lt;br /&gt;12. Agarrada ao Chão (Tiago Torres da Silva / Ram
